Mês: novembro 2007

 

Garota de 15 anos estuprada em cela de homens

Joana D’Arc foi queimada na fogueira, nos idos de 30 de maio de 1431.
Parece que o Brasil de hoje ainda vive aquela época em alguns dos nossos rincões.
Pois não é que no Pará, na cidade de nome Abaetetuba, um descerebrado policial chamado Fernando Cunha colocou uma jovem de 15 anos na prisão (o que é proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente), e pior: colocou-a em uma cela, junto com 20 homens, adultos. O cara é tão ignorante que declarou: “se soubesse que era menor de idade, teria dado outro procedimento”.
Em outras palavras: se a menina fosse maior de idade, teria obrigatoriamente de conviver na cela com 20 homens adultos. O que reafirma a ignorância do policial.
E não deu outra: a pobre menor foi estuprada em troca de comida (nem queira imaginar os detalhes) para não morrer de fome.
Tudo por causa de um furto que cometera.
Ah, Brasil! Como podes deixar que transformem gente tão ignorante em policial?
Agora essa: A secretária de segurança pública do Pará, Vera Lúcia Tavares, declarou que “vai apurar o fato”, isto é, o descerebrado ainda vai ficar exercendo o cargo em liberdade e é bem capaz de a apuração não resultar em nada.
Como sói acontecer aqui na terrinha.

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Contando nos dedos a hora de não votar

Em toda eleição repete-se a mesma história: com grande “criatividade”, emissoras de tevê montam uma campana em alguma seção eleitoral esperando algum cidadão acima dos 70 anos aparecer para votar. Entrevistado, o idoso destaca que “faz questão de cumprir o seu dever cívico, que nunca faltou a uma eleição” nos últimos 60 anos… e dá-lhe blá, blá, blá, mesmo não sendo mais obrigatório votar, devido a sua idade.
Pois eu caminho pela contramão do civismo: estou contando nos dedos de uma só mão, quantos anos me faltam para não ser mais forçado pela lei a votar. Pois votar compulsoriamente, obrigado pelo governo, não é cumprir um dever cívico.
Além disso, não tenho tido muita sorte: meus candidatos ou têm perdido as eleições, ou me desapontaram mudando de partido político, ou deixaram de cumprir suas promessas de campanha, ou, pior ainda, se meteram nos imbróglios dos mensalões, participaram de falcatruas e mutretas, viraram larápios com desvios de dinheiro público e cometeram o chamado abuso de poder.
Ainda tenho fé de que um dia o Brasil viverá verdadeiramente uma democracia plena. Dia em que os corruptos e corruptores serão punidos.
Dia em que votar será um imenso prazer. E não uma obrigação.

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Almeida Lima: pronunciamento infeliz

Zapeando, ouço na TV Senado trecho do arrazoado de Almeida Lima, senador pelo PMDB – Sergipe, exercendo sua função de ferrenho defensor do cassado ex-presidente do Senado, Renan Calheiros.
Isto é, se o Renan ainda não foi cassado oficialmente, já o foi por mim e por enorme parcela da população brasileira.
Pois bem, o tal senador, entre outras baboseiras, pediu aos colegas da comissão julgadora do ex-presidente que tivessem pena do “coitado”, pois a cassação representaria o seu fim, que o estariam transformando em cadáver político e, pior, que a cassação só permitiria que ele voltasse ao cenário com 67 anos, portanto acabado, improdutivo e esquecido por seus eleitores.
Almeida Lima extrapolou, como já o fizera outras vezes. Quantos de nós, brasileiros, temos 67 anos ou mais, continuando ativos, produzindo, pagando impostos (inclusive a CPMF), ligados à política, empresas e instituições?
Basta citar alguns exemplos de gente produtiva, de várias épocas:

Antonio Ermírio de Morais, 78 anos, comandante do Império Votorantim;
Carlos Drummond de Andrade, escritor, escreveu até depois dos 80 anos;
Charles Chaplin, ativo até depois dos seus 80 anos;
Fidel Castro, está com 81 anos;
Jorge Amado, escreveu até seus 80 anos;
Michelângelo, artista insuperável, foi eleito o arquiteto oficial da Basílica de São Pedro no Vaticano aos 89 anos;
Oscar Nyemeier, ativo aos 100 anos;
Winston Churchill, fez política até os 90 anos.

Êta Almeida Lima! Sua defesa do Renan foi flagrantemente desrespeitosa com os maiores de 67 anos. Parece que o senador só enxerga até a distância do seu próprio umbigo. É lamentável que os sergipanos o tenham colocado em cenário de tal importância. Esperemos que na próxima eleição seus eleitores, muitos deles então sessentões, o removam definitivamente da senatoria.

