Hoje, em uma das chamadas do portal do UOL é possível ver as novas fotos obtidas pela Survival International que mostram índios isolados no Brasil, perto da fronteira com o Peru.As fotos foram tiradas pela Funai (Fundação Nacional do Índios) que ,segundo o UOL,autorizou a Survival a utilizá-las como parte de sua campanha para proteger o território dos índios isolados.
Detalhe
E é muito bacana imaginar que existam índios completamente isolados em pleno séc XXI.Na matéria,um dos sertanistas da Funai expressa a sua preocupação com o grupo indígena,inclusive com a dificuldade em mantê-los isolados e até mesmo para fazer com que o governo acredite que esses índios isolados realmente existam.Agora,se são completamente isolados,essa foto me deixou em dúvida.Dá uma olhada com atenção na foto.O indiozinho do meio não está segurando em sua mão esquerda um facão metálico?E aquela panela em cima da pedra?
O consumo mundial de peixes atingiu a marca recorde de 17 kg por ano por habitante,segundo a FAO, e já responde por 15% do total da proteína de origem animal ingerida.E,para quem não tem idéia das dimensão deste negócio, 540 milhões de pessoas ao redor do globo estão diretamente ligadas à atividade.Nada mais ,nada menos, do que 8% da popualção mundial.O documento da FAO revela outras informações importantantes,entre elas que aproximadamente 32% dos estoques mundiais de pescados estão sendo super-explorados o que coloca em risco a sustentabilidade a longo prazo da atividade.Por outro lado, a produção através da aquicultura tem crescido bastante e já ocupa um importante espaço como atividade econômica,principalmente na Ásia.
Anpaqui
Em Londrina existe a Associação Norte Paranaense dos Aquicultores,a Anpaqui, que desenvolve um trabalho excelente de fomento à atividade,tanto na produção de peixes em tanques,quanto em tanques redes em represas maiores.A sede da Anpaqui é lá na Sociedade Rural do Paraná e,desde 2008,a própria Rural já possui sua diretoria de aquicultrura.O potencial de nossa região é enorme,especialmente se considerarmos a possibilidade de utilização das represas das hidrelétricas do rio Paranapanema,nossa “Costa Norte”.Existe até uma iniciativa de se organizar uma cadeia de produção , abate e distribuição aos moldes das integrações da indústria do frango já em andamento.
Já comentei por aqui que este fim de semana estou fazendo curso de reciclagem para motoristas.Ontem,foi o módulo de primeiros socorros e,entre outras coisas, o instrutor do curso nos ensinou como nos comportarmos perante a um acidentado enquanto se espera pelo socorro médico especializado.Deve-se conversar com a vítima,de maneira serena,perguntar seu nome,apresentar-se,enfim:assuntos amenos mas que de alguma forma possam acalmar a vítima e não preocupá-la ainda mais.Mas há uma única excessão quando se trata de apresentações.Há um único caso em que você deve omitir seu nome. E o instrutor tem razão.Não dá para chegar para uma vítima toda estropiada e apresentar-se:”Olá ,eu sou o Jesus,me dê sua mão….” .
A grade de shows completa da ExpoLondrina 2011 deverá ser anunciada no dia 8 de fevereiro em entrevista coletiva,junto com outras informações relativas à Expô.Serão oito shows e três dias de rodeio.
Isso mesmo.O fim de semana será de poucas postagens e dedicado ao estudo de leis.Mais especificamente falando,o fim de semana será dedicado ao estudo das leis de trânsito,afinal,desde ontem à noite estou frequentando o curso de reciclagem do Detran.Se tudo der certo, recupero minha carteira de motorista depois de um mês de suspensão…
Sempre que há aumento nos preços dos alimentos,políticos populistas aventam a possibilidade de intervir nos mercados, controlando preços, ou de alguma outra maneira qualquer.No Brasil,até sequestro de boi no pasto nós já vimos e,sempre,o que acaba ocorrendo é que a iniciativa fracassa.O mais recente desastre decoreente de uma política intervencionista equivocada é o verificado aqui perto, na produção de carne na Argentina.
