Jogos Escolares da Juventude

Bom dia!!!Está chegando a hora! Amanhã assistiremos à solenidade oficial de abertura dos Jogos Escolares da Juventude.
Nesta edição, 27 delegações representando cada estado brasileiro, o distrito federal e Londrina, a cidade sede, compõem um contingente de 3970 atletas e um total de 4660 pessoas envolvidas, um recorde para o evento. De 4 a 14 de setembro, estes jovens atletas entre 12 e 14 anos disputarão medalhas em 13 modalidades distintas, entre esportes coletivos e individuais.
O Município de Londrina investiu esforços na captação deste evento, e estes esforços contaram com a participação decisiva da FEL, do Londrina Convention Bureau, da CODEL e da própria Secretaria Estadual de Esportes.Estamos também investindo aproximadamente 2 milhões e setecentos mil reais na contratação de grande parte da infraestrutura e serviços necessários para abrigar este super evento oficial do Comitê Olímpico Brasileiro.O próprio COB, também está investindo valores superiores aos nossos, pois estamos tratando de um evento que contrata, por exemplo, cerca de 26 mil diárias de nossos hotéis em um período de apenas 10 dias, além de ônibus, vans, veículos leves, infraestrutura de informática, alimentação ( 55 000 refeições estimadas), segurança,etc, etc, etc. Não há dúvida de que se trata de um dos maiores eventos que Londrina já abrigou em toda a sua história e tenho a convicção que trará imensos benefícios à economia do município: são aproximadamente 6000 visitantes consumindo durante 10 dias serviços em nossa cidade. Entretanto, um evento desta natureza não pode ser analisado única e exclusivamente pela ótica econômica. Na verdade, são outros os aspectos que tornam este evento tão especial.
Os Jogos Escolares da Juventude valorizam, incentivam e promovem a prática esportiva no ambiente escolar. Desta forma, fortalece valores e princípios próprios do esporte que nosso governo entende como absolutamente essenciais para a formação da cidadania. O respeito às regras, a disciplina, a lealdade durante a disputa, a solidariedade e o aprendizado do vencer e do perder são valores que dificilmente poderiam ser ensinados com a precisão como a prática esportiva possibilita. Esses valores e princípios são fundamentais para a formação do caráter dos futuros cidadãos Londrinenses que serão responsáveis pela construção de nossa sociedade. E nós acreditamos que nossos futuros cidadãos, com tais princípios e valores fortalecidos, serão capazes de construir um mundo mais justo, fraterno, solidário, próspero, enfim: melhor para que nossas famílias possam viver tranquilamente. É por aí! E que todos os visitantes se sintam muito bem vindos a Londrina!!!



Outorga Onerosa e Operações Urbanas Consorciadas

Ontem encaminhamos para a Câmara o projeto de lei que regulamenta o mecanismo da outorga onerosa em Londrina. O princípio é autorizar um aumento no potencial construtivo de algumas regiões mediante a um pagamento ao poder público. Estes pagamentos, por sua vez, vão diretamente para um fundo criado especificamente para este fim onde já se encontra definido onde e como os recursos serão investidos. Outra coisa: estas regiões onde a outorga onerosa poderá ser aplicada foram definidas em conferências municipais. Com esta lei aprovada, na sequência, haverá a possibilidade da elaboração de projetos específicos, que também deverão ser aprovados através de leis, conhecidos como operações urbanas consorciadas. Funciona mais ou menos assim: imagine que o poder público resolva duplicar a avenida Duque de Caxias. Uma Operação urbana consorciada estabeleceria um aumento do potencial construtivo ao longo da avenida. Para poder explorar este direito, o empreendedor deverá adquirir este direito e os recursos advindos destas aquisições seriam utilizados na duplicação da avenida. Fiquei sabendo que o plano diretor de São Paulo recém aprovado institui mecanismos desta natureza onde há previsão de corredores de ônibus, como o nosso Superbus, nosso BRT. Enfim, trata-se de uma ferramenta moderna que tem poder inclusive de complementar a viabilização de soluções de questões urbanas muito importantes de nossa cidade. 



