Paralimpíadas Rio 2016



Brasil chega à 48ª medalha no Rio e garante melhor campanha da história

logo-multi1A quarta-feira foi histórica para a delegação brasileira nos Jogos Paralímpicos do Rio. Ao final do oitavo dia de competições na Cidade Maravilhosa, o Brasil chegou à sua 48ª medalha e confirmou a melhor campanha na história dos Jogos, superando os Jogos de Pequim 2008, quando o time verde e amarelo subiu 47 vezes ao pódio.

Ao todo, restando mais quatro dias de competição, o Brasil já tem 10 medalhas de ouro, 24 de prata e 14 de bronze, ocupando a quinta posição no quadro geral de medalhas, perdendo apenas para as potências China, Grã-Bretanha, Ucrânia e Estados Unidos. Nos Jogos de Pequim, foram 15 ouros, 21 pratas e 22 bronzes ao todo.

Logo pela manhã, o Brasil conquistou o primeiro pódio do dia com Verônica Hipólito, prata nos 100m rasos da categoria T38. O resultado fez o país superar seu número de medalhas dos Jogos de Londres 2012 (43). Depois, à tarde, o 45º pódio brasileiro no Rio veio com Lauro Chaman, no ciclismo de estrada.

À noite, o atletismo brasileiro foi prata no revezamento 4x100m feminino T11-13, em prova que marcou a primeira medalha de Terezinha Guilhermina nos Jogos do Rio. O atletismo do país poderia ter terminado a quarta-feira com uma nova medalha, mas Teresinha de Jesus lesionou-se no aquecimento para os 400m rasos T45-47 e não pôde disputar.

Por fim, as outras duas medalhas do dia vieram da natação. Nos 50m livre da classe S13, Carlos Farrenberg levou uma prata, sua primeira medalha paralímpica, e logo depois viu orevezamento 4×100 masculino garantir uma nova prata com a equipe formada por Daniel Dias, André Brasil, Ruiter Silva e Phelipe Rodrigues.

Nesta quinta-feira, a equipe brasileira tentará manter a ótima campanha com novas disputas por pódio no atletismo (com Daniel Silva e Felipe Gomes) e natação (com André Brasil). Além disso, as seleções de futebol de 5, golbol e vôlei sentado buscam vagas nas finais das modalidades.

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Com medalhas inéditas e recorde, Brasil tem dia mais vitorioso nas Paralimpíadas

MAIS-EMPREGOSA segunda-feira foi um dia repleto de conquistas para o Brasil nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro. Os atletas brasileiros ganharam 11 medalhas, sendo três de ouro, seis de prata e duas de bronze. Os destaques do dia foram as medalhas inéditas de Israel Stroh no tênis de mesa classe 7 e nas duplas mistas da bocha BC3, com Antonio Leme, o Tó, e Evelyn de Oliveira, além do recorde paralímpico de Alessandro Silva no lançamento do disco F11.

Primeiro atleta na história do Brasil a chegar em uma final individual do tênis de mesa, Israel Stroh perdeu na decisão para William John Bayley, número 1 do mundo da categoria, por 3 sets a 1, com parciais 11/9, 5/11, 11/9 e 11/4. O brasileiro chegou a vencer o britânico na primeira rodada do torneio, porém não conseguiu repetir o feito e ficou com a medalha de prata.

A outra medalha inédita do Brasil foi dourada. Nas duplas mistas da bocha na categoria BC3 – para atletas com severas limitações de coordenação nos braços, nas pernas e no tronco – Antonio Leme, o Tó, e Evelyn de Oliveira, além de Evani Soares (reserva), venceram a seleção da Coreia do Sul por 5 a 2 e subiram ao lugar mais alto do pódio.

No lançamento do disco na classe F11, para cegos, Alessandro Silva fez história ao levar a medalha de ouro com direito a recorde paralímpico, com a marca de 43,06m. Com o resultado, o atleta manteve a liderança do ranking mundial. A medalha de prata ficou com o italiano Oney Tapia (40,89m) e o bronze ficou com o espanhol David Casinos Sierra (38,58m).

A natação rendeu quatro medalhas para o Brasil nesta segunda-feira. Andre Brasil foi bronze nos 100m borboleta e ganhou sua primeira medalha no Rio 2016. Talisson Glock também levou bronze, nos 200m medley SM6, beneficiado pela desclassificação do colombiano Nelson Corzo. Joana Silva foi prata nos 50m livre S5 e Daniel Dias fez história ao ganhar o ouro no 50m livre S5 masculino e conquistar sua 20ª medalha paralímpica, a 12ª dourada.

No atletismo, os brasileiros também ganharam quatro medalhas. Além do ouro de Alessandro Silva no lançamento do disco, o Brasil somou três pratas: uma com Fabio Bordignon, nos 200m rasos T35, uma com Rodrigo Parreira, no salto em distância T36, e outra com a equipe do revezamento 4x100m masculino T42-47, formada por Renato Cruz, Yohansson Nascimento, Petrúcio Ferreira e Alan Fonteles.