Fim do bife de chorizo?
Para se ter uma idéia do que está ocorrendo na Argentina,as exportações de carne bovina durante 2010 despencaram quase 60% quando comparada a 2009. A combinação de intervenção do Governo e seca nos anos anteriores resultou em um forte declínio no rebanho bovino em 2009 e agora, tendo que recompor o plantel de matrizes,fica muito difícil garantir a oferta.O mais interessante é que os vários anos de intervenção do Governo na indústria pecuária argentina, além de contribuírem para a queda nas exportações, fracassaram quanto ao seu objetivo inicial:garantir carne em abundância e a bons preços no mercado interno. O que aconteceu,na verdade, foi que os produtores abateram matrizes e a produção,a exportação e o consumo interno despencaram.Uma enorme atrapalhada que está acabando com um baita negócio,mundialmente reconhecido, que é a produção de carne bovina na Argentina.
Eu estava lá
Eu estava na Argentina,mais precisamente em Rosário durante um evento agropecuário, quando o Governo argentino decretou o congelamento de preços de alguns cortes bovinos e também a proibição de sua exportação.Os produtores, que naquela época já estavam aos poucos substituindo suas pastagens pela produção de soja naquela região,brigaram bastante com o governo,mas,pelo jeito, devem ter intensificado a implantação das lavouras.
Por outro lado
Por outro lado, uma excelente novidade acaba de estreiar na agropecuária brasileira.É o seguro de receita agrícola. Este tipo de seguro garante a renda do produtor e não apenas seus custos ou sua produtividade.Assim, havendo quebra na safra ou baixa nos preços,a renda do produtor está garantida.Por enquanto,foram apenas 10 contratos experimentais feitos em lavouras de soja do Paraná,mas a tendência é que esta modalidade de seguro seja muito ampliada,como já ocorre nos USA.
Ontem, escrevi aqui,de relance,sobre o Muro de Berlim e me lembrei de quando o conheci.Fui a Berlim em janeiro de 1986,com meus irmãos,quando viajei de mochila por aí,dormindo em albergues e,às vezes,em estações de trem,banco de praça,etc… O Muro ainda estava de pé.Para chegar na cidade, atravessamos a Alemanha Oriental de trem, em uma composição ferroviária russa,sem nenhuma parada até Berlin ocidental,que era completamente cercada pelo Muro.
Corredores
Existiam corredores ferroviários e aéreos que permitian à Berlim ocidental comunicar-se com a Alemanha capitalista e o resto do mundo.Para passar o muro e entrar na Alemanha comunista,conseguimos vistos de 24hs e fomos de metrô,fazendo alfândega em uma estação.
Do lado de lá
Berlim oriental era sombria,cinza.Tivemos sorte porque,ainda na fila da imigração,conhecemos um jovem alemão ocidental que havia nascido no Rio Grande do Sul e vivido lá até os três anos.Ele acabou nos acompanhando e sendo intérprete durante as poucas horas que nos autorizaram a permanecer em Berlim ociental.Isso foi fundamental porque naquela época ninguém do lado de lá falava inglês e eu,até hoje, conheço poucas palavras em alemão
Frio para valer
Como a temperatura era de absurdos 27 graus negativos,logo que saímos do metrô (gratuito!) fomos para um bar (estatal ! ).Lá, conhecemos algumas garotas do interior que,sem nenhuma cerimônia,nos pediam para que as levassem conosco.Não foi paixão à primeira vista,não.Era a bsca pela liberdade.Elas achavam injusta a proibição para se sair da Alemanha do regime comunista.Sentiam-se prisioneiras em seu próprio país.
