Como cidadão, endosso todas as propostas e projetos já apresentados que venham obrigar presidentes, ministros, deputados, senadores, governadores, vereadores e assessores de cargos de confiança a serem tratados única e exclusivamente pelo SUS, em caso de doenças.
Todos eles deverão enfrentar as filas nas ruas em suas cidades de origem nas madrugadas chuvosas ou geladas nas ruas, esperar pelas suas senhas até passarem pela triagem, ficar horas a fio jogados e esquecidos pelos corredores imundos, fedorentos e sórdidos e aguardar meses pelos exames e até anos para procedimentos cirúrgicos e tratamento. Deverão também rezar para que no dia marcado para os exames ou cirurgias não ocorram greves ou fechamentos dos hospitais, quando teriam de recomeçar todo o périplo novamente. E nada de imaginar que, sendo lá dos confins do Pará, Pernambuco ou do Mato Grosso, possam ser atendidos em São Paulo.
Lula não deveria escapar a esta regra. Essa opinião unânime aparece nos milhares e milhares de comentários em todos os blogs da rede (com exceção, obviamente, dos blogs dos petralhas), quando foi descoberto seu tumor na laringe. Ele deveria provar do sucesso que apregoou em melhoria do sistema SUS, depois dos bilhões arrecadados com a tristemente famosa CPMF. Aliás, para onde foi aquela dinheirama?
Eu também poderia aceitar uma proposta inversa, ou seja, abrir o acesso gratuito em todos os hospitais privados do país, como o próprio Sírio-Libanês, oferecendo a todos os brasileiros sua medicina de primeiro mundo.
Esse projeto de lei iria tirar outros milhares de brasileiros da linha da pobreza, visto que para terem acesso a estes hospitais e tratamento digno, são hoje obrigados a pagar planos de saúde de custos altíssimos, privando-se de outras necessidades básicas. Com essa economia, as famílias brasileiras teriam muito mais dinheiro circulante em consumo, turismo e lazer. A saúde do povo seria muito melhor, a produtividade aumentaria e aí, sim, seria alcançada a felicidade geral da nação que o apedeuta Lula vinha alardeando em seus discursos políticos. Discursos que a partir de agora provavelmente farão parte apenas da história passada do ex.

Não, esta foto não é do Morro do Alemão no Rio. O cara também não é narcotraficante. É um aluno da USP, politizado pelas esquerdas, doidinho para quebrar as estruturas de uma entidade que é orgulho no nosso país. E esconde o rosto por covardia.
No dia 20 de maio deste ano, a USP firmou um convênio com a Polícia Militar, decisão aprovada pelo Conselho Gestor do Campus da Capital e pela ampla maioria dos representantes da comunidade acadêmica, logo após o assassinato do aluno Felipe Ramos de Paiva da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade).
Na quinta-feira dia 27, a Polícia Militar deteve três alunos que estariam fumando maconha dentro de um carro, no campus. Eles foram levados à delegacia e depois liberados. A partir daí surgiu um confronto entre estudantes e policiais militares, o que resultou na ocupação do prédio da Administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas).
A ocupação se deve a um viés de linhas de pensamento, ao contrário do que pessoas normais possam supor: após terem recebido a segurança da polícia no campus salvaguardando as suas vidas, evitando possíveis novos casos de assassinatos, assaltos e estupros, a reivindicação destes mascarados que têm medo de mostrar seus rostos – como a bandidagem e os narcotraficantes que vivem por aí – é a retirada da PM do campus. Além disso, exige que a reitoria simplesmente acabe com os processos criminais e administrativos movidos contra estudantes, professores e funcionários.
Então, o resumo da ópera é o seguinte: estudantes mascarados que têm medo de se identificar, querem porque querem fumar maconha livremente em ambiente público, querem afrontar a lei exterminando processos criminais em curso, querem tirar a polícia do campus e querem acabar com a segurança de milhares de outros jovens que estão na USP apenas para estudar e buscar um futuro profissional.
Como os papais destes bandidos mascarados devem estar orgulhosos!

Drs. Paulo Hoff, Luiz Paulo Kovalski, Roberto Kalil e Artur Katz, da equipe multidisciplinar do Hospital Sírio-Libanês. Sorte do Lula!
