Mês: setembro 2007



Blog "Visual de Londrina" mostra poluição na comunicação exterior da cidade


O Blog “Visual de Londrina” está abrindo caminho para demonstrar aos londrinenses como a poluição visual da publicidade exterior está avançando na cidade.

A Prefeitura aparentemente não está fiscalizando como deve as inúmeras irregularidades que ocorrem. São outdoors e painéis em locais indevidos, pinturas nos muros, falta de regulamentação para tamanhos e recuos de painéis, placas, tótens, faixas e outras peças de comunicação.

Abra o blog
http://visual-de-londrina.blogspot.com e veja fotos, artigos e comentários sobre o assunto.

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Brasil no ranking da corrupção

Que orgulho: de 3,3 no ano passado – o pior nível histórico do País – a nota subiu para 3,5 neste ano, na medição anual da ONG Transparência Internacional , que vai de zero a dez.
A organização (TI) divulgou um relatório que “melhora” a nota do país em relação ao combate da corrupção.
No ranking geral, o Brasil caiu da 70ª para 72ª posição, mas esta mudança reflete a entrada de novos países na pesquisa.
As notas dadas à atual administração ficam abaixo do registrado no final do governo Fernando Henrique Cardoso, que foi melhorando do início para o fim.
No ranking geral, o Brasil caiu da 70ª para 72ª posição – são 180 países – mas essa queda se explica pela entrada de 17 novos países no ranking deste ano, em relação ao ano passado.
Para a Transparência Internacional, o ‘divisor de águas’ é a nota 5, abaixo da qual estão países com problemas mais sérios de corrupção. Como o nosso país. Pois na América do Sul, apenas o Chile (7,0) e o Uruguai (6,7) estão no grupo dos países com melhor desempenho.
Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia (nota 9,4) dividem o topo do ranking, enquanto Somália e Mianmar (1,4), Iraque (1,5) e Haiti (1,6) são os piores.
“A corrupção (nos países com pior desempenho) continua sendo um enorme ralo de recursos tão necessários para a educação, a saúde e a infra-estrutura”, disse em um comunicado de imprensa a presidente da Transparência Internacional, Huguette Labelle. Quer dizer: os desvios de dinheiro através do Mensalão, das sanguessugas, dos superfaturamentos, das notas frias, da sonegação, etc., etc., etc., estão acabando
com os investimentos para a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro.

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A esquina

Uma história dos tempos do Império

Esquina escura, noite hibernal, negror lúgubre.
Apenas o lampião a gás permite que se vislumbrem algumas poucas imagens difusas.
A cerração, em forma de nuvens baixas, vai envolvendo as ruas, parecendo emanar do poste de luz, em lento movimento de rotação como fumaça saída de um enorme caldeirão de feitiçaria.
Ao longe, rodas de carruagens chiam nos paralelepípedos, fundindo-se com o barulho compassado dos cascos de cavalos, ruídos que misteriosamente se afastam, jamais se aproximam.
Parado sob a luz do poste, um vulto quase imóvel. Um homem protegido por comprido casacão preto. Seu rosto, escondido por chapéu de grandes abas, não é visível naquela semi-escuridão. Não é esta a primeira noite que o homem, sempre com as mesmas vestes, sempre incógnito sob o grande chapéu, permanece imóvel naquela esquina. Ninguém sabe o exato instante em que chega à esquina. Subitamente, lá está ele, em pé, imóvel, noite após noite, quase uma estátua fundida em metal. Nunca se nota sua retirada, pouco antes de clarear o dia; um átimo, e lá resta a esquina vazia, envolta pela cerração e pelo silêncio assustador das noites de inverno.
Silêncio que é rompido por um súbito estalar de trinco. Em algum dos velhos casarões vizinhos alguém abriu uma porta, movimentos invisíveis, ocultos pela escuridão. Escuta-se em seguida o murmurar de vozes, palavras ininteligíveis à distância.
Um homem desanda a correr pela rua. Dirige-se ao posto da guarda, distante alguns quarteirões da esquina.
Na caserna, o homem procura o capitão da guarda. Espera pacientemente para ser atendido. O capitão da guarda está ocupado em mastigar os últimos pedaços de uma galinha assada, cuidadosamente preparada por sua mulher. Palitando deseducadamente os dentes com uma faca, dirige-se de forma rude ao homem que o requisitara:
– Por que me perturbas tão tarde da noite, ó cidadão?…………
Se você gostou deste texto, o conto completo está no livro
“Encontro na barca e outras histórias de bahr”,
à venda em Londrina na Livrarias Porto (Shopping Catuai)
ou pelos sites
www.livrariasporto.com.br
www.vencer.com.br link “Livraria”

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Universidade de Harvard perde mente brilhante!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma entrevista exclusiva ao jornal americano “The New York Times”. Falando de sua “aposentadoria” após terminar o mandato de presidente, Lula aproveitou para ironizar Fernando Henrique Cardoso: “Eu não vou participar de um programa de estudos para graduados na Universidade de Harvard”, disse, referindo-se a uma atividade regular do ex-presidente tucano.
Que pena. Depois dessa entrevista, Harvard, muito a contragosto, nem lhe enviará o convite!

 

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Os grandes mentores do Calheiros

Não poderiam ser outros: Sarney & filha.
Foi com ambos que o acusado se consultou antes e comemorou depois.
O Sarney, por ser um dos maiores especialistas em vaselina, isto é, nem sim, nem não, muito pelo contrário. Usou e abusou do produto durante todo o tempo na presidência (da República e do Senado).
Sarney também é especialista em mandar calar a boca da imprensa, de blogueiros e de todos os que são contra suas posições (vide o blog da jornalista Alcinea Cavalcanti, do Amapá –
http://alcinea-cavalcante.blogspot.com/
A filha Roseana, não fica atrás: é especialista em manipular dinheiro suspeito e passar incólume pela acusação de lavagem de dinheiro, sem processo, sem inquérito, sem mais nada.
Estranhamente o Calheiros não se consultou com o conterrâneo alagoano Collor, que foi seu grande amigo quando Presidente da República. Vai ver que desta vez ele não conseguiu tirar vantagens.

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Vitória da Medocracia

Triste verdade: 46 senadores tiveram medo e votaram pela não cassação do mentiroso – ou se abstiveram.
Alguns tiveram medo de que o presidente do Senado revelasse seus “lados obscuros”.
Outros tiveram medo de perder algumas regalias oferecidas pelo partido que está no poder.
Outros ainda, tiveram medo de contrariar seu chefe.
E, por fim, seis deles simplesmente tiveram medo e não votaram nem pelo sim, nem pelo não.
Curiosamente, foram 40 senadores que votaram pela absolvição. Esse número está ficando cabalístico no Congresso Nacional. Sempre negativamente.
Dinheiro de empreiteira, notas frias, bois fantasmas, favorecimento desonesto para uma cervejaria, lançamento de empréstimos fajutos, contabilidade que não fecha, concessão irregular de emissoras de rádio, declarações inexatas do imposto de renda e laranjas orbitando em seu redor, tudo isso não foi suficiente para que 46 senadores, ocultos sob o manto do voto secreto, condenassem um desonesto, mentiroso e antiético “representante do povo”.
Foi a grande vitória da Medocracia.


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