Olha só que interessante esse texto aí:
Dirigi, dias atrás, mais de 1.600 km pelas estradas da Nova Zelândia, país bi insular, economicamente muito inferior ao nosso. Fui do extremo sul até a ilha norte do país.
Nas estradas da Nova Zelândia, acredite, mulher de qualquer profissão pode pedir carona, a qualquer horário do dia ou da noite, sem ser molestada por ninguém. Naquelas estradas homens, mulheres e crianças pedalam montanhas acima e abaixo sem o perigo iminente de atropelamento, pois existe intensa sinalização abordando a presença dos ciclistas e a velocidade máxima é de 100 km/h. Este limite de velocidade não poderia ser maior, pois como o país é montanhoso suas estradas são muito sinuosas. Embora aquelas estradas sejam muito mais simples que as nossas e sem acostamento, são super bem conservadas devido à constante manutenção.
Sabem por quantos pedágios eu passei? Nenhum. Sabem por quantos postos de polícia rodoviária eu passei? Nenhum.
Lá se precisarem ir ao banheiro, não se preocupem. Na beira das estradas da Nova Zelândia existem banheiros públicos – entrei num às11h30 da noite – limpos, com papel higiênico, sabonete líquido e com máquina para secar as mãos. Ah, sem pichação. Acho que nas escolas eles aprenderam que o que é de todos precisa ser conservado.
Como o país é repleto de rios e córregos que se formam nos degelos das suas maravilhosas montanhas nevadas, existem muitas pontes, também muito simples, mas igualmente muito bem conservadas, por onde só passa um carro por vez. Daí a pergunta: Isto dá certo? Os veículos não se enroscam nas pontes? Não. Tudo ocorre perfeitamente, pois existe sinalização, que se alterna de ponte em ponte, mostrando de quem é a preferência para cruzá-la e todos respeitam.
Existem poucos caminhões nas estradas da Nova Zelândia. Sabem por quê? Juntamente com as rodovias eles construíram ferrovias que as acompanham sempre que possível facilitando a logística das mercadorias transportadas, a um custo bem menor, desafogando o tráfego de veículos.
As estradas da Nova Zelândia geralmente passam dentro das pequenas cidades, sempre muito limpas, onde as pessoas vivem sem medo da violência. Lá as faixas de pedestres são respeitadas uma vez que os veículos circulam no máximo a 50 km/h. Ninguém consegue respeitar a faixa de pedestres se estiver a uma velocidade superior a esta!
Se vocês estiverem cansados e precisarem dormir, naquelas cidades existem muitos motéis e não “motéis” como aqui (www.portaloceania.com). Lá estes motéis são utilizados por famílias em viagens, pessoas a negócios e etc., substituindo os tradicionais hotéis.
Nas estradas da Nova Zelândia há a PRESUNÇÃO DA HONESTIDADE, o que permite que um posto de gasolina com loja de conveniência e etc. tenha apenas um funcionário, caixa ou gerente, pois tudo é self-service. As pessoas abastecem seus carros elas mesmas, pegam os mantimentos que precisam depois vão até o caixa/gerente e simplesmente pagam o que consumiram. Coincidentemente encontrei um jovem gerente brasileiro que mora lá há quatro anos e que me disse que o posto onde trabalha já existe há 20 anos sem nenhum incidente de roubo. Para corroborar com esta sensação de presunção de honestidade, ao final da minha viagem – onde aprendi a dirigir em mão inglesa – quando fui entregar o carro, estacionei num enorme barracão no aeroporto de Auckland, andei uns 200m e fui ao balcão da locadora devolver a chave e os documentos. Chegando lá a atendente perguntou somente se tudo havia corrido bem na viagem, pegou a chave e documentos e me agradeceu. Não foi nem verificar se eu havia batido, riscado ou amassado o carro e nem se eu havia devolvido com o tanque cheio, conforme combinado.
