Pois é, já estava com saudades do Blog. Vamos ver se consigo retornar à rotina de postagens que eu realmente gosto. Lembro-me que quando comecei com o blog,o objetivo era simplesmente abrir um canal de comunicação com os sócios da Sociedade Rural do Paraná, instituição que presidia, mas ele foi muito além disso. Conheci comentaristas fanásticos e os temas sobre os quais discorri foram muito além da questão agropecuária. Fiz amigos na internet, muitos amigos. Tanto no blog, quanto no twitter ou face, midias sociais que também participo. Enfim, estou de volta e espero que, mesmo à frente da Prefeitura, consiga manter esse canal de comunicação aberto com a população.
Nesta sexta-feira, dia 29 de junho, no Hotel Cristal, Rua Quintino Bocaiúva nº 15, Centro, Londrina-Pr, à partir das 18:00h, será realizada a primeira convenção do PSD londrinense. Nesta ocasião serão homologadas as candidaturas à prefeito, vice-prefeito e vereadores.
Está marcado para esta quinta-feira,21,o julgamento no supremo Tribunal Federal que (STF) da Ação Direta de Inconstitucionalidade impretada por seis partidos que definirá o direito de acesso do PSD ao rateio do Fundo Partidário e ,por extensão,ao horário eleitoral gratuito durante a campanha eleitoral deste ano.A sessão está marcada para 14:00h e terá transmissão ao vivo pela TV Justiça.
Todo mundo já viu jogo de estréia em Copa do Mundo.A bola não corre direito,os lançamentos são muito fortes e ,de vez em quando, o pessoal mata uma bola na canela e ela sai pela lateral.Pois ontem experimentei uma sensação parecida.Durante a entrevista coletiva promovida pelos alunos do quarto ano de jornalismo da UEL com os pré-candidatos a prefeito de Londrina, a sensação era aquela de estréia.Certamente errei alguns passes,lançamentos e matei uma ou outra bola com a canela.Mas também joguei bola! Enfim,passada a tensão do primeiro jogo,vamos melhorar o toque de bola e tornar nosso jogo cada vez mais fluente,bonito e competitivo,certamente.E que venha o próximo jogo!
Tradicionalmente a avaliação do desenvolvimento de uma cidade,de uma região ou de um país tem sido feita através da mensuração da variação do PIB.Trata-se de um importante parâmetro para se aferir a condição econômica de qualquer comunidade,mas estabelecer metas ou elaborar conclusões levando-se em consideração apenas o crescimento econômico não contempla a totalidade das demandas da sociedade contemporânea.
O crescimento da economia,do nível da industrialização e das rendas das pessoas são importantes maneiras de se buscar o desenvolvimento das populações,mas reduzirmos nossas metas ao crescimento destes itens e limitarmos nossas avaliações à suas variações não parece ser suficiente.Muito mais do que limitar-se àquelas questões,a mensuração do desenvolvimento deve ser capaz de identificar a expansão da liberdade humana e,sob a ótica restrita da mensuração da geração de riquezas,tal objetivo fica impossibilitado de ser avaliado.Isso,claro,somente faz sentido compreendendo-se como adequado aplicarmos nossas esforços à ampliação da liberdade.E porque deveríamos direcionar nossas energias à este fim?Como desenvolver a liberdade?Qual serria o reflexo dessa ampliação?
Bem,a ampliação da liberdade pode ser implementada pela disponibilização de serviços públicos satisfatórios e assistência social eficiente,pois são tais condições que são capazes inclusive de libertar o ser humano de uma expectativa de vida reduzida sob o ponto de vista temporal.A garantia de direitos civis e a possibilidade de participação da vida social,política e econômica da comunidade também são manifestações das liberdades humanas que devem fazer parte tanto das metas quanto das mensurações relativas à aferição do nível de desenvolvimento de uma região ou população,pois pertencem a um conjunto de liberdades capazes de qualificar substancialmente a condição da vida humana.Além disso,as liberdades não devem ser entendidas apenas como os fins do desenvolvimento,mas também serem reconhecidas pela sua importância como promotoras de desenvolvimento,como sugere o economista Amartya Sen em seu livro “Desenvolvimento como Liberdade”.
