Lembra-se das tais “forças ocultas” citadas pelo ex-presidente Jânio Quadros, já falecido, por ocasião da sua renúncia ao cargo?
Dia após dia me convenço de que realmente existem forças ocultas muito poderosas comandando os rumos deste país. Se não, como explicar o poder de fogo do crápula José Sarney, senador pelo Amapá, o político mais retrógrado, ex-governador do estado mais atrasado e carente do Brasil, um dos piores ex-presidentes da República, ex-presidente do Senado Federal, ex-amigo dos militares, ex-inimigo do Collor – hoje amiguinho dele – atual amigo dos petralhas, protetor das mazelas da filha Roseana e do filho Fernando?
Pois graças às forças ocultas de Sarney, os desembargadores da 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça (TJ) do Distrito Federal confirmaram nesta quarta-feira decisão que, desde julho de 2009, impede o jornal O Estado de S. Paulo de publicar notícias sobre a Operação Boi Barrica. Por unanimidade de votos, eles mantiveram a censura prévia imposta pelo desembargador Dácio Vieira a pedido do empresário Fernando Sarney, que é filho do senador José Sarney e foi investigado na Boi Barrica. Segundo o “Estadão”, numa sessão fechada ao público, os desembargadores concluíram que o jornal não pode veicular reportagens sobre o caso porque a investigação é sigilosa. Além disso, eles disseram que uma decisão anterior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), declarou ilícitas as provas da investigação.
“Lamento muitíssimo que uma decisão desse tipo coincida com o falecimento do dr. Ruy Mesquita, que sempre foi um incansável batalhador da liberdade de imprensa. A coincidência é infeliz”, afirmou após o julgamento o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, que defende o jornal.
Entre o crápula Sarney e Ruy Mesquita, não podem restar dúvidas quando se fala de ética, honestidade e correção de conduta. Fui fã incondicional de Ruy Mesquita à época em que ele criou o Jornal da Tarde, um “filhote” do Estadão, de leitura mais leve, acabando com a sisudez e seriedade do estilo até então adotadas na casa, inovando o design gráfico dos jornais brasileiros, criando capas memoráveis e sempre, sempre, destacando-se como um baluarte na defesa dos princípios democráticos do país, desafiando e sofrendo com a censura imposta à época.
É incompreensível que em nosso país ainda exista hoje tal grau de censura imposta a um jornal, equivalente aos métodos que eram utilizados na velha União Soviética, e ainda o são atualmente em Cuba, na Coreia do Norte, Venezuela e outros redutos ditatoriais. A tal “Operação Boi Barrica” foi um escândalo financeiro e envolve diretamente o filho de Sarney. Apenas “forças ocultas” são capazes de explicar a impunidade, o mistério, o arquivamento e o “fica por isso mesmo” neste episódio (mais um) envolvendo gente e parentes ligados ao partido dos petralhas, e neste caso principalmente – e novamente –, José Sarney.
A ditadura brasileira (ops!, digo o governo petralha brasileiro) negou ao Ministério Público acesso a investigação sobre Rosemary Noronha – a amante do apedeuta Lula dos tempos da presidência.
Como foi fartamente divulgado, o nome de Rosemary surgiu na Operação Porto Seguro em 2012, acusada de fazer parte de um esquema de venda de pareceres técnicos de ógãos públicos federais, além de constar nas investigações que ela viajou farta e abusivamente para várias partes do mundo sem atribuições formais, com as despesas pagas por… nós, a população brasileira. Pagamos viagens, alimentação, banhos e sexo (isso, se a cachacinha ainda não tivesse arruinado seu protetor) sem nossa autorização.
Agora o Ministério Público Federal de São Paulo teve simplesmente negado o acesso às informações sobre o processo de sindicância instaurado no órgão para apurar eventuais ilícitos funcionais por parte da servidora, que acabou demitida do cargo.
Rose, como ela é chamada, já é alvo de ação penal ajuizada pelo Ministério Público em dezembro último por falsidade Ideológica, tráfico de Influência, corrupção passiva e formação de quadrilha, crimes praticados no exercício de suas funções como “Chefe do Gabinete Regional da Presidência em São Paulo”, isto é, ligada umbilicalmente ao apedeuta Lula. Como desculpa ditatorial para negar o pedido de informações do Ministério Público Federal em São Paulo, a Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil informou que “o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República não tem competência para prestar a informação requisitada”. Em nota, a Casa Civil informou que o ofício encaminhado pelo órgão desrespeitou as regras previstas na legislação para esse tipo de documento.
