Criações gráficas nos tempos pré-computador

Este seu blogueiro lança mais um livro. Desta vez um e-book, fartamente ilustrado, um panorama de como os criativos da publicidade preparavam seus layouts e arte-finais, ainda nos tempos da prancheta, nas décadas de 1950 até o advento do computador. Tinta a guache, aquarela, pastel, tinta nanquim e outras técnicas misturavam-se nos estúdios com o cheiro da cola-benzina, às provas tipográficas, às colagens dos paste-up men, às fotos retocadas com aerógrafo, resultando em magníficos trabalhos com a tecnologia da época, publicados em jornais e revistas.

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Charlatanismo religioso

O massacre dos fiéis de Jim Jones em Jonestown, Guiana Inglesa

O Código Penal determina, em seu art. 171, que é crime obter vantagem ilícita, em detrimento alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento, o que configura a figura do estelionato. O art. 283 informa que é crime “inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível”, na qual configurará charlatanismo quando alguém anuncia que sabe curar doença da pessoa através de um método completamente secreto e que não revelará ao público, além de vender produtos milagrosos, mesmo não os sendo, cobrar dízimo em troca de espaço no céu, dentre outros – ludibriando, pois, os adquirentes.

Provavelmente estes artigos do Código Penal surgiram a partir da ação de religiosos (ou pseudo-religiosos) que se aproveitam da credulidade, do desespero e da massificação de informações emanadas por admiradores (ou seus asseclas), induzindo grandes massas de pessoas a buscarem suas curas, deixando doações e comprando produtos alegadamente milagrosos.

Um caso intrigante foi o do americano Jim Jones que resolveu fundar nos EUA, em 1954, a sua própria igreja chamada de “O Templo dos Povos” Em 1963, mudou-se para o Brasil onde tentou expandir a seita, sem sucesso. Retornando aos Estados Unidos, construiu um templo para “salvar” seus fiéis seguidores da guerra nuclear. Em seguida, construiu a Jonestown, na Guiana Inglesa, onde pregava a ideia de que ele e seus seguidores iriam morrer juntos e se mudar para uma vida mais feliz em outro planeta. Ao surgirem diversas acusações contra Jones de fraudes, ameaças físicas, tortura psicológica e sequestros de crianças, o governo americano enviou um congressista e alguns repórteres da NBC para investigar o local, que foram hostilizados devido a um desentendimento sobre desertores da seita. Na confusão, eles foram alvejados por tiros antes que pudessem partir de volta aos Estados Unidos, e o congressista junto com os repórteres foram mortos. Jim Jones ordenou então que seus seguidores se envenenassem, o que causou o suicídio coletivo de mais de 900 pessoas em Jonestown.

Outro caso emblemático foi o do pregador pentecostal Peter Popoff, alemão que emigrou para os EUA e lá fez fama por sua capacidade aparentemente milagrosa para falar com Deus. Em seu programa semanal de televisão na década de 1980, ele indicava os endereços e as doenças de pessoas no público presente e, em seguida, “curava-os”. Segundo denúncias, Popoff faturava cerca de quatro milhões de dólares por ano ao longo da década de 1980. Em 1987, descobriram que Popoff usava um fone de ouvido no palco e sua esposa transmitia as informações sobre os membros da audiência desavisados, que ela recolhia antes da apresentação do marido para as alegadas “curas”.

Agora surge o escândalo do nosso João de Deus. Independentemente das acusações sobre abusos sexuais, há muito a ser esclarecido. Como ele conseguiu seu patrimônio constituído de fazendas e de pelo menos R$35 milhões em caixa, que ele movimentou antes de receber ordem de prisão? E sobre as denúncias de comerciantes da cidade de Abadiania que alegam só poder vender produtos se previamente autorizados pelo medium? Ou sobre a venda de produtos “milagrosos” na área do seu templo? Qual o verdadeiro papel representado pelos fiéis seguidores/guarda-costas que o protegem, acompanham e, segundo testemunhas, sabem exatamente do ocorrido no quarto onde as mulheres e adolescentes sofriam abusos?

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Para o PT, tudo! Para os outros, nada!

