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Complexo de vira-lata

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"Sou perseguido, sou nordestino"

Agora, denunciar corrupção é sinônimo de discriminação.

Mário Negromonte, Ministro das Cidades, mais um que está entrando na fila aparentemente interminável dos suspeitos e culpados por corrupção no atual governo PT, saiu-se com as seguintes afirmações após ser acusado de irregularidades na aprovação de projeto mirabolante em Cuiabá para a Copa do Mundo e de tráfico de influência para ajudar a Festa do Bode:

“As denúncias vêm de parte da imprensa, insatisfeita com o governo federal, interessada em enfraquecer a presidente Dilma Rousseff. É uma mulher e existe discriminação. Existe discriminação com o nordestino também. Fizeram uma ilação com a Festa do Bode. Se fosse a Festa da Uva ou da Maçã, certamente ninguém faria discriminação. Mas como é Festa do Bode, coisa de nordestino, e o ministro é nordestino, tome cacetada”.

Negromonte usa o argumento do mais puro vira-lata: “sou nordestino, por isso sou discriminado”. Ele deveria reforçar suas desculpas esfarrapadas ampliando o leque de desculpas sobre a perseguição: seus antepassados provavelmente eram imigrantes italianos, como pode ser constatado em pesquisas de sobrenomes.

Esse mesmo argumento tem sido usado por alguns afro-descendentes, pelos invejosos, pelos incompetentes, pelos aproveitadores e pelos malandros eternamente de plantão, que se fazem de vítimas de perseguição.

O Brasil é composto de uma miscelânea de imigrantes e descendentes das mais variadas origens, entre portugueses, espanhois, japoneses, poloneses, alemães, judeus, coreanos, italianos, romenos, ucranianos e dezenas de outras origens, gente que deu duro, comeu o barro onde o diabo cuspiu e pisou, trabalhou de sol a sol, gente que não falava a nossa língua e que muitas vezes foi tratada como lixo por vários dos nossos governantes.

Essa gente jamais se queixou, jamais emitiu um “ai”, jamais se curvou, jamais falou em discriminação. São os fortes, os corajosos, os trabalhadores, os valentes.

O ministro Negromonte é um fraco, um complexado, um verdadeiro vira-lata. Não tem gabarito para exercer o cargo de ministro. Nem outro cargo público qualquer.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 26 de novembro de 2011 às 9:13
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5 Comentários para “Complexo de vira-lata”

  1. Estupefata disse:

    A pasta do Ministro Negromonte está atolada de irregularidades (está envolvida, por exemplo, em denúncias de FRAUDES na alteração do projeto de mobilidade urbana de Cuiabá.Vocês se lembram do que significa “fraude”? Fraude é abuso de confiança,ação praticada de má – fé,contrabando, clandestinidade, falsificação, adulteração. FRAUDAR significa: enganar, iludir, roubar por contrabando, lesar por meio de fraude, despojar fraudulentamente… Já ‘fraudador’ é aquele que frauda, enganador, defraudador…). Todas essas definições foram dadas pelo “Aurélio”- o dicionário. Já o Código Penal define fraude com mais detalhes ainda, e o criminaliza várias vezes – e os Códigos de Processo dão todas as coordenadas para agirmos contra os fraudadores e/ou deles nos defendermos. Muito bem, como bom fraudador, o ministro vem chorar e dizer que está sendo perseguido pela ‘imprensa sulista’ – não porque esteja sendo acusado de fraudes -mas… por ser ‘nordestino’ e por pertencer ao governo de uma presidente ‘mulher’. Usa das mesmas táticas – já desgastadas – do ‘pobrismo’, do ‘coitadismo’, (vejam como ele chora!), do ‘pretismo’, do ‘doencismo’, do ‘imigrante nordestino-metalúrgico’…e do que mais vocês se lembrarem…. Em todos os meus longos anos de estudos jurídicos, nunca, jamais, li um átimo de vírgula sequer, que quisesse significar: ‘Se alguém fraudar (seja lá o que for) e EM SENDO NORDESTINO OU MULHER, não poderá ser acusado pois tais qualidades (nordestinidade e mulheridade) os isentam.Além disso, a imprensa pega no pé dele porque é baiano, no do Palocci, Vagner Rossi e Carlos Luppi, por serem paulistas, no de Alfredo Nascimento, por ser amazonense, no de Pedro Novais, por ser maranhense… Sendo assim, a conclusão é a de que a imprensa gosta muito menos de São Paulo, já que três ministros derrubados são paulistas… Ora,isso que o Negromonte alega já chega a ser assédio intelectual e moral… Cada coisa que a gente tem de ler/ouvir/assistir… Deus nos livre!!! Vade retrro Satanás!!!

