Mês: março 2009

 

Violência nas escolas

A TV Record exibiu agora de manhã um trecho de reportagem que faz parte de uma série sobre a violência nas escolas, principalmente da periferia de São Paulo.

Uma cena foi estarrecedora: um pivetinho, com metade do tamanho do diretor da escola, xingando-o, fazendo ameaças com o dedo em riste, por não poder frequentar mais as aulas, expulso que foi por atitudes violentas.

E pior: após mostrarem algumas cenas de professores que desistiram da atividade pedagógica por medo, por causa da doença do pânico, por insônia ou por desequilíbrio psicológico, algumas mães entrevistadas ainda falaram mal das escolas, ignorando imbecilmente (se é que se pode dizer assim) que a culpa pela situação é delas mesmas. São famílias desestruturadas, que não oferecem educação, orientação, diálogo, ensinamentos, moral, ética, amor, religião, ou seja, o mínimo que se possa esperar para quem coloca filhos no mundo.

Assim, essas mães e pais imaginam que seja obrigação unicamente das escolas proporcionarem aos filhos as bases da educação que caberiam à família.

Eu não vejo soluções a curto prazo, pois essa situação faz parte de uma engrenagem social arrebentada, com políticos e educadores perdidos e sem norte, que tentam remendar o problema aqui e ali com soluções aleatórias e inúteis.

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Habemus praefectus

Cumpri o obrigatório “dever cívico” de votar no inédito 3º turno das eleições para prefeito em Londrina. Apesar do calor. Apesar da má-vontade. Apesar da perda de tempo. Eu não queria. Mas depois a lei me faria perder muito tempo atrás de documentos, multas. etc. Democacia é assim mesmo.

Fiz o que mais de 28% dos londrinenses não fizeram. Essa foi a porcentagem de votos brancos, nulos e abstenções. O que mostra que não era só minha a má-vontade.
Foi eleito um ex-radialista bem falante, que botou óculos para aparentar ser um bom menino e que conseguiu cativar aqueles que esperam milagres do novo, do desconhecido. Como nós, brasileiros, já experimentamos com o expurgado e famigerado Collor, ex-desafeto do Lula, agora lulista assumido e que já paira novamente sobre nossas cabeças tramando não sei o quê.
Então ficou o seguinte:
– no primeiro turno ganhou Belinatti, com Hauly em 2º e Barbosa em 3º;
– no segundo turno ganhou o Belinatti;
– logo em seguida este foi cassado pelo TSE;
– assumiu um prefeito tampão, que para isso desmanchou acordos anteriores entre partidos e conseguiu ser nomeado presidente da Câmara dos Vereadores;
– agora, um porém: é possível que o Belinatti, aquele que ganhou no 2º turno e foi cassado, ganhe o processo na justiça cível, para onde ele foi encaminhado por sugestão do próprio presidente do TSE;
– e se isso acontecer, todo o esforço e o dinheiro gasto pelos candidatos e pelo TRE (é dinheiro nosso, não se esqueça) no 3º turno irão para o lixo e nada terá validade.
Isso chama-se imbróglio. As vítimas? Somos nós, como sempre.
Londrina, que alguns chamam de “a pequena Londres”, de parecido com aquela cidade só tem o nome.
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Esconde-esconde

Você se lembra da velha brincadeira de esconde-esconde que fazia parte da nossa infância?
Parece que ela está de volta (a brincadeira, não a infância), sob a forma de fones de ouvido para músicas MP3, MP4 e seus derivados, nas mãos de adolescentes e adultos.
Fazendo caminhadas ou corridas pelos parques, andando pelas ruas, é cada vez maior o número de pessoas que se utilizam desse equipamento.
Esse é o jogo moderno de esconde-esconde. Uma forma de as pessoas não se comunicarem, não cumprimentarem, não trocarem um mero sorriso ou um abano de cabeça. É o jeito que encontraram para se mostrarem anti-sociais, evitando contatos e conversas, escondendo ou sua timidez ou sua arrogância. Freud (ou o seu psicólogo da vez) explica.
Da mesma forma, sob a desculpa de que não querem ficar expostos a assaltos, as pessoas estão colocando aquela película escura nos vidros dos carros. Assim, não são obrigadas a cumprimentar ninguém, nem seus vizinhos, nem outros motoristas, nem outrem.
É a infeliz maneira moderna de se deliciarem com o jogo de esconde-esconde.
E assim a humanidade vai regredindo na sua convivência social. Agora é cada um por si.
Que pena!

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