Oras, oras, a tal “ética, honestidade e transparência” tão apregoadas pelo Partido dos Trabalhadores ANTES das eleições, transformou-se numa ditadura de condutas imorais, ilegais, aéticas, provocativas e vergonhosas para uma nação que se diz democrática e deveria viver num “estado de direito”. Meu amigo Peter diria: “Seja esperto, caia fora desse país de facínoras e criminosos antes que seja tarde demais!”
Sem provas, sem maiores informações, sem indícios, a “ministra-chefe” da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Maria do Rosário (haja ministras e ministros neste governo petralha!) usou seu perfil no Twitter nesta segunda-feira para acusar a oposição de ser responsável pela boataria de que o programa de transferência de renda do Bolsa Família seria extinto pelo governo, o que levou milhares de pessoas a provocar enorme tumulto ao procurarem agências da Caixa Federal e lotéricas no final de semana para sacar o benefício deste mês. “Boatos sobre fim do bolsa família deve (sic) ser da central de notícias da oposição. Revela posição ou desejo de quem nunca valorizou a política”, escreveu (com erros de concordância e tudo) na sua conta.
Já que a ministrinha protegida da governanta externou uma acusação sem provas, eu tenho o direito de fazer a minha acusação: quem promoveu o boato foi o próprio governo, numa jogada de marketing, apavorando esse pessoal humilde que depende das bolsas, para que, horas depois, num discurso de teor político, a governanta aparecesse como “a boazinha”, a santa, a versão brasileira de Evita Perón, uma santinha do pau-oco (já falecida) na Argentina, angariando desde já os votos agradecidos da população para a próxima eleição.
Se alguém quiser me processar por esta acusação, terá antes de processar a ministrinha Maria do Rosário.
E antes que me esqueça: o governo distribui mais de 11 milhões de bolsas família, porém se esquece de ensinar esse pessoal a pescar. Nenhum dos contemplados quer saber de emprego ou de trabalho. A bolsa família deveria ser apenas emergencial, ajudando as famílias em fase difícil. Mas hoje sobram empregos no Brasil – falta mão de obra – e mesmo assim estes 11 milhões ficam dependurados nas tetas do governo vivendo do dinheiro que nós, idiotas, pagamos aos cofres públicos durante cinco meses ao ano.
Como no Ceará, por exemplo: lá o setor têxtil é de vital importância para sua economia, a demanda por mão de obra na indústria têxtil é imensa e precisa ser constantemente formada e preparada. Diante disso, o Sinditêxtil fechou um acordo com o Governo do Estado, para coordenar um curso de formação de costureiras. O governo exigiu que o curso devesse atender a um grupo de pelo menos 400 mulheres. Como o governador é do PT, exigiu que as mulheres fossem escolhidas dentre as que participam do programa Bolsa Família. O importante acordo foi fechado dentro das seguintes atribuições: o Governo entrou com o recurso; o SENAI com a formação das costureiras, através de um curso de 120 horas/aula; e o Sinditêxtil com o compromisso de enviar o cadastro das formadas às inúmeras indústrias do setor, que dariam emprego às novas costureiras.
Pela carência de mão obra, a idéia não poderia ser melhor. Pois bem. O curso foi concluído recentemente e, com isso, os cadastros das costureiras formadas foram enviados para as empresas, que se prontificaram em fazer as contratações. E qual foi o número de contratações? ZERO!
O motivo? Simples, embora triste e muito lamentável, como afirma o diretor do Sinditêxtil: “Todas as costureiras, por estarem incluídas no Bolsa Família, se negaram a trabalhar com carteira assinada. Para todas as 500 costureiras que fizeram o curso, o Bolsa Família é um benefício que não pode ser perdido”. É para sempre. Nenhuma delas admite perder o subsídio que nós, os idiotas, pagamos. Nós estamos sustentando uma cambada de vagabundos e vagabundas! São perto de 6% da população brasileira.
