Bahr-Baridades

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Zanta Catarrrrina!

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Ainda bem que estou em ótima companhia.

Porque praia com chuva é um saco.

E o município de Itapoá está muito mal administrado: há lixo espalhado pelas ruas, inexistem calçadas, há trechos de terra/areia intercalados com asfalto dificultando a ligação para o novo porto e até agora ainda não vi um único gari limpando as ruas nem as praias.

Praias que estão simplesmente desaparecendo: a faixa de areia está cada vez mais estreita e a maré alta já está destruindo terrenos, ruas e casas construídas à beira-mar.

Para tentar salvar seus imóveis, os proprietários estão colocando enormes pedras na frente das suas casas – mas a natureza obviamente é muito poderosa, as pedras vão se espalhando pela areia – e a erosão segue avante, provocando destruição e feiúra.

Sites e o jornal local acusam o novo porto – que fechou parte da baía de Babitonga – como o responsável pela subida da maré e consequente erosão, abrindo uma discussão que parece arrastar-se ad infinitum.

Quem, como eu, imaginou que Itapoá pudesse ter as características típicas da ordem e dos cuidados que os descendentes de alemães plantaram em Santa Catarina, descobre que o município incorpora muito mais o jeitão brasileiro de governar: desleixo, desinteresse pelos turistas, falta de informações, falta de placas indicativas e falta de infra-estrutura (redes de água e esgotos).

Curiosamente, encontramos aqui em Itapoá o Baiti, um hotel 5 estrelas de alto luxo com um jardim e deck que levam diretamente à praia, obviamente muito bem cuidada e seu restaurante Tikay, sob direção de uma paranaense que estudou gastronomia na Espanha. Lá encontramos também uma figura formidável, que nos proporcionou uma história de Natal com algumas pitadas de emoção – que contarei em outra oportunidade.

Itapoá conta também com o restaurante Casa Portuguesa, cujo simpático dono se esmera em agradar sua freguesia, com certeza, ora, pois, pois e outros ótimos restaurantes, que compensam o tempo chuvoso e o olhar crítico do blogueiro que lhes escreve. Mas que a chuva é um saco, isto é.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 28 de dezembro de 2011 às 12:04
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Bahr-baridades sai de férias

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Afinal, além do Iron Man, ninguém é de ferro. 

Vamos fazer uma merecida pausa no blog para colocar em ordem os neurônios, cuidar para que não aconteça a LER (lesão por esforços repetitivos), ajeitar a postura da coluna e pegar uma bela praia em Santa Catarina.

Se houver oportunidade, incluirei um ou outro post durante essa jornada.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 23 de dezembro de 2011 às 15:13
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Hipócrates & Hipocrisia

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Hipócrates

“Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue:

Estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes. 

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém.

A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução, sobretudo dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.”

O juramento de Hipócrates é uma declaração solene tradicionalmente feita por médicos por ocasião de sua formatura. Acredita-se que o texto seja de autoria de Hipócrates ou de um de seus discípulos.

O outro lado:

Derek Boogaard, falecido jogador de hóquei

O canadense Derek Boogaard, ex-jogador da liga norte-americana de hóquei, falecido em maio deste ano, apresentava uma doença chamada trauma crônico encefálico, causada por pancadas na cabeça. O diagnóstico foi feito pela Universidade de Boston. O atleta morreu com apenas 28 anos por uma overdose de analgésicos e álcool. Sofria de desmaios, lapsos de memória e depressão. Passou por clínicas de reabilitação para tentar se livrar do vício nos medicamentos, ficou fora de jogos por concussões. Tomava analgésicos para minimizar dores causadas pelas lutas. Boogaard era o chamado “enforcer”, ou seja, o jogador responsável por brigar na quadra com os adversários – parte do jogo – e sua principal função era trocar socos com rivais.

“Ele estava sempre com dor. Tomava as pílulas que todos nós tomamos”, contou um ex-colega de Boogaard, também “enforcer”, que admitiu ser viciado em analgésico.

Outros dois jogadores que também exerciam a mesma função se suicidaram neste ano.

O uso excessivo desses medicamentos e graves efeitos de choques na cabeça também são verificados na liga de futebol americano.

A Universidade de Boston já diagnosticou que 20 ex-atletas mortos da NFL sofriam do trauma crônico no cérebro.

No hóquei, Boogaard recebeu até 11 prescrições de analgésicos, em total de 370 tabletes, em uma temporada. Viciado, passou a comprá-los no mercado negro também.