Durante o “reinado” Lula, houve verdadeira orquestração petista nos ataques a São Paulo. Qualquer chuva, qualquer acidente, qualquer passeata, qualquer enchente eram suficientes para Lula destilar seu ódio ao estado mais moderno e produtivo do Brasil. Na sua orquestra tocaram e ainda tocam instrumentistas desafinados como Aloísio Mercadante, Martha Suplicy, Haddad, deputados, ministros, bandidos do MST e todo um bando de petistas que estão ávidos para abocanhar o governo e a prefeitura paulistas, a cobiça aguçada em torno do volume de dinheiro arrecadado – mas nós sabemos que eles jamais hão de conseguir.
Eis que agora Lula acaba de realizar exames no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, tendo sido diagnosticado um tumor localizado na laringe. Segundo o hospital, “após avaliação multidisciplinar, foi definido tratamento inicial com quimioterapia, que será iniciado nos próximos dias”.
Por que Lula, nesta hora, não ataca as instituições paulistas? Por que ele não vai realizar tratamentos em Brasília, Cuba, Venezuela (junto com o seu amigo ditador Chavez)? Por que agora ele não fala mal dos loiros de olhos azuis, da classe dirigente e elitista de São Paulo, dos médicos formados em instituições sérias, que estão trabalhando em seus postos por esforço e mérito – e não por protecionismo, cotas, indicações, “cumpanherismo”, etc.?
Vade retro, Lula!
O Ministério dos Esportes (leia-se PC do B) e suas ONGs misteriosas estão na berlinda, graças às dúvidas sobre atos imperfeitos praticados ao longo dos últimos anos para desviar escandalosamente o dinheiro público.
Já em 2006 o governo federal destinara R$ 3 bilhões (estamos falando de R$3 bilhões!) a organizações não-governamentais (ONGs) e organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips), segundo dados do Ministério do Planejamento. O valor correspondia a 1,29% do Produto Interno Bruto (PIB). Do total, técnicos do governo, do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) calcularam que quase a metade – perto de R$ 1,5 bilhão – tenha sido desviada da finalidade original dos convênios ou encontrado algum ralo que representou a perda escandalosa do dinheiro público.
Sabemos que muitas ONGs nem conseguem cumprir seu papel, devido em muitos casos, à má gestão ou à falta de eficiência. Existe muita ONG que foi concebida apenas para gritar, não para gerar resultados práticos. E outras foram concebidas apenas para “lavar” dinheiro público desviado das suas finalidades. Descobriu-se que entre os problemas estavam a falta de qualificação técnica e administrativa, a inexperiência para receber recursos, metas vagas e prestação de contas confusas. Algumas ONGs foram criadas apenas três meses antes da assinatura de determinados convênios, sintoma de que seu objetivo era só pegar o dinheiro da União. Resultado: o desvio do dinheiro foi de 54,6%, superior à metade dos recursos empregados.
Se eu tive acesso a estas informações; se estas informações foram publicadas nos meios de comunicação; se as denúncias contra o ex-ministro Orlando Silva chegaram ao conhecimento até da presidência da República; se o zum-zum ouvido pelos cantos insinua que boa parte do dinheiro foi utilizada em campanhas políticas do PC do B… o que é que O TCU, a CGU, os Tribunais de Contas, a Polícia Federal, a ABIN e até o Exército estão esperando para botar toda esta curriola na cadeia?
Ilustração: Copyright Walt Disney. Notou que os Irmãos Metralha também usam a cor vermelha?
O jogador Grafite, ex-atacante do São Paulo, foi chamado de “macaquito” pelo argentino Leandro De Sábato, do Quilmes, durante uma partida pela Libertadores da América
Foi só escrever um post sobre a escolha do macaco muriqui como mascote, alertando para possíveis comparações de atletas nos Jogos Olímpicos com um símio e eis que na própria noite de 26/9, quando o post já havia sido programado para publicação, ocorreu um entrevero entre o jogador Juan do São Paulo Futebol Clube e o juiz colombiano que apitava a partida contra o Libertad pela Copa Sul Americana. Nervoso pelo fato do juiz haver marcado uma falta bem no final do jogo, Juan foi discutir com o juiz e depois queria agredi-lo, alegadamente pelo fato de ter sido chamado de “macaco”.