Ainda em 1015, o Jornal da Record mostrou a polêmica trajetória profissional de Lulinha, filho mais velho de Lula

Que curioso: a mídia (especialmente os esquerdopatas da Globo) estão alvoroçados porque a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu um cheque no valor de R$ 24 mil do policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, seu enteado, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Embora não tenha explicado o motivo do repasse, Michelle negou se tratar de propina. Ela repetiu o argumento do marido, o presidente eleito Jair Bolsonaro, de que ninguém recebe propina por meio de “cheque nominal”.

O pessoal da Globo apresentou esta notícia com todo destaque e alarde em seus telejornais e programas com comentaristas políticos. O que nos surpreende é o fato de que durante os 14 anos do reinado PT – Partido dos Trabalhadores – houve um silêncio absoluto por parte de Miriam Leitão, Cristiana Lobo e outros jornalistas daquele Grupo em relação às propinas milionárias recebidas por Lula e seus asseclas, inclusive os filhos do atual presidiário, cujo rápido enriquecimento, inimaginável para nós, simples mortais, foi inexplicável.

As propinas e os desvios no reinado do PT somaram bilhões de reais. Miriam Leitão, Cristiana Lobo e os outros globais não viram nada?

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Putin, o provocador

A Russia nem está entre as cinco maiores economias do mundo. Mas por alguma misteriosa razão, o presidente Putin gosta de se intrometer na vida de outros países – e nem sempre do lado certo.

Quando a maioria dos países sul americanos – inclusive o Brasil – está tomando posição contra o bolivarianismo da Venezuela, regido pelo seu ditador-porteiro de boate Nicolás Maduro, eis que Putin envia uma frota militar que inclui dois bombardeiros Tu-160, um avião de transporte An-124 e um avião de passageiros Il-62, sem especificar o motivo do deslocamento, nem o tempo que planejam permanecer em território venezuelano. Alegadamente as Forças Aéreas de Rússia e Venezuela farão manobras conjuntas para eventual defesa do país sul-americano, cujo governo “denuncia planos dos Estados Unidos para atacá-lo militarmente”.

No último mês de novembro, a Rússia disparou contra três embarcações militares ucranianas na península da Crimeia, numa grande escalada de tensão entre os dois países. Dois barcos patrulha e um rebocador foram capturados pelas forças russas e membros da tripulação ucraniana ficaram feridos. Durante uma reunião do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, o presidente Petro Poroshenko descreveu as ações russas como “não provocadas e loucas”. Tudo teve início em 2014, com a intervenção militar russa na Ucrânia, com diversas incursões pelas forças especiais russas, que desembarcaram na península da Crimeia, no sul da Ucrânia, e tomaram o controle da região.

Em abril deste ano, pela primeira vez desde a dissolução da União Soviética, em 1991, duas potências militares reviveram o temor de um conflito nuclear: a hipótese de confronto de proporções inimagináveis ganhou força depois que os Estados Unidos comandaram uma coalizão, formada por França e Reino Unido, e responderam com uma ofensiva cirúrgica ao suposto ataque químico ocorrido em Douma, na região de Ghouta Oriental, seis dias antes. O contexto político da troca de ameaças ressaltou a nova “Guerra Fria” entre a Casa Branca e o Kremlin. O recente encontro entre Trump e Putin apaziguou temporariamente os ânimos.

Putin está no poder da Rússia desde 1999, quando assumiu interinamente a presidência depois que o presidente Boris Iéltsin renunciou inesperadamente ao cargo. Praticante assíduo de artes marciais e visto com frequência praticando atividades ao ar livre, Putin já foi agente e chefe dos serviços secretos soviético e russo e esteve por 16 anos na KGB, sigla em russo para “Comitê de Segurança do Estado”, o serviço secreto da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Estima-se que a fortuna de Putin esteja na casa dos US$ 40 bilhões, o que faria dele uma das pessoas mais ricas da Europa.

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Quem rastreia o quê?

