“Rígidos controles” da Receita Federal

Todos nós ficamos estarrecidos – e as surpresas desagradáveis ainda continuam – com as notícias divulgadas pela mídia nos dando conta dos valores estratosféricos desviados pelos corruptos e corruptores em todas as instâncias de governos. Fala-se em bilhões de reais, que chegaram a arrebentar algumas prefeituras, desvalorizar as ações da Petrobrás e enriquecer as contas bancárias dos envolvidos, inclusive no Exterior.

Agora, vejamos: a Receita Federal informa que deverão enviar as declarações, neste ano:
– os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2016.
– os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado.
– quem obteve, em qualquer mês de 2016, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.
– quem teve, em 2016, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;
– quem teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil.
– quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2016.

Além dessas obrigações, a Receita Federal nos impõe uma série de regras, controles e até multas em caso de atraso na declaração, de erros, de falhas e de discrepâncias em lançamentos de valores.

Como explicar que estes “rígidos controles” nunca detectaram as fraudes, os desvios, as “caixinhas”, as aquisições de carrões, mansões, remessas ao Exterior e os padrões de vida incompatíveis aos ganhos dessa horda de gente envolvida, que só foram descobertos através de delações premiadas?

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Notícia recorrente: briga entre torcedores

O confronto entre a torcida do Corinthians e a polícia na reabertura do Maracanã levou à prisão de vários corintianos

Torcedores de Atlético e Coritiba protagonizam várias brigas nas ruas da capital Curitiba desde a manhã deste domingo, quando iria ocorrer o clássico entre os dois times, na Arena da Baixada. Antes mesmo de começar o jogo (que nem aconteceu por desentendimentos sobre transmissão via internet) já eram registrados sete confrontos em vários bairros, além dos municípios de Pinhais e Piraquara, na região metropolitana. Mais de 20 pessoas foram encaminhadas a delegacias e o pior: um torcedor morreu ao ser atingido um tiro no peito, em frente ao estádio Couto Pereira, do Coritiba.

Por que existe tanta violência entre torcedores no futebol?

O sociólogo Mauricio Murad, professor da Universidade Salgado de Oliveira (Universo), estuda a violência no futebol há mais de 26 anos e é autor do livro “Para entender a violência no futebol”. Segundo ele,o Brasil é o país onde mais morrem torcedores em função das brigas. “Existe uma cultura de violência. Ela é generalizada, mas no caso brasileiro, ela é mais aguda. O Brasil é o campeão do número de mortes de torcedores por conflitos em torcidas organizadas. Nos dois últimos anos, 3% dos delitos no âmbito do futebol: racismo, xenofobia, machismo, agressão, mutilação e morte, foram punidos. Aqui existem as culturas do machismo e da violência. No caso brasileiro, isso é mais agudo e alimenta do contexto geral da sociedade brasileira que é uma sociedade com um grau de violência muito grande”.

Desde 2012 o professor contabilizava as mortes em função de confronto de torcedores. Esses dados apontam que só no ano de 2016 já houve nove mortes, sendo que mais seis estão em processo de investigação. Assim, o número pode chegar a 15. A pesquisa do sociólogo mostra também que o estado mais violento do país é São Paulo, seguido pelo Rio Grande do Norte e Pernambuco. O Rio de Janeiro, apesar de possuir a maior torcida do país, não se destaca neste índice.

Murad explica ainda que os jogos de torcida única, como acontecem nos clássicos de Minas Gerais e de São Paulo, não ajudam a resolver os episódios de confrontos. “A experiência da torcida única diminui a violência dentro do estádio porque não tem o confronto, mas em compensação aumenta a violência fora dos estádios, nos arredores e até em pontos distantes. Se você considera que aquela determina torcida não pode entrar no estádio porque ela é violênta, ela se espalha pela cidade aí é que a polícia não controla mesmo”, afirma.

“Na Europa houve punição do clube, preparo da polícia, proibição de bebidas alcoólicas, organização dos estádios, prisão dos torcedores vândalos e controle organizado por parte das federações. O problema da violência tem se repetido e as medidas para resolver este problema têm sido ineficientes. Isto acontece no mundo todo, mas a impunidade no Brasil estimula novos delitos”.

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O primeiro Salão do Automóvel no Anhembi, SP

Um dia a gente descobre essas fotos numa caixa e se dá conta de que registramos um pedacinho da história da cidade.