Kevin Payne, falecido lutador de boxe

Outro esporte violento é o boxe: o levantamento mais completo que já se fez sobre mortes no ringue registra 1 255 óbitos em 72 países, entre 1741 e 2005. Claro que essa lista não pode ser tomada como definitiva, pois muitas lutas de boxe acontecem à revelia das federações e da imprensa. Se todas seguissem as normas de segurança do boxe amador, mortes no ringue seriam tão incomuns quanto as mortes no futebol. Mas, quando a troca de socos vale dinheiro, a coisa muda de figura: as luvas são mais duras, o número de rounds é bem maior e os pugilistas não usam proteção no rosto, como os amadores. A maioria das mortes acontece em função de lesões cerebrais, que nem sempre levam instantaneamente à morte, como o caso do americano Kevin Payne, que morreu em março deste ano com 34 anos de idade, em decorrência de um edema cerebral, um dia após lutar com o compatriota Ryan Maraldo. Payne chegou ao final da luta inteiro e venceu a disputa. Isso acontece porque nem sempre pancadas na cabeça geram grandes vazamentos de sangue, mas sim pequenas hemorragias, que matam as células cerebrais pouco a pouco. Quando não matam, essas lesões repetitivas podem causar danos irreversíveis, como o mal de Parkinson. Lembram-se de Joe Louis?

Tanto o hóquei como as lutas de boxe – e outros esportes ditos violentos – são supervisionados por médicos, que juraram proteger e lutar pela vida de terceiros. A que conclusões pode-se chegar após a leitura destes relatos?

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:12
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Dez regras de ouro dirigidas a motoqueiros. Só aos malucos.

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1 –Aprenda a calcular o tempo de ultrapassagem de veículos. Muitos motoqueiros são tão ignorantes em relação às leis da física que conseguem a proeza de dar uma fechada e, ou criam um inimigo em potencial (*), ou se arrebentam na rua.

2 – Não ziguezaguear entre os automóveis: é muito fácil se enroscar em algum deles e se estatelar no chão.

3 – Não trafegar entre as faixas onde circulam veículos. Aguardar a hora certa para a ultrapassagem. O risco é dos motoqueiros, nunca dos motoristas.

4 – Não imprimir velocidade excessiva quando cometer a burrada de circular entre as faixas: algum motorista pode subitamente mudar de faixa sem sinalizar.

5 – Nunca ultrapassar pela direita. Os automóveis possuem um ponto cego no espelho retrovisor e os motoristas não enxergam o motoqueiro. Aí, bau-bau motoqueiro!

6 – Nunca dar uma de gostosão para se exibir com a sua super-moto: acelerar subitamente o motor quando estiver ultrapassando algum motorista inadvertido pode causar sustos e acidentes.

7 – Esqueça sua pressa: muitas vezes os motoristas também estão apressados. Pessoas normais têm horários, compromissos, fazem cirurgias (principalmente de motoqueiros acidentados), levam doentes ao hospital ou são mais malucos que os motoqueiros e detestam levar alguma fechada (*).

8 – Não imagine que motoristas sejam lerdos ou dirijam mal: a maioria deles está sempre nos limites de velocidade permitidos e dentro da lei. Ao contrário dos motoqueiros.

9 – Nunca cruze esquinas como se fosse um kamikaze. O mais fraco SEMPRE será o motoqueiro.

10 – Lembre-se: em caso de acidente, o mais prejudicado será você. Um carro consegue se equilibrar muito melhor nas quatro rodas. Muito melhor!

Se você não quiser acabar com pedaços do seu cérebro espalhados ao lado de um poste, usar aparelhos e pinos nas pernas e braços imobilizado em alguma cama hospitalar, passar meses engessado, trocar a moto por uma cadeira de rodas e, principalmente, se você tem pais, mulher e filhos que dependem da sua integridade física… não se faça de bobo, de arrogante ou, pior ainda, de paspalho. Dê uma boa lida nessas 10 regrinhas de ouro e jamais diga depois que não foi avisado.

(*) Se há motoqueiros malucos por aí, também há motoristas mais malucos ainda, que andam armados e gostam de sair à caça de paspalhos provocadores.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 22 de dezembro de 2011 às 8:10
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Suporte técnico na Idade Média

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Imagem de Amostra do You Tube

 

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 21 de dezembro de 2011 às 19:04
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Trem-bala brasileiro: orgia orçamentária

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) planeja realizar em fevereiro de 2012 a primeira etapa do leilão de concessão do trem-bala, que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, o projeto conhecido como Trem de Alta Velocidade (TAV) ou trem-bala.