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Tristes escolas do Maranhão e Alagoas

O Jornal Nacional mostrou ontem um pouco das mazelas que ocorrem no Brasil, única e exclusivamente por culpa dos governantes.
Trata-se, ainda e sempre, da precariedade de algumas escolas, cujas professoras e seus alunos estudam em simples choupanas de pau-a-pique, cobertas com palha ou folhagens, todas em chão de terra batida, sem móveis – ou móveis precários -, sujeitas a suspensão das aulas em dias de chuva.
O único destaque positivo fica para as abnegadas professoras e para as crianças, as quais, apesar de tudo, continuam freqüentando as “escolas” e mostram o real desejo de aprender.
E, como não poderia deixar de ser, duas das ocorrências mostradas foram nas terras do falastrão Sarney o qual, juntamente com seu clã, é o “Destruidor do Futuro” do Maranhão, e nas Alagoas, estado do “honesto” Ex-Presidente do Senado Renan, cassado e do Ex-presidente da República, também cassado, atual senador Collor.
É inacreditável que no Século XXI, num país cujo presidente fanfarrão apregoa que tudo caminha às mil maravilhas, que acaba de ser chamado de “magnata do petróleo” e que distribui indiscriminadamente bolsas-família, bolsas-estudo, bolsas-alimentação, bolsas-pobreza, onde há superávit na balança comercial, dominio das tecnologias do etanol, da energia atômica, da engenharia civil, da agroindústria e que possui uma bolsa de valores ao nível das mais fortes do mundo… é inacreditável que os governantes permitam que escolas, hospitais, estradas e saneamento continuem exatamente como eram no Século XVI, quando da chegada dos portugueses.
Está na hora de os brasileiros enxergarem a verdade, separando politiqueiros, ladrões e aproveitadores, daqueles que são políticos do bem, realmente dispostos a trabalhar pela comunidade e preocupados com o bem estar do povo.

Foto de caráter ilustrativo de Mary Alegretti, extraída do “blogdaautoraamazonia”, de Glória Perez

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Receita para o progresso profissional

Certo dia, uma pessoa mais jovem me perguntou se eu poderia lhe passar alguma receita que a ajudasse a progredir profissionalmente. Como não sou consultor de empresas, não atuo em RH e tampouco sou professor, fui montando uma imagem bem simples, mas que pudesse lembrar ao meu interlocutor os principais pontos que sempre persegui e que julgo necessários para o sucesso na atividade profissional – qualquer que seja.
Eis no que resultou a minha imagem:

T de Talento: explore suas potencialidades
E de Experiência: você a adquire com o tempo, aproveite-a
C de Conhecimento: aprendizado, viagens, tentativas/erros
L de Leitura: livros, revistas, internet, jornais
A de Atualização: cursos, especialização, aperfeiçoamento
D de Dedicação: use o tempo possível a favor da sua atividade
O de Orgulho Profissional: sua atividade é muito importante

Você acha pouco?
Olhe ao seu lado e veja quantas pessoas ou colegas apresentam deficiências em um ou mais quesitos acima. Por vezes, a falta de talento para a atividade escolhida é flagrante. Ou então, a insegurança tromba com a experiência. Algumas pessoas fracassam pela falta de conhecimentos, de cultura e pecam por ler pouco. Existem aqueles que se julgam no ápice da carreira e deixam de se atualizar. E o colega pouco confiável, que pulveriza seus interesses e dedicação para outras direções? Você certamente conhece alguém que evita falar da atividade dele, por vergonha e por absoluta falta de orgulho profissional.
Monte você mesmo o seu próprio teclado, destacando os pontos que julga mais importantes para sua ascensão profissional e passe a usá-lo na sua vida.
Nem precisa ser o teclado do computador.

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Moscou está virando “Central de Envenenamentos”

Primeiro foi o ex-espião russo Alexandre Litvinenko, que morreu em Londres e deixou uma carta culpando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, por sua morte causada por envenenamento.
Agora, nos chega a acusação feita pelo tenista alemão Tommy Haas que acredita ter sido alvo de envenenamento durante a disputa das semifinais da Copa Davis, contra a Rússia, em setembro, em Moscou.
Número um de seu país, Haas não pôde disputar seu jogo de domingo contra Mikhail Youzhny por problemas estomacais. Substituído por Philipp Petzschner, a Alemanha perdeu a partida. A Rússia venceu o confronto por 3 a 2.
“Nunca havia me sentido tão mal como naquela noite”, afirmou Haas à agência alemã de notícias SID. “Naquela noite, passei seis horas no banheiro e pensei que tinha chegado a minha hora.” Os medicamentos e as injeções receitadas pelo médico agravavam seu estado.
Ele suspeita como foi envenenado. “Sou o único do time que sempre toma café e pede sobremesa.” Um russo o procurou e levantou a suspeita do envenenamento.
Parece que a velha Guerra Fria foi substituída por alguns frasquinhos de veneno.
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