Os brasileiros aguardam explicações convincentes:

– Como explicar que o COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras -, órgão criado no âmbito do Ministério da Fazenda, que deveria atuar desde 1998 na prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, fez vista grossa ao enriquecimento ilícito e rápido de políticos, empresários, além de familiares, assessores, aspones e dipones ligados ao governo? Como explicar o enriquecimento de pelo menos dois dos cinco filhos do ex-presidente Lula, ao firmarem contratos com empresas que tinham negócios com o governo? Ou a fortuna encontrada em um dos apartamentos do ex-ministro Geddel Vieira Lima? E os bilhões gerados pela corrupção deste últimos anos, sem que o COAF tomasse conhecimento?

– Como explicar que a Receita Federal, sempre tão meticulosa e rígida no controle das declarações de renda de pessoas físicas e jurídicas, ao ponto de fisgar milhares na chamada “malha fina”, deixou de tomar conhecimento dos bilhões de reais ilícitos circulantes no país e também enviados ao Exterior?

– Como explicar movimentações financeiras suspeitas, de alto valor, se desde o final de 2016, quando alguém transferia dinheiro, sacava, fazia uma aplicação no valor acima de R$ 2 mil, dentro de um mês, os bancos tinham a obrigação de informar ao Fisco? E que além dos bancos, consórcios e seguradoras também estão obrigadas a notificar a Receita? E no caso das empresas, a notificação tinha que ser feita quando houvesse uma movimentação de R$ 6 mil ou mais?

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Frieza e insensibilidade

Acho que foi na década de 1960. Ocorreu em São Paulo, no bairro da Bela Vista, aquele que talvez tenha sido o primeiro crime de trânsito no Brasil. Por desavenças, um dos motoristas atirou à queima roupa no outro e o matou. A cidade inteira fixou chocada! O ato subverteu a ordem das coisas e o brasileiro, até então pacífico, conservador, religioso e obediente às leis, começava uma jornada aparentemente sem volta rumo à violência, ao caos social e à criminalidade.

Se à época o fato mereceu manchetes e discussões acaloradas na mídia, hoje em dia assassinatos como aquele, assaltos a bancos com o uso de dinamite, barreiras de reféns, estradas bloqueadas e armas pesadas, ou rebeliões em presídios, feminicídios, corrupção, desvios de verbas públicas, o uso de armas pesadas por narcotraficantes, tiros em favelas dia e noite, contrabando de drogas e armas e todos os tipos de criminalidade parece terem se tornado banalidades – e mesmo a grande mídia dá pouco destaque em seus noticiários.

Banal se tornou a notícia de hoje (10/12) que nos informa sobre a prisão do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, denunciado por desvio de mais de R$ 10 milhões da verba de transporte do município entre 2014 e 2018. Ou o ocorrido na última quinta-feira, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Crotalus contra fraudes em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em desvios que chegam a R$ 2 milhões. Milhões de reais em medicamentos são roubados por bandidos que agem nas áreas urbanas em semáforos, postos de entrega e invadindo depósitos de carga, além de usar estratégias para paralisar os veículos, desde falsas barreiras policiais até abordagens em movimento e enfrentamento policial. Medicamentos são desviados de hospitais por funcionários inescrupulosos, inclusive para tratamento de câncer. Notícias pipocam todos os dias sobre funcionários públicos, deputados e senadores envolvidos em corrupção. Assaltos à mão armada ocorrem diariamente em todos os cantos do país.

A criminalidade vai tomando novas formas, cada vez mais violentas, provocando mais e mais mortes. E nós vamos ficando cada vez mais insensíveis a esta violência, à corrupção, à desonestidade e aos desvios comportamentais.

Para onde caminha o Brasil?

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Ao apagar das luzes, uma herança maldita

Fim de feira. Parte dos artistas deste horroroso Congresso que tanto enriqueceram à nossa custa e apresentaram um péssimo espetáculo ao distinto público, se despede e sai de cena. Novos artistas os substituirão.

Mas antes de saírem de cena, estes artistas do absurdo estão preparando as chamadas pautas-bombas que explodirão nas mãos do próximo governo. Um país falido, endividado até o âmago das suas instituições, vai assistir a votação de projetos que causarão um estremecimento nas contas públicas já tão exauridas, provavelmente em troca de benesses pessoais impublicáveis.Uma herança para o próximo governo.

