Mês: outubro 2008



Falando de publicidade

As faculdades de comunicação continuam despejando todos os anos centenas e centenas de formandos, mas se esquecem de avisar os jovens de que este é um mercado saturado por todos os poros.

Fica muito difícil para eles conseguirem estágios, ainda mais agora que a legislação acabou dando uma paulada nas empresas, impondo regras que são muito mais onerosas do que o resultado que esses jovens conseguiriam produzir.

Por outro lado, alguns formandos dão sorte, pois há agências trocando gente experiente por jovenzinhos do tipo “eu sei”, “eu faço”, “eu aconteço”, resultando nessa caqueira de comerciais que a gente tem de engolir. Engolir só, não. Ouvir os berros e gritos nos comerciais de varejo, criados por pobres aprendizes, sem a mínima sensibilidade ótica (nem tampouco óptica).

Empresas pequenas e médias também têm contratado essa rapaziada, colocam um computador e um programa gráfico nas mãos deles, o dono comanda a “criação dos reclames” e ambos assim colaboram com a cada vez maior baixa de qualidade dos materiais de publicidade.

É só assistir aos comerciais da tevê aberta e olhar em volta para os outdoors e a publicidade exterior. Enquanto os criativos são respeitados em países europeus e nos Estados Unidos, criando o novo, o diferente, o espetacular – conseguindo resultados crescentes para seus clientes – aqui se vive o lugar comum, o feio, a cópia, a “chupada”, o dejá-vú, o trivial. Com pouco ou nenhum resultado concreto.

O marqueteiro do Barack Obama acaba de mostrar o novo: contratou pela bagatela de US$5 mi meia hora de horário nobre de várias redes de tevê americanas para colocar no ar um “comercial” do seu cliente, candidato à presidência dos EUA. Inovaram, souberam negociar (o custo real seria pelo menos três vezes maior), emplacaram enorme audiência e com certeza os resultados se farão notar no dia da eleição.

Ainda bem que inventaram o controle remoto. Ele serve para abaixar o volume, mudar de canal e principalmente para nos fazer safar do circo de horrores em que se transformou boa parte da comunicação publicitária.

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Vitória do prefeito de Londrina não valeu

Com muito atraso, o TSE julgou ontem o recurso interposto pelo deputado Antonio Belinati em um processo promovido pela Procuradoria Geral Eleitoral; o julgamento já fora iniciado antes do segundo turno, mas foram pedidas vistas após dois votos a favor do candidato. Ontem, no mutirão que o TSE promoveu para decidir sobre os casos ainda pendentes, o resultado acabou com cinco votos a dois, a favor da procuradoria. Em outras palavras, o Belinati não pode ser proclamado prefeito.

Em breve, a Justiça local vai proferir decisão sobre as eleições. Três alternativas estão em jogo: homologação do segundo colocado (Hauly), segundo turno entre Hauly e Barbosa Neto (o terceiro mais votado) ou então um novo pleito.

Enfim, este foi o julgamento de apenas um dos 90 processos em que o Belinati está envolvido. Falta julgar mais 89.

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Em Londrina, deu Belinati

Antonio Belinati foi eleito, pela quarta vez, prefeito de Londrina.
Da última vez, ele não terminou o mandato, pois foi cassado e chegou a ser preso.
Esperamos que desta vez ele tenha melhor sorte e administre a cidade de forma a satisfazer aos londrinenses.
Duas retificações se fazem necessárias na matéria anterior, abaixo:
1 – o nome Belinati se escreve com um só “t” e não como redigido;
2 – o seu adversário nessa eleição afirma que ele sofre mais de 90 processos e não 70.

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Sai da frente, Kaká!

“O futebol feminino agora tem uma imperatriz, sou eu”. A autoproclamação é da atleta Rebeca Gusmão, comparando-se ao centroavante Adriano, apelidado de “imperador” no futebol italiano.