Sercomtel Iluminação Pública

Logo estaremos discutindo com mais profundidade à respeito do projeto de lei que encaminhamos à Câmara com o objetivo de delegar em favor de nossa empresa pública Sercomtel os serviços de manutenção da iluminação de Londrina. O que não podemos deixar acontecer é que o óbvio interesse da iniciativa privada nos aproximadamente 50 milhões de reais de recursos públicos que a Prefeitura tem reservada para este fim influencie a opinião pública. Uma análise mais maliciosa poderia supor até que haja gente mal intencionada também interessada em uma licitação fraudulenta típica do mundo politico. Mas a verdade é que temos uma empresa pública municipal apta a prestar esses serviços e ser muito eficiente diante da possibilidade de se compartilhar espaços públicos, conhecimento, gestão, recursos humanos, etc. já existentes em nossa telefônica. Imagino que o fato da Sercomtel ter passado por um período recente de dificuldade possa ser usado de forma tendenciosa por aqueles que tenham interesse naqueles 50 milhões, além de preocupar algumas pessoas bem intencionadas,mas a verdade é que hoje a Sercomtel já está dirigida ao equilíbrio e o aporte que devemos fazer em favor da empresa está dentro de um planejamento que está sendo bem executado e que já apresenta resultados consistentes. Nossa opção é pela empresa pública e vamos defender este encaminhamento.



Para melhorar os nossos EIVs

Hoje nossa agenda incluirá o debate sobre os EIVs, os Estudos de Impacto de Vizinhança. Para quem não sabe o que é isso, nossa legislação atual prevê que empreendimentos de diversas naturezas que se caracterizem como polos geradores de tráfego (PGT), entre outros, elaborem esses estudos antes de serem autorizados a funcionar. Em tese, tudo certo. Na prática, alguns problemas. O principal deles é que o perfil de empreendimentos sujeitos a este tipo de estudo é muito amplo e, quando foi definido, não levou em consideração a capacidade de análise do IPPUL, o órgão responsável para tal. Estamos propondo dois projetos de lei para tentar conciliar este objetivo de promover esta análise, focando sobre os grandes empreendimentos , dispensando os pequenos, tais como escolinhas de inglês , pequenas academias de ginástica e até mesmo empreendimentos que, ao longo do tempo, modificaram seu perfil, tais como bancos. O segundo projeto de lei prevê uma ordenação dos procedimentos para o fluxo completo do processo do EIV dentro da prefeitura. Padroniza procedimentos, estabelece prazos, responsabilidades e um comitê de análise de EIVs que, ao longo do tempo, construirá um banco de dados, o que deverá gerar conteúdo suficiente para avaliar-se a necessidade de se manter determinados tipos de empreendimentos sujeitos a a tais estudos ou não. Outro aspecto que propomos é a extinção da necessidade de EIVs para instalação de indústrias em zonas industriais, até porque qualquer loteamento industrial já é obrigado a fazer o próprio EIV antes de sua aprovação. Enfim, a idéia é simplificar, tornar nossa cidade mais amigável ao empreendedorismo, garantir a manutenção prioritária dos EIVs sobre os grandes empreendimentos, desenvolver conhecimento local sobre a necessidade destes estudos e consolidar procedimentos internos. Claro que em um cenário ideal, todo e qualquer empreendimento deveria estar sujeito a um estudo como este, independentemente de seu tamanho. Entretanto, tais determinações devem ser implementadas paulatinamente e estarem conciliadas com a estruturação dos órgão responsáveis por tais análises, o que não foi feito. Estamos propondo uma harmonização entre o ideário proposto e a realidade existente, por isto nosso programa Londrina pra Frente propõe a estruturação do IPPUl o que garantirá a possibilidade de avanços na capacidade de entregas de nosso Instituto. Ah! Já ia me esquecendo: nossa proposta também prevê que apenas profissionais com formação específica na área de urbanismo estejam aptos a elaborar os EIVs.



É ótimo morar em Londrina!

Na sexta-feira a rádio Paiquerê divulgou uma informação muito bacana identificada através de uma  pesquisa realizada em Londrina. Além de verificar a aprovação da administração municipal (52% de aprovação), índices de intenção de votos para os Governos Estadual e Federal, identificou que 83,5% da população londrinense acha bom ou ótimo morar em Londrina!

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O BRT não é um ônibus: é o SUPERBUS !!!!