  2. Osni disse:

    E a Dilma não é quem escolheu você, sujeito? Deveríamos cobrar de quem, além de vc? Do Bento XVI? Cara de pau! Eu me pergunto: quando é que a imprensa vai centrar fogo na “faxineira”, que lotou o Governo Federal de corruptos? A escolha desses larápios todos é da mulher lá, não é? Ou fomos nós que escolhemos essa vagabundada toda? O Demóstenes Torres parece que acordou, e está responsabilizando ela pelas escolhas desses saqueadores. O que faltava, além de muitos bestalhões desse país se sentirem constrangidos em cobrar o vagabundo que governou o Brasil de 2003 a 2010, se sentirem constrangidos em cobrar uma sujeita que, em apenas um ano de governo, já teve de demitir 6 ministros acusados de corrução. Boa parte da imprensa e da população sofre de síndrome de vira-lata, vassalo ou é bobalhona mesmo? Tem vergonha ou medo de cobrar o que essa esquerdalha safada faz com o nosso dinheiro? Meia-duzia de bestalhão coloca uma camisetinha vermelha, gritam, e a maioria fica com medo? Ah, meu amigo, está na hora do povão acordar e assumir seu papel de galo nesse galinheiro antes que os malandros roubem o último centavo.

  3. Ainda Estupefata disse:

    Mas a lambança toda foi comandada pela Dilma.

    Um dos áudios publicados pelo Estadão mostram a diretora de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Luiza Gomide Vianna, dizendo a assessores que as notas técnicas precisam atender “aos desejos do governo”.

    De acordo com a Folha, ela tinha razão. A troca do BRT pelo VLT, que ocorreu não apenas em Cuiabá, mas também em Salvador, foi determinada pela presidente Dilma Rousseff, após ser convencida por um lobby comandado pelos governadores Jaques Wagner (PT-BA) e Sinval Barbosa (PMDB-MT) e que contou até com o vice-presidente Michel Temer.

    Este assunto deve feder muito antes de ser enterrado.
    Aguardo reportagem da Veja sobre o assunto.

  4. Ocidental disse:

    Em entrevista à TV Centro América (Globo/4), Eder Moraes confirmou que a alteração do projeto de transporte, com a a mudança da matriz de responsabilidade, foi decidida, oficialmente, na última sexta-feira (9), durante uma reunião no Ministério dos Transportes, em Brasília.

    Embora tenha anunciado o VLT como o o sistema de transporte coletivo para a Copa, o Palácio Paiaguás ainda não havia obtido o aval dos ministérios das Cidades, Planejamento, Esportes e Transportes. Com a alteração, o Governo do Estado investirá mais R$ 600 milhões, totalizando R$ 1 bilhão.

    Esse dinheiro será obtido por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal. O Estado terá um prazo de 10 anos para pagar R$ 600 milhões e outros 30 anos para pagar os restantes R$ 400 milhões.

    De acordo com Eder, a previsão é de que, até o fim deste ano, a Agecopa realize a licitação das obras do VLT. O processo vai escolher a empresa responsável pela construção dos trilhos e pela instalação dos vagões. As obras, segundo ele, vão começar nos três primeiros meses de 2012.

    O TRAJETO SERÁ DE 23 QUILÔMETROS,

    na interligação entre Cuiabá e Várzea Grande. O VLT vai transportar 400 pessoas em cada um dos 36 vagões.

    O controle do transporte deve ficar sob a responsabilidade da Companhia Metropolitana de Transporte Urbano, que será criada na estrutura do Governo do Estado.

  5. Lucimara disse:

    Estadão—Sr Júlio,permita-me enviar-lhe,a título de comentário sobre o seu post “. …..”esta reportagem publicada no Estadão de hoje. Veja como o funcionário Higor agiu para tentar evitar a fraude e acabou pedindo transferência. Este é o ministério do Negromonte,que se diz perseguido por ser ‘nordestino’…Ah,ah,ah…só rindo para não chorar….

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,analista-do-ministerio-das-cidades-relata-a-pressao-para-mudar-parecer-de-obra-da-copa,803371,0.htm

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