Antes do ouro nas duplas mistas BC3 da bocha, o Brasil levou a medalha de prata na categoria BC4, perdendo a final para a equipe da Eslováquia por 4 a 2. Apesar de a competição ser mista, o time brasileiro foi formado somente por homens, com os irmãos Marcelo e Eliseu dos Santos, além de Dirceu Pinto na reserva.

O desempenho dos atletas brasileiros nesta segunda-feira manteve o Brasil na quinta colocação do quadro geral de medalhas, com nove medalhas de ouro, 17 de prata e nove de bronze. A China segue na liderança, com 50 ouros, 40 pratas e 28 bronzes.

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Izabela Campos conquista o bronze no lançamento de disco

JUAREZ-FIRMINOIzabela Campos conquistou a medalha de bronze no lançamento de disco feminino T11 – para deficientes visuais – dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. A mineira subiu ao pódio após um lançamento de 32,60m, e veio logo atrás das chinesas Liangmin Zhang (36,65m) e Hongxia Tang (35,01m).

As atletas da China fizeram dobradinha pela segunda vez consecutiva, assim como em Londres 2012. Para Izabela, o resultado é expressivo, já que a atleta disputa sua primeira Paralimpíada. A brasileira ainda disputará o arremesso de peso da categoria F11/F12.

Já no lançamento de dardo masculino, o Brasil não teve a mesma sorte com Edevaldo Silva. O atleta de 35 anos, que tem deficiência nos membros inferiores e compete na classe F42/43/44, ficou na sétima posição, com melhor arremesso de 53,74m. Akeem Stewart, de Trinidad e Tobago, foi medalhista de ouro, com 57,32m.

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Brasil conquista prata histórica no revezamento 4x50m misto

samuaraO Brasil conquistou uma medalha de prata histórica para fechar sua participação desta sexta-feira nas finais da natação dos Jogos Paralímpicos do Rio. O pódio foi conquistado na prova do revezamento 4x50m misto, primeira prova da história paraolímpica a envolver homens e mulheres.

Clodoaldo Silva, Joana Maria Silva, Susana Ribeiro e Daniel Dias fecharam a prova em 2min25s45. A China ficou com a medalha de ouro, com Qiuping Peng, Shengan Jiang, Wenpan Huang e Quin Xu fazendo tempo de 2min18s03. O bronze foi para a Ucrânia.

Com mais um pódio, o multicampeão Daniel Dias chegou à sua 17ª medalha paraolímpica. Já a lenda Clodoaldo Silva, que acendeu a pira paraolímpica na cerimônia de abertura da competição, subiu ao pódio paralímpico pela 14ª vez na longa carreira.

Foi a segunda medalha de prata conquistada pela natação brasileira nesta sexta-feira. Mais cedo,Phelipe Rodrigues havia levado a segunda colocação nos 50m livre da classe S10.

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Recordista deixa pista de cadeira de rodas, mas vai à semifinal dos 100m

logo-multi1O brasileiro Lucas Prado, recordista paraolímpico dos 100m rasos da classe T11, deixou a pista do Engenhão de cadeira de rodas, neste sábado. Ele sentiu uma lesão durante as eliminatórias da prova nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro 2016, precisou de ajuda para deixar o local e está sob observação do departamento médico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Lucas, que correu a 11s03 em Pequim 2008, sentiu a lesão na coxa direita na parte final de sua bateria eliminatória. Mesmo assim, foi o segundo colocado da série e garantiu vaga na semifinal com a marca de 11s64. Ele ainda não sabe se terá condições de participar da disputa, programada para as 19h58 (de Brasília) deste sábado.

O Brasil ainda terá outros dois representantes nas semifinais dos 100m T11. Ricardo Costa, medalha de ouro no salto em distância, avançou com a marca de 11s66. Já Felipe Gomes venceu sua bateria das eliminatórias com a marca de 11s22, e também conseguiu classificação.

A manhã foi boa para o Brasil na pista. Nos 100m da classe T37, Matheus Evangelista Cardoso quebrou o recorde paralímpico ao vencer sua bateria eliminatória com 11s47. A marca, no entanto durou pouco. Na série seguinte, o sul-africano Charl du Toit quebrou seu próprio recorde mundial, com 11s42. O brasileiro Paulo Pereira, com 12s23, acabou eliminado.

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Daniel Martins leva ouro nos 400m T20; Terezinha vai para a final nos 100m

PREPARA-CURSOSNa prova dos 400m classe T20, Daniel Martins conquistou o terceiro ouro para a delegação brasileira. Recordista mundial na categoria, o brasileiro correu sozinho, ganhou a prova e ainda bateu seu próprio recorde mundial.