Seu próximo médico poderá ser um assentado do MST – aliás, é o MST que está qualificando os “médicos” brasileiros (sim, médicos entre aspas) que estão se formando na republiqueta cubana. Na verdade, não são médicos, mas pessoas doutrinadas para ajudar a implantar a revolução socialista no Brasil. Veja este vídeo e tire suas conclusões.
Enquanto o brasileiro dorme, se acomoda ensimesmado na sua vidinha particular, o governo dos petralhas está espalhando seus tentáculos, tirando verbas dos aposentados, da educação, infra-estrutura, saúde e dos transportes, doando-as a seus “hermanitos” cubanos, venezuelanos, cubanos, equatorianos, argentinos… nós, que não temos nada a ver com isso, estamos pagando a revolução bolivariana que os petralhas implantam na América Latrina.
O Daily Mail, jornal chinês, nos deu conta de que um publicitário chinês de 24 anos morreu após uma jornada fatigante de trabalho, em Pequim.
Li Yuan trabalhava na agência Ogilvy & Mather China. Segundo o jornal, o publicitário estava trabalhando até as 23 horas todos os dias, há um mês. No dia do colapso, ele teve um ataque de choro por volta das 17h (horário local), caiu e teve um ataque cardíaco fulminante. Levado ao Peking Union Medical College, ele já chegou em óbito.
Para quem acha que a profissão de publicitário é apenas glamurosa, com os homens sempre rodeados de mulheres lindas, circulando de carrões, com roupas de grife e posando nas fotos de colunas sociais, esta historinha chinesa está colocando os pontos nos is. Eu mesmo perdi a contagem de quantos e quantos dias estiquei o trabalho até as primeiras horas da madrugada seguinte para terminar campanhas de clientes; quantos chás de cadeira tomei aguardando um cliente prepotente me atender em sua sala de mandonismo; de quantos congestionamentos enfrentei no pesado trânsito paulistano, angustiado para não chegar atrasado a uma reunião; de quantos “chapéus” financeiros sofri dos maus pagadores; de como foi difícil enfrentar a inflação desenfreada que dominava o Brasil, corrompendo nossos ganhos e fazendo o faturamento virar pó, dificultando inclusive o pagamento de salários dos funcionários; de quantas campanhas foram criadas à-toa, descobrindo que éramos apenas os bois de piranha para justificar o trabalho de outra agência já previamente escolhida (tipo cunhado do presidente da empresa).
Publicidade não é para os fracos. Além de criatividade, ideias, arrojo, coragem e capacidade de realizações, a profissão exige físico e mente muito fortes. Ou se sucumbe exatamente como o infeliz chinês Li Yuan.
Após longo período amortecido pelo coma, eis que finalmente o PSDB ressucitou e foi levado para uma cadeira de rodas. Já é um pequeno progresso. Afinal, durante estes dez anos de governo petista, o PSDB perdeu TODAS as oportunidades de botar a boca no trombone, denunciar as falcatruas cometidas pelo PT, o partido mais corrupto da História do Brasil, detonar o Ali Babá do mensalão (o apedeuta Lula), mostrar que tinha coragem de enfrentar o Executivo – enfim, cumprir seu papel de verdadeira oposição.
Dificilmente o novo presidente nacional eleito do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), conseguirá desmontar a máquina petista que deixaram crescer, se fortalecer e se enraizar pelo país inteiro, até a disputa da Presidência da República em 2014: o partido está esfacelado, enfraquecido nacionalmente e somente um acidente de percurso reduzirá o enorme favoritismo alcançado pela governanta Dilma.
A jornada do PSDB ainda será longa: da cadeira de rodas para as muletas, das muletas para as primeiras caminhadas… dificilmente haverá tempo para chegar forte, saudável, imponente e em condições de saúde estabilizadas em outubro de 2014. O presidente anterior, apesar do nome Guerra, deve ter tomado dormonid demais e seu silêncio, sua fala mansa e a falta de garra custaram eleições perdidas para o partido e o descrédito dos opositores do PT.

Quando inserimos posts nos nossos blogs, vamos somando amigos que nem conhecemos pessoalmente, mas que por afinidades, sejam políticas, sejam pela linha de raciocínio ou até pela repulsa que externamos em relação a alguns homens públicos, tornam-se nossos aliados e nos dão força para prosseguir.