Banida das piscinas pela Federação Internacional de Natação (Fina), depois de ter suas medalhas do Pan-Americano do Rio cassadas, sob acusação de doping, Rebeca fechou contrato para disputar a próxima copa nacional de futebol feminino, promovida pela CBF, a partir de dezembro, enquanto aguarda o julgamento de sua apelação, previsto para janeiro.

Perigo à vista. Escondam suas canelas e tornozelos. Não fiquem na barreira. Não discutam com a moça. Não entrem nas divididas. Tá louco, sô!

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O que Antonio Belinatti e Adhemar de Barros têm em comum?

Os dois foram candidatos e prefeitos.

Adhemar de Barros (ex-prefeito e ex-governador de São Paulo) era o paizão populista, gostava de se misturar com o povo (eu mesmo o encontrei conversando com um grupo de pessoas, sentado num canteiro junto à pista do Aeroporto de Congonhas, uma das suas obras). Começava seus discursos com a frase “Meus caros patrícios, minhas caras patrícias…” e citava sempre sua esposa, “minha santa Leonor” (Leonor Mendes de Barros). Ganhou várias eleições à base da simpatia pessoal, abraçando as pessoas, falando em tom intimista. Realizou obras importantes em São Paulo. Naquele tempo se falava da “Caixinha do Adhemar”, parcos 5% comparados aos enormes desvios de verbas públicas de hoje. Dizem que parte dos frutos da caixinha estava em um cofre na casa da amante, que foi roubado por um grupo de revolucionários políticos, dentre os quais se incluía a atual ministra Dilma Rousseff.

Antonio Belinatti, três vezes prefeito em Londrina, novamente candidato, tem o mesmo tom paternalista, gosta de se juntar ao povo, abraça indistintamente homens, mulheres e crianças e fez dos moradores das regiões menos favorecidas o seu curral eleitoral. Faz sempre muitas promessas, fala em transparência, em verdade, mas diz muitas inverdades em suas campanhas. Seu adversário neste 2º turno alardeia que há mais de 70 processos contra Belinatti e que a maior parte das obras que ele alega ter construído foram concluídas em gestões posteriores. Belinatti se refere sempre à “santa Londrina”, à “abençoada Londrina” e seus projetos são apenas retóricos.

Belinatti veio juntar-se aos candidatos paternalistas que, além de Adhemar de Barros, incluíram Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Antonio Carlos Magalhães, entre outros. Alguns foram bem sucedidos.

Este 2º turno em Londrina, com Belinatti candidato, nos dará a indicação se o jeitão paternalista/populista ainda funciona na região sul do Brasil.

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Marta: Improbidade administrativa (leia-se desonestidade no cargo)

Para complementar o artigo abaixo sobre a ex-prefeita Marta, segue a lista de processos pendentes no Tribunal de Justiça de São Paulo:

Mandado de Segurança 583.53.2003.001392-9
Ação Popular 583.53.2003.022523-3
Ação Popular 583.53.2004.011061-6
Improbidade Administrativa 583.53.2004.024208-5
Improbidade Administrativa 583.53.2004.033717-0
Improbidade Administrativa 583.53.2005.009284-6
Improbidade Administrativa 583.53.2005.024162-4
Improbidade Administrativa 583.53.2007.106256-8Improbidade Administrativa 583.53.2007.125765-9
Improbidade Administrativa 583.53.2001.026257-7 (condenada em primeira instância, a candidata aguarda análise de recurso)
Ação Popular 583.53.2004.024745-4
Ação Popular 583.53.2004.028244-0
Queixa-crime 050.01.028041-3/00
Processo 050.05.021674-0/00 (Criminal)
Processo 050.05.029363-0/00 (Denúncia – Lei, 89, único da Lei 8666/93)

Fonte:
http://congressoemfoco.ig.com.br/

O que diz a candidata:
“O que temos a informar sobre sua consulta é que a candidata Marta Suplicy não tem condenação transitada em julgado. A maior parte dos processos é fruto de uma indústria de ações criada por seus opositores no período em que foi prefeita de São Paulo. Observamos também que os objetos das ações são questões de natureza contábil e administrativa ou referentes a contratos firmados no âmbito das secretarias municipais. Essas ações têm sido sistematicamente arquivadas quando chegam à instância superior de Justiça, como é o caso do processo do Reluz, Inquérito nº 2591”.