Veja o impacto da valorização da liberdade na vida cotidiana.A liberdade política,por exemplo, promove segurança institucional que garante a proliferação dos essenciais investimentos estruturais e os serviços públicos decorrentes destes investimentos potencializam a capacidade de participação econômica ao permitir que parte da renda bruta da população não seja destinada a complementar a ineficiência estatal.Nesta mesma esteira,a liberdade econômica,além de gerar riqueza individual,pode ampliar a arrecadação pública qualificando seus serviços.Por sua ve,serviços públicos qualificados e bem direcionados tendem a ser notadamente decisivos,por exemplo,para a população feminina,possibilitando sua franca inserção no mercado de trabalho!O próprio acesso à educação e à capacitação profissional habilita o cidadão a ampliar sua capacidade produtiva e o liberta das limitações impostas pelo seu despreparo educacional ou profissional,desencadeando um círculo virtuoso de desenvolvimento eliminando paulatinamente a pobreza econômica que priva as pessoas do direito de obter sua nutrição básica,de ter moradia digna,de acessar a assistência médica,além de consumir água tratada e desfrutar de saneamento básico.Evidentemente,isso tudo é válido se,_ e somente se_, os recursos públicos forem adequadamente gerenciados…Lógico.
Agora,diante do atual cenário mundial repleto de mensurações estritamente econômicas,precisamos estar atentos e nos utilizarmos de outros mecanismos de verificação da condição da população, tanto para avaliarmos precisamente o impacto causado pela crise econômica mundial em toda sua abrangência,quanto para elaborarmos estratégias de atuação,definirmos metas e,principalmente, elegermos prioridades adequadamente.A busca pelo desenvolvimento,mais do que nunca,deve ser um processo amplo,com metas econômicas mas também voltado à expansão das liberdades, dirigindo a atenção para os fins que o justificam, pois,desta forma,além de aumentarmos a qualidade dos resultados,estaremos permanentemente e convenientemente alimentando os meios que o viabilizam.
A Câmara Federal já está discutindo a questão.A atual legislação,ou melhor,o atual entendimento da Advocacia Geral da União à respeito de nossa legislação impõe algumas restrições à aquisição de terras por estrangeiros.O que se discute é se isso é adequado ou não.Por que proibir que empresas internacionais aqui se instalem para investir em produção de alimentos?Ora,empresas internacionais se instalam aqui e produzem veículos,petróleo,máquinas,remédios,televisões,liquidificadores,telefones e o que mais imaginarmos.Seguindo as regras,tudo bem.Agora, é verdade que,historicamente, o brasileiro entra em parafuso quando estrangeiros adquirem grandes extenções de terras por aqui,especialmente na Amazônia.Quem não se lembra do Projeto Jari?Ou não ouviu falar da Fordlandia?E as aquisições do reverendo Moon no pantanal?A linha que o Congresso deve seguir,pelo que estou vendo, é a de não criar empecilhos a investimentos estrangeiros,até porque as regras de ocupação de áreas agrícolas são muito rígidas e,se bobear,as terras podem ser desapropriadas ou,até mesmo,expropriadas.Acredito que as restrições ficarão por conta de aquisições de terras por ONGs estrangeiras ou controladas por estrangeiros,fundos soberanos e companhias estatais.Para os outros,desde que se abra uma empresa formal por aqui,como uma Volkswagen ou uma Sony fizeram em seus setores de atuação,acredito que a nova legislação deverá ser mais branda quanto às restrições,garantindo investimentos estrangeiros por aqui.
Analisar o novo código florestal não é fácil.Primeiro porque é bem extenso,segundo,porque existem aspectos jurídicos de elevada complexidade e,em terceiro,porque a abrangência desse código vai muito além do setor agropecuário,área que estudei com maior profundidade.Sob o ponto de vista da pauta de reivindicações dos produtores rurais do Paraná,o Código Ambiental melhorou muito.Para se ter uma idéia,em 2008,a Sociedade Rural do Paraná elaborou um documento,a Carta de Londrina,onde apontava seis reivindicações básicas.
