Retrato de um condenado brasileiro

O petista corrupto Zé Dirceu, condenado em dois processos a 32 anos de prisão, foi filmado por um convidado na festa de aniversário da sua mulher, em Brasília.
Além das duas condenações, o petista corrupto cumpriu só pequena parte da pena, quando foi condenado pelas orgias financeiras cometidas na época do Mensalão,  recebendo anistia para o restante da pena…
Ah! Como é fácil, cômodo e principalmente lucrativo delinquir no Brasil. Literalmente uma festa!
Zé Dirceu é apenas uma pálida amostra das mordomias que os políticos e ex-políticos brasileiros usufruem, graças à generosidade da justiça (justiça?), principalmente do STF.

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Rodovias brasileiras: cada vez piores

 

Pesquisa realizada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) indica piora generalizada da qualidade das rodovias brasileiras: em 2017, 61,8% da extensão das rodovias pesquisadas tiveram o estado geral considerado regular, ruim ou péssimo, um índice pior do que em 2016, que indicou 58,2%.

E por que a piora? Segundo a CNT, os investimentos públicos federais a partir de 2011 em infraestrutura rodoviária foram de R$ 11,21 bilhões; em 2016, o volume investido praticamente retrocedeu ao nível de 2008, caindo para R$ 8,61 bilhões. Este ano, até o mês de junho, foram investidos apenas R$ 3,01 bilhões.

Para dotar o país de uma infraestrutura rodoviária adequada à demanda nacional, seriam necessários investimentos da ordem de 293,8 bilhões; apenas para manutenção, restauração e reconstrução dos 82.959 km onde a Pesquisa CNT de Rodovias 2017 encontrou trechos desgastados, trincas em malha, remendos, fundamentos, ondulações, buracos ou pavimentos totalmente destruídos, são necessários R$ 51,5 bilhões.

O gráfico mostra os resultados da pesquisa nas estradas do Paraná. E apenas a título de registro, lembramos que uma simples viagenzinha de Londrina a Cornélio Procópio, trecho de 66,6 km, custa – ida e volta – R$ 42,00 de pedágios, em estrada apenas parcialmente duplicada.

 

 

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As casas de Mães-Joanas

Orgias com o dinheiro público pipocam por todo o país. A Polícia Federal intimou os prefeitos de Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz Cabrália, cidades do sul da Bahia, para explicar as fraudes por eles cometidas em contratos de 33 licitações, que somam R$ 200 milhões – são desvios do dinheiro público.

Os acusados são Claudia Oliveira, de Porto Seguro; José Robério Batista de Oliveira, de Eunápolis; e Agnelo Santos, de Santa Cruz Cabrália. E o festival de corrupção foi orquestrado em família: Agnelo Santos é irmão de Claudia Oliveira e dono de uma das empresas investigadas pela fraude. A prefeita de Porto Seguro e José Oliveira, prefeito de Eunápolis, são casados.

Os acusados são alvos da Operação Fraternos, deflagrada nesta terça-feira, dia 7, pela Polícia Federal, mas não foram encontrados para depor. Caso não se apresentem, a PF deve pedir a prisão preventida dos três.

Já em Teresópolis, RJ, o Ministério Público investiga se vereadores da cidade tentaram extorquir o prefeito da cidade, Mário Tricano, que entrou com uma representação contra os 12 parlamentares acusando-os de pedirem propina e indicações para cargos, em troca de apoio político.

Tricano e dois secretários municipais passaram a gravar conversas com pelo menos quatro vereadores, entre agosto e outubro. Num dos áudios encaminhados ao MP e obtido pela Rádio CBN, a vereadora Claudia Lauand conversa com o secretário Rafael Teixeira e chama a Câmara de “graneira”. Claudia afirma que o salário de um dos cargos indicados por ela no governo vai para o marido, o ex-vereador Gerson Ribeiro. A vereadora também afirma que a prefeitura deveria liberar subsecretarias para que os vereadores indicassem aliados ou distribuir participações nos pacotes de concessões.

Em outra conversa, o vereador Rocsilvan da Rocha diz ao secretário Raphael Teixeira que o ex-prefeito Arlei Rosa, cassado em 2016, conseguia manter boa relação com a Câmara através de pagamentos de 15 a 20 mil reais.

Pelo visto, nem as operações “Mensalão” e “Lava-Jato”, entre dezenas e dezenas de outras, serviram de exemplo para que cessem definitivamente as irregularidades, a corrupção e a má-fé de políticos em nosso pobre Brasil. Tudo continua na mesma balada. Ou orgia.

Casa-da-mãe-joana é uma expressão de língua portuguesa que significa o lugar ou situação onde vale tudo, sem ordem, onde predomina a confusão, a balburdia e a desorganização.
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A incrível necessidade de se criar ídolos

Sim, muitos psicólogos, cientistas sociais, jornalistas e analistas políticos já abordaram esse tema. Mesmo com tudo o que li a respeito, continuo sem entender como funciona a psique humana. O que não seria tão anormal, visto que a maioria dos homens jamais compreenderá como funcionam as cabeças da mulheres…

Mas, voltando ao tema, é inacreditável como a maioria das pessoas joga todas suas fichas em determinada pessoa ou candidato, passam a endeusá-lo, vestem sua camisa, brigam por ele, apoiam tudo o que ele propõe… e quase sempre acabam frustrados, desiludidos e irados. Pouco tempo depois, novo nome surge no cenário e todo o ciclo é renovado.