No Jornal Nacional, vimos a reportagem sobre uma estudante de uma escola pública de Curitiba que denunciou agressão de que foi vítima por parte de suas colegas, por causa da cor da pele. “Começaram a me chamar de macaca, perguntando se eu queria banana, de preta. Falavam quando eu entrava no banheiro: ‘ah, escureceu o banheiro’”, lembra a menina. Primeiro foram sete colegas de sala. Depois passou a ser xingada por alunos de várias outras turmas, por causa da cor da pele.
Essa semana a adolescente foi vítima de violência física e precisou mudar de escola. Agredida com socos e ponta pés no banheiro durante o intervalo das aulas, acabou com o nariz sangrando e foi para casa ainda sob ameaça.
Para coroar, as agora ex-colegas anunciaram a agressão no site de uma rede social, onde voltaram a chamar a adolescente de macaca.
Já faz tempo que os termos depreciativos “macaco” e “macaquito” estão em voga. Agora, inventar a moda de transformar um macaco em mascote para Os Jogos Olímpicos já seria dar muita margem para provocação.
Muriqui é o maior primata das Américas e nativo da Mata Atlântica, especialmente do Rio de Janeiro. Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) encaminharam uma proposta para que este símio seja um dos candidatos a mascote dos Jogos Olímpicos de 2016. A proposta foi aprovada pela secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, para apresentação ao Comitê Rio 2016 quando for iniciado o processo de definição do mascote dos jogos. Muriqui é mais um animal brasileiro ameaçado de extinção e seu nome, em tupi-guarani, significa “povo manso da floresta”.
Segundo especialistas, o animal possui hábitos muito sociais, adora abraçar intensamente, o que estaria de acordo com a imagem hospitaleira do povo carioca e dizem ter um formato anatômico bonito e simpático, podendo atingir 1,5 metro de altura quando adulto e pesar 15 quilos.
Agora, o outro lado: muitos atletas brasileiros, principalmente jogadores de futebol, têm-se queixado amargamente dos xingamentos que recebem quando em atividade nos campos de futebol. Alegam ser chamados de “macaquito”, de “macaco” e alguns deles já foram alvos de bananas jogadas em sua direção. O alvo mais recente de uma banana foi o lateral esquerdo Roberto Carlos, em junho deste ano, quando jogava pelo clube russo Anzhi, em Sâmara. “Ele foi ofendido de uma forma absolutamente descarada. A punição será a mais severa possível”, disse Sergey Fursenko, presidente da associação russa de futebol, segundo a “Sovetsky Sport”.
Do ponto de vista mercadológico, não creio ser uma boa ideia escolher um macaco como símbolo para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Muriqui pode dar margem a múltiplas manifestações racistas contra os afro-descendentes brasileiros – e de outros países – numa década em que o mundo vive conturbado politicamente, imigrantes vêm sido discriminados em vários países, atletas em busca de superação são flagrados em exames anti-doping e o atletismo criou uma hercúlea disputa entre marcas e artigos esportivos talvez maior do que a própria competição em si.
O Brasil possui tantos outros animais-símbolo que poderiam ser escolhidos por votação popular, sem dar margem a possíveis conotações negativas.
O ex-diretor geral da Assembléia Legislativa Abib Miguel (foto), o Bibinho, fez novos exames de sanidade mental no fim da manhã do dia 19/10 no Instituto Médico Legal de Curitiba, capital paranaense. Esta é a segunda perícia para comprovar ou desmentir o laudo apresentado por seus advogados, cujo diagnóstico indica que o ex-diretor sofre de “distúrbios psicopatológicos dentro das funções mentais”, para escapar da cadeia. Há dois processos criminais contra o ex-diretor geral, acusado de desviar pelo menos R$ 200 milhões dos cofres públicos. Esperto ele, não é?
ABIN, Tribunais de Contas, Polícia Federal, Controladoria Geral dos Estados e da União, Procuradorias… quem realmente tem levantado informações sobre corrupção no Brasil é a Revista Veja. Provavelmente a editora contrata detetives particulares que vão à caça dos corruptos (nem deve ser tão difícil encontrá-los), levanta informações, entrevista amigos e conhecidos dos suspeitos e semanalmente traz às bancas reportagens bombásticas implicando um ou mais governantes e seus asseclas.
