Gleisi: ainda não foi desta vez

Para desapontamento geral da nação (pelo menos para aqueles que não compactuam com as “pérolas” e os atos emanados desta paranaense), o Supremo Tribunal absolveu Gleisi Hoffmann, do PT, das acusações de corrupção na Lava Jato.

O processo em questão tratava de lavagem de dinheiro e corrupção passiva: o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa citaram a senadora em seus depoimentos. O doleiro disse que repassou R$ 1 milhão à campanha de Gleisi ao Senado em 2010, por meio de um empresário. Paulo Roberto também deu declaração semelhante.

Com a absolvição no STF, infelizmente teremos de aguentar as patacoadas emanadas da mente doentia e da visão deturpada desta mulher que, não se sabe por quais razões, foi escolhida pelo eleitorado para representar o Paraná no Congresso Nacional.

Para não matar de todo as esperanças, a senadora e atual presidente do PT também é alvo dos inquéritos 4130 (investigação penal) e 4342 (corrupção passiva) que correm em segredo de Justiça.

“Lei, ora lei!” A expressão é do ex-presidente Getúlio Vargas, denunciando que “apenas o cidadão comum está sujeito a sofrer as penalidades da lei, enquanto a própria legislação concede imunidades e benefícios a parlamentares e a outras classes privilegiadas”. Dito e feito!

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Temer na marca do penalty

A Copa do Mundo será um ótimo pretexto para que Michel Temer se afaste do cargo: a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a prorrogação por mais 60 dias de inquérito que investiga o presidente por conta das delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht. Junto, são investigados os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, do Ministério de Minas e Energia.

Esta investigação se refere a um jantar no Palácio do Jaburu em maio de 2014, em que se teria acertado o repasse ilícito de R$ 10 milhões ao MDB. Na reunião teriam participado Eliseu Padilha, o então presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, o ex-executivo Cláudio Melo Filho, e o então vice-presidente Michel Temer, que teria pedido “direta e pessoalmente” a Marcelo Odebrecht um apoio financeiro para as campanhas do MDB em 2014.

O presidente já admitiu que houve o jantar, mas sempre disse que não falaram de valores. O Palácio do Planalto divulgou nota informando que o presidente Michel Temer “repudia com veemência” o conteúdo da delação de Melo Filho.

É inconcebível que um presidente da República, acusado mais uma vez, se agarre ao cargo com unhas e dentes como faz Temer. Sendo jurista por formação, o presidente deveria rever seus valores éticos e se licenciar, junto com os ministros acusados, enquanto tramita o novo processo. Mas como aqui é o país das jaboticabas…

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A Copa começa amanhã

Caso você não tenha outro compromisso, lembre-se que a Copa do Mundo 2018 começará amanhã (14/06) na Rússia: às 11h30 (horário de Brasília), ocorrerá a cerimônia de abertura do Mundial. O Estádio Luzhniki, em Moscou, com capacidade para 80.000 espectadores, será o palco do evento e abrigará, na sequência, a primeira partida do torneio: a seleção anfitriã, Rússia, contra a Arábia Saudita, às 12h (horário de Brasília).

A diferença de outras cerimônias de abertura da Copa para esta é que a deste ano estará focada nas apresentações musicais, e será algo mais breve, acontecendo apenas meia hora antes do jogo inaugural. Seus protagonistas serão o cantor britânico Robbie Williams, que diz estar “muito contente e emocionado”, e a soprano russa Aida Garifullina, considerada uma das melhores vozes do país.

O ex-jogador Ronaldo, campeão mundial nos anos de 1994 e 2002 foi eleito apresentador da cerimônia, além de ser o representante brasileiro no primeiro dia do torneio na Rússia.

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70% dizem não a Lula

Os petistas estão alvoroçados com a pesquisa realizada pelo Datafolha na semana passada, que aponta Lula com 30% das intenções de voto e mostra que mais de um terço dos eleitores se dizem sem opção ao analisar cenários em que ele fica fora do páreo.