Um dos grandes exemplos desta premente necessidade de se forjar um ídolo foi Fernando Collor, que surgiu do nada, falando bonito, prometendo caçar os marajás (aquele pessoal que recebia altos salários em cargos públicos) e num zás-trás virou presidente da República. Com a mesma rapidez, foi deposto e com o passar dos anos revelou ser um político tão igual a todos os outros, enrolado em falcatruas e bandalheiras.

Lembro-me de tempos mais antigos, quando Carlos Lacerda era o grande nome político no Rio de Janeiro e chegou a governador. Lacerda era um orador nato, arrebatava as pessoas quando subia nos palanques ou discursava nas rádios e comoveu seus seguidores quando narrou a invasão do Palácio Guanabara, onde se abrigava no dia 31 de março de 1964, primeiro dia da Revolução Militar.

Assim como nos dias de hoje, corrupção e posições políticas contrárias àqueles que estavam no poder eram o “leit-motiv” (motivo condutor) dos temas discursivos, como pode-se depreender do trecho do discurso proferido por Carlos Lacerda contra o então presidente Getúlio Vargas em setembro de 1953 (gravação acima).

O melhor protótipo de ídolo político no Brasil talvez seja o ex-presidente Lula: de perfil totalmente popular, ex-operário, soube arrebanhar um número inacreditável de seguidores, elegendo-se por duas vezes presidente do nosso país. Grande parte deste séquito até hoje acredita nesta figura que hoje chega a ser caricata, após apregoar ser a entidade mais honesta do planeta (os processos, as bandalheiras e o dinheiro desviado que o digam).

Nos poucos anos que nos separam dos tristes episódios do “Mensalão” até o “Lava-Jato”, orbitam ao nosso lado figuras como Joaquim Barbosa, Marina Silva, Sergio Moro, Jair Bolsonaro… as redes sociais não se cansam de elevá-los em pedestais como se fossem deuses erguidos em colunatas gregas.

Talvez a melhor explicação para a necessidade de elegermos nossos ídolos venha do futebol: pessoas alucinadas por determinados jogadores, seguindo seus times por toda parte, não perdendo nenhum dos seus jogos, arrancando-lhes camisas, brigando por autógrafos, berrando como doidos nos estádios… e assim como na política, colaborando inocentemente para forrar os bolsos deles com mais e mais dinheiro.

O sucesso do seu ídolo – cada vez mais rico e poderoso – é o sucesso do seu seguidor, este geralmente empobrecido, frustrado profissionalmente e por vezes emocionalmente, jamais reconhecido e sempre um anônimo no meio da multidão.

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2017 chegando ao fim. Qual o balanço?

Tchiiii! Parece que vamos chegar ao fim do ano morrendo de vergonha dos acontecimentos que nos rodeiam aqui na terrinha.

O panorama político que já estava ruim em 2016, parece ter piorado muito neste ano. Temos um Congresso (deputados e senadores) que, em sua maioria, legislam mais em causa própria do que para nós, brasileiros. Formam grupos corporativistas, votam em seus próprios interesses. Muitos deles carregam “n” processos nas costas, a maioria por corrupção.

Deputados ou formadores de quadrilhas? Parlamentares ou lavadores de dinheiro? Senadores ou usurpadores do dinheiro público? Saqueadores do erário, alegam que são “doações de campanha” – mas fingem ignorar que as Odebrecht, JBS e outras empresas da vida superfaturaram contratos com o governo apenas para distribuírem verbas a estes pilantras travestidos de políticos.

E as empresas públicas, então? BNDES, Caixa Econômica, usina nuclear, fundos de pensão e outras instituições, além das arenas e obras para a Copa e as Olimpíadas, alimentaram as contas privadas de centenas de pessoas, usando e abusando do nosso dinheiro. Dinheiro que saiu dos nossos bolsos para enriquecer um bando de hipócritas e enfeitar mãos, pulsos e pescoços das “madames” – esposas e amantes daquela casta indigesta.

Do governo federal, a grande decepção. Um presidente enrolado em formação de quadrilha, corrupção, compra de votos para se manter no poder, nomeação de ministros e assessores incriminados em ilegalidades mil, cargos “de confiança” utilizados como barganhas…

A economia mostra um crescimento pífio. Alto desemprego, assistência médica nota zero, segurança pública completamente insegura com o aumento da criminalidade – e como! -, educação descendo ladeira abaixo, estradas arrebentadas, impostos altíssimos, periferias e favelas crescendo geometricamente, poluição incontrolável, invasões de terras, queimadas destruindo nosso verde… ninguém segura o lado negro do nosso país.

Pessoas afrontando as leis e provocando acidentes cada vez piores, “urubus” saqueando cargas, bandos fortemente armados explodindo bancos, cadeias superlotadas, milhares de roubos, assaltos, assassinatos, contrabando e drogas rolando soltos…

O Judiciário – com todo o respeito – parece favorecer bandidos, criminosos e políticos. Poucos vão presos e aqueles que são condenados logo encontram subterfúgios ou leis frouxas e voltam rapidinho para as ruas ou suas casas legislativas (não há diferenças entre políticos corruptos ou criminosos contumazes).

Dificilmente estes dois meses faltantes mudarão o quadro acima. Só mesmo com a volta da ética, da moral e da vergonha na cara!

Imagem: The Economic Times
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