Bahr-Baridades

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Ele, ela e a outra

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O nome da garota do meio é Cornélia.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 30 de setembro de 2011 às 20:19
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Comercial censurado: hipocrisia ou racismo?

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Surpreendentemente, a Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal pediu ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) a suspensão do campanha publicitária “Hope ensina”, que traz a modelo Gisele Bündchen mostrando a “melhor maneira” de contar más notícias ao marido. Nos vários comerciais da série, a top model brasilera aparece usando roupas normais classificadas como “erradas” ao pedir alguma coisa ao marido e em seguida, usando apenas lingerie, sugere a forma “correta”. Para a secretaria, “a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas” e acredita que o comercial reforça a discriminação contra a mulher, o que infringe a Constituição Federal.

A linda Gisele Bündchen e a secretária... bem, faça seu julgamento

Parece que o pedido de suspensão ocorreu porque a linda Gisele é loira, rica e bem sucedida, reconhecida como beleza e sexualidade em todo o mundo. Para os padrões do apedeuta ex-presidente Lula, os loiros, incluindo Gisele, representam a classe social culpada por todas as mazelas brasileiras. Faça uma comparação entre as duas mulheres, a linda Gisele e o bofe que está à frente da Secretaria das Políticas para Mulheres, um verdadeiro atentado contra a luxúria. Quem garante que o pedido de suspensão do comercial não inclui um certo ranço de inveja?

Se a Secretaria seguisse à risca seus princípios de “moralidade”, deveria tirar do ar mais da metade dos programas de tevê da rede aberta, que não param de expor as mulheres – aí, sim – como objetos sexuais.

Veja a série de mulheres-objeto que são mostradas diariamente ao público, sem que a Secretaria das Políticas para Mulheres se manifeste ou dê o ar da sua graça. Que hipocrisia!

Rita Cadilac. Enfiar o bumbum diretamente na lente da câmera de tevê, pode!

Bailarinas do Faustão. Danças sensuais e provocativas, pode!

Banheira do Gugu, lembra? Sacanagem, seios de fora e... valia tudo!

Gretchen. Poses sensuais, provocações, a verdadeira mulher-objeto. Essa pode!

As tais "Panicats". Seminuas, há até acusações de prostituição feitas por uma delas. Essas podem!

Mulher Melancia. Carne por todos os lados. Ah! Essa não é loira, ela pode!

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 9:13
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Transporte expresso (2)

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Isso é o que se chama de economizar frete!

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 29 de setembro de 2011 às 19:41
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Se a justiça é frágil, o INSS endureceu

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Em posts anteriores, mostramos como são frágeis as decisões judiciais quando se trata de condenar motoristas que, ao dirigirem embriagados, sob efeito de entorpecentes ou medicações, menores de idade e até sem carteira de habilitação, assassinaram ou mutilaram outras pessoas.

Poucos motoristas são condenados à prisão – o que está gerando uma enorme revolta na sociedade –  e quando o são, cumprem penas leves e de lá partem lépidos e sorridentes para novas arruaças e novos crimes sobre rodas.

Agora o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) está fazendo as vezes da justiça – com muita razão – e pretende entrar com ações contra motoristas que cometeram infrações graves, cobrando a devolução dos valores que toda a sociedade pagou para as vítimas.

“Nós vamos fazer uma triagem para ter certeza de que as pessoas contra quem vamos ajuizar as ações efetivamente tenham concorrido com culpa ou dolo em situações graves, como dirigindo em embriaguez, alta velocidade, na contramão” afirmou o presidente do INSS. “O INSS está fazendo convênios com os Ministérios Públicos, com a Polícia Rodoviária Federal, com as polícias rodoviárias estaduais, com os Detrans, exatamente para que a gente levante informações de todos os acidentes de trânsito.” Ele se refere aos casos graves, em que o motorista que causou o acidente foi condenado por homicídio doloso – quando assume o risco de matar -, para entrar com os primeiros processos cobrando os valores da pensão paga à família da vítima.