Sabemos publicamente das bandalheiras perpetradas por Sarney, Roseana e Sarneyzinho – além da curriola que os cerca. Nem é necessário listá-las aqui neste post – os veículos de comunicação possuem arquivos e mais arquivos recheados de acusações, provas e documentos que incriminam a todos.
Infelizmente, chega-nos a notícia de que o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá determinou o bloqueio das contas da jornalista Alcinéa Cavalcante, que foi condenada a pagar mais de R$ 2 milhões em “indenização por danos morais ao senador José Sarney (PMDB-AP)”. Danos morais neste caso significa que a jornalista Alcinéa Cavalcanti, lá do Amapá (estado que o crápula Sarney escolheu para ser candidato a senador após ser praticamente escorraçado do Maranhão), lançou uma enquete para fazer um adesivo com os dizeres: “o carro que mais parece comigo é o camburão da polícia”. Sugeriu aos leitores que dissessem o nome do político que deveria receber o adesivo. Vários políticos do Estado – um dos campeões brasileiros em casos de corrupção, com prefeitos e governadores presos nos últimos anos – foram citados. Também citado na enquete, Sarney não gostou e decidiu processar a jornalista.
A condenação já transitou em julgado e o processo se encontra atualmente na fase de execução. Além do seu blog, Alcinéa é colaboradora do jornal Estado no Amapá.
Segundo a notícia, como Alcinéa não possui bens em seu nome para serem penhorados, a Justiça determinou o bloqueio de sua conta corrente. A jornalista precisou juntar seus contracheques para provar que sobrevive somente de sua aposentadoria como professora, de pouco mais de R$ 5 mil. “A lei não permite bloqueio de salário e esse é o único rendimento da jornalista. Ela vai ficar com o nome sujo e proibida de comprar qualquer coisa em seu nome”, afirmou o advogado Ruben Benerguy, que passou a defender Alcinéa na fase de execução do processo.
Alcinéa noticiava o processo em seu blog. A cada nova nota, recebia outro processo. Ela recorreu nos dois primeiros, mas foram outros 20 processos que determinaram sua condenação. “Acabei perdendo o prazo de recorrer e fui julgada à revelia. Não tinha dinheiro para pagar advogados”, explica a jornalista.
No Amapá, os principais jornais e as concessões de rádios e TVs são ligadas a políticos. Por isso, blogs e Twitter costumam ser os meios de acesso a notícias com isenção e imparcialidade. Os jornalistas, no entanto, são processados com frequência e acabam tendo de arcar pessoalmente com os custos na Justiça.
Além de Alcinéa, sua irmã, Alcilene, também foi processada por Sarney e teve de parcelar o valor da indenização, pagando R$ 500 por mês ao senador. No Amapá, o jornalista Antonio Correa Neto, que faleceu mês passado, também foi processado 17 vezes e devia mais de R$ 1 milhão. Não pagou porque não tinha dinheiro nem bens para serem penhorados. O que mostra que o coronelismo político ainda impera com todas as forças no Maranhão e no Amapá – e ai de quem se intrometer no caminho destes “honoráveis bandidos”.
O PT não gosta da democracia. E não é de hoje. Desde sua fundação foi predominante no partido a concepção de que a democracia não passava de mero instrumento para a tomada do poder. Deve ser recordado que o partido votou contra a aprovação da Constituição de 1988 – e alguns dos seus parlamentares não queriam sequer assinar a Carta. Depois, com a conquista das primeiras prefeituras, a democracia passou a significar a possibilidade de ter acesso aos orçamentos municipais. E o PT usou e abusou do dinheiro público, organizando eficazes esquemas de corrupção. O caso mais conhecido – e sombrio – foi o de Santo André, no ABC paulista. Lá montaram um esquema de caixa 2 que serviu, inclusive, para ajudar a financiar a campanha presidencial de Lula em 2002. Deve ser recordado que auxiliares do prefeito Celso Daniel, assassinado em condições não esclarecidas, hoje ocupam posições importantíssimas no governo (como Gilberto Carvalho e Míriam Belchior).