Muito bem, escrevi isto tudo para fazer, finalmente, a pergunta que não quer calar: Por que, se somos um país maravilhoso, muito mais rico e poderoso que a Nova Zelândia, estas coisas não ocorrem aqui? Acredito que seja por que lá o dinheiro arrecadado da população realmente RETORNA em investimento público, principalmente em educação, saúde, infraestrutura e cultura. E sabe por que o dinheiro retorna? Por que as leis devem valer para TODOS e devem ser RIGOROSAMENTE cumpridas. Então lá ninguém faz nada errado? Faz sim, mas PAGA CARO e a PUNIÇÃO serve de exemplo para todos os outros cidadãos. A fórmula é simples.
Não podemos mais nos desculpar com coisas como extensão territorial, clima, colonização, e etc. A verdade é que deixamos de ser colônia há quase 200 anos e já estamos bem grandinhos para fazermos sozinhos a nossa lição de casa.
O Rogério Varella, que é o presidente do Instituto Asas do Saber, me contou que amanhã ocorrerão as atividades de conclusão do projeto Asas do Saber. Esase projeto, que atende as crianças da escola Zumbi dos Palmares,vai possibilitar que essas crianças desfrutem de um vôo panorâmico amanhã.A decolagem ocorrerá lá no aeroporto 14 biz,aquele aeroporto lá da Warta,à partir das 10hs.
Já comentamos por aqui à respeito da iniciativa de alguns empresários que estudavam a possibilidade de organizar uma comitiva rumo à Moçambique para conhecer as oportunidades de negócio por lá.Especialmente no agronegócio.Pois outras iniciativas neste sentido estão sendo tomadas Brasil afora.Por exemplo,o Seminário “Brasil e Moçambique juntos no Combate a Pobreza e a Fome através do Desenvolvimento Agropecuário” que acontecerá de 28 de novembro a 01 de dezembro em Uberaba. Ele vai tratar do desenvolvimento agropecuário de Moçambique . A iniciativa é da Câmara do Comercio e Indústria Brasil Moçambique, com apoio da SRI/EMBRAPA.
Sexta-feira participei da I Conferência Municipal sobre Transparência e Controle Social. Na verdade, participei da pré-conferência,evento gerador de conteúdo para a Conferência Municipal propriamente dita que será realizada no dia 30/11. Muito bacana o evento que foi dividido em quatro grupos de trabalho,discutindo e encaminhando propostas que passavam por temas como acesso à informação de dados públicos,capacitação da sociedade para o controle da gestão pública e prevenção e combate à corrupção.Como âncora do evento,representando a sociedade civil organizada,o Observatório de Gestão Pública de Londrina desempenhou importante papel através da participação de seu vice-presidente, Fábio Cavazotti.
Sexta-feira estive no começo da noite no Hotel Sumatra em atenção ao convite que recebi do próprio Marcelo Belimati.O evento, que teoricamente serviria para discutir os problemas Londrina e o cenário político da cidade, na verdade e como seria de se esperar, foi uma espécie de lançamento da pré-candidatura do Marcelo à prefeitura de Londrina. Como cheguei perto do final do evento,perdi muitos discursos,mas soube pela imprensa que teve muita gente que manisfestou apoio ao pré-candidato do PP. O PSD não. Continuamos firmes na nossa intenção de consolidarmos uma chapa de vereadores bem preparada,com conteúdo, capaz de contribuir com a cidade de Londrina com a eleição de nossos futuros candidatos.Além disso, durante o período do nosso Programa de Preparação e Qualificação de pré-candidatos, o PSD irá elaborar seu próprio programa de governo visando a disputa majoritária de 2012.Antes que alguém pergunte, a resposta é não:não definimos quem será nosso candidato á prefeitura de Londrina em 2012,não.
