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Não gosto de política da maneira antiética e imoral como vem sendo interpretada nos últimos tempos. O comportamento afrontoso e cínico dessa geração de políticos me enoja, me faz passar mal e é por isso que tento passar aos leitores um grito de revolta, grito que por vezes sinto ser apenas um sussurro, perdido na multidão. Eu não me recordo na história política desse país, de tantos abusos, bandalheiras, desvios de dinheiro público e, principalmente, do número incrível de artimanhas como as que são utilizadas hoje. As denúncias são diárias, espocam em todos os cantos do Brasil, de grandes cidades a mini-municípios. Está muito óbvio que os trabalhadores sérios e honestos sentem vergonha de ser brasileiros. Lembre-se que 44% dos eleitores não votaram no PT para presidente e nem compactuam com as incontáveis irregularidades que seus partidários cometem dia após dia.
Charlie Chaplin, o Carlitos, um dos maiores gênios do cinema, em cena de filme onde ele consegue se trancar na jaula do leão. Hilário!
Estudo divulgado pelo Ministério da Justiça mostra o Mapa da Violência no Brasil 2011.
Mas, peraí! Os dados são baseados em estatísticas de 2006 a 2008. Como é que nessa era da informática o Ministério da Justiça não conseguiu fechar os dados exatos de 2009 e 2010? Só por causa disso, não dá para se confiar no tal Mapa.
Na tal projeção (que certamente não pode ser exata), o Paraná tem a terceira cidade mais violenta do país: Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, tinha taxa de 125,5 homicídios a cada 100 mil habitantes em 2008. A cidade de Guaíra, ocupa a décima posição do ranking brasileiro. Nesse triste índice, se incluem Santa Terezinha de Itaipu (31ª posição), Piraquara (35ª), Guaratuba (40ª), Almirante Tamandaré (46ª) e Foz do Iguaçu (54ª).
Já Londrina ocupa a 38ª posição no Paraná e a 416ª no Brasil. Obviamente estes dados são contestados pela polícia de Londrina, já que não são atualizados. A polícia alega que a criminalidade foi reduzida entre 2009 e 2010.
Será que esse levantamento com dois anos de atraso é proposital, apenas para confundir a população? Quais serão os interesses políticos por detrás dessas estatísticas?
Pelo visto, no que tange a parques e jardins em Londrina, nosso prefeito só tem olhos para o Lago Igapó II, onde restringiu o tráfego de veículos, construiu uma ciclovia e manda cortar a grama e varrer as folhas constantemente.
Ontem, após algum temp
o, fui fazer uma caminhada ao redor do Lago Igapó I e constatei o que grande parte da população já vem reclamando há algum tempo: um abandono quase completo do local.
Os banheiros que lá estão construídos foram fechados pelo prefeito anterior, o petista Nedson, sob a alegação de que “serviam de reduto para drogados e bandidos”. É como se quisessem queimar colchões para que casais jamais fizessem sexo. A foto mostra que a construção de um dos banheiros até possui uma arquitetura interessante e não dá para entender por que hoje em dia,
quando já existe a Guarda Municipal, os banheiros não são reativados.
No trajeto existe uma ex-belíssima árvore da vida, que foi inaugurada pelo ex-prefeito Cheida, em 1994. Suja, quebrada, abandonada, é o símbolo do desleixo do Lago Igapó I pela atual administração.
Há algumas décadas, era comum que governantes abandonassem e até paralisassem obras dos seus antecessores, para que não fossem glorificados. Mas hoje em dia, em pleno Século XXI, essa prática deveria ser completamente abandonada e cada administração concluir e cuidar das realizações das anteriores – sempre em prol da comun
idade.
A história dos banheiros, se contada a turistas, só pode envergonhar a cidade. Como explicar a um visitante que aquele imenso lago não possui um único banheiro? E o que dizer do Lago Igapó II, que sequer tem banheiros para a grande massa de gente que por lá caminha, corre ou usa a ciclovia diariamente?