Pesquisas preliminares mostram que o instituto gasta R$ 8 bilhões por ano com o pagamento de benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e pensão gerados por acidentes de trânsito. Na justiça, tudo tem ficado por isso mesmo. Mas que se precavenham os infratores: as primeiras ações devem ser iniciadas em outubro.

Se para estes criminosos a cadeia não têm efeito, mexer nos seus bolsos certamente terá.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:58
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O amor é lindo!

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Não haverá enchente que impeça este amor

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 28 de setembro de 2011 às 19:30
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Publicidade do governo chega a R$ 1 bi

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A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) é o órgão que seleciona as agências de publicidade que disputam licitações para fazer a propaganda do governo federal. Em agosto último, foram licitadas verbas de R$ 150 milhões por ano, apenas para a propaganda institucional. Verbas de publicidade de utilidade pública, como as campanhas de vacinação, estão em outro pacote. A propaganda das estatais também. Ao todo, os gastos com publicidade do governo devem atingir aproximadamente R$ 1 bilhão neste ano. Além disso, as estatais aplicam verbas mirabolantes em publicidade, como pode ser visto na relação mais abaixo, onde se percebe que só a Caixa Econômica federal dispõem sozinha de quase outro bilhão de reais e o Banco do Brasil mais a Petrobrás, de outro bilhão.

Desde 2003, até o ano passado, o governo petista aumentou em 1.522% o valor “investido” em rádios, TVs, jornais, revistas e “outros”. A categoria “outros” inclui portais de internet, blogs, comerciais em cinemas, carros de som, barcos e publicidade estática, como outdoors ou painéis em aeroportos.

Chama a atenção o aumento do número de “outros”. Em 2003, eram apenas 11. Em 2010 chegou a 2.512. A informação do governo é que a maioria é composta por sites e blogs na internet.

Quando Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2003, apenas 499 veículos de comunicação recebiam verbas de publicidade do governo federal. Agora, o número foi para 8.094. No ano passado, ano eleitoral em que Dilma disputou e venceu as eleições para presidente, 1.047 novos meios de comunicação passaram a receber recursos de publicidade federal. Esses jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e “outros” estão espalhados por 2.733 cidades. Em 2003, eram apenas 182 municípios. O valor total gasto nos dois mandatos de Lula, até outubro de 2010, foi R$ 9,325 bilhões.

Mesmo com estas estatísticas dadas a público, ainda há buracos negros no processo. Não se sabe quais são os veículos que recebem verba de publicidade estatal nem quanto cada um ganha.

Pode ser estabelecida uma comparação entre os maiores anunciantes brasileiros em 2010, através do levantamento feito pela Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda):

1º Casas Bahia - 3.095.281.000

2º Unilever - 1.930.001.000

3º Hyundai Caoa - 1.324.532.000

4º Ambev - 1.241.776.000

5º Caixa Econômica Federal - 980.808.000

6º Bradesco - 926.195.000

7º Fiat - 876.904.000

8º Reckitt Benckiser - 830.084.000

9º Procter & Gamble - 734.267.000

10º Volkswagen - 702.970.000

11º Petrobras - 663.488.000

12º Cervejaria Petrópolis - 659.327.000

13º Grupo Pão de Açúcar - 649.518.000

14º Ford - 627.149.000

15º GM - 607.303.000

24º Banco do Brasil - 433.566.000

O que pode ser discutido aqui é a destinação das verbas de três estatais (Caixa Econômica Federal, Petrobrás e Banco do Brasil) incluídas acima e seu volume de dinheiro público despendido.