As seis reivindicações
A primeira delas é que se elaborasse um novo código em substituição ao antigo porque ele era muito confuso e extremamente modificado através de regulamentações.Isso foi atendido,temos um novo código.A segunda reivindicação se referia à definição de critérios relativos às dimensões e localizações das APPs levando-se em consideração aspectos regionais,ambientais e econômicos.Isso também foi atendido.Ainda esperávamos que as APPs fossem interpretadas e contabilizadas como Reserva Legal.O novo Código prevê esses aspectos.Também havia a expectativa de que áreas que estivessem produzindo alimentos onde o desmatamento tivesse ocorrido quando a legislação o permitia fossem desobrigadas do reflorestamento.Isso também está previsto no novo código desde que comprovado documentalmente.Também havia o entendimento de que o Decreto 6.514 deveria ser revogado e isso aconteceu faz tempo.O único aspecto não contemplado ficou à cargo da remuneração por servições ambientais pela preservação ou recomposição florestal.Quer dizer,em linhas gerais ,o Código Ambiental atendeu às expectativas dos produtores rurais do Paraná.
Outros aspectos
É claro que existem muitos outros aspectos no código.O país é imenso e existem peculiaridades regionais e,por isso,nem sempre o que é adequado a uma região seja pertinente à outra.O novo código trata de questões importantíssimas na área da exploração econômica florestal,cria ferramentas de regularização ambiental,prazos para que isso ocorra,mecanismos de ativação de serviços ambientais muito modernos,etc.Também trata de questões urbanas:APPs em áreas urbanas,reservatórios de água para geração de energia elétrica e abastecimento e sobre a ocupação de áreas de proteção por comunidades e para fins de exploração econômica.Aí estamos falando de apicuns,salgados e mangues e o texto do novo código estabeleceu a possibilidade de continuidade de exploração limitada a percentuais máximos dependendo do estado e da região.
Código perfeito?
É claro que não.Mecessitará aperfeiçoamentos,certamente,mas é inegável que o novo Código Ambiental é um documento moderno e sem similaridade no mundo.As interpretações de que o Novo Código tenha flexibilizado o desmatamento e de que a Amazônia ou outros biomas estejam definitivamente comprometidos não me parece correta.Não há nada parecido,com tanta capacidade de conciliação entre produção e preservação ambiental,em nenhum país com relevância na geopolítica mundial.O novo código pode ainda sofrer algumas alterações,seja através da derrubada de algum dos vetos da presidenta,seja através de emendas à MP que a presidenta elaborou,mas a essência desse novo código já é conhecida e,sinceramente,em minha avaliação pessoal,trata-se de um marco regulatório moderno,ousado e absolutamente contemporâneo,capaz de preservar a produção e produzir preservação:um verdadeiro artigo de exportação.
A Carta de Londrina foi um documento elaborado através de sugestões de produtores e lideranças do setor agropecuário ainda em outobro de 2008 à partir das discussões travadas na Sociedade Rural do Paraná à respeito de nossa legislação ambiental.Depois de debatermos o tema profundamente com personalidades como o deputado federal Moacir Micheleto; o ministro da agricultura Reinhold Stephanes e também representantes ambientais como o representante da WWF da Alemanha, Prof. Dr. Detlev Drenckhahn e Mário César Mantovani do SOS Mata Atlântica,o texto foi elaborado através de sugestões pela internet,telefonemas,visitas pessoais,etc.Foram identificado seis pontos fundamentais que,ao entendimento da época,deveriam ser objeto de atenção das autoridades.Analisando o documento agora,dá para se dizer que as reivindicações foram atendidas em quase toda a sua plenitude.Evidentemente, o novo código florestal tem uma abrangência muito maior do que aquelas apontadas na Carta de Londrina.Segue abaixo, a íntegra da Carta de Londrina e os destinatários aos quais a enviamos.Apenas não tenho como acessar as mais de 300 assinaturas de instituições e de produtores que subscreveram o documento,pois todas essas informações busquei no próprio site da Sociedade Rural do Paraná
Londrina, 20 de Outubro de 2008.
Discorre sobre as propostas elaboradas por produtores rurais durante reunião realizada na Sociedade Rural do Paraná, nesta data.