A placa se refere à inauguração da “Árvore da Vida”. Como todo Igapó I, ela também está abandonada, sem cuidados, suja, maltratada…
A Inglaterra nos dá um exemplo de como um país democrático consegue oferecer a medicina mais moderna gratuitamente para toda população. A entrevista é do provocador Michael Moore, que tanto contesta o sistema político norte-americano. E o senador inglês entrevistado aproveita para nos dar uma aula de democracia.

Várias pessoas me perguntaram por e-mail o que seriam os chamados “gatos” de fiação elétrica. Aqui vai uma foto, tirada em alguma favela, onde se vê a improvisação nas ligações elétricas, além do roubo de energia diretamente da rede pública para os locais das habitações, sem que sejam instalados relógios de medição e, obviamente, sem o pagamento de contas. Os riscos de incêndio são enormes e a possibilidade de curto-circuitos e eletrocuções está sempre no ar – ou melhor, na fiação.
Finalmente, parece que a ACIL (Associação Comercial e Industrial de Londrina) criou juízo em relação ao projeto que a Prefeitura chama de “Cidade Limpa”, mas que na realidade será “Meia Cidade Limpa” (vide o blog Visual de Londrina: http://visual-de-londrina.blogspot.com ).
Depois de brigar, espernear, processar e tentar boicotar o projeto “em nome dos lojistas”, a ACIL criou seu próprio projeto “SOS Fachadas”, para auxiliar e orientar os lojistas a restaurarem as fachadas das suas lojas, preservando as características arquitetônicas de cada imóvel, além de definir o novo piso que será adotado para as calçadas do centro comercial. Alvíssaras!
Depois de retiradas placas e penduricalhos de toda espécie que escondiam as frentes dos imóveis comerciais, os londrinenses tomaram um enorme susto: o estado calamitoso da fiação elétrica. Por milagre, não houve nenhum incêndio naqueles locais, que mais pareciam os chamados “gatos” que se vêem nas favelas, isto é, fios puxados de e para todo lado. Agora a COPEL, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica no Paraná, começa a tomar medidas corretivas.
Também já chegou a hora de a COPEL começar a pensar em acabar com a fiação elétrica aérea, sempre perigosa, para adotar as modernas redes subterrâneas, embelezando e tornando menos perigosa nossa cidade.
Eis uma fórmula simples para você juntar US$70 bilhões que não lhe pertencem:
1- Torne-se ditador de algum país árabe, onde exista petróleo.
2- Crie um Fundo de Investimentos para gerir particularmente os recursos do país.
3- Com os recursos do Fundo compre empresas privadas no Exterior.
4- Aumente o patrimônio do seu fundo privado através da corrupção explícita.
5- Aproveite para aplicar os lucros anuais do fundo para adquirir mais bens, como uma empresa do Financial Times e grandes edifícios em Londres; ou empresas têxteis, de telecomunicações e de exploração de gás em países da África; em fábrica de tijolos na Áustria; na bolsa de valores de Milão; em empresas de Roma e Turim, como a Fiat, fábricas de armamento e clube de futebol (a ‘Juve’, o clube com maior número de títulos na Itália). Sem contar o resto!
6- Faça como o Tio Patinhas, jamais distribua os recursos à população.
7- Agarre-se ao poder com unhas e dentes. No caso de insurreição popular, mande matar tantos revoltosos quanto possível, pela polícia, pelo exército e até pela aeronáutica.
8- Jamais tenha remorsos ou sentimentos de piedade. Para se manter no poder, vale tudo.
9- Lembre-se: com tantos investimentos no Exterior, sua queda do poder vai ferir interesses de centenas de empresas pelo mundo, em inúmeros países. O interesse econômico deles para sua permanência será sua proteção.
10- Um único porém: quando da sua morte, você não levará nenhum centavo dos US$70 bilhões para o túmulo.