O projeto prevê 400 km de extensão e sua previsão de recursos começou com R$ 9 bi, foi para R$ 15 bi, passou para R$ 33 bilhões e agora se fala que R$ 55 bi não serão suficientes.

Seria interessante comparar nosso trem-bala com o trem-bala chinês, que custou  4,1 bilhões dólares para 1.956 km de extensão, com a construção finalizada um ano antes do previsto. Atravessou as  altas montanhas do Himalaia que se situam a 5.000 metros de altitude, os trabalhadores na construção tiveram que usar máscaras de oxigênio e câmaras pressurizadas para poderem trabalhar. Sempre que possível a ferrovia passa em pistas elevadas para permitir a passagem dos animais em migração natural, minimizando o impacto ambiental. Dos 1.956 km de extensão da ferrovia, 500 km atravessaram solos que ficam congelados no inverno e viram lama no verão. Imagine-se o processo de  contração e expansão que ocorre em tal tipo de terreno e a tecnologia empregada e que até então era desconhecida. Sobre esse tipo especial de solo foi construída uma ponte de 11,7 km. Por causa da altitude os carros de passageiros têm que ser pressurizados como os aviões.

Digamos que os 4,1 bilhões de dólares americanos tenham sido gastos somente para a estrutura da ferrovia e que não estariam aí incluídos o custo dos trens em si. Considerando o preço de uma locomotiva a USD$5.000.000,00; 20 carros de passageiros a USD$2.000.000,00, cada, teríamos uma composição com o custo de $45 milhões de dólares. Estimando 10 composições para trafegar nesses 1.956 km, seriam mais 450 milhões de dólares. Vamos exagerar, digamos que os trens custassem 1 bilhão de dólares. Aí o custo dessa ferrovia chinesa teria ficado em… 5 bilhões de dólares americanos!

Pois em 22 de abril de 2011 recalcularam o custo do trem-bala brasileiro, trecho Rio/SP, para algo em torno de 55 bilhões de reais. Se considerarmos a taxa de câmbio a R$1,70 (ela é mais alta hoje), teríamos o custo de 32 bilhões de dólares americanos! Para aonde irá toda essa diferença de dezenas de bilhões de dólares?

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:07
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Novas técnicas para faturar

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  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 20 de dezembro de 2011 às 19:32
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Ditaduras hereditárias

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Você se lembra de ter estudado sobre as capitanias hereditárias nas aulas de História? Segundo os livros escolares, no ano de 1534, dando continuidade ao projeto de tomada de posse, o rei dom João III dividiu a nova colônia em quinze faixas de terra e cada uma delas integraria o sistema de capitanias hereditárias. Nesse sistema, o rei entregava uma capitania a algum membro da corte de sua confiança que, a partir de então, se transformava em capitão donatário e aquele que recebia o título de capitão donatário não poderia realizar a venda das terras oferecidas, mas tinha o direito de repassá-las aos seus descendentes.

A Coréia do Norte parece utilizar o mesmo sistema, só que sob a figura de “ditadura hereditária”. Pois acaba de falecer o ditador Kim Jong-il, após ataque cardíaco e tudo indica que Kim Jong-un, filho mais novo de Kim Jong-il, será o “grande sucessor do sistema revolucionário” da Coreia do Norte, indicado pelo pai há cerca de um ano. Jong-il ficou 17 anos no poder.

O que surpreende neste Século XXI é a submissão de milhões de norte-coreanos, aceitando a passagem de poder de pai para filho com a naturalidade dos conformistas, sem contestação, sem voz, sem contradições, sem agitações políticas, eternamente sob os coturnos dos milhares e milhares de soldados a soldo do ditador.

Mas que fique registrado: a história vive se repetindo. Assim como um dia as capitanias hereditárias tiveram fim, com certeza a ditadura linha dura da Coréia do Norte sofrerá um revés, o povo acordará, se livrará desse pesadelo e o “herdeiro do trono” sofrerá uma reviravolta política – provavelmente com muito derramamento de sangue. Como sói acontecer nas ditaduras.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:16
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Medindo a honestidade

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Imagem de Amostra do You Tube

Dias antes do jogo entre Benfica e Sporting (1-0), a Coca-Cola decidiu pôr à prova a honestidade dos torcedores. No estádio da Luz, perto das bilheteiras, foi deixada uma carteira no chão com um cartão de sócio do Sporting e um bilhete para o clássico . O objetivo era avaliar se as pessoas iriam devolver a carteira ou ficar com ela.