O texto abaixo foi publicado no Grupo “Memórias Paulistanas” (Facebook) em 17 de fevereiro de 2014:

A foto acima foi clicada por mim no 1º Salão do Automóvel realizado no Pavilhão do Anhembi em São Paulo no ano de 1970 e mostra o lançamento da linha Chevrolet Opala daquele ano.

O Anhembi foi uma conquista pioneira e ousada do publicitário Caio de Alcântara Machado, composto de mega-pavilhão de exposições, auditório, estacionamento e hotel (que somente seria concluído há poucos anos nas mãos de outro grupo empresarial) e se tornou o maior e mais conhecido promotor de eventos do Brasil. Caio de Alcântara Machado criou, além do Salão do Automóvel, a UD (Feira de Utensílios Domésticos), a FETAG (Feita Técnico Agrícola), a FENIT (Feira Nacional da Indústria Têxtil), a Feira da Mecânica, a Feira da Eletro-Eletrônica, além da primeira Brasil-Export em 1972 (que no ano seguinte seria realizada em Bruxelas, Bélgica). Caio de Alcântara Machado faleceu em 20/08/2003. 

STANDS NAS FEIRAS DO IBIRAPUERA E ANHEMBI

Minha agência de propaganda (Julio E. Bahr Propaganda) esteve presente à inauguração deste Salão do Automóvel no Anhembi, com a responsabilidade pela criação e supervisão do stand do cliente Sifco S.A. (foto abaixo), que naquela década entraria no ranking das cem maiores empresas brasileiras.

O “design” do stand foi criado pelo arquiteto Martin Tresca utilizando formas em cubos; os cubos suspensos iluminavam com várias cores os produtos expostos sobre os cubos abaixo, dando belos efeitos de luz e brilhos. A Sifco fabricava forjados e usinados para a indústria automobilística.

Nossa agência foi responsável por dezenas de criações e montagens de stands de clientes, nas feiras UD (Feira de Utilidades Domésticas), Eletro-Eletrônica, Fetag e em vários outros Salões do Automóvel, inclusive no Parque do Ibirapuera, antes da inauguração do Anhembi.

No Salão do Automóvel de 1972, estávamos supervisionando a montagem de cinco stands de clientes, quando 24 horas antes da inauguração recebemos ordens expressas para evacuar imediatamente o Palácio das Exposições. Operários que eventualmente estavam do lado de fora tomando um café ou o seu lanche, foram impedidos de retornar, deixando roupas, pertences, dinheiro e documentos do lado de dentro. A razão foi ditatorial: o presidente do Brasil da época, General Figueiredo, viria visitar o Salão no dia seguinte e sua equipe de segurança fecharia o recinto para passar um pente fino a fim de “evitar atentados”, a paranoia da época.

Efetivamente, apenas após a visita de Figueiredo ao Salão no dia seguinte, os portões foram reabertos para que os operários voltassem à carga, tentando entregar os stands inacabados pela interrupção. Nossos cinco stands não ficaram prontos na hora da inauguração oficial. Nem preciso comentar todas as reclamações que ouvi dos clientes, inconformados com a situação.

Ex-chefe do SNI, o general Figueiredo certamente foi o menos cortês de todos os presidentes do período militar; frases ríspidas, grosserias e gafes foram recorrentes em seu governo.

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Afinal, qual é a do STF?

Não deixa de ser intrigante! Enquanto a chamada “República de Curitiba”, através dos seus procuradores e do juiz Sergio Moro tem enviado dezenas e dezenas de corruptos para a cadeia, além de recuperar quantias vultosas para o erário, os ministros do Supremo Tribunal Federal aparentemente colocam em suas pautas processos que nada têm a ver com o momento crítico pelo qual o Brasil passa no momento.

Basta assistir a algumas sessões do Supremo: nesta quarta-feira dia 15, o colegiado discutia responsabilidade da administração por inadimplemento de empresa terceirizada, Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre plano de carreiras da Ciência e Tecnologia, aposentadoria compulsória para titulares de serventias não estatizadas e outras ações congêneres.

São julgamentos que tratam de interpretar a Constituição, sim, porém onde e como ficam os processos que definiriam os destinos de Lula, Edison Lobão, Sarney, Renan Calheiros, Eunício Oliveira, Moreira Franco,  Gleisi Hoffmann, Romero Jucá, Jader Barbalho, Lindbergh Farias, Vanessa Grazziotin, Marta Suplicy, Riberto Requião (os mais comentados pela mídia), e tantos senadores? E os cerca de 150 deputados investigados que participaram da votação do impeachment da governanta?