A tal faxina (apenas leve e superficial) da Dilma só tem seguido os rastros das investigações da Revista Veja, pois nenhum dos órgãos do governo responsáveis pelo acompanhamento das irregularidades tem apresentado uma vírgula sequer sobre as irregularidades de ministros, secretários de estado, governadores, deputados, prefeitos e vereadores. Não há acompanhamento para o enriquecimento suspeito dos corruptos, apesar de a Receita Federal receber anualmente a declaração de bens de cada um deles e de suas famílias. Não há fiscalização para saber o destino das tais “emendas” dos deputados e vereadores. Não há fiscalização sobre a execução e as despesas de obras públicas (estradas, pontes, viadutos, casas populares e, principalmente, de grandes obras).
As obras para a Copa do Mundo são a ponta enorme e mais visível do iceberg da corrupção da vez, a começar pelo ministro equilibrista Orlando Silva e os outros implicados.
Um país que se preze, que deveria ter orgulho das suas conquistas, das suas realizações e do seu povo, não pode deixar suas instituições de controle simplesmente varrerem a corrupção para debaixo do tapete. Ou apenas se mexer quando terceiros apresentam denúncias.
Nota 10 para a revista Veja. Nota zero para as instituições de controle do governo.

Ufa! Só mesmo a física para explicar a mágica do transporte destes postes num mini-caminhão. (A explicação é de Júlio César Lima Lira no site da Infoescola).
“O presidente da Comissão de Obras do Estádio Beira-Rio para a Copa do Mundo de 2014, Luís Anápio, afirmou que a arena estará com obras concluídas já em 2013, para receber a Copa das Confederações, competição preparatória para o Mundial. Restam detalhes para que o contrato do Internacional com a construtora Andrade Gutierrez (originalmente com um custo estimado de R$ 270 milhões) seja assinado e oficializado. Recentemente, o prefeito da capital gaúcha, José Fortunati, manifestou temor quanto a situação. As obras estão paradas há quase três meses e a previsão para a entrega da reforma era o término de 2012.
A vida real:
Uma mulher e os bebês gêmeos dela, recém-nascidos, foram internados em estado grave em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul. Funcionária pública de 34 anos, grávida de gêmeos. A bolsa de um dos bebês havia se rompido e a família precisou encontrar vaga em um hospital especializado. Como os bebês eram prematuros – tinham 33 semanas -, eles precisavam nascer onde houvesse uma UTI neonatal, mas o atraso na transferência da paciente agravou uma infecção que atingiu a mãe e um dos bebês.
A infecção foi diagnosticada ainda no sábado, no Hospital de Santa Vitória do Palmar, no sul do estado, onde a família mora. Como o hospital não tem uma UTI neonatal, diversos telefonemas foram dados para a Central de Regulação de Leitos de UTI da Secretaria estadual de Saúde, mas não havia vagas para os dois bebês. A procura só terminou no final da manhã de domingo depois de uma viagem de mais de 500 quilômetros até Novo Hamburgo, que levou perto de seis horas em uma ambulância comum e sem a presença de um médico.
A mulher permanece na UTI e o estado dela é grave. Os recém-nascidos também correm risco.
O paradoxo:
O Rio Grande do Sul consegue $270 milhões de reais para melhorar um estádio que já funcionava, mas não consegue dinheiro para aumentar o número de hospitais, de vagas, de atendimento às pessoas? Que país de m. é este?
A Procuradoria Feral da União solicita que se investigue também o possível envolvimento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, quando exerceu o cargo de Ministro do Esporte entre 2003 e 2006, período em que ocorreram as fraudes denunciadas pela Revista Veja e pelo atual ministro, Orlando Silva – também no fio da navalha. Agnelo Queiroz já havia tido seus bens bloqueados por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após uma investigação de superfaturamento no aluguel da Vila do Pan. Ajuizada pelo Ministério Público Federal em maio, a ação argumentava que o custo do aluguel de 1.490 apartamentos da Vila do Pan aumentou 62% sobre o orçamento inicial, passando de R$ 15,4 milhões para R$ 25 milhões.
“Jogo Sujo” é o título do livro escrito pelo jornalista inglês Andrew Jennings, traduzido por Renato Marques de Oliveira e publicado pela Editora Panda. Trata do mundo secreto da FIFA, a compra de votos e o escândalo de ingressos para a Copa do Mundo, além das tramoias, trapaças e negociatas tramadas por baixo dos panos.