Antes da vitória eleitoral de 2002, os petistas já gozavam das benesses do capitalismo, controlando fundos de pensão de empresas e bancos estatais; e tendo participação no conselho gestor do milionário Fundo de Amparo ao Trabalhador. Os cifrões foram cada vez mais sendo determinantes para o PT. Mesmo assim, consideravam que a “corrupção companheira” tinha o papel de enfrentar o “poder burguês” e era o único meio de vencê-lo. Em outras palavras, continuavam a menosprezar a democracia e suas instâncias.
Chegaram ao poder em janeiro de 2003. Buscaram uma aliança com o que, no passado, era chamado de burguesia nacional. Mas não tinham mudado em nada sua forma de ação. Basta recordar que ocuparam mais de 20 mil cargos de confiança para o partido. E da noite para o dia teve um enorme crescimento da arrecadação partidária com o desconto obrigatório dos salários dos assessores. Foi a forma petista, muito peculiar, de financiamento público, mas só para o PT, claro.
Não satisfeitos, a liderança partidária – com a ativa participação do presidente Lula – organizou o esquema do mensalão, de compra de uma maioria parlamentar na Câmara dos Deputados. Afinal, para um partido que nunca gostou da democracia era desnecessário buscar o debate. Sendo coerente, através do mensalão foi governando tranquilamente e aprovando tudo o que era do seu interesse.
O exercício do governo permitiu ao PT ter contato com os velhos oligarcas, que também, tão qual os petistas, nunca tiveram qualquer afinidade com a democracia. São aqueles políticos que se locupletaram no exercício de funções públicas e que sempre se colocaram frontalmente contrários ao pleno funcionamento do Estado democrático de Direito. A maior parte deles, inclusive, foram fiéis aliados do regime militar. Houve então a fusão diabólica do marxismo cheirando a naftalina com o reacionarismo oligárquico. Rapidamente viram que eram almas gêmeas. E deste enlace nasceu o atual bloco antidemocrático e que pretende se perpetuar para todo o sempre.
As manifestações de desprezo à democracia, só neste ano, foram muito preocupantes. E não foram acidentais. Muito pelo contrário. Seguiram e seguem um plano desenhado pela liderança petista – e ainda com as digitais do sentenciado José Dirceu. Quando Gilberto Carvalho disse, às vésperas do Natal do ano passado, que em 2013 o bicho ia pegar, não era simplesmente uma frase vulgar. Não. O ex-seminarista publicizava a ordem de que qualquer opositor deveria ser destruído. Não importava se fosse um simples cidadão ou algum poder do Estado. Os stalinistas não fazem distinção. Para eles, quem se opõe às suas determinações não é adversário, mas inimigo, e com esse não se convive, se elimina.
As humilhações sofridas por Yoani Sánchez foram somente o começo. Logo iniciaram a desmoralização do Supremo Tribunal Federal. Atacaram violentamente Joaquim Barbosa e depois centraram fogo no ministro Luiz Fux. Não se conformaram com as condenações. Afinal, o PT está acostumado com os tribunais stalinistas ou com seus homólogos cubanos. E, mais, a condenação de Dirceu como quadrilheiro – era o chefe, de acordo com o STF – e corrupto foi considerada uma provocação para o projeto de poder petista. Onde já se viu um tribunal condenar com base em provas, transmitindo ao vivo às sessões e com amplo direito de defesa? Na União Soviética não era assim. Em Cuba não é assim. E farão de tudo – e de tudo para o PT tem um significado o mais amplo possível – para impedir que as condenações sejam cumpridas.
Assim, não foi um ato impensado, de um obscuro deputado, a apresentação de um projeto com o objetivo de emparedar o STF. Absolutamente não. A inspiração foi o artigo 96 da Constituição de 1937, imposta pela ditadura do Estado Novo, honrando a tradição antidemocrática do PT. E o mais grave foi que a Comissão de Constituição e Justiça que aprovou a proposta tem a participação de dois condenados no mensalão e de um procurado pela Interpol, com ordem de prisão em mais de cem países.
A tentativa de criar dificuldades ao surgimento de novos partidos (com reflexos no tempo de rádio e televisão para a próxima eleição) faz parte da mesma estratégia. É a versão macunaímica do bolivarianismo presente em Venezuela, Equador e Bolívia. E os próximos passos deverão ser o controle popular do Judiciário e o controle (os petistas adoram controlar) social da mídia, ambos impostos na Argentina.