Não, o BRT não é um simples ônibus, é um super ônibus: é o SUPERBUS !!!!
Estava evitando detalhar o assunto, mas agora o tema já se disseminou pelo noticiário então vamos lá: O BRT está em vias de sair do papel . Para quem não sabe, o BRT é um sistema de transporte inicialmente idealizado em Curitiba e que ficou conhecido por lá como ” Ligeirinho”. Nosso modelo está mais para o ‘Transmillenium”, de Bogotá, mas resumidamente trata-se de um sistema de transporte por ônibus articulados ou biarticulados feito em pistas exclusivas, com estações de embarque rápido niveladas com o piso do veículo (não tem escadas) e mais algumas novidades. O cobrador, por exemplo, fica na própria estação e não dentro do ônibus, o que agiliza muito o embarque e desembarque, garantindo velocidade no trajeto, diminuição no tempo de deslocamento e melhor qualidade do sistema como um todo. O sistema terá duas superlinhas: uma amarela, sentido leste/oeste , e outra verde, sentido norte/sul. Estes dois trajetos contarão com 28 estações que , por sua vez, contarão inclusive com bicicletários ( o nome correto não é esse) para permitir a integração com o pessoal que usa bicicletas também. Aliás, o sistema contará com 24 km de ciclovias ou ciclofaixas ao longo de todo o percurso. Ou superciclovias, para seguir o padrão. Supermoderno, super rápido, supereficiente, superconfortável! A partir da assinatura com o ministério dos transportes, o que deverá ocorrer agora no dia 13 de março, vamos ter um ano para concluir o processo licitatório e iniciar as obras, que deverão ser concluídas em até 36 meses. O total de investimentos será de 143 milhões de reais, sendo um financiamento de 124 milhões do PAC 2 de Mobilidade Urbana das médias cidades e 19 milhões de recursos próprios. Os detalhes deste superinvestimento estrutural serão apresentados pela equipe técnica do IPPUL em entrevista coletiva antes da assinatura junto ao governo federal. Na ocasião, farei também um relatório detalhado sobre todas as etapas superadas até o momento iniciadas ainda no período de transição.



D. Cida, a eleitora

-Então, pessoal, para encerrar: não podemos entregar nosso voto por promessas ou favores pessoais! Chega desse toma lá dá cá! Minha candidatura é baseada em propostas e espero poder contar com o voto consciente da cada um de vocês. Muito obrigado e até o dia da eleição!!!!
Aplausos…
– Lindo discurso! O senhor realmente falou muito bem. Não tem cabimento esse negócio de candidato comprar voto com churrascada e presentinho.Tem que ter proposta!
– Que bom que a senhora gostou. Às vezes é tão difícil… Sabe como é, o pessoal está mal acostumado… Mas como é o nome da senhora?
– Cida, D. Cida.
– Então, D.Cida. Temos que renovar a prática eleitoral.
– Isso mesmo.
– Apenas com uma nova maneira maneira de encararmos as eleições é que vamos conseguir modificar nossa realidade…
– Chega dessa pouca-vergonha.
– É verdade. A senhora realmente falou certo agora: é uma pouca-vergonha mesmo! E isso tem que acabar! Nós temos que acabar com isso!
– Nossa!
– Bem, D.Cida, agora tenho que ir. Sabe como é, muitos compromissos, a campanha está a mil por hora…Tenho mesmo que ir!
– Que pena…Mas, olha, meu voto já é seu, viu! Pode contar!
– Que bom! Muito obrigado!
– Só mais uma coisinha, se o senhor tiver um tempinho…
– Diga, D.Cida.
– Sabe o que é? É que eu tenho um filho e ele está estudando para computação e será que não tinha um jeito do senhor arrumar um computadorzinho para ele, só uma ajudinha assim…
– D.Cida…

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“E o viaduto do Nova Olinda????”

“E o viaduto do Nova Olinda????”
Quem acompanha meu face sabe que esta pergunta já foi um hit nos comentários das postagens. Era só eu postar uma coisa bacana para, na sequência, alguém comentar “e o viaduto do Nova Olinda?”.
Pois é, a obra, que foi iniciada em 2008, foi concluída e formalmente entregue hoje pelo DNIT. Aliás, não é a única obra entregue neste primeiro ano de governo. Lembro-me, rapidamente, da Praça da Juventude da Zona Sul, Centro de Convivência do Idos da Zona Oeste, CRAS da Zona Norte, Escola Hélvio Steves, Escola Maestro Panico, duplicação da Ayrton Senna, duplicação da Lucílio de Held, a extensão da Saul ElKind em direção a Ibiporã, o centro de Educação Infantil do Jardim Leonor, o Centro de Educação Infantil do Jardim Columbia. Isso sem falar de outras obras menores, tipo a transposição da Duque de Caxias e a Ponte da Castelo Branco, entre outras. Estamos, também,prestes a concluir a Praça da Juventude da Zona Norte, a PEC da Zona Oeste e o Terminal de Integração, também na Zona oeste. Missão cumprida? Claro que não, ainda temos muitas outras obras em andamento, como a do Teatro Municipal ( não estou falando do Ouro Verde), a UPA da Leste Oeste e as UBSs do Campos Verdes e Guanabara iniciadas neste governo. Enfim, aos poucos vamos colocando as coisas em seu devido lugar.