Mesmo considerando que Lula até o momento seja candidato, o alvoroço dos petistas não se justifica. Os números indicam que 70% dos eleitores não o querem na presidência.

A rejeição para com os outros candidatos é ainda maior: segundo o Datafolha, o deputado Jair Bolsonaro, que apoiou os caminhoneiros, mantém a liderança da corrida presidencial nos cenários em que Lula está ausente, com 19% das preferências (81% de rejeição). A gnoma da selvas, Marina Silva, (Rede) aparece logo depois no levantamento, com até 15% das intenções de voto (85% de rejeição). O ex-ministro Ciro Gomes e o ex-governador Geraldo Alckmin ficam ainda mais longe das preferências do eleitorado.

Sim, estas eleições serão bem diferentes e com certeza muito amargas para os perdedores. Pior para quem for eleito: vai assumir a presidência com o Brasil revirado em enorme caos.

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Ora, Boulos!

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e o Povo Sem Medo haviam ocupado em abril o tríplex localizado no Guarujá, litoral paulista (razão prisão de Lula pela Operação Lava Jato).

O líder do MTST e pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, afirmou ter defendido a ‘legitimidade’ da ocupação do triplex: ‘Se é do Lula é nosso’, dizia uma faixa pendurada na sacada do triplex. ‘Se não é, por que prendeu?’, questionava outra faixa. Três horas depois, o imóvel foi desocupado.

A Polícia Federal intimou Boulos a prestar depoimento sobre o ocorrido. “Isso era de conhecimento público e da própria delegada que eu não estive presente na ação embora considere a ação legítima e me orgulhe, porque é uma ação que ajudou a denunciar uma farsa judicial que levou o ex-presidente Lula injustamente à cadeia como preso político.”

Sob o ponto de vista legal, está tudo errado: com que direito estes grupos anarquistas podem invadir terras, casas, propriedades de terceiros, vandalizando e até incendiando lavouras e equipamentos? A maioria deles faz parte de uma massa de manobras, manipulada por líderes provocadores, alheios à lei e à ordem e que há anos vêm aterrorizando os cidadãos de bem.

As declarações de Boulos comprovam seu despreparo para o exercício de primeiro mandatário da República. Nem você, leitor, nem a sua família e nem seus amigos iriam votar num agitador que acha normal  e “democrático” invadir a sua casa, o seu apartamento, a sua chácara.

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Fim da paralisação. O que muda?

Quem imaginou que haveria substanciais mudanças no cenário político brasileiro após a enorme paralisação dos caminhoneiros – e por consequência, a paralisação das atividades industriais, comerciais e agrícolas – pode tirar o cavalinho da chuva.

Os eleitores brasileiros, que tanto alardeiam desejar mudanças no país, mostram que ainda não aprenderam a votar. Veja só as pesquisas para intenção de voto para senadores em alguns estados:

Pesquisa estimulada do instituto Paraná Pesquisas de Maio/2018, para senador em Minas Gerais: Dilma Rousseff 24,4%, Aécio Neves 21%. O mais próximo deles tem 15,7%.

Em São Paulo, uma novidade – e os paulistas estarão pagando para ver. Datena tem 33% e Eduardo Suplicy (aquele) tem 32%. A manjada Martha Suplicy (aquela) tem 25%. A pesquisa é do IBOPE.

No Paraná, tristeza: Roberto Requião (sim, ele mesmo) lidera a disputa com 30,2% segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas. Em segundo vem Beto Richa (da família política Richa). Para sorte dos parananeses, Gleisi Hoffmann está na sétima colocação.

O primeiro levantamento em Alagoas registrado no TSE apresenta Renan Calheiros, o velho raposa, malandro, indiciado em corrupção, com 30%. O segundo é Benedito de Lira, outro político indiciado em corrupção, com 22%.

No Rio de Janeiro, nenhuma novidade: dois políticos disputam as vagas: Romário com 26,9% e Eduardo Paes com 14,1%. Nenhum fato novo por lá.