Um projeto em discussão na Câmara Federal e depois no Senado concede o perdão das dívidas previdenciárias de pequenos produtores rurais. Sangrará os cofres em pelo menos R$ 34 bilhões, segundo técnicos do governo.

Outro projeto, se aprovado, prevê a prorrogação dos benefícios fiscais para empresas com projetos nas áreas da Sudam na Amazônia, da Sudene no Nordeste e da Sudeco no Centro-Oeste. Isso vai custar até R$ 10 bilhões ao novo governo.

Para atrapalhar, há outro projeto que prevê o direcionamento de parte dos recursos vindos da exploração do petróleo para construir gasodutos e também para estados e municípios. Em dez anos, o projeto tiraria R$ 46 bilhões do fundo social, cuja destinação seria para educação e saúde.

Há mais um: o perdão de dívida da Cemig, companhia energética de Minas Gerais, com a União, de pelo menos R$ 4 bilhões. A bancada de Minas já se mobilizou para defender a aprovação.

Dedução: deputados e senadores estão mais preocupados com as partes do que com o todo – o todo que é nosso Brasil.

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“Irados” e irados

Os aficionados a favor e os contra o presidente eleito Jair Bolsonaro estão se fartando de comentar seus atos: as redes sociais não param de despejar centenas de elogios e críticas a cada aparição ou decisão do “Mito”.

Quando Bolsonaro apareceu no estádio, para acompanhar o último jogo do Palmeiras, seu time de coração, os apoiadores acharam que era uma atitude “irada” (na gíria dos jovens, significando “Muito bom! Excelente! Algo muito positivo”). Já os críticos acharam que não, ficaram irados, acharam que Bolsonaro deveria manter uma postura mais sóbria, comedida.

Quando o presidente eleito começou a montar sua equipe de governo com vários militares, os apoiadores acharam que era uma escolha “irada”, correta, seria a perspectiva de botar ordem na casa da mãe Joana em que o Brasil se converteu. Pois seus opositores botaram a boca no trombone, achando que nosso país retrocederia aos tempos ditatoriais, a ira transpareceu nestas críticas.

Quando Bolsonaro chamou Onyx Lorenzoni, Marcos Pontes, Érika Marena, Ricardo Vélez, Luiz Mandetta e outros nomes surpreendentes, além de  7 dos 20 ministros anunciados ocuparem ou já terem ocupado algum posto nas Forças Armadas, seus seguidores acharam esta atitude “irada”, uma nova forma de governar; já os do contra, acharam que não, ficaram irados, como poderia ele ter escolhido políticos, um astronauta, um colombiano naturalizado brasileiro, uma delegada federal, e um monte de generais para pastas tão importantes?

Os acontecimentos futuros ligados ao governo nos darão a resposta: ou será uma gestão “irada”, no bom sentido que a gíria jovem nos brindou, ou teremos milhões de brasileiros irados, no sentido lato da palavra.

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E a turma dos pedágios paranaenses não perde tempo

A Justiça proibiu a concessionária Econorte, do Paraná, de cobrar pedágios na praça instalada em Jacarezinho (norte Pioneiro). Além disso, por decisão do juiz federal Rogerio Dantas Cachichi, fica suspensa a aplicação dos aditivos aos contratos e obriga a concessionária a reduzir em 26,75% as tarifas nas suas outras praças. Obriga também iniciar em 30 dias a construção do Contorno Norte de Londrina previsto no contrato original, e ordenou o bloqueio de R$ 1 bilhão da empresa e suas controladoras.

Os pedágios do Paraná provavelmente são dos mais caros do país, apesar de que grande parte das estradas ainda não é duplicada – causa de vários acidentes pelo estado.

De pasmar, é a notícia de que a Econorte pretende reativar a antiga praça de cobrança instalada entre os municípios de Cambará e Andirá, na BR-369, que fica cerca de 20 km de Jacarezinho. A reativação já tem até os preços fixados: R$ 14,80 para automóveis da categoria 1 e 2; R$ 22,20 para os de categoria 3 e R$ 29,60 para categorias 4 e 5.

A empresa não perdeu tempo. Pode isso, sr. juiz?

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