O que se diz por aí:
“Eis uma desculpa que todos os indiciados usam: não sou culpado, estão armando contra mim, sou inocente, não tenho condenação transitada em julgado, sou vítima de perseguição política, é questão de interpretação, etc., etc., etc.”

A verdade é que os fatos não mentem, os processos estão na justiça e a ministra tem a cara de pau de concorrer novamente à prefeitura de Sampa.

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Marta Suplýcio

Tudo indica: a Da. Marta vai levar uma enorme lavada neste 2º turno. Torço para que as pesquisas IBOPE e Folha estejam certas.

Não tenho a menor peninha dela.

Primeiro, por ter deixado as contas da prefeitura de São Paulo irregulares e com um processo pairando sobre a cabeça dela. Processo que deveria ter sido julgado antes das eleições e no mínimo resultaria em uma cassação política.

Segundo, porque ela demonstrou em várias ocasiões sinais de grande desequilíbrio mental: ora fica sorridente, ora fica histérica, ora fica agressiva. Alias, agressividade é a atual marca registrada dessa psicóloga às avessas, ao ver seus castelos de areia fazerem água.

Terceiro, porque São Paulo está demonstrando sua enorme insatisfação com o governo do PT, que tem acomodado uma patota amiga de petistas em trocentos cargos federais, estaduais e municipais. Como se já não bastasse o episódio do Ali Lulá e seus quarenta ladrões no caso do mensalão.

Mas, petistas, não se preocupem: a coroa plastificada é especialista em gozar e relaxar. Só espero que ela faça isso bem longe de mim.

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“Universo paralelo”

Lula-lá inaugurou a plataforma P-34 da Petrobras e recolheu amostra de óleo. Com as mãos sujas, sorriu. A companheira da Casa Civil, Dilma Roussef, lembrou Monteiro Lobato e seu livro O poço do Visconde, para expressar o momento lúdico pelo qual atravessa “este país”: “Voltamos ao Sítio do Pica-Pau Amarelo. O sítio é o Brasil e a Petrobras achou petróleo atrás do galinheiro”. Depois dessa FHC pediu para que o país deixe de lado as “calças curtas”. Até tucano canta de galo nesse terreiro! Có-có-déco!

Não há dúvidas de que vivemos no Sítio. O instituto Ipsos entrevistou mil brasileiros em 70 cidades de nove regiões metropolitanas. Ao apontar o Brasil no mapa-múndi metade acertou. Os outros 50% nem sequer sabem onde fica o próprio galinheiro. Pior: para 2% que cacarejou, o Sítio fica na Argentina! Pibe, diz que fica no inferno, mas não diz Argentina! Outros apontaram o Brasil na África; mas a dúvida é cruel: estaria na República Democrática do Congo ou Chade? Outros 29% desistiram da resposta. É o resultado da pesquisa Pulso Brasil. Quem nunca confundiu Amapá com Canadá que atire o primeiro Visconde de Sabugosa! “Marmelada de banana, bananada de goiaba, goiabada de marmelo. Sítio do pica-pau amarelo.”

E a Cuca da ignorância assusta sem dó: dos frangotes que já passaram por uma faculdade, 10% nem imaginam que a terra de Lobato está localizada na América do Sul. Já no ensino médio são 30% dos galetos. Isso porque devem estudar geografia por seis anos! E os pintinhos que ainda nem saíram da casca do ensino fundamental preocupam o futuro da granja: 50% não dão um pio sobre o assunto. “Boneca de pano é gente, sabugo de milho é gente. O sol nascente é tão belo! Sítio do pica-pau amarelo”.