Depois das amargas notícias emanadas no caso do “Mensalão”, quando os bancos Rural e BMG, aparentemente serviram de fachada para “desovar” o dinheiro público que alimentava a corrupção, sob a intermediação de um pseudo-publicitário, o carequinha Marcos Valério e suas agências de propaganda, resta sempre a dúvida do porquê destas verbas astronômicas nas mãos das estatais. Ao contrário de uma Casa Bahia, de uma Ambev, de uma Fiat e de outras empresas que precisam suar a camisa para cativar seu público comprador, induzir clientes a comprarem seus produtos e apresentar constantemente inovações e promoções, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil mantêm contas-correntes do funcionalismo público, das próprias estatais federais, estaduais e municipais, do financiamento público, das cobranças judiciais, etc.,  e a Petrobrás detém o monopólio petrolífero brasileiro, ou seja, todas elas detêm um mercado cativo para o qual bastariam apenas informações e divulgação técnico-institucionais e verbas para ampliação do seu mercado potencial. Mas tanta verba assim?

Qual é afinal a verdadeira destinação das suas verbas publicitárias? Acho que não é necessário ligar os pontinhos nem desenhar, para que se entenda a finalidade de tanto dinheiro público espalhado por aí sob a forma de publicidade.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:12
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Outra barbeiragem em photoshop

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O artista do photoshop deixou um talho na cabeça da modelo. Por pouco ele não arranca um pedaço do cérebro.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 27 de setembro de 2011 às 19:33
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Sonhos juvenis

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Quem nunca sonhou em achar um tesouro?

Imagens de arcas sendo abertas e revelando joias, ouro, diamantes, rubis, esmeraldas e moedas antigas sempre povoaram as histórias e fantasias da humanidade.

Pois algumas pessoas têm mais sorte do que outras: chega-nos a notícia de que um tesouro estimado em R$ 430 milhões está prestes a vir à superfície, a 480 quilômetros da costa da Irlanda, encontrado no navio SS Gairsoppa, que foi afundado pelos alemães em 1941, durante a 2ª Guerra Mundial, uma das muitas embarcações britânicas atacadas pelos alemães no Atlântico Norte durante a guerra

A diferença em relação aos nossos sonhos infanto-juvenis é que já não são pessoas físicas que se dedicam a estas novas caças a tesouros. Agora são empresas formalmente constituídas, com grandes aportes de capital e dotadas de equipamentos modernos, que saem à caça de velhos tesouros após anos de estudos e investimentos em pesquisas.

Esta embarcação foi localizada pela empresa americana Odyssey Marine a mais de 4 mil metros de profundidade, no leito do Oceano Atlântico. A empresa recebeu do governo britânico o direito de ficar com 80% da carga após resgatar o navio. É a primeira vez que se fará um resgate a esta profundidade.

O SS Gairsoppa havia zarpado da Índia com destino a Liverpool em dezembro de 1940, carregando 200 tonelada de prata e 40 toneladas de ferro e chá e por causa das condições meteorológicas e da falta de combustível, teve de se distanciar do comboio militar que integrava, sendo atacado pelo submarino alemão U101 em fevereiro de 1941 e afundou.

Apenas um dos 85 tripulantes do SS Gairsoppa sobreviveu ao ataque. Todos os outros morreram durante o naufrágio ou quando tentavam alcançar a costa em botes infláveis.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:25
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Capturando o vento

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Imagem de Amostra do You Tube

Veja que lindo e criativo comercial comercial da GE, mostrando com emoção a sua linha de energia eólica.  Uma pequena história de amor entre avô e neto, em curto espaço de tempo. É nestas horas que a gente se orgulha de ser publicitário.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 26 de setembro de 2011 às 8:15
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Enigmas

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Será que o mestre encontrou a solução? E como foi que ele conseguiu escrever a fórmula lá no alto da lousa?

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 25 de setembro de 2011 às 19:34
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Dr. Sócrates, álcool e fumo

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Nunca fui corintiano (com ou sem “h”). Como bom são-paulino, sempre torci contra. Mas lembro-me perfeitamente do surgimento da “Democracia Corintiana”, encabeçada pelo então ainda nem doutor, o jogador Sócrates.