Esta história não é ficção: foi exatamente isso que Muammar Gaddafi (ou Kadafi, como preferem alguns), armou na Líbia, como ditador desde 1969. Você não nota alguma semelhança com certo país sulamericano que você conhece tão bem, e que tem a fama de ter os maiores depósitos do continente em bancos suiços e paraisos fiscais?
Cada vez se aperfeiçando mais em todas as áreas culturais, veja este espetáculo magistral apresentado pelos chineses.
A Folha de São Paulo está comemorando 90 anos de existência. Entre as várias comemorações, chama-nos a atenção um ato multireligioso, ocorrido ontem, 21/02, com a participação de representantes de oito religiões diferentes.
Foram convidados os religiosos Rolf Schünemann, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (protestantismo), Monja Coen Murayama, representante da tradição budista Soto Zen, Rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista, Xeque muçulmano Abdel Hamid Mohamed Mohamed Aly Metwally, da Mesquita Brasil, Dom Datev Karibian, arcebispo da Igreja Apostólica Armênia do Brasil, Cônego Aparecido Pereira, da Arquidiocese de São Paulo, Mãe Liliana de Oxum, da Associação Centro de Mamãe Oxum (candomblé) e João Baptista do Valle, vice-presidente da Federação Espírita do Estado de São Paulo.
Este é o verdadeiro ecumenismo, em que todas as religiões recebem o mesmo tratamento e a mesma importância. Uma prova de que conflitos distantes não precisam necessariamente ser transportados para cá e nem se repetem no Brasil.
Seria interessante que em Londrina, por ocasião das formaturas em faculdades e em outras cerimônias ditas ecumênicas, até mesmo em reuniões de entidades culturais e sociais, fosse adotado o mesmo espírito, já que não existem apenas cristãos: há presença eventual de muçulmanos, judeus, evangélicos e ocasionalmente budistas e índios. A Folha de São Paulo acaba de nos dar um belo exemplo do verdadeiro ecumenismo.
Mudanças seguras.
Pelo menos é o que informa o texto pintado no furgão. Não é só no Brasil que o previsível acontece. Ou então o motorista virou a noite dirigindo e tomou “rebite” para ficar acordado.
Dia desses um leitor se queixava, através de jornal, sobre as dificuldades de se livrar de carcaças de pneus velhos, visto não saber para onde destiná-los. Quando passamos de carro, principalmente pelas estradas da região, notamos que há pneus empilhados e acumulados em algumas borracharias, muitos deles expostos ao tempo.
Na outra ponta, a prefeitura se empenha em combater a dengue, que neste ano faz de Londrina a campeã de casos no Paraná. Os pneus expostos às chuvas são um dos criadouros preferidos do aedes aegypti, o tal mosquito transmissor.
Até aqui não tomei conhecimento se na cidade existe alguma indústria de reciclagem dos pneus velhos, que segundo os técnicos, levariam 400 anos até se dissolverem na natureza.
Várias cidades já encontraram destinação para esse problema: São Paulo e Curitiba reciclam as carcaças, transformando-as em pó e o misturam ao asfalto na proporção de 20%. Estudos comprovaram que esse tipo de asfalto tem duração cinco vezes maior do que o comum.
Também em cidade paulista, uma empresa transforma os pneus velhos em placas para calçamento de ruas. E no Rio Grande do Sul, esses pneus estão substituindo tubos de concreto na área de saneamento, a ¼ do preço.
Segundo estudos, o Brasil já produzia 50 milhões de pneus por ano em 2008; todo ano são trocados 22 milhões, dos quais 55% não servem para recauchutagem, ficando largados na natureza.
Já que a prefeitura de Londrina está montando uma usina de asfalto, eis aí uma oportunidade para dar destinação às carcaças de pneus velhos, melhorar a qualidade do asfalto e livrar a cidade de um dos fatores causadores da dengue.