A Sociedade Rural do Paraná, no cumprimento das finalidades que são estabelecidas pelo artigo 3º, inciso II de seu Estatuto Social, de 15 de maio de 2008, e considerando,
1. que segundo a FAO (Food and Agriculture Organization), órgão da ONU, novecentos milhões de pessoas passam fome em nosso planeta;
2. os baixos níveis dos estoques mundiais de alimentos;
3. o evidente aumento da demanda mundial por alimentos em função do contínuo crescimento da população mundial;
4. o impacto que as exportações dos produtos agropecuários geram na balança comercial brasileira;
5. a importante geração de empregos que a atividade agropecuária propicia;
6. a importância econômica e social da produção agropecuária brasileira;
7. que tanto a produção de alimentos quanto a preservação ambiental sejam pré-requisitos para a existência da espécie humana;
8. que tanto a prática da produção de alimentos quanto grande parte das ações relacionadas à preservação ambiental são exercidas no mesmo espaço físico;
9. a existência de regiões francamente vocacionadas à produção de alimentos em função de sua adequação edafoclimática;
10. a preservação de florestas, nativas ou plantadas, como geradora de benefícios a toda sociedade;
11. a necessária existência de áreas consideradas como de preservação permanente;
12. a necessária substituição da atual legislação generalista por outra que leve em consideração as especificidades produtivas e ambientais regionais e
13. a inadequação do código Florestal Brasileiro vigente no cumprimento de seus objetivos.
Apresenta as seguintes propostas, fruto das discussões estabelecidas por produtores rurais neste dia 20 de outubro de 2008, durante encontro promovido com o objetivo de identificar as necessárias alterações em nossa legislação ambiental para que tanto a preservação ambiental quanto a produção de alimentos possam ser conciliadas:
1. Que seja elaborado, apresentado ao congresso, votado e aprovado, o mais rapidamente possívelmente, o Código Ambiental Brasileiro, em substituição ao Código Florestal Brasileiro vigente.
2. Que as áreas de Preservação Permanente em suas dimensões e localizações sejam definidas levando-se em consideração as especificidades regionais, tanto sob o ponto de vista ecológico quanto o econômico.
3. Que as áreas de Preservação Permanente sejam interpretadas e contabilizadas também como Reserva Legal.
4. Que as áreas que estejam consolidadas como produtoras, sejam de carnes, grãos ou outros produtos agropecuários, por evidente e histórica vocação para tal prática e, também, por direito adquirido, sejam dispensadas da implantação da Reserva Legal.
5. Que a manutenção de áreas de matas nativas ou recuperadas constituídas ou qualquer outra que o produtor seja obrigado a constituir, seja justamente compensada e remunerada pelo poder público.
6. Que o decreto 6.514 seja revogado.
Quem formalmente assinou esse documento fui eu,presidente das Sociedade Rural do Paraná à época e o então diretor secretário da Rural, Roberto Barros. Na sequência,mais de 300 assinaturas de sindicatos,associações e produtores.
A carta foi originalmente enviada para as autoridades e instituições abaixo.Com o decorrer do tempo, enviamos o documento para muitas outras autoridades e interessados.
1- Presidente da República; Luiz Inácio Lula da Silva;
2- Vice-Presidente da República; José Alencar Gomes da Silva;
3- Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Reinhold Stephanes;
4- Ministro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos; Carlos Minc Baumfeld;
5- Presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Onyx Dornelles Lorenzoni;
6- Deputado Federal; Abelardo Luiz Lupion Mello;
7- Deputado Federal; Moacir Micheletto;
8- Sociedade Rural Brasileira;
9- Sociedade Rural de Apucarana, Sociedade Rural dos Campos Gerais, Sociedade Rural de Candói, Sociedade Rural de Cornélio Procópio, Sociedade Rural do Extremo Oeste, Sociedade Rural de Francisco Beltrão, Sociedade Rural de Guaraniaçú, Sociedade Rural de Guarapuava, Sociedade Rural de Goioerê, Sociedade Rural de Ibaití, Sociedade Rural de Iporã, Sociedade Rural de Laranjeiras do Sul, Sociedade Rural de Maringá, Sociedade Rural do Noroeste do Paraná, Sociedade Rural de Palotina, Sociedade Rural de Pato Branco, Sociedade Rural de Santo Antonio da Platina, Sociedade Rural de Toledo, Sociedade Rural de Umuarama, Sociedade Rural do Vale do Iguaçu, Sociedade Rural do Vale do Ivaí e Sociedade Rural de Ampére;
10- Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil;
11- Federação da Agricultura do Estado do Paraná;
12- Sindicato Rural de Londrina;
13- Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB);
14- Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (OCEPAR).