Cerveja com champanhe
Nunca entendi direito aquele hábito,mas depois de tomarmos cerveja acompanhada de champanhe,eles serviam assim no bar estatal,fomos à uma loja de departamentos e pude ver o atraso tecnológico que viviam à época.TVs poucas e, ainda por cima, apenas preto e branco.Aparelhos de som rudimentares e nenhum,absolutamente nenhum ítem que pudesse ser adquirido como uma lembrança,uma recordação de Berlim oriental.Eu que não havia filme para máquina fotográfica encontrei apenas um filme preto e branco que ninguém conseguiu revelar aqui no BrasilAcabei voltando com uns marcos,a moeda deles à época, no bolso.Era proibido sair com marcos orientais da Alemanha comunista, mas uns troquinhos acabaram vindo no bolso,sim
Do lado de cá
Já o lado ocidental de Berlim era fantástico.Tudo funcionava perfeitamente.O trânsito era organizadíssimo,o comércio repleto de novidades de todo o mundo,as atrações artísticas de alto nível,ônibus modernos e até o albergue era bem melhor do que em outros lugares.Era uma vitrine perfeita para se propagandear a pujança capitalista. Estava lá,encravada no meio de um país comunista!
Obsessão pela fuga
O “Museu da Fuga”,que o próprio nome já dá uma boa dica sobre a que se referia, tinha um acervo que nos mostrava toda a engenhosidade e maluquice que os alemães orientais empregavam para fugir para o lado ocidental.Fundos falsos em automóveis,mini-submarinos,tirolesas amarradas entre edifícios e muito mais.Havia também sequências fotográficas dramáticas registrando tentativas de fuga e o abate sumário feito por soldados orientais de fronteira.Em alguns lugares,ao longo do Muro de Berlim,encontrávamos mirantes para que pudéssemos espiar o lado de lá.Como pode ter existido o Muro de Berlim?
Primeiro foi na Tunísia.Agora,no Egito.E no Iêmen.Será que essa rebeldia que leva o povo às ruas protestando por liberdade e mudanças tem força para se espalhar pelo mundo árabe?Não consigo deixar de me lembrar do movimento por liberdade que irrompeu nas repúblicas soviéticas.De repente, espalhou-se pelo mundo comunista,derrubou governos ,o Muro de Berlin e só foi parar com o massacre da praça da paz celestial na China.Será que desta vez também vai se espalhar?
Eu me controlei o dia todo para não postar essa besteira por aqui,mas não aguentei. A socialite e herdeira Paris Hilton e a atriz americana Linday Lohan,que eu sinceramente não sei quem é,receberam uma oferta milionária para lutarem entre si num ringue de boxe.Algo em torno de 1 milhão de dólares.Os detalhes desta notícia importantíssima você pode conferir aqui neste link.
É muita grana.O déficit no orçamento dos Estados Unidos deverá chegar ao valor recorde de US$ 1,48 trilhão (cerca de R$ 2,47 trilhões) neste ano.É bastante,mas aí o cidadão raciocina:mas para os USA isso não é tanto,o PIB deles é o maior do mundo… Mas não é bem assim,não. É o maior déficit público desde o fim da Segunda Guerra Mundial e representa 9,8% do PIB americano.É muito déficit e não é fácil colocar as contas em dia em um país com quase 10% de taxa de desemprego.Eles precisam crescer mais do que estão crescendo,precisam ganhar mercados,exportar,etc… Enfim,se alguém estiver acreditando que nossas ações de controle de câmbio irão conseguir segurar avalorização do Real frente ao dólar,acho melhor rever seus conceitos.Os americanos precisam de uma moeda desvalorizada para ajudá-los a crescer e enfrentar o desastre econômico que estão vivenciando.
Já vou avisando que não conheço a lei da Cidade Limpa,mas sobre o princípio geral da legislação,tenho uma idéia,sim.E vou confessar que sempre achei uma pena a arquitetura original de nossa região central estar escondida atrás de fachadas comerciais que não têm nenhum compromisso estético.
Tuparandi,Alaska…
É só parar um instante,olhar e perceber a beleza das edificações centrais de Londrina.O Edifício Tuparandi, o Centro Comercial,o Edifício Alaska e tantos outros são belíssimos e mesmo as edificações mais antigas da rua Sergipe,da Duque de Caxias,tem sua beleza caractrística,mas que encontra-se especialmente escondida pelas fachadas comerciais agregadas ao longo do tempo.