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Eleição, reeleição, trieleição…

Demorei muito tempo para entender como era possível que políticos corruptos conseguissem reeleger-se,”trieleger-se” e assim por diante. Mas foi durante o processo eleitoral, conversando com as pessoas que mais precisam da prefeitura que isso começou a ficar claro. Na verdade, esse tipo de político é um espécie de maníaco que explora as fraquezas pessoais, os dramas sociais mais severos, para garantir a sua perpetuação no poder ou fortalecer sua oligarquia política.
Imagine, por exemplo, uma jovem mãe solitária , com dois ou três filhos pequenos, que precise trabalhar para garantir o alimento em casa mas que se encontre impossibilitada pelo fato de não ter uma creche em seu bairro. Além disso, essa jovem mãe sente-se ameaçada pela perda da guarda das crianças se tomar a atitude de simplesmente partir para a luta deixando as crianças em casa em situação de risco. O que você acha que ela espera ouvir de um candidato quando ela pergunta “ você vai construir uma creche em meu bairro?”. Todo mundo aqui sabe que ela quer ouvir que a creche será construída,que seus filhos terão uma educação de qualidade, alimentação adequada e segurança, enquanto ela poderá trabalhar e garantir sua cidadania.
Acontece que a resposta para aquela pergunta nem sempre é assim tão simples. Mesmo que todos queiram construir a creche, nem sempre a resposta imediata pode ser afirmativa porque são necessário recursos, projetos, contratação de professores, previsão orçamentária, etc.. Todos os candidatos, todos, sem qualquer exceção,sabem disso.Entretanto alguns,mesmo quando tem certeza absoluta de que jamais construirão uma creche naquela região, acabam afirmando que “eleito prefeito” ou “eleito deputado”, irão construir tal equipamento.
O mais incrível de tudo isso é que a pessoa que está em frente ao político canalha sabe, em seu íntimo,que está diante de uma mentira, mas quando o que se reivindica é algo muito importante, quando é exatamente aquilo que mais se precisa, as pessoas optam por se apegar aquela mentira, aquela pequena esperança, em detrimento da razão ou da verdade. Isso é humano.
E é assim que o político profissional corrupto consegue permanecer no poder. São especialistas em identificar as fragilidades humanas.São especialistas que não sentem o menor constrangimento em se apossar dos dramas pessoais para atingirem seus próprios objetivos. Fazem isso com mães, com enfermos, com desempregados, com pessoas que precisam de casa própria,enfim: são manipuladores dedicados em transformar sonhos,esperanças e direitos daquelas pessoas mais necessitadas em combustível para suas carreiras políticas.São verdadeiros sociopatas desprovidos de qualquer escrúpulo , que se disfarçam de protetores do povo e que se escondem por detrás das mais legítimas reivindicações populares única e exclusivamente para garantir a própria perpetuação no poder.Seres desprezíveis,ainda presentes na fauna política brasileira,estão condenados à lenta e progressiva extinção, vitimados pela informação e pela próprio amadurecimento progressivo da nossa jovem democracia. Podem ter certeza de que nestas eleições mais uma geração destes facínoras será deletada da vida pública. Eu acredito nisso.

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A tarifa

Ontem passei em uma padaria e percebi que uma das atendentes estava com um olhar meio diferente e perguntei a ela o que estava acontecendo. ” Não é nada, não, prefeito!”. Insisti mais um pouco  e, afinal, ela respondeu:

_ É a tarifa do ônibus…

Perguntei a ela se  não recebia o vale transporte do padeiro e ela me disse que sim, mas acontece que a vida não se resume a ir e voltar do trabalho,claro. A verdade é que ela tem razões para não gostar do reajuste porque realmente trata-se de uma alteração expressiva. E vou explicar em linhas gerais as razões para que isso tenha ocorrido.

Primeiramente, é preciso explicar o porquê disto  ter ocorrido exatamente agora, em plena virada de ano. Existem dois motivos para o reajuste ter sido decretado agora. O primeiro deles é que a lei do subsidio tinha validade até o dia 31 de dezembro de 2013, ou seja, a partir do dia primeiro de janeiro teríamos que parar de repassar às empresas 10 centavos para cada passageiro. É mais ou menos assim: o passageiro pagava dois reais e trinta centavos e a prefeitura pagava mais dez centavos, totalizando os dois reais e quarenta da tarifa. O segundo motivo é que em Londrina a data base dos trabalhadores do transporte coletivo é em janeiro, diferentemente de outras cidades, onde normalmente a data base é em maio. Essa antecipação para janeiro ocorreu em 2012.