Se o próprio galinheiro é terra desconhecida aos brasileiros, imagine atrás dele: só 3% reconhecem a França e 84% ignoram de que o país de Maradona faz fronteira com o país de Pelé. “O estudante que não decifra o mapa-múndi não reconhece o mundo concreto que o cerca. É simples assim”, sentenciou a secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro. Alô PSDB! “Rios de prata, pirata, vôo sideral na mata, universo paralelo. Sítio do pica-pau amarelo”.

Mas aqui no Sítio nosso hobby é criticar os americanos. Enquanto só 18% dos brasileiros sabem onde ficam os EUA, 86% dos estadunidenses reconhecem seu terreiro no mapa; 81% sabem que o país de Emiliano Zapata faz fronteira com o país de Luther King e 54% reconhecem a França. O diabo é que 47% sabem onde está a Argentina!

Tenho pena do brasileiro. Cisca uma TV, um MP3, um DVD no “universo paralelo” e vota na Dona Benta que lhe dá o farelo da riqueza nacional. Abriu o bico: não possui saúde, educação, alimentação, habitação, segurança, respeito, justiça; enfim, democracia plena. Mesmo com a raposa dos impostos abocanhando R$ 700 bilhões até o momento.

Já a ministra Dilma é uma granjeira rendida à elite neoliberal capitalista que manda no Brasil há 500 anos, estudou com os riquinhos da USP e conhece Monteiro Lobato. Viu só, também sei fazer retórica petista “pogreçista”! Nunca na história deste Sítio uma trilha sonora esteve tão cotada a hino nacional: “No país da fantasia, num estado de euforia, cidade polichinelo. Sítio do pica-pau amarelo”. Có-có-có-déco!

André Arruda Plácido é relações públicas, jornalista e especialista em
comunicação e liderança em missões mundiais pelo Haggai Institute de Cingapura. www.andrearrudaplacido.blogspot.comhttp://fotologue.jp/andrearrudaplacido
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A partir de hoje, nosso caro André Arruda Plácido, que também é fotógrafo e estuda teologia, está intimado a nos enviar mais artigos para deleite dos leitores. Abra também o blog dele para ler mais artigos saborosos (link no fim da matéria e ao lado).
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Um olhar sobre o passado

Primeiro disco censurado no Brasil

Quando o “rock’n roll” surgiu nos Estados Unidos, uma das primeiras bandas a fazer sucesso no Brasil foi a de “Bill Haley e seus Cometas”. Era começo dos anos 1950.

Ganhei esse disco naquela época do meu pai – era o chamado bolachão de vinil. Nós tínhamos um enorme móvel Telefunken que continha rádio e toca-discos “hy-fy” (alta fidelidade). As caixas de som ocupavam mais da metade do móvel e o som era potentíssimo.

Quando coloquei o disco para tocar pela primeira vez, a forte batida da música espalhou-se através da janela, foi para a rua e minutos depois um grupo já se formara na calçada para ouvir empolgado aquele ritmo incrível, jamais antes escutado.

Poucos dias depois o governo brasileiro censurava o disco (posso estar enganado, mas nunca soube de algum outro disco censurado antes), pois junto com o novo ritmo chegava aquela dança “alucinante” que fazia rapazes e moças “balançarem os quadris de modo inadequado e indecoroso para a sociedade da época”.

Aliás, nos EUA o inesquecível Elvis também foi censurado, pois aquela mexida de quadril “impudica” ofendeu os puritanos, ao cantar seus sucessos de rock’n roll.

Bill Haley, Elvis Presley, Frank Sinatra, Nat King Cole, Louis Armstrong, Sarah Vaughn, Ella Fitzgerald e outros bolachões eram nossa fonte de prazer músico-dançante nos primeiros bailinhos da nossa adolescência (na verdade, saraus à tarde). Foi nesses bailinhos que aconteceram os primeiros beijos boca-boca e a inigualável sensação de sentir o calor, o aconchego e as curvas dos corpos das nossas belas parceiras.

Thanks, american singers!

(Guardei este e dezenas de bolachões com dezenas de sucessos musicais)
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