Novos birôs de pré-impressão e gráficas de impressão digital e vieram se somar ao mercado.
A ilustração mostra um layout executado manualmente para a capa de um folder, na década de 1970. É uma das pouquíssimas peças salvas da limpeza e do descarte feitos na agência na época da chegada dos nossos computadores.
Agência: Julio E. Bahr Propaganda
Layoutman: Alfredo Winkler
…”na campanha do Banco do Brasil se esqueceram de batizar as agências de Banco do Valério, Banco do Zé Dirceu, Banco do Genoíno…”
“Eu estava simplesmente atônito olhando esse cara de pé naquela rocha isolada, dentro do Grand Canyon, cuja profundidade no local é de 900 metros.



Chegamos ao fim dessa breve história. Olhe cuidadosamente o fotógrafo. Ele está com uma câmera, um tripé e uma sacola plástica, tudo no seu ombro ou na mão esquerda. Apenas com o braço direito seria possível se agarrar ao rochedo, somando-se ainda o peso do equipamento.
Ao pular com suas sandálias de dedo, utilizou apenas mão e pé direitos para se segurar… nesse momento, tirei a fotografia.Ele encostou seu corpo no rochedo, esperou alguns segundos, jogou o equipamento sobre o rochedo, fez a escalada e foi embora seguindo seu caminho.”
Fotos e textos: Hans van der Vorst
Tradução: Julio E. Bahr
Adeus, bendays. Chegou a fotomecânica.
Um dia, creio que no começo dos anos setenta, apareceu na nossa agência um catálogo especial da Lastri, que como muitos se lembram, foi uma das principais clicherias/estereotipias de São Paulo, atendendo a praticamente todas as agências de propaganda da cidade.
Pois bem, o catálogo, muito bem encadernado, trazia na capa uma ilustração elabora
da a partir de uma das esculturas do Aleijadinho. E nas páginas internas… que sensação! Finalmente, surgia uma opção gráfica para darmos um tratamento diferenciado às fotos que utilizávamos.
Chegava a fotomecânica, sistema para aplicar efeitos especiais de jato de areia, linhas onduladas, alto-contraste, círculos concêntricos, tom-linha, linhas retas e outros efeitos, que vieram substituir os velhos desenhos de scratch-board (quem se lembra?). O scratch-board, até então, era executado em um cartão especial, o cartão gessado, sobre o qual o ilustrador trabalhava invertidamente: primeiro pintava um fundo preto com tinta nanquim e em seguida ia raspando com um estilete, chegando a resultados belíssimos. Estas ilustrações eram, principalmente, de máquinas, rádios, aparelhos de TV, geladeiras e automóveis.
Com a chegada da fotomecânica, não precisávamos mais dos especialistas em scratch-board: O trabalho ficava por conta da Lastri.
Os efeitos especiais se destinavam principalmente à aplicação em fotos para anúncios de jornal. A maioria dos jornais era ainda impressa com clichês. A impressão exigia retícula 25, isto é, pontos muito largos, para que as fotos não borrassem. Na época, usávamos de alguns truques, preferindo desenhos às fotos, com aplicações de toda uma coleção de bendays, os únicos efeitos especiais da época.
A década de setenta representou uma revolução nas artes gráficas aplicadas à propaganda. Junto com a fotomecânica, começavam a chegar equipamentos de fotocomposição, substituindo as provas tipográficas tiradas em papel glacê; os jornais foram mudando o sistema de impressão, eliminando os velhos clichês e estéreos, o que possibilitava o uso de retículas mais fechadas, com enorme melhoria das imagens impressas; e as clicherias foram sendo substituídas pelas fotolitografias, principalmente por causa da impressão offset, já adotada pela maioria das gráficas.
Da litografia para o offset, que enorme salto tecnológico!
Do layout desenhado para criações executadas no computador, que diferença!
é definido pelo governo), das contas dos serviços públicos, etc.