Que as pressões para que o sistema de crédito agrícola seja modificado são grandes, isso já sabemos.Quando vai mudar, isso já é mais difícil saber,mas alguns movimentos nesse sentido já começam a prosperar.Veja só o frigorífico JBS.Ontem mesmo anunciou sua intenção de transformar seu banco na principal instituição nacional voltada ao financiamento da atividade pecuária que,cá entre nós, não é lá tão dependente do sistema de crédito agrícola oficial .O JBS percebeu o filão do mercado.Aliás, são aquelas modalidades de crédito oficiais que, cada dia mais,são questionadas pelas instituições financeiras privadas porque a maior parte dos recursos anunciados nos planos agropecuários são,na verdade,recursos dos correntistas desses bancos:parte oriunda do dinheiro parado em contas correntes e parte oriunda da poupança agrícola,por exemplo.Imagine o desespero de banqueiro sendo obrigado a emprestar dinheiro para agricultor a 6,75% ao ano,sabendo que o governo está pagando quase 12% para refinanciar sua dívida interna! Vai que não chove! Mas que há uma forte tendência para que nossa política agrícola essencialmente baseada no crédito agrícola seja modificada,isso é inegável.Espera-se,entretanto, que a política agrícola substituta encontre mecanismos para continuar a estimular essa atividade que representa mais ou menos 30% do PIB,mais ou menos a mesmo percentual dos empregos e que garante o saldo positivo de nossa balança comercial.
Não há dúvida de que, se essa proposta de construção de um aeroporto de cargas internacional em Londrina mostrar-se viável depois que for feito o projeto de viabilidade econômica,Londrina e região poderão ter um diferencial que garantirá uma vantagem comparativa em relação a outras regiões capaz de viabilizar investimentos nos mais diversos ramos da indústria,comércio e serviços. Guardando as devidas proporções e a diferença temporal,esse aeroporto e a infra-estrutura que o acompanha desempenharão um papel similar ao das ferrovias na ocasião em que nossa região foi colonizada.
Nem tudo são flores
Agora, não adianta tapar o sol com a peneira: existem algumas considerações a serem feitas nessa mega-intervenção na região sul de Londrina. Primeiramente, é fundamental que os moradores da região,os produtores rurais que lá vivem, sejam consultados,envolvidos e beneficiados com o processo.Não dá para se ter uma boa idéia aqui no centro da cidade,mas que seja executada lá na zona rural,sem conversar com o pessoal de lá,não é mesmo?
E a Mata dos Godoy?
Também não dá para fingir que,alí do lado,não exista uma reserva estadual importantíssima como é a Mata dos Godoy,um ícone da preservação ambiental de nossa região.Essa realidade deve ser enfrentada,eventuais impactos mitigados e,se for o caso, o prório esboço do projeto corrigido para que não se faça uma besteria qualquer em função da expectativa concreta de grandes benefícios decorrantes desse empreendimento grandioso.
Conciliando
A palavra de ordem deve ser a conciliação.Conciliação entre os interesses urbanos e de quem pensa no desenvolvimento econômico regional,com os interesses de quem vive e produz na área rural que será direta e indiretamente impactada.Deve haver conciliação também com as responsabilidades e preocupações de ordens ambientais.Essa conciliação garantirá o sucesso pleno do Arco Norte.Uma conciliação amparada nos três pilares que garantem a sustentabilidade de qualquer projeto:o econômico, o social e o ambiental.
Impressionante a tragédia ocorrida em Santo Antônio da Platina: um touro Jersey matou duas pessoas e feriu uma terceira.É mais surpreendente porque a raça é reconhecida pelo seu pequeno porte e pela sua docilidade.A raça Jersey é destinada à produção de leite e, elém de ser uma das menores raças bovinas do mundo, ainda produz um leite com um teor de gordura geralmente mais elevado que outras raças especializadas. Mas isso me faz lembrar uma série de incidentes que ocorrem com touros de raças leiteiras que, por terem um comportamente geralmente muito mais dócil do que outras raças, acabam por fazer com que as pessoas se exponham muito mais ao risco, o que é perfeitamente compreensível.
Sanguíneo
Diante de reprodutores de raças de corte,especialmente as zebuínas criadas à pasto em regime extensivo, seu temperamento conhecidamente mais sanguíneo faz com que sejam manejados com muito mais cautela o que previne incidentes fatais como esse que aconteceu em Santo Antônio da Platina.
Etologia
Coincidência ou não, recebi ainda ontem um e-mail do Instituto de Psicologia Animal informando que está para começar um curso de Etologia,que nada mais é do que o estudo do comportamento animal.O curso é destinado a estudantes e profissionais de medicina veterinária e outras áreas interessadas em compreeder o comportamento animal normal, a resposta deste ao meio ambiente e à interação com seres humanos e outros animais. O programa do curso está bem bacana .