Com marca de 47s22, o brasileiro largou muito bem, tomou a frente logo na primeira curva da prova e não teve adversários. Muito à frente dos demais, Daniel aumentou o ritmo na reta final e conseguiu superar seu antigo tempo.

Segundo colocado, Luis Arturo Paiva, da Venezuela, cravou tempo de 47s83 e Gracelino Tavares Barbosa, de Cabo Verde, um dos favoritos ao ouro, foi o terceiro colocado, com 48s55.

Foi a primeira participação do velocista em Jogos Paralímpicos e a segunda medalha de ouro no atletismo, já que Ricardo Souza também foi ao lugar mais alto do pódio no salto em distância, nesta quinta-feira. O outro ouro brasileiro saiu na natação, com o fenômeno Daniel Dias.

Também no atletismo, Ariosvaldo Silva foi bem na qualificatória dos 100m rasos T53, conquistou a terceira melhor marca (14s69) e se classificou para a final de sua prova, disputada ainda nesta sexta, às 19h22.

Quem também se classificou bem para a final foi Fabio da Silva, nos 100m rasos T35. Com marca de 12s78, o brasileiro venceu sua bateria e ficou atrás apenas do ucraniano Ihor Tsvietov, primeiro colocado da segunda série de treinos, com 12s22. As finais acontecem às 17h30 desta sexta.

Vendo seu recorde cair duas vezes na semifinal dos 100m T11, Terezinha Guilhermina ficou na terceira colocação de sua bateria, mas conseguiu a classificação para a final da prova por conquistar o quarto melhor tempo da parcial. Com marca de 12s10, a brasileira viu Libby Clegg, da Grã-Bretanha, fazer 11s91 e a chinesa Cuiqing Liu, 11s96 – ambas as marcas inferiores aos 12s01 de Terezinha nos Jogos de Londres. Jerusa Santos e Lorena Spoladore não se classificaram para a decisão.

Após a prova, contudo, a britânica foi desclassificada e Jerusa, quinto melhor tempo da semifinal, herdou sua vaga, garantindo pelo menos o bronze para o Brasil na prova, já que apenas quatro corredoras disputam a final na categoria T11.

Na categoria T12, Alice Corrêa conquistou o segundo melhor tempo em sua bateria (12s20) e se classificou para a final dos 100m. A brasileira teve a quarta melhor marca e se classificou na última vaga para a decisão. Omara Durand, de Cuba, foi a mais rápida, com 11s55.

Já na final, Tascitha Oliveira começou muito bem na prova dos 100m rasos T36, se colocando na frente nos primeiros 60 metros. Na reta final, contudo, a velocista perdeu a passada e acabou caindo para a sexta colocação. A medalha de ouro ficou com a argentina Yanina Martinez.

Em outra final disputada, Kesley Teodoro foi bem e quase beliscou o bronze, batendo seu próprio recorde nos 100m rasos da T13. Outro brasileiro na prova, Gustavo Henrique de Araújo ficou na última colocação. Quem venceu foi o irlandês Jason Smyth, conquistando o tricampeonato paralímpico da prova.

Saindo das provas de pista, no arremesso de dardo, José Rodrigues tambpem ficou próximo do bronze. Com marca de 23,41m, o brasileiro ficou na quarta colocação. Manolis Stefanoudakis, da Grécia, foi ouro, com 29,45m. Luis Alberto Zepeda, do México, conquistou a prata cravando 25s92m e Aluanksandr Tryputs, da Bielorrússia, ficou com o bronze (23,56m).

No arremesso de peso F41 feminino, Kelly Cristina foi a quinta colocada, com marca de 7,94m. O pódio foi dominado pela Tunísia, com Raoua Tlili em primeiro e Samar Ben Koelleb na segunda colocação. Tlili teve marca de 10,19m, enquanto Samar arremessou 8,39m. Bronze ficou com Claire Keefer, da Austrália (8,16m).

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Dez anos após acidente, ex-goleiro tricolor competirá nas Paralimpíadas

Don Karekone Lanches

Don Karekone Lanches

Há dez anos, o jovem goleiro Bruno Landgraf era obrigado a encerrar a carreira depois de sofrer um grave acidente. Revelado nas categorias de base do São Paulo, o atleta bateu o carro na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), na altura de São Lourenço da Serra, onde morava com a família, e ficou paraplégico.

Depois de passar mais de oito meses no hospital, entre internações, cirurgias e processos de reabilitação, Landgraf retomou a vida através de um outro esporte: a vela adaptada, modalidade em que representará o Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. O ex-goleiro e iatista espera ter um bom desempenho na Cidade Maravilhosa.

Bruno Landgraf e a equipe Skud 18 Brasil, da qual faz parte, competirão as regatas de vela adaptada nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro entre os dias 11 e 16 de setembro, na Baía de Guanabara.

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