Rio de Janeiro: que país é este?

Lá no Rio de Janeiro o Cabral não é o Pedro Álvares. É outro Cabral. Lá é outro país que aparentemente não tem nada a ver com o nosso Brasil nem com seu descobridor.

Como explicar a existência nas favelas de lá tal quantidade de armas, drogas, munições, motos roubadas, caça-níqueis e outros achados, resultado de apreensões daquilo que orgulhosamente chamam de retomada da posse dos morros pelo Estado – e isso de pois de avisarem sobre a operação?

Como explicar o fluxo ininterrupto de entrada de armamentos sofisticados e de drogas nas favelas, nas barbas da polícia e das autoridades, inclusive federais, que são as responsáveis pelo bloqueio de  armas e contrabando?

Como explicar a existência de tantos policiais corruptos a serviço dos narcotraficantes, pisando despudoradamente na tênue linha divisória existente entre bandidagem e a lei?

Como explicar tão poucas prisões efetuadas nesta recente “enorme” operação da Rocinha e morros adjacentes, quando se sabe que as favelas vivem mais infestadas de delinquentes do que de mosquitos?

Como explicar o nonsense do “aviso-prévio” divulgado pela polícia e pela imprensa, alertando inclusive sobre o horário em que teriam início as operações?

Para onde o Seo Cabral acredita que espantou os bandidos de lá? Será que ele não imagina que esta turma da pesada está se espalhando pelas centenas de favelas vizinhas, pelas cidades adjacentes e inclusive se infiltrando por outros Estados?

(Foto G1 Globo)
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