Bamerindus
O prédio do HSBC,lá no centro, fez sua própria limpeza de fachada há muitos anos.Ainda era o Banco Bamerindus e um belo dia resolveu restaurar a beleza da construção original,permanecendo com a fachada “clean” até hoje.Deram uma reformadinha, mas mesmo assim possibilitou que os usuários do Banco Bamerindus, ainda não era HSBC,percebessem a beleza do antigo “Supermercados Fuganti”.
Cabines telefônicas
Se tem algo que poderia conferir a Londrina uma identidade,não tenho dúvida que poderia ser essa nossa belíssima arquitetura da região central,além das nossas tradicionais contruções de madeira,que aos poucos vão desaparecendo do cenário urbano.Muito mais interessantesm,ao meu ver, do que as cabines telefônicas “inglesas”.Essas cabines me lembram mais aquele tipo de caractrização pitoresca como a que foi feita em Itu,com sua mania de gigantismo.É divertido,pode até ficar interessante,mas é só.
Lei
Agora,com relação à lei Cidade Limpa aprovada, se os prazos estão adequados, se irá contemplar ou atrapalhar a vida dos comerciantes, não posso falar nada porque realmente não a conheço em detalhes.
Hoje à tarde conversei longamente com uma proeminente liderança política de Londrina e cheguei à conclusão de que já temos pelo menos quatro candidaturas à prefeitura de Londrina garantidas.Cheida,André Vargas,Turini e esta quarta.E olha que a candidatura do Barbosa não está na conta.
O texto abaixo é de 2009.Como estou migrando parte do conteúdo do endereço antigo do blog para o atual,acabo lendo alguns e esse aqui achei que continua atual.Dá para ler de novo.É uma reflexão sobre a agricultura do futuro.
O Agricultor e a produção de alimentos sustentável
Recentemente a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, anunciou que já existem um bilhão de pessoas sofrendo de desnutrição em nosso planeta. No ano passado, agravando esta situação, presenciamos um importante aumento no custo dos gêneros alimentícios, mas ao contrário de outras ocasiões em que o aumento dos preços agrícolas se deu por quebras de safra, dessa vez tal fato ocorreu em um ano de safras mundialmente abundantes. Aliás, em sete dos últimos nove anos o mundo produziu menos cereais do que consumiu e chegamos em 2007 a ficar com os estoques reguladores mundiais limitados a apenas 61 dias de consumo. Isto ocorreu pelo aumento da população mundial. Mesmo agora, com a grande crise econômica mundial, os preços agrícolas continuam perto de seus preços máximos e estima-se que as mudanças climáticas possam em curto prazo contribuir para a redução de nossas safras futuras abrindo-se a perspectiva de uma crise alimentar perene. Este é o cenário no qual o agricultor deverá atuar: um mundo cada vez mais quente, populoso e faminto.
A correlação entre a população mundial e a produção de alimentos foi abordada por Thomas Malthus já no século XVIII. Ele acreditava que a população cresceria de maneira geométrica, dobrando a cada vinte e cinco anos, enquanto a produção de alimentos aumentaria de forma aritmética, mais vagarosamente, o que acarretaria em uma limitação ao crescimento da população por falta de alimento disponível. Isso, segundo ele, acarretaria em um controle da população, fosse de forma voluntária ou de maneira involuntária, através da fome, das guerras ou das grandes epidemias. Na verdade, ele afirmava categoricamente que, de uma forma ou de outra, a população mundial forçosamente se adequaria às disponibilidades alimentares. Apesar da lógica de seu enunciado, os ganhos advindos da revolução industrial e os espetaculares aumentos de produtividade oriundos do aperfeiçoamento dos métodos de cultivo fizeram com que a “profecia malthusiana“ ficasse desprestigiada por um longo período.