A discussão à respeito da limitação legal quanto às aquisições de terras por estrangeiros passa pelas óbvias considerações à respeito da soberania nacional,ao apetite absurdo da China e por aí vai.Mas existem questões mais prosaicas, também muito importantes.Grande parte do financiamento agrícola brasileiro,por exemplo, é feito pelas multinacionais do agronegócio porque os recursos do Sistema de Crédito Agrícola não são suficientes para contemplar toda a demanda e você pode imaginar qual é a garantia que uma empresa exige para emprestar dinheiro a um agricultor: a terra dele,claro.Se essa empresa tiver alguma insegurança jurídica quanto à possibilidade de ser proprietária dessa garantia,cria-se mais um gargalo no processo. Essas empresas encontrarão outra forma de proteção contra a inadimplência?O produtor encontrará outras formas de financiamento à sua produção?Acho que sim,desde que nossos legisladores não criem uma armadilha legislativa que,ao invés de garantir crescimento e soberania à agropecuária brasileira,se traduza em perda de competitividade e dinamismo.
As granjas norte americanas puseram 187 milhões de ovos em incubadores nesta primeira semana de novembro o que é 6%inferior à mesma semana do ano passado. Também diminuiu a quantidade de aves destinadas à engorda,um número 8% inferior ao de 2010.Mas veja só que número impressionante:em 2010 cerca de sete bilhões e trezentos milhões de frangos americanos foram destinados à engorda!Essas informações são lá do Aveworld,site especializado na matéria.
A Maisa Matos,a menor cantora do mundo, artista londrinense que quase todos os anos se apresenta no palco 2 da Expolondrina,está liquidando as últimas unidades de seu último CD para viabilizar a gravação e lançamento de mais uma coletânea.E está vendendo barato,apena a R$10,00 !!! O contato pode ser direto com a própria artista pelo celular ( 43) 8458- 7727 e o e-mail é maisa.matos@hotmail.com
O ciclo de palestras do PSD Londrina começou muito bem com a exposição do professor Elvi Censi.Sem qualquer pudor, o palestrante escancarou sua opinião crítica e contundente à respeito da prática política brasileira.Foi realmente muito proveitoso e os pré-candidatos do PSD debateram por mais de duas horas sobre as mais diversas nuances da Ética na Política,o tema da palestra.O próximo evento será sobre política de segurança pública e está marcado para o dia 23 de novembro,lá mesmo no Hotel Cristal.Assim, de forma metódica, nossos pré-candidatos vão paulatinamente preparando-se e qualificando-se para a disputa eleitoral de 2012.
Depois de um período de distânciamento da rede, de volta às postagens.Impressionante como ainda temos grandes áreas de silêncio absoluto,sem infra-estrutura que permita o fácil acesso á internet.Isso ,claro, quando se trata de nosso interior brasileiro. Mas tem gente pensando que isso deve ser modificado e está reabalhando forte no sentido de difundir ao máximo o acesso à internet, especialmente nas zonas urbanas. A Fiep,por exemplo, está realizando o Primeiro Fórum de Cidades Digitais da Região Norte do Paraná.O evento será realizado amanhã,dia 10 ,lá em Pitangueiras,município que já disponibiliza acesso à internet de forma gratuita.Interessante,não é?
A Caixa Econômica Federal deverá iniciar sua atuação na área de crédito agrícola à partir de feveriro.Pelo menos é o que se comenta por aí.Qual será o foco? Provavelmente a agricultura familiar,esse é meu palpite.
Esse mercado mundial de carne bovina está mudando mesmo.Se a Argentina ocupa cada vez menos espaço, quem avança e já se consolida como o terceiro maior exportador de carne bovina é a Índia.Aliás, acabou de ultrapassar os USA. A Índia tem o maior plantel bovino do mundo e,somado ao plantel bubalino,realmente pode fazer muito barulho pois está muito bem localizada geograficamente e produz carne a preços abaixos dos nossos. Agora, é inegavel que,sob o ponto de vista sanitário, a Índia tem que avançar bastante para ocupar espaço nos mercados mais exigentes.