O PT tem plena consciência que sua permanência no poder exigirá explicitar cada vez mais sua veia antidemocrática.
Com toda pompa e circunstância, Londrina acompanhou a inauguração em junho de 2011 do “Eco Mercado Palhano” - que deveria representar “um novo conceito para centros de compras destinados ao varejo de alimentos”, segundo anúncios e divulgação pelos responsáveis.
Com dois pisos, além de estacionamento coberto – e muito caro – o mercado abrigava 40 lojas no primeiro piso e um terraço-deck, com três restaurantes. Elevadores modernos, construção avançada, várias lojas conhecidas principalmente na oferta de alimentos, doces, sorvetes, chopes e petiscos misturavam-se a bancas de frutas e lojas de presentes e utilidades, dando a conotação de um mini-shopping. O espaço tornou-se um dos mais agradáveis da cidade, situado defronte ao Lago Igapó 2.
E aí ocorreu o mistério: das 40 lojas abertas na época da inauguração há dois anos no primeiro piso, cerca de 90% fecharam as portas. Da última vez em que lá estive, ainda deu para saborear um gostoso chopp, mas o ambiente com lojas fechadas, as lonas abaixadas, tornou-se tétrico e pouco convidativo.
Há alguns dias publiquei um post neste blog (“Propaganda, o negócio da alma”) destacando que “hoje são sociólogos, psicólogos, neurolinguistas, estudiosos da mente humana, pesquisadores de mercado, entre outros, que se ocupam com a identificação exata do consumidor ao qual se destina determinado produto. São especialistas que vasculham minuciosamente o perfil, gostos, desejos, idade, sexo, sentimentos ocultos das pessoas… e conseguem, figurativamente, até invadir as suas almas”.
Deduz-se então que os responsáveis pelo Mercado Palhano adotaram dois caminhos possíveis:
1 – Erraram grotescamente na pesquisa de mercado e no atendimento das expectativas dos consumidores, uma situação imperdoável para este tipo de empreendimento no Século XXI, quando existem tantas ferramentas e tanta gente especializada para evitar tal derrocada;
2 – Estão dando um golpe baixo nos lojistas que participaram de boa-fé do empreendimento, havendo uma razão muito forte para expulsá-los de lá – talvez um contrato mais vantajoso com algum mega-empreendedor, um supermercado, uma loja de departamentos.
Como Londrina é uma cidade muito misteriosa em seus meandros, as dúvidas só serão esclarecidas no futuro. Afinal, esta é uma cidade onde obras públicas são iniciadas e não concluídas (como as avenidas Ayrton Senna e Mabio Palhano), reformas de prédios públicos estão paralisadas (Secretaria da Cultura, Teatro Ouro Verde), projetos são pagos sem concretização (como o ex-futuro Teatro Municipal), há placas indicativas para o inexistente Jardim Botânico que abriga em sua sede luxuosa uma pá de funcionários sem que exerçam qualquer atividade, praças e parques (inclusive uma doada pela colônia japonesa) são abandonados, não há verbas para conservação de prédios históricos (Museu de Arte, Estação Rodoviária) e a cidade mais importante do Norte do Paraná não consegue a duplicação da rodovia que liga Londrina à capital Curitiba – apesar do altíssimo custo dos pedágios e da estatística alarmante reportando acidentes e mortes.
Quem diria? A tradicional e influente revista semanal norte-americana TIME MAGAZINE cometeu um dos maiores deslizes da sua história ao escolher Adolf Hitler, genocida, mentor da morte de mais de seis milhões de judeus, como “O Homem do Ano” na sua edição de 1938. A escolha foi inacreditável, pois os planos de Hitler já eram sobejamente conhecidos: ele os havia divulgado através da publicação do seu doentio livro Minha Luta (Mein Kampf). A escolha se deu na edição de 02 de janeiro de 1939. Segundo o editor da revista, “para o bem ou para o mal, Hitler foi, sem dúvida, a maior personalidade de 1938″.