Ontem participei do debate promovido pelo SBA sobre a concentração dos frigoríficos no Brasil.Antes da minha participação,muitos representantes do setor fizeram suas considerações à respeito e,para não ser repetitivo,procurei ser objetivo perguntando ao Wesley Batista,presidente do grupo JBS,se ele estava preocupado com a concorrência da cana-de-açucar e da soja .O negócio é mais ou menos assim:com o aumento do preço internacional das comodities e a implantação de novas soluções logísticas ao escoamento agrícola, especialmente no centro-oeste,fica cada vez menor a competitividade da pecuária de corte em relação à essas culturas em função do nível menor de rentabilidade.Ora,sendo assim,é natural que haja migração do pecuarista para a agricultura e isto deve causar alguma inquietação ou desencadear algumaa estratégia para que ,no Brasil,não ocorra o que já aconteceu na Argentina que encolheu o seu negócio de carne bovina.Bem, o presidente do grupo afirmou que se preocupa,sim,e que espera combater essa questão colaborando ou patrocinando campanhas para aumentar o consumo de carne no Brasil.Acontece que já estamos comendo carne bovina em níveis similares ao primeiro mundo,então fiquei pensando:será que nossa pecuária de corte precisa de níveis de consumo argentinos de carne bovina para ser competitiva com a agricultura?Eles,sim,consomem carnes a níveis bem maiores que os nossos.Acho improvável um substancial aumento no consumo interno o que me leva a suspeitar que,se não houver uma mudança muito grande no mercado mundial de grãos,_e não há sinalização de que isso ocorra a curto prazo_,nossa pecuária bovina possa entrar em um ciclo de encolhimento,como ocorreu no país vizinho.Enfim,seja pela via de um improvável aumento no consumo interno,seja pela trágica via do encolhimento da atividade,de alguma maneira nos pareceremos,à médio parazo,cada vez mais com nossos irmãos argentinos.
Hoje à noite participo de um debate com transmissão ao vivo pelo Canal do Boi sobre a concentração da indústria frigorífica no Brasil.Além de mim, representantes do setor produdivo de MG,MS,SP e DF participarão do debate com o presidente do Grupo JBS, Wesley Batista.Entraremos no ar às 20:30h,horário de Brasília.
Conversando com uma economista da vida real que tenho grande intimidade,minha esposa,ela me aconselhou:”larga a mão de ser bobo e,em vez de ficar trabalhando como um camelo,compra logo umas ações de uma fábrica de automóvel”.O racional é simples.Por que continuar lutando diariamente se,ao final do dia,o Governo sempre acaba dando uma mão para setores protegidos da economia brasileira,especialmente a indústria automobilística?Quem poderia imaginar que,às vésperas da Rio +20,aplicando um punhado de vetos ao Código Florestal,o Governo Federal lançaria um pacote de incentivos à indústria automobilística,poluidora,emissora de CO2,com o objetivo de aumentar o consumo?Beleza,a indústria desova seus estoques,faz caixa e manda a grana para fora para dar uma mão para suas matrizes no exterior que devem estar passando um aperto danado com a crise internacional.Conosco fiva um pouco de euforia,bastante CO2 e mais engarrafamento no trânsito.Não,não sou contra à diminuição de impostos,muito pelo contrário.Sou à favor da diminuição de impostos para todo mundo,em todos os setores da economia,especialmente aqueles que estejam sintonizados com a moderinidade,mas não acredito que incentivar a indústria automobilística preferencialmente_,e temporariamente_,seja uma política pública adequada.Aliás,se analisarmos essa política de contenção dos preços da gasolina,a sequência de incentivos à indústria automobilística,desperta-nos a dúvida:será que isso faz parte da estratégia do Governo para nosso desenvolvimento?À partir de uma cadeia tecnologicamente dependente de empresas multinacionais?A idéia seria amparar multinacionais para que,através delas,garantíssimos nosso crescimento econômico?Ok, existem sim pontos positivos na iniciativa de se baixar o IPI,mas gostaria muito de entender a sustententabilidade de medidas como essa e os critérios de eleição de um setor em detrimento de outros de impacto econômico tão relevantes quanto ao desse setor historicamente tão privilegiado.E quer saber de uma coisa?Se bobear,vendo alguma coisa e compro umas ações da Volkswagen,da Ford ou da Fiat!