Trechos do livro:
“…de algumas coisas a gente já sabe. Ao longo de 20 anos a ISL(*) pagou propinas a dirigentes da FIFA. O que não sabemos é como exatamente a empresa fazia isso…”
“…até o mais sonolento dos auditores tende a acordar quando malas abarrotadas de dinheiro para pagamentos ilegais são surrupiadas dos balancetes…”
“…nossa história diz respeito a apenas um dos patrocinadores, uma empresa que nos últimos 16 anos pagara à FIFA mais de 100 milhões de dólares…”
“…na lista estava também o nome de Ricardo Teixeira, genro de João Havelange e homem forte no comando da organização da Copa do Mundo de 2014. Outra empresa sediada em Liechtenstein tinha encaminhado 9,5 milhões de dólares a Teixeira. Ainda não descobrimos quem recebeu cerca de 50 milhões de outra empresa de fachada. Será que foi João Havelange?…”
“…a distribuição de dinheiro e a troca de favores são o lubrificante dos 14 anos de Blatter à frente da FIFA, o que levou a entidade a uma espiral de escândalos e ao descrédito mundial…”
É com esses bandidos que o governo dos nossos petralhas brasileiros vem negociando tudo o que se refere à próxima Copa do Mundo. Como diz o ditado: “Boi velhaco conhece o outro pelo berro”.
(*) Em 1976, João Havelange passou à empresa ISL — criada a partir da Adidas — o poder exclusivo sobre a comercialização dos principais eventos futebolísticos mundiais, inclusive com direitos contratuais que garantiam o monopólio da gerência econômica do futebol até as três décadas posteriores.
Ainda não há notícias se, após se desintegrar, o satélite de raios “X” alemão Rosat, fora de serviço desde 1999 e que entrou neste domingo na atmosfera terrestre, teve alguma de suas partes caída sobre a Terra, nem o local onde eventualmente possa ter acontecido o impacto. Atualmente, são 17.000 destroços com mais de 10 centímetros de comprimento, que giram em torno da Terra, podendo colidir com satélites e naves.
Governos, e agora empresas de celulares, TV e GPS, já lançaram centenas de satélites desde o começo da corrida espacial. Esses satélites, ao lado de foguetes e outros objetos enviados ao espaço, respondem pelo grosso do lixo espacial. São naves espaciais que, quando, param de funcionar, são simplesmente abandonadas, flutuando no espaço. Como é muito caro resgatar esses objetos, eles são deixados em órbita até cairem de volta ou colidir com outras peças de lixo espacial.

O tanque propulsor principal de um veículo de lançamento Delta 2 que caiu em Georgetown, no Texas, em 22 de janeiro de 1997. Foto NASA
Os maiores componentes do lixo espacial são os estágios superiores de veículos de lançamento dos ônibus espaciais – na verdade um conjunto de vários foguetes empilhados. Quando um ônibus espacial é lançado é necessário mais de um impulso de foguete para que ele chegue alto o bastante, e esses foguetes são disparados em estágios. Alguns ônibus espaciais usam combustível sólido para a propulsão. Depois do lançamento, pode sobrar combustível, que vai ficar flutuando no espaço no reservatório em que estava. Nesse caso, há probabilidades de colisões, o que provoca ainda mais lixo espacial. E por incrível que pareça, pode haver milhões de pequenos pedaços de tinta na órbita da Terra. Calor e impactos de outras partículas arrancam lascas de tinta das espaçonaves que se multiplicam em mais em lixo espacial.
A NASA mantém a Rede Americana de Vigilância do Espaço, departamento responsável por rastrear detritos flutuando no espaço e que relata a existência na órbita da Terra de cerca de 17.000 objetos com mais de 10 cm de diâmetro criados pelo homem, estimando também que haja também milhões de objetos muito menores flutuando por aí. Juntando tudo, o peso total chegaria a 5.500 toneladas. Pode ser difícil de acreditar, mas muitos desses objetos viajam na órbita da Terra a mais de 35.000 km/h. Qualquer coisa se movendo a essa velocidade poderia provocar dano considerável em uma estação espacial no caso de um impacto direto. Mesmo um fragmento de tinta a essa velocidade pode fazer um furo de mais de meio centímetro de diâmetro na janela de uma estação espacial.
