Mês: abril 2009



Notas paulistanas

Cá estou novamente em Sampa, hospedado na casa de Fabio e Tânia (filho & nora), coincidentemente no Campo Belo, bairro em que morei seguramente por uns vinte e cinco anos, antes de fugir do stress paulistano para Cotia e, posteriormente, Londrina.
O Campo Belo mudou pouco e mudou muito. Explicando melhor: as ruas são as mesmas, a maioria das casas daquela época continua em pé, porém houve construções de prédios em larga escala, aumentou o número de casas comerciais e escritórios e aumentou muito o número de veículos que trafegam pelo bairro. De tal sorte, que já fica difícil se achar um lugar para estacionar, parecendo que o problema se iguala ao do bairro de Moema, talvez o bairro com o maior número de veículos/m2.
Aproveitei para visitar o Museu da Língua Portuguesa na belíssima Estação da Luz. O museu é fascinante, passei horas apreciando a tecnologia empregada, aprendendo cada vez mais sobre a história do Brasil e sobre a língua portuguesa. Lá a gente se depara novamente com o latim, aprendizado obrigatório nos colégios na década de 1950 e percebe-se como foi importante estudar esse idioma. O Museu é obra de Primeiro Mundo!
O lado ruim de Sampa é o estado calamitoso do asfalto em várias ruas e avenidas, a pichação em larga escala em imóveis particulares por vândalos e imbecis, o trânsito caótico e assustador, pois há dezenas de motoristas fominhas, costurando a torto e a direito, trafegando por faixas reservadas a ônibus e táxis, buzinando loucamente no décimo de segundo em que você se atrasou para engatar a primeira marcha no farol (sinaleiro, para alguns); e os motoqueiros, o terror dos motoristas. São dezenas, centenas, milhares, parece brotarem do chão, buzinando interminavelmente para abrir caminho na faixa divisória das pistas.
Da janela do apartamento vejo aviões chegando a Congonhas a cada dois ou três minutos, tornando-o certamente o mais movimentado do país.
Eu já me havia esquecido de quão longos e intermináveis são os caminhos para se visitar um amigo aqui em Sampa. Parece que o jeito é marcar um almoço ou a gente se encontrar em um boteco no meio do caminho entre os dois endereços. Assim, as distâncias caem pela metade. Ficarei ainda por alguns dias nesta cidade, esperando ter outras novidades para contar.

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Semana Brasil-França

Nesta semana de homenagens Brasil-França, nada melhor do que este trecho do filme Casablanca, de 1942. No Rick’s Cafe, o major nazista Strasser (Conrad Veidt) ordena que os alemães cantem “Die Wacht am Rhein”. Em seguida, o dono da boate Rick Blaine (Humphrey Bogart” pede para sua banda tocar o hino nacional francês, “A Marselhesa”, que passa a ser cantada por todos os outros clientes do café, sob os olhares emocionados da bela Ilsa Lund (Ingrid Bergman). Esse filme continua, ano após ano, a ser um dos preferidos na lista dos melhores e mais marcantes.

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Filhote do PT vira monstro

Sempre mimado, afagado e acarinhado pela turma do PT, o movimento dos sem-terra (MST) tem usado e abusado do seu “não direito” de infringir as leis.

O que já era abusivo – as invasões de terras -, quase todas produtivas, tornou-se um conjunto de crimes, alguns não afiançáveis, como formação de quadrilha, sequestros, manutenção de reféns em cativeiro, cárcere privado, uso de armas, invasões armadas, destruição do patrimônio público e privado, assaltos e até atentados contra a livre imprensa.

Essa permissividade lulista resultou na transformação do filhotinho querido em uma Hidra, como a de Lerna, que era um animal fantástico da mitologia grega, com inúmeras cabeças de serpente. Talvez essa nova Hidra possua cabeças de dragão, pois vive expelindo fogo e tiros.

E volto a indagar: se bancos, empresas, indústrias e até edifícios públicos têm autorização para manter seguranças armados prontos para atirar em quem tentar uma invasão ou um assalto, POR QUE A PROIBIÇÃO DE OS FAZENDEIROS MANTEREM SEGURANÇAS ARMADOS EM SUAS TERRAS, prontos para atirar em invasores? Qual é o critério legal dessa diferença? Será uma lei exclusiva do governo lulista? Banco pode, fazendeiro não pode?

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Visita do incendiário ao Brasil

“O Brasil deveria aproximar-se
das lideranças responsáveis
do Oriente Médio,
jamais de tiranetes demagógicos
dispostos a ver o circo (o mundo)
pegar fogo.”
Por Roberto Romano, professor titular da Unicamp no Jornal Estado de São Paulo – Opinião (18/04/09), em artigo sobre a primeira visita de Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano ao Brasil, prevista para maio.
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Temer: desculpas esfarrapadas

O presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer inventou uma boa desculpa para justificar o uso das suas verbas de passagens aéreas por familiares e amigos: “as regras para o uso das passagens não estão bem definidas”.
Nesse caso, ele deveria usar a mesma diretiva que a justiça: “In dúbio pro reo”.
Isso é, no caso de dúvidas, que seja favorecido o mais inocente: nós, a população brasileira, que pagamos os impostos para eles farrearem pelos rincões brasileiros e internacionais. Que vergonha!

Pergunta: um aproveitador desses merece ser presidente da Câmara?

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Enquanto isso, no Paraná…

Os deputados estaduais aprovaram a lei 16016/08, portanto em 2008, que começou a ser aplicada neste mês de abril pela COPEL – a distribuidora de energia do Paraná.
A lei aumentou o ICMS de 27% para 29%. Multiplicando-se estes 2% por todas as contas de energia da COPEL, pode-se imaginar o volume arrecadado a mais, mensalmente, pelo governo do Paraná.
O interessante é que essa cobrança retoma uma antiga discussão: o imposto é somado ao valor bruto da energia e não ao valor líquido. Em outras palavras, uma conta com consumo de R$100,00 deveria embutir R$29,00 de ICMS. Mas o valor cobrado é de aproximadamente R$139,90 (para que o líquido sem imposto retorne aos R$100,00 originais, pois R$139,90 – 29%= R$100,03). O que representa realmente quase 40% de ICMS para o consumidor.
Bem diferente de qualquer empresa comercial, que seria indiciada pela Receita Federal se procedesse da mesma forma que a COPEL.

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