O Pará não poderia ficar atrás na lambança: candidato à reeleição para o Senado, Jader Barbalho, malandro, também indiciado, tem 30% das preferências. Simão Jatene tem 27%. E pior: para corroborar a afirmação de que os brasileiros não aprenderam a votar, naquele estado o filho de Jáder Barbalho, Helder Barbalho, lidera as pesquisas para governador. Tudo em família. Tudo coronelismo.

O Maranhão não poderia ficar de fora. Feudo dos Sarney, o fato de Roseana, filha do próprio, não decolar nas pesquisas para o Senado, fez o velho malandro pai mudar novamente o domicílio eleitoral (que por 18 anos foi o Amapá) para ajudar na campanha da filha. Afunal, os Sarney são os donos do Maranhão!

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Os poderes paralelos

Nos momentos críticos vamos descobrindo que existem no Brasil turmas do “quanto pior, melhor!”

Verifica-se isso nas passeatas, reivindicações e sempre que pessoas saem às ruas para lutar pelos seus direitos: é nessa hora que aparecem os vândalos, os destruidores, os quebradores de vitrinas e os chamados black blocks, encapuzados, revoltados e irados.

Nos morros cariocas, as gangues ligadas aos narcotraficantes e as milícias já operam agressivamente há décadas, grande parte deles armados com fuzís de última geração, sem que as forças policiais nem as forças armadas consigam ocupar aqueles espaços e dar um fim à bandidagem.

Pois agora nota-se novamente uma nova turma de “sargentões” agressivos, que se infiltraram no meio das manifestações dos caminhoneiros. Eles se arrogam ao direito de dirigir o trânsito nas estradas, selecionam motoristas que podem ou não passar por suas barreiras, atiram pedras nos para-brisas dos caminhões, esvaziam pneus, tocam fogo e montam barricadas.

Muito mais estranha é a postura dos elementos que passaram a exigir notas fiscais dos caminhoneiros, para checar o destino dos combustíveis ou cargas hospitalares, liberando-os ou não.

Quando se fala de reivindicações, há que se tirar o chapéu para a coragem daqueles que saem às ruas, empunham cartazes, discursam com megafones e desafiam o poder constituído para tentar corrigir erros e injustiças. Mas chega a ser inadmissível que as forças policiais permitam a ação de poderes paralelos, que vão muito além do limite e impõem suas leis próprias e truculentas à população.

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As cidades de 70 anos atrás

Com a falta de combustíveis, houve uma gradual redução no número de veículos circulando pelas cidades. Maravilha!

Para quem é mais velho, hoje as grandes cidades parecem ter recuado no tempo. Havia poucos veículos, à época se cruzava toda hora com alguma carroça puxada a burro, não haviam congestionamentos, nenhuma briga de trânsito, raros atropelamentos, a palavra poluição era desconhecida, caminhava-se bastante, andava-se de bicicleta… e nossa geração sobreviveu sem maiores sobressaltos.

A gente ia ao cinema de bonde, passeava-se à noite nas ruas, não havia violência, os maiores índices de roubos eram de batedores de carteira (os chamados “mãos-leves”). Os condutores de ônibus sabiam onde morávamos e, não raro, ajudavam a carregar um ou outro “bebum” para dentro da sua casa. A garotada ficava até tarde na rua, inventando mil brincadeiras (pega-ladrão, esconde-esconde, bolas de gude, estilingue, futebol (as traves eram as nossas camisas emboladas na rua de terra), futebol de botão, peteca, “baleia”… e outras tantas que inventávamos.

Não havia ainda televisão e nossos pais ficavam grudados à frente de um rádio, tentando entender as notícias em meio aos chiados. Telefone era objeto raro. Não havia inflação e se compravam imóveis a preço fixo. Os raros automóveis eram importados e as marcas mais conhecidas eram Ford, Chevrolet, Pontiac, Studebaker, Lincoln, Cadilac, Hudson, Oldsmobile… além dos pequenos Prefect e Anglia, que geralmente pertenciam às auto-escolas.

Essa paradeira motivada pela greve dos caminhoneiros provoca as ótimas lembranças de uma época muito mais tranquila e divertida.

Foto: Avenida São João, em São Paulo, anos 1950
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