95% das pessoas devolveram a carteira, atitude que foi filmada por várias câmaras ocultas. Para recompensar a honestidade daqueles que não se deixaram tentar, a Coca-Cola ofereceu um bilhete para o jogo.

No dia do jogo, antes do apito inicial, o vídeo foi exibido nas telas gigantes do estádio da Luz, perante os aplausos de mais de 60 mil pessoas. Numa altura em que os portugueses se preparam para enfrentar inúmeras medidas de austeridade, a Coca-Cola quis divulgar uma mensagem diferente: “Há razões para acreditar num mundo melhor.”

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 19 de dezembro de 2011 às 19:54
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Idosos pra frentex… ou?

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Pela segunda vez me deparo com a mesma cena: um novo mercado de Londrina, em frente ao Lago Igapó II, nos mostra vagas para idosos (muito bem sinalizadas) ocupadas por motos.
Da primeira vez, havia duas vagas de idosos ocupadas por várias motos emparelhadas e recebi como resposta do responsável pelo estacionamento que, visto o mercado estar com muita frequência e não terem sobrado outras vagas, disponibilizaram o espaço para um grupo de motoqueiros – que não eram idosos, diga-se de passagem.

Ontem à noite a mesma cena se repetiu: desta vez duas motos incrementadas ocupavam uma das vagas reservadas para os idosos.

Ou os donos das motos eram velhinhos bem pra frentex, o que duvido, ou o mercado está infringindo escandalosamente a lei e fazendo o que grande parte dos londrinenses já está habituada: ignorando os direitos dos idosos, marginalizando-os, jogando-os para escanteio.

Nem é tão surpreendente para quem, como eu, leu um dia num dos jornais locais que “lugar de velhinho é em casa, pois só ficam ocupando espaço nos ônibus e nas filas de banco, só atrapalham quem precisa trabalhar”.

Neste assunto, Londrina ainda é terra de jacus. Os mais jovens que assim agem e o tal mercado em frente ao Lago Igapó II têm muito a aprender – e a fiscalização precisaria ser muito mais atuante.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:17
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Barça, la máquina fantástica

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Uma das várias taças conquistadas pelo Barça

Tive o privilégio de assistir ao surgimento e  vi os espetáculos do Santos de Pelé & Cia. nos anos ’60.

Após a era Pelé, de novidades surgiram a “laranja mecânica” da Holanda em 1974, a seleção brasileira sob a batuta do técnico Telê nos anos 80 … e agora este incrível time do Barcelona que acaba de golear o Santos na decisão do título mundial interclubes. E foi pouco: duas bolas bateram na trave e outras oportunidades foram perdidas.

De lições, dá para extrair o toque de bola do Barça – sempre um ou dois toques muito rápidos, o deslocamento constante dos jogadores, seu agrupamento – como se fosse aquele jogo de “bobinho” que se faz brincando em treinamentos – a posse de bola girando em 70% em cada jogo e os passes continuamente trocados, sem jamais rifarem a bola.

Não foi o técnico Pepe Guardiola quem criou este time – o projeto foi iniciado há 30 anos – e quase toda equipe que acaba de conquistar o título teve origem nas divisões de base do clube. Mas ele é com certeza um grande maestro e vem alcançando estes expressivos títulos, fazendo do Barcelona o melhor time do mundo. O que não é pouco.

Ver o Barça jogar é um espetáculo e um privilégio para quem gosta de futebol.

O Brasil, há tempos já ex-número um do futebol, tem hoje muito a aprender com o Barcelona e um longo caminho a percorrer, se quiser recuperar a hegemonia e a posição que sempre foi sua.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 18 de dezembro de 2011 às 10:48
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Apelo dramático no banheiro da lanchonete

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Pelo visto, todos os outros apelos não funcionaram. Este já não é apelo, é apelação. Recebi do meu amigo Ruy, de São Paulo.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 17 de dezembro de 2011 às 20:04
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Presidentes são presos em países onde a justiça impera

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Ao contrário do Brasil, onde vereadores, deputados, senadores e ministros dificilmente (geralmente nunca) são condenados por crimes cometidos, Israel e França nos delegam exemplos de cumprimento irrestrito à lei, seja quem for o autor de crimes e irregularidades.