Para que lado pende a balança da justiça?

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Armas, armas e mais armas nas mãos de bandidos

Quem explica a facilidade com que armas, inclusive de grosso calibre, vão parar nas mãos da bandidagem? O vídeo acima (mais um) mostra um assalto a banco em uma pequena cidade da Bahia, chamada Serra do Ramalho. O modus operandi é semelhante a tantos outros assaltos a banco, principalmente em pequenas cidades do país: os bandidos formam um grupo grande, em geral com cerca de 10 homens ou mais, todos fortemente armados que obrigam os clientes a formar cordões de isolamento e servir de escudo humano nas fugas.

A frequência com que ocorrem assaltos e roubos a mão armada em todos os recantos do país é alarmante: dia a dia aumenta a insegurança e nota-se, infelizmente, cada vez mais frieza, total insensibilidade e crueldade nas ações dos criminosos, inclusive menores de idade.

Enquanto o cidadão comum (eu, você, ele) não portamos armas, encontramos dificuldades para obter o porte de armas e ficamos inertes, a bandidagem se esbalda com revólveres, fuzis e metralhadoras (alguns armamentos derrubam até helicópteros da polícia). É de se estranhar a facilidade com que estas armas e munições entram no território brasileiro, o que nos leva a supor que existe um enorme esquema de contrabando associado a elementos que deveriam fiscalizar nossas fronteiras e estradas. No Rio de Janeiro, de longa data sabe-se que os narcotraficantes e bandidos dos morros são supridos de armamentos que chegam até por mar.

A cidade de Vitória no Espírito Santo foi a mais recente amostra do poder de fogo dos bandidos. Vídeos mostraram tiroteios e assaltos em plenas ruas, além de terem ocorrido mais de 140 assassinatos em cerca de 10 dias de paralisação da polícia local. Quem vai explicar de onde surgiu tanto armamento nas mãos dos bandidos?

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Os ouvidos moucos dos nossos políticos

Brasil-Colônia, Império, Republica, a “Constituição Cidadã” promulgada em 5 de outubro de 1988… nada mudou no nosso país quando se trata da relação Poder-Povo. Os interesses dos nossos governantes e de toda a classe política restringem-se unicamente à manutenção dos seus mandatos, dos seus cargos, dos seus ganhos astronômicos e principalmente das suas reeleições, custe o que custar.

O atual presidente Temer, tão duramente criticado pela oposição, está colaborando para que sua imagem se deteriore dia após dia: ao nomear seu ministério, encaixou vários políticos denunciados em delações e sabidamente envolvidos em maracutaias. Agora cometeu mais dois deslizes imperdoáveis: nomeou Moreira Franco como ministro, visivelmente para livrá-lo de um eminente processo ligado à Lava Jato (e como ministro, teria foro privilegiado, sendo julgado pelo STF que até hoje não mandou ninguém para a cadeia, ao contrário da “República de Curitiba”). E indicou um dos seus ministros, o Alexandre de Moraes, para juiz do Supremo Tribunal, uma indicação eminentemente política em detrimento a nomes de grandes juristas muito mais habilitados.

O Senado Federal, inchado de delatados, acusados e até processados, ao invés de ouvir os clamores populares, ignora cabalmente as nossas necessidades e trabalha unica e exclusivamente para atender aos próprios interesses. A nomeação de Edison Lobão para presidente da Comissão de Constituição e Justiça é uma afronta à nossa inteligência: um verdadeiro bandido presidindo a mais importante comissão daquela casa. Além disso, as vozes mais ativas do Senado são exatamente daqueles indiciados em delações, inquéritos e eivados de processos, como Renan Calheiros, Fernando Collor, Gleisi Hoffmann, Humberto Costa, Jader Barbalho, José Agripino, Lindbergh Farias, Romero Jucá, Vanessa Grazziotin, nomes que mais aparecem na mídia.

É lamentável!

Enquanto isso… a criminalidade aumenta assustadoramente, as polícias estão cada vez mais desaparelhadas, a saúde pública faliu, as periferias crescem, os impostos aumentam, a inflação nos devora, os Estados agonizam, o desemprego atinge proporções gigantescas, transporte e saneamento público pioram, manifestantes tomam conta das ruas… e somos todos completamente ignorados pelos donos do poder.