Aquele movimento provavelmente foi o primeiro grito de revolta dos jogadores de futebol contra o status quo vigente impingido por dirigentes arcaicos e retrógrados, que chamavam seu grupo de jogadores de “plantel” (na época, era mais usual chamar assim um grupo de animais de boa raça – em especial bovinos e equinos que o criador conserva para a reprodução), acorrentavam-nos (figurativamente falando) aos pés das camas dos seus quartos nas concentrações, não admitiam contestações às suas ordens e os tratavam como se trata crianças no jardim de infância.

Sócrates, inteligente, leitor de livros, estudante de medicina e com o espírito de liderança destinado a poucos, conseguiu criar um ”espírito de corpo”, uma união entre jogadores, técnico e comissão técnica, convencendo seus diretores a aderir àquela liberalidade de conduta, chamada de liberdade com responsabilidade, que veio revolucionando aos poucos o relacionamento jogador-clube.

Pena que o Dr. Sócrates não tenha tido a mesma energia para se afastar das suas cervejinhas, transformando-se no que os médicos chamam de alcoolista, doença crônica que ataca entre 10 e 20% da população.

Aqui não vai nenhuma crítica, pois eu mesmo fui cigarrista, ou seja, viciadoem cigarros. Assim como o álcool prejudicou ao Dr. Sócrates, o fumo me deixou sequelas graves: sofri um infarto do miocárdio e tive um rim extirpado por causa de nódulo maligno, ambos os problemas originados do fumo.

Não foi fácil para mim parar com os cigarros: levei anos e anos para entender os malefícios que eu mesmo me causava, sem dar ouvidos aos mais sábios e conhecedores.

Ao Dr. Sócrates desejo que ele tenha a mesma força de vontade que eu tive e possa se afastar definitivamente do álcool. Provavelmente ele terá uma segunda chance de vida, assim como eu tive, para aproveitar esposa, filhos, família, o amor e a vida.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:25
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Flagrante de um “ligeiro” acidente

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  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 24 de setembro de 2011 às 19:34
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Quem controla os ruídos da construção civil?

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Muito estranho: aqui em Londrina, ao lado de casa, duas construções próximas emitem ruídos diferentes para o mesmo sistema de gruas. Numa delas, a grua que sobe e desce sem parar levando materiais emite som parecido com um trem em desabalada carreira nos trilhos mal lubrificados. Na outra, praticamente nem se ouve o som do sobe-desce.

Caminhões basculantes parecem brotar do solo. Ao invés de contratar um auxiliar, repetidas vezes o motorista do caminhão ergue o basculante e com um jeitinho só dele faz com que a tampa traseira bata na carroceria, para jogar por terra (eufemismo) o resto da terra que ainda resta do serviço. O som parece um tiro de canhão.

E as marteladas, então?  Construir pavimento após pavimento exige a montagem de placas para moldagem do concreto. Martela-se na montagem e martela-se muito mais na desmontagem de cada placa. A martelação é azucrinante, ainda mais quando você está cercado de vários edifícios em construção simultânea.

Escavadeiras iguais emitem sons diferentes e algumas soam mais alto e vibram mais do que outras. Com certeza é uma questão de regulagem dos motores, provando que não existe fiscalização adequada.

Há uma maquininha, de nome bobcat, que é aterrorizante. Essa máquina trabalha agilmente removendo terra de um lugar para outro. A vibração que emite se faz sentir na mesa da sala, no chão, na janela. Meu consolo é saber que o operador da maquininha passa suas horas vagas tremendo tanto como se sofresse do mal de Parkinson.

E as perfurações de solo, então? As pancadas da máquina se assemelham a trombadas de carro ao lado da janela.

Assistindo as construtoras erguerem seus maravilhosos prédios batizados com nomes mirabolantes, chega-se a várias conclusões:

1 – A Prefeitura de Londrina não fiscaliza as obras nem seu andamento diário.

2 – A Prefeitura de Londrina não usa o decibelímetro, aparelho que mede o grau de poluição sonora nas construções civis.