Entretanto, isso não significa que o planeta tenha conseguido atender a exigência por alimentos ao redor do globo com eficiência ao longo de todo esse período. Estima-se que na década de quarenta quatro milhões de pessoas tenham morrido de fome na Índia em um episódio que ficou conhecido como a “fome de Bengala”. A solução encontrada então, e que explica a eficiência na ampliação da oferta de alimentos até o final da década de noventa, foi conseqüência do pacote tecnológico constituído essencialmente por variedades melhoradas, pesticidas químicos, fertilizantes e irrigação. Trata-se da solução que transformou o meio-oeste americano na grande região produtora de grãos do mundo. A disseminação dessa nova maneira de se praticar agricultura foi difundida durante as décadas de sessenta e setenta e ficou conhecida como a revolução verde. Produziu resultados tão extraordinários que renderam ao especialista americano em agricultura Normam Bourlaug, principal disseminador desta prática agrícola baseada na monocultura industrial, o prêmio Nobel da Paz de 1970.
Infelizmente, em algumas regiões este modelo parece ter se esgotado, pois a produtividade encontra-se estagnada desde a década de noventa. Lençóis freáticos reduzidos pela excessiva utilização da irrigação, assim como a salinização de áreas de cultivo sugerem que o modelo possa ter limitações de sustentabilidade a médio prazo. Além disso, este modelo criou ao redor do mundo uma evidente dependência dos agricultores junto aos fornecedores de fertilizantes químicos e pesticidas que invariavelmente avançaram na participação da renda da produção agropecuária: como resultado, o fenômeno do endividamento agrícola é tão comum no Brasil quanto na Índia. Muitos acreditam que a reversão deste possível esgotamento do referido modelo agrícola esteja no aperfeiçoamento do pacote tecnológico atual com a evolução da utilização da ciência genética, a transgenia, e o aprimoramento nos mecanismos de irrigação. Entretanto, a engenharia genética atual ainda não conseguiu concretizar, por exemplo, a libertação de nossa agricultura da grande dependência hídrica natural ou irrigada e dos fertilizantes químicos.
Ao longo dos últimos seis anos, cerca de quatrocentos especialistas liderados pela FAO estudaram a crise mundial de alimentos e chegaram à conclusão de que o aumento na produção agrícola nos últimos trinta anos, que de fato ocorreu, falhou em melhorar o acesso aos alimentos pelas populações pobres do planeta. Como conseqüência, o estudo sugeriu uma mudança na forma de se praticar a agricultura, incorporando-se práticas sustentáveis e ecologicamente comprometidas, beneficiando pequenos agricultores, cerca de 900 milhões ao redor do mundo, não se limitando à agricultura empresarial. Pode-se chamar isto de Agroecologia, uma agricultura que leva em consideração não apenas a produtividade, mas também o impacto ambiental e social. Argumenta-se que cultivos em pequena escala e a diversificação de culturas seriam capazes de produzir mais alimentos e com muito menos exigência de adubos químicos, especialmente os derivados do petróleo. Estes seriam substituídos paulatinamente pelo uso da compostagem, aumentando a matéria orgânica no solo e capturando carbono da atmosfera, colaborando no combate às alterações climáticas.
É muito provável que não haja nenhum tipo de conflito entre a agricultura empresarial e a agroecologia como estratégias de enfrentamento ao desafio de se ampliar a produção de alimentos. Aliás, o crescimento da população necessariamente exigirá que de uma maneira, de outra, ou ainda, de forma associada, novos recordes de produção sejam alcançados. Mas é evidente que a disponibilidade de recursos naturais é finita e o princípio da sustentabilidade necessariamente deverá ser cada vez mais aplicado em qualquer prática agrícola. A preservação de nossos recursos hídricos através de sua utilização racional e a busca por tecnologias que diminuam a dependência por fertilizantes químicos, especialmente os derivados de combustíveis fósseis, necessariamente farão parte da agricultura contemporânea assim como a conscientização de que população, produção e exploração não poderão continuar a crescer indefinidamente. Evoluindo nossas práticas agrícolas, incorporando novas tecnologias e, de forma definitiva, o conceito da sustentabilidade, certamente poderemos relegar ao esquecimento por mais alguns séculos a famosa profecia, também conhecida como a “Maldição Malthusiana”.
Alexandre Kireeff, com informações da National Geographic