Estes objetos e fragmentos, quando não se desintegram na entrada da órbita terrestre, vem caindo sobre nosso planeta. A se julgar pelo tamanho do tanque propulsor caído no Texas, estes fragmentos não são tão pequenos e inofensivos assim. Provavelmente será mais prudente começar a olhar para o céu e proteger sua cabeça. Se é que isso será possível.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, além dos dirigentes do COL (Comitê Organizador Local da Copa-2014), também chefiado pelo dirigente, serão investigados por uma comissão instalada pela Câmara dos Deputados, em Brasília, para apurar denúncias de irregularidades, como o critério de divisão dos lucros do Mundial e os acordos firmados entre a CBF e as redes de TV e patrocinadores.
A Prefeitura de Londrina investiu R$ 620 mil para a compra dos livros ‘Vivenciando a Cultura Afro-brasileira e Indígena’, considerados racistas e repletos de erros de português, e pedia o ressarcimento da verba, já que – segundo Karin Sabec Vianna, secretária da Educação – o livro entregue não foi o solicitado. Os livros ficaram guardados em local não apropriado enquanto se aguardava a alegada devolução (meses a fio) e metade deles foi, alegadamente, inutilizada pelas fortes chuvas que jorraram na cidade.
Denúncias do vereador Eloir Valença:
Foi veiculado na imprensa na data de hoje (20/10) a notícia de que 50% dos livros da coleção “Vivenciando a cultura afro-brasileira e indígena” molharam devido a chuva do final de semana e “vão se perder”. Além dos livros, os polêmicos uniformes escolares também foram atingidos pela chuva torrencial.
Segundo entrevista coletiva da Secretária da Educação do Município de Londrina, foi um “caso fortuito”. Leia-se: “não temos culpa”. Bem, passamos a analisar se há culpa ou não: tudo começou com a aquisição deles que está sob suspeita. Se não tivesse havido a compra, não teria acontecido a perda. De mais a mais, é difícil imaginar que de todos os imóveis de propriedade do Município, não exista um único que seja realmente seguro contra casos fortuitos.
É inadmissível que o Município não tome as devidas cautelas com quaisquer mercadorias ou bens que estejam sob judice. Ora, pensemos da seguinte forma: imaginemos que não fossem livros, mas sim dinheiro, notas “vivas” de real, R$ 620.000,00 que precisassem ser guardados pela Prefeitura. Será mesmo que a Secretária de Educação guardaria no mesmo local e da mesma forma como fez com os livros e uniformes? Será que o Secretário de Gestão Pública permitiria que fossem armazenados naquelas condições? Vou além: será que o Prefeito delegaria essa tarefa a alguma secretaria? Tenho absoluta certeza que não! Eu locaria um cofre e acredito que eles fariam o mesmo. Então por que não fizeram?
Bem, o fato é que eles não fizeram. Não guardaram os livros em local realmente seguro e eles se perderam. Ou melhor, pelo menos R$ 310.000,00 foram dissolvidos em água. Houve negligência, houve imprudência e, portanto, houve culpa sim! E quem vai pagar essa conta?
Resposta do prefeito Homero Barbosa:
“A perda de 50% dos livros considerados racistas em enchente que atingiu a Supercreche no último final de semana é natural e corriqueiro e o fato poderia ter ocorrido com qualquer um. Não sou conferente da Secretaria de Educação para checar se o local onde os livros estavam armazenados era o mais adequado. Em coletiva nesta quarta-feira, a secretária municipal de Educação, Karin Sabec Vianna, informou que entre os prejuízos de pelo menos 17 escolas atingidas pelas chuvas estava o polêmico lote de 3,5 mil exemplares da obra, comprados pelo município no início deste ano, que tiveram que ser recolhidos por apresentarem citações racistas e com erros gramaticais. Segundo Sabec, os livros ainda não haviam sido devolvidos à Editora Ética em razão de trâmites burocráticos e estavam armazenados em depósito onde ficam os arquivos da rede municipal de ensino”.
Barbosa garantiu que se houve “um problema ou outro com a licitação ou a entrega dos livros ou com esta intempérie, irá trabalhar para reparar tudo isso e não deixar que o erário seja prejudicado”.
O desfecho:
O erário somos nós, os londrinenses, que pagamos os impostos, tributos, taxas e multas. Estamos muito bem servidos de prefeito e de secretária da Educação. E para quem você acha que vai sobrar esta conta, cara-pálida?