3 – A Prefeitura de Londrina imagina que nós, cidadãos comuns, tenhamos de comprar o tal decibelímetro, passar o dia fazendo medições e ligar para o SEMA ou para o Setor de Fiscalização e sacramentar a denúncia. E ainda esperar sentados que alguma providência seja tomada.

4 – As empresas que servem à construção civil não se preocupam em regular seus equipamentos, caminhões, gruas, escavadeiras, bobcats, perfuradoras.

5 – Esqueceram de avisar às construtoras que elas poderiam, sim, pensar em um isolamento acústico para minimizar o ruído das suas marteladas sem fim.

6 – Até dá para adivinhar qual resposta as construtoras dariam para estas queixas: “– Ah! Mas nós estamos trabalhando para o progresso e o desenvolvimento de Londrina!”. Coisa que nem eu nem um mundo de gente pedimos. A vida era maravilhosa sem esses ruídos.

7 – E a Prefeitura de Londrina certamente não ousará interferir no trabalho das construtoras. São elas que pagam altos impostos, colaboram para o aumento do IPTU e muitos dos funcionários públicos e privados provavelmente são “amiguinhos” entre si.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:07
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Mototáxi comunitário

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  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 23 de setembro de 2011 às 19:42
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No reino da incompetência

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Teto desabado em uma das escolas onde ocorreu o mesmo problema. Foto extraída do Jornal Nacional, da Globo

Quanto mais notícias se irradiam ao nosso redor, mais pasmo eu fico.

O Jornal Nacional nos fez o favor de mostrar várias matérias abordando o calamitoso estado em que se encontram a maioria das escolas nas Alagoas (terra do bandidaço Renan Calheiros).

Eu não consigo compreender como é que existem diretores e responsáveis trabalhando em ambientes de trabalho tão encardidos, tão imundos, tão deteriorados, tão sórdidos como nas 150 escolas da rede estadual de ensino, danificadas ou com risco de desabamento Por semelhança, chego à conclusão de que eles próprios vivem em taperas ou casas no mesmo estado crítico, ou até piores.

No início deste semestre, pelo menos três escolas do Estado sofreram com a queda do teto, duas no interior e outra na capital, Maceió. A Globo mostrou instalações elétricas precárias, alunos que tomaram choque elétrico ao encostar em uma parede, infiltrações de água, paredes emboloradas e condições pra lá de lastimáveis em todas as escolas vistoriadas.

O governador Teotônio Vilela Filho de Alagoas anunciou que vai lançar mão de um decreto de urgência administrativa para dispensar licitações e recuperar estas escolas, até o final deste ano. Segundo Vilela, as escolas do Estado estão em “petição de miséria”, em “situação lastimável de conservação”. Por isso, como a educação é prioridade – justificou o governador – o decreto vai possibilitar a intervenção imediata na infraestrutura de quase metade dos prédios escolares do Estado. Oras, governador, o senhor quando assumiu o governo sabia perfeitamente das deficiências e dos problemas que iria encontrar na sua gestão. Só não teve capacidade para encontrar soluções!

É claro que o governador tem participação de culpa nesta vergonhosa situação. Mas a culpa maior é da incompetência dos responsáveis por cada uma daquelas unidades de ensino. Das pessoas.

Banheiro semidestruído, sem porta. Como deixaram chegar neste estado? Foto extraída do Jornal Nacional, da Rede Globo

Se faltou verba, deveria sobrar criatividade aos responsáveis para fazer das tripas coração e zelar pelo bom estado das construções. Que se fizessem mutirões, bingos, feiras, torneios ou qualquer outra atividade que envolvesse a comunidade. Já se provou que com boa vontade a sociedade civil supre as deficiências do Estado. No caso específico, me refiro às escolas, crianças, ao aprendizado.

Escolas, lixo, entulho, hospitais, poluição… parece que na terra do Renan tudo é resultado da mesma amálgama: a incompetência dos mais incompetentes.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:01
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