O Ministério Público Federal descobriu que José Sarney, o presidente do Senado – sempre ele, sempre ele –, recebeu salários muito acima do teto legal. E isso durante cinco anos!
Qualquer servidor público (e Sarney é um servidor público, apesar de estar apenas a serviço do enriquecimento dele próprio) só pode ganhar no máximo R$26.700,00 mensais. Pois o malandro estava levando o dobro desse valor todo mês. Justo ele, que como presidente do Senado deveria dar um banho de conhecimento das leis e ser um exemplo para o país.
O malandro e a malandrinha da sua filha, apesar de intimados oficialmente, se recusaram a informar ao Ministério Público os valores recebidos, que devem chegar a R$1.400.00,00 e deverão ser devolvidos, segundo a lei.
Agora, cá entre nós: como é que um crápula desses continua senador, continua como presidente do Senado e, pior, continua na política? Hein?
O presidente do PTB, Roberto Jefferson, comparou neste final de semana, em Cuiabá, a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ao piloto de Fórmula 1, Rubens Barrichello. Rubens Barrichello está há 18 anos na Fórmula 1 e ainda busca seu primeiro título na categoria.
“Dilma está bem nas pesquisas. Afinal há dois anos o presidente Lula faz campanha antecipada para ela”, disse Jefferson. “Entretanto, ela não é vencedora, pois não participou de nenhuma eleições. Ela é Dilminha Barrichello, ameaça mas não conquista nenhuma pole position”, comparou.

Ao contrário da eficiente justiça paulistana, aqui em Londrina os habitantes estão sujeitos às forças econômicas das grandes empresas, que transgridem tranquilamente as leis e conseguem evitar – em nome do chamado “progresso”, das suas “realizações” e da mão-de-obra que empregam – que os órgãos competentes tomem as devidas providências em defesa dos cidadãos.
Escrevo especificamente sobre uma construtora, que desde 2006 vem atormentando os moradores do nosso edifício, ao utilizar-se de um terreno vizinho para depósito de materiais e de lá atormentar diariamente os ouvidos da vizinhança com uma serra elétrica que supera de longe o máximo de decibéis permitidos pela lei.
Um processo por mim instaurado na Prefeitura está “misteriosamente” paralisado e esquecido há anos.
Denúncia que fiz neste blog resultou em uma notificação extra-judicial, obrigando-me a deletar o texto, sob ameaça de um processo civil e criminal.
Cartas e e-mails enviados à construtora não são respondidas.
Curiosamente, a diretoria da empresa é composta por descendentes de nipônicos.
Lã no Japão, após as tragédias de Hiroshima e Nagasaki provocadas pelo covarde bombardeio de Pearl Harbor, houve uma conscientização admirável do povo, no que tange à humildade e ao respeito pelo próximo. Aqui em Londrina, estes mesmos descendentes nipônicos só demonstram empáfia, desrespeito e arrogância, mais preocupados com a ganância do que com o bem-estar da vizinhança.
O final da história foi censurado…
São Paulo forneceu um exemplo fantástico para os tribunais de outros estados brasileiros, por ocasião do julgamento do casal (pai e madrasta) que jogou Isabella, a filha do primeiro, pela janela.
Foi um julgamento sério e que atendeu a todos os parâmetros legais, com um trabalho fantástico da polícia técnica paulistana (a melhor da América do Sul) e grande esforço e dedicação da promotoria, segundo declararam unanimemente os juristas entrevistados pela mídia.
Esse julgamento nos deixa dúvidas sobre o trabalho da justiça nos casos dos picaretas da política, de Sarney a Renan, de Jader Barbalho a José Dirceu, de Maluf à turma do mensalão e de tantos outros (veja a lista no site da “Transparência Brasil”), que misteriosamente jamais são levados aos tribunais.
Alguma força muito estranha também impera nos ares, quando se trata de solucionar o assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, e de levar à cadeia o já condenado jornalista Pimenta Neves, que assassinou sua amante. Aqui em Londrina, aparentemente “forças ocultas” impedem a polícia de desvendar ou revelar o mistério do assassinato da estudante Amanda Rossi, ocorrido em agosto de 2007 no campus de uma universidade.
São Paulo provou que existe uma justiça sérica, competente e a serviço da verdade.
Um breve passeio por capas de jornais brasileiros de hoje mostram um lugar comum em todas as notícias: as irregularidades imperam de norte a sul. As manchetes são, pela ordem, dos jornais “Pioneiro”, RS, “O Imparcial”, MA, “Notícias Agora”, ES e “A Tribuna”, ES.
Bela imagem de Sara Baras, espanhola dançarina de flamenco, em uma das suas performances.
The Guardian, 24/03/2010
Manifestação anti-corrupção em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, em Curitiba, incluiu esta “mandinga anti-corrupção”. Pelo visto, por lá também a pilantragem corre solta.
Gazeta do Povo, Curitiba, 24/03/2010
Belíssimo comercial incentivando, com muita emoção, o uso do cinto de segurança. Depois de assistir a estas cenas, você se esqueceria da família e deixaria de usar o cinto?
“Desculpe, eu não sabia que a festa era à fantasia”
“Estou pronto para a briga. Também vou entrar no tapume”
“Um brinde à felicidade do presidente Al Assad”
“Por muitos anos o Brasil não pôde conversar com a Líbia porque os americanos não gostavam dos libaneses”
“Até agora, graças a Deus, a crise (norte-americana) não atravessou o Atlântico”
“O Brasil é um país jovem com uma juventude muito jovem”
Apesar do assunto “poluição visual” ter sido amplamente abordado em Londrina no ano de 2009 através da imprensa, do prefeito e da Câmara dos Vereadores, parece que nada mudou na cidade. Pelo contrário: há um avanço cada vez maior no tsunami de outdoors, placas, frontlights, luminosos e a terrível, medieval, provinciana pintura em muros.