Charge: Nani
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Mocinhos que viram bandidos

Aquele velho conceito de que “mocinho é mocinho, bandido é bandido” não vale mais. Está tudo misturado. Pois nesta terça-feira um advogado foi preso em flagrante ao entrar com drogas na prisão da Papuda (Brasília). Advogados de defesa dos detentos não precisam passar por revista, só por detector de metais. Mas quando o advogado tirou seus pertences dos bolsos, os agentes notaram que ele continuava com um “volume grande no bolso traseiro da calça” na hora de atravessar o detector.

Os agentes esperaram o advogado entrar na sala em que se encontraria com seu cliente. Quando viu que não tinha ninguém por perto, ele se aproximou da sala ao lado, retirou os tabletes de substâncias entorpecentes do bolso e jogou por cima da parede para dentro da sala: eram quatro tabletes de droga, enrolados por papel filme e envoltos em papel higiênico. Resultado: o advogado foi preso em flagrante e permanece no Centro de Detenção Provisória, uma das unidades de presídios distritais que compõem o Complexo da Papuda, destinado ao recebimento de presos provisórios.

Quando nós assistíamos aos velhos filmes de faroeste, era muito fácil identificar os mocinhos e os bandidos – estes sempre acabavam presos ou mortos. Hoje ficou difícil: os bandidos estão travestidos de mocinhos, infiltrados nos mais altos escalões da República – ministros, senadores, deputados – e ao nosso lado: advogados, médicos, engenheiros e empresários.

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Cuidado: urubus à solta

É incrível a capacidade que nossos diletos “irmãos”brasileiros” têm para agir contra todos os princípios éticos, morais e de civilidade. Bastou a polícia do Espírito Santo paralisar seu trabalho, reivindicando aumentos de salários, para que uma horda de cidadãos(?) – se é que assim podem ser chamados os jovens, homens e mulheres que praticaram os delitos – saíssem às ruas para usar de violência e praticar assassinatos, arrombamentos, saques e outros crimes nas cidades daquele Estado.

De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis, 62 pessoas foram assassinadas de sábado até a terça-feira na Grande Vitória desde que a greve de policiais começou. Portas de lojas foram arrombadas e vários vídeos mostraram pessoas flagradas fugindo com produtos roubados

Também foram registrados assaltos em pontos de ônibus e muitos flagrantes de roubos de carros. Já são 200 ocorrências na delegacia de furto de veículos da capital Vitória.

Nós todos já estávamos estarrecidos com imagens de saques nas estradas do país, sempre que algum caminhão se acidenta. Os saqueadores não respeitam nem motoristas feridos e até agonizantes ou mortos por conta de batidas e capotamentos.

O que é que está errado na educação brasileira?

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O assassinato da língua portuguesa

Caiu assustadoramente o nível de ensino das nossas escolas: prova disso é a língua portuguesa, que vem sendo utilizada sem nenhum pudor nas redes sociais e até nos comentários de jornais, ignorando sintaxe, concordância e desrespeitando até as convenções sociais: algumas pessoas usam e abusam de palavras de baixo calão, como se estivessem no boteco da esquina com seus grupos de amigos..

Pescamos alguns poucos exemplos. Palavras escritas incorretamente, palavrões a granel, concordância nota zero e textos incompreensíveis, como se pode ver abaixo:

nois estamos junto com Dr sejo Moro para conbater ezses corruptos .. querendo ser mais do que a justiça ..o lugar de corruptos e na cadeia .. os brasileiros não aguenta mais … com esses cara de pau .. que subestimar com a inteligência do povo …

O nosso eroi merece todo o nosso respeito

Goupista e vcs ladrao do povo brasileiro é verdade a qui se fas a qui se paga alguem ja esta pagando quem a poia ladrao e ladrao tanbem

No paranaense esse ano tá foda meu ! Os cara não acertou ainda, espero que acerte o quanto antes.. pq se nao vai ser fodaaa.. .

onde vcs aprenderam fazer jornalismo assim? nao é possivel serem tao ruim assim no que fazem.

Que se foda a merda que esse rato safado quer fazer..com lei ou sem..eu falo o que penso..esse bosta é só mais um ladrão safado, parasita do sistema que quer ficar mamando na teta da pátria mae..cadeia no rabo desse safado

Foi tanta gente que deu cumprimentar todos. E aqueles padre ……..

Se nao tivece acobertado o marido safado teria paz e safada tbm gasto comeu viajo com dinhero de latrocinio vai queima no inferno vaca

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