E por quê essa alteração de 35 centavos?Em número aproximados, o primeiro motivo é próprio fim do subsídio de 10 centavos por passagem. Infelizmente, uma série de políticas municipais assumidas no passado fizeram com que as contas da prefeitura fossem contundentemente comprometidas e muitos serviços públicos fossem deixados em segundo plano. Serviços públicos essenciais, como a saúde e a educação sofreram impacto severo e optamos por dirigir a maior parte dos recursos do município em 2014 exatamente para estas áreas. Em 2013, o orçamento municipal destinava aproximadamente 7 milhões de reais para serem repassados às empresas de ônibus e , por isso, era possível dar um desconto de 10 centavos na tarifa. Este ano não haverá mais esse repasse. Estes recursos agora fazem parte dos aumentos que promovemos nos orçamentos da saúde e da educação em 2014. Então, somente por este motivo, a tarifa já precisava ser reajustada em 10 centavos. Outro importante fator foi o reajuste salarial dos trabalhadores e a recuperação de perdas. Este ítem significa aproximadamente 16 centavos na tarifa. O terceiro ítem de grande impacto é a ampliação da frota em mais 21 ônibus para rodarem no horário de rush, ou seja, para que os ônibus não fiquem tão lotados Este aumento na frota gerou um impacto de aproximadamente mais 10 centavos. O terceiro ítem se refere ao aumento de 8% do óleo diesel e todo mundo sabe que os ônibus rodam utilizando este combustível. Este aumento impactou em mais três centavos na tarifa. Quem é bom em matemática já percebeu que, somando tudo, a soma é trinta e nove centavos e o reajuste foi de trinta e cinco centavos apenas. Como foi possível esta “economia” de quatro centavos ? Um dos fatores é o início da gratuidade aos alunos da rede municipal de ensino . Por incrível que pareça, esta medida desonera a tarifa. Isto porque até hoje o aluno pagava meia passagem e a outra metade da passagem era rateada pelos usuários do sistema. Agora, com a aprovação da lei do passe livre para os alunos da rede municipal, quem paga esta parte da passagem que antes era paga pelos usuários é a própria prefeitura, gerando este barateamento entre 1 e 2 centavos. Aliás, é bom que todos saibam que o passe livre acaba diminuindo o preço final da tarifa e é por isso que já encaminhei uma correspondência ao Governo do Estado solicitando que avalie a possibilidade de assumir o passe livre para os alunos da rede estadual de ensino, assim como nós já fizemos com os nossos alunos. Em minha opinião, esta forma de subsídio dirigido a estudantes é uma maneira mais adequada de subsidiar o transporte: gera o mesmo efeito que o subsidio direto para o usuário e incentiva a educação.  O restante da diferença de quatro centavos é devido a ajustes no cálculo tarifário. A CMTU comprometeu-se em disponibilizar em seu site a planilha completa a partir do dia 2 de janeiro com a máxima transparência.

Enfim, esta é a nossa realidade. A tarifa reajustada ainda é mais barata que tarifas de outras cidades de porte similar a Londrina e que ainda não enfrentaram a negociação salarial e o impacto do aumento do diesel e de outras variáveis. Também continua mais em conta do que o transporte de Londrina Cambé, que desde o ano passado já está na faixa dos dois reais e setenta centavos. Também é real que esta tarifa não atende as expectativas das empresas que, segundo foi noticiado, esperavam uma tarifa de três reais e quatorze centavos .A verdade é que as políticas  que seguraram a tarifa por mais de dois anos congelada e que  optaram por repassar recursos públicos diretamente às empresas para evitar o desgaste político de uma tarifa real colaboraram para o comprometimento de nossas contas públicas e no sucateamento de alguns serviços essenciais , como os da saúde e da educação. Existem ainda outras providências para tornarmos nossa tarifa a mais barata possível e a CMTU, que é quem faz todos os cálculos que definem os valores da tarifa e gerencia o sistema de transporte coletivo em Londrina, tem a missão de implementá-las ao longo de 2014. E tenham certeza: não vou perder a oportunidade de baixar a tarifa sempre que for possível. Em 2013, baixamos 10 centavos quando o geverno federal extinguiu o PIS e o Cofins e depois mais 5 centavos quando o governo estadual parou de cobrar o ICMS sobre o diesel !

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