Entretanto a história mostra que em novembro de 1938, dois meses antes da publicação da revista, já se desenrolara uma das mais violentas ações das tropas SS (Schustuffel) e do Partido Nazista (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães ou Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei – NSDAP): a terrível Noite dos Cristais (Reichskristallnacht ou Kristallnacht). O pretexto para a destruição de sinagogas e de propriedades de judeus foi o assassinato, na França, do diplomata Ernst von Rath por Herschel Grynszpan, um judeu polonês.
Adolf Hitler era visto pelos norte-americanos como o chefe de um exército capaz de riscar do mapa a então URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. O Ocidente esperava que a Alemanha e a URSS se engalfinhassem numa guerra da qual as duas sairiam enfraquecidas, quando se transformariam em presas fáceis. E para que as novas gerações não se esqueçam, não era apenas nos Estados Unidos que a figura do ditador alemão era admirada e cultuada. Aqui no Brasil havia os adeptos do nazi-facismo e alguns deles criaram a Aliança Integralista Brasileira – AIB, liderada por Plínio Salgado. O próprio ditador Getúlio Vargas nutria simpatia explícita pelo nazismo e por Adolf Hitler e só mudou de lado quando pressionado pelos Estados Unidos – sendo obrigado a enviar tropas para a Itália, combatendo ao lado dos aliados.
Além de ser a personalidade de 1938, Adolf Hitler também esteve cotado – quem diria? – para receber o Prêmio Nobel da Paz daquele ano e quem sugeriu a honraria foi – também inacreditávelmente – Gertrude Stein, escritora judia norte-americana.
Mas os erros não terminaram por aí: além de Hitler, em 1938, a revista homenageou Joseph Stalin (outro genocida em larga escala), em 1943. Na época da concessão do título, Joseph Stalin era aliado dos EUA de quem recebia armamento, munição, alimentos e veículos para enfrentar o exército de Hitler. A amizade entre os EUA e a então URSS era tão grande que o alto comando dos aliados – França, Grã Bretanha e EUA – permitiu que, em abril e maio de 1945, o exército vermelho entrasse em Berlim e a conquistasse sem qualquer intervenção ou participação dos aliados, de modo que os méritos da conquista ficassem com os vermelhos. E deu no que deu: essa partilha fortaleceu a União Soviética, foi erigido o Muro de Berlim, acentuou-se a separação política com o Ocidente através da chamada “Cortina de Ferro” e o povo soviético passou por longos anos de sofrimento, mortes e perseguições do outro lado do muro.
A revista Time apresenta todos os anos, desde 1927, uma edição sobre a pessoa mais destacada e influente durante os doze meses anteriores. Ao longo dos anos mais e mais gafes foram cometidas. E certamente muitas outras virão.
O Lago Igapó 2 é um dos cartões postais de Londrina. Desde que foi criado, passou a ser um dos “points” para atividades físicas, ciclistas, adeptos de caminhadas (aqueles que levam o coração para passear), pescadores, casais de namorados, mamães que passeam com seus nenês e até usuários dos equipamentos instalados pela prefeitura na academia ao ar livre.
Os horários se esticam: desde os primeiros madrugadores até aqueles que só têm o horário noturno utilizam o lago para usufruir destes benefícios.
O problema é que, não se sabe saídos de onde, quem são e por quê o fazem, alguns paspalhos descobriram mais uma atividade para praticarem no lago: o vandalismo.
Em uma simples volta você se depara com bancos arrebentados, postes depenados ou derrubados (com suas luminárias furtadas), lixo jogado na água (flagramos até uma lixeira de concreto, doação de uma construtora local, arremessada na água – e certamente foi necessária a força de mais de uma pessoa para isso), além da própria inércia da prefeitura, que deixa o lago assoreado pela terra das construções de grandes edifícios que não param de brotar na Gleba Palhano – uma região mais alta de onde infalivelmente escoa a terra junto com as águas de qualquer chuvinha. E quem tem o nariz sensível deve ir para outro local, pois há dias em que a fedentina emanada da água é insuportável. Também as pontes rústicas de madeira construídas na trilha interna estão com o madeiramento solto e tornaram-se um perigo iminente para prováveis quedas dos mais distraídos.
Mas, voltando ao vandalismo, a estas alturas não dá para entender a função da Guarda Civil Metropolitana – afinal não é incumbência deles a vigilância dos prédios e parques públicos? Como é que persiste o vandalismo no lago e em outras regiões de Londrina?