Chicago é aqui,ou melhor,em Brasília.Ontem estive em Brasília e acompanhei a movimentação em torno da CPMI do Cachoeira e saí de lá com a sensação de já ter visto esse filme.Literalmente.As cenas que se desenrolavam pareciam enredo de filme de gangsters,mafiosos,sei lá,daqueles que assistimos no cinema.Imaginem só:cordão de isolamento,um contingente de jornalistas impressionante,políticos,um depoente em silêncio e figurões da República tentando interrogá-lo.Cena de filme,mesmo.O depoente,por sua vez,nos faz lembrar de personagens históricos da contravenção americana.Uma espécie de Al Capone tupiniquim,supostamente com forte atuação em jogos,proprietário de empresas bilionárias,muita influência política e grana suficiente para colocar ao seu lado super advogados e muito mais gente.No cinema,Robert De Niro foi o Al Capone em “Os Intocávei”.Como irá acabar? Não sei,mas o Al Capone original,em 1931,foi condenado pela justiça americana por fuga aos impostos, a 11 anos de prisão. Sua pena foi revisada em 1939 em decorrência de seu estado de saúde; ele tinha sífilis e apresentava traços de distúrbios mentais e morreu dessa doença em 1947.
Fica meio estranho escrever assim no próprio blog e à respeito de si próprio,mas já que se trata de um blog inserido em um portal de notícias… Mas o fato relevante não é o formato da informação.É,na verdade, o esclarecimento quanto à contra-informação que andou circulando hoje no calçadão de que eu teria desistido da pré-candidatura à prefeitura pelo PSD.Telefonaram para mim perguntando agora há pouco!Papo furado:meu nome continua à disposição do partido!Assunto esclarecido!
Quarta-feira ocorreu em Brasília uma audiência pública que discutiu o projeto de lei complementar que estabelece a incidência de ICMS sobre operações de exportação de produtos primários não renováveis.Minérios,por exemplo.Também circula por aí a tentativa de se criar uma taxação sobre a exportação de bovinos vivos.Manifestações claras de que a indústria brasileira perdeu competitividade,mas que demonstram também muito claramente que o remédio sugerido não é lá muito apropriado.O problema da falta de competitividade de nossa indústria não se deve à falta de matéria-prima ou a uma pressão sobre seus preços em função das exportações,como as tentativas de taxação poderiam sugerir:deve-se ao conhecidíssimo custo Brasil.Estamos falando da burocracia,da alta carga tributária,da infra-estrutura deficitária,do custo da energia,da logística ineficiente e daí por diante.No desespero,promovem-se campanhas como essa,tentando-se taxar a exportação da matéria-prima,baseando-se na falsa premissa de que o setor primário poderia subsidiar a ineficiência do processo industrial.A lição de casa é muito,muito mais dura,e resume-se na diminuição do “custo Brasil”,tema que inevitavelmente deverá ser priorizado na agenda nacional para que possamos ser competitivos internacionalmente em função de nossa eficiência e não em função de simples ações protecionistas.Estas,sabemos, são insustentáveis.
Programação do I Seminário Regional
“O PSD e as Eleições Municipais de 2012”
Crystal Palace Hotel – Londrina-PR – 11 de maio
8h15min – Credenciamento / Café / Entrevistas
9 horas às 9h15min
“O PSD e as Eleições Municipais de 2012”
Abertura: Deputado Federal Eduardo Sciarra
9h15min às 10 horas
“O papel dos gestores municipais no projeto nacional do PSD”
Palestrante: Senadora Kátia Abreu
10 horas às 10h45min
“Marketing para candidatos ao poder (… e para quem já chegou lá)”
Palestrante: Sérgio Kobayashi
10h45min às 11 horas
COFFEE BREAK
11h10horas às 11h25min
“Como usar as Mídias Digitais na sua campanha”
Palestrante: Moriael Paiva
11h25min às 11h50min
“O que pode e o que não pode no processo eleitoral”
Palestrante: Thiago Fernandes Bovério
11h50min às 12h15min
Debates
12h15min às 12h20min
Encerramento – Alexandre Kireeff