O ex-presidente de Israel condenado por estupro

No dia 7 último, o ex-presidente israelense, Moshe Katzav, foi condenado pelo estupro de duas assistentes em 1990, na época em que era ministro do Turismo, além de assédio sexual e corrupção de testemunhas. Segundo o ministro de Segurança do país, ele será tratado como qualquer prisioneiro e vai dividir a cela com pelo menos um outro preso. Por sinal, um de seus companheiros de cela será Shlomo Benizri, ex-ministro da Saúde, condenado em 2009 aquatro de prisão por corrupção. O ex-presidente ficará detido em uma ala especial da prisão de Massiyahu situado em Ramleh.

Presidente de Israel entre 2000 e 2007, Moshé Katzav sempre se declarou inocente, mas foi obrigado a pedir demissão. Esta é a primeira vez em Israel que um presidente vai para prisão.

O ultra-conhecido ex-presidente da França, Jacques Chirac

Agora chega-nos a notícia de que o ex-presidente francês Jacques Chirac de 79 anos também foi condenado a dois anos de prisão (com pena suspensa) por um tribunal de Paris num processo sobre empregos fictícios na capital francesa, quando chefiava o município. Ele foi considerado culpado por “desvio de fundos públicos” e “abuso de confiança” no âmbito do processo instruído em Paris, relativo a 21 empregos remunerados pelo município parisiense no início da década de 1990. O ex-chefe de Estado também foi declarado culpado na parte do processo que inclui sete empregos fictícios e cuja instrução ocorreu em Nanterre, perto de Paris.

Jacques Chirac não esteve presente quando da leitura da sentença nem durante o julgamento, que decorreu entre 5 e 23 de setembro, ausência justificada por um relatório médico que indicava a existência de problemas neurológicos “graves e irreversíveis”.

Infratores com ou sem problemas médicos, jovens ou idosos, figurões ou não, nos países sérios  a justiça age no estrito cumprimento da lei. Como se vê, até ex-presidentes da República são condenados.

Enquanto isso, no Brasil, impera uma vergonhosa impunidade. Parece que as prisões só recebem os chamados p.p.p. É preciso explicar?

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:16
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O “imbróglio” chamado Jader Barbalho

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Quando escrevi o post anterior, tive a única intenção de demonstrar o quão bandidaço é este homem que já foi e provavelmente voltará a ser senador da República. Reportei-me a fatos anteriores da sua “gloriosa” carreira”, na qual já aprontou de tudo. É um expert em malandragens.

Entretanto, alguns amigos me chamaram a atenção para o “imbróglio” que sua eventual não recondução ao cargo representaria.

Como eu respeito e considero tudo que um dos meus gurus políticos, jornalísticos e analíticos escreve – no caso, o jornalista Reinaldo de Oliveira, da Revista Veja – , quero reproduzir aqui suas considerações sobre o assunto, publicadas em seu blog:

Pois é. O ministro Cezar Peluso fez valer o chamado voto de qualidade — o presidente da Casa pode votar duas vezes em caso de empate — e decidiu dar posse a Jader Barbalho no Senado. Eu admiro Jáder??? Não!!!! Zero! Mas atenção!, minhas caras e meus caros: se não fosse ele, sabem que assumiria a vaga? O mensaleIro petista Paulo Rocha!!! “Ah, para evitar um mensaleiro petista, vale até apoiar Jader, Reinaldo?” Não! Eu não apóio ninguém! Ocorre que tanto Jader como Rocha haviam sido barrados pela lei da Ficha Limpa. Por que valeria para um e não para outro? Eu explico.

O Ficha Limpa é um baita imbróglio jurídico, e há ministros no Supremo fazendo tudo o que um magistrado não deve fazer: ouvir a voz rouca das ruas, ignorando a voz clara das leis. Vamos item por item.

1 - A lei da Ficha Limpa foi aprovada a menos de um ano das eleições de 2010, o que impedia, por dispositivo constitucional, a sua aplicação naquele pleito. Mas foi aplicada mesmo assim, o que é uma aberração.

2 – Em setembro do ano passado, Joaquim Roriz recorreu contra a sua aplicação ainda em 2010. Roriz é quem é (nota: Agnelo Queiroz ainda é mais “Roriz” do que o original), mas estava certo nesse caso. O tribunal estava com apenas 10 ministros. Luiz Fux ainda não havia sido indicado. Houve um empate: 5 a 5. Cesar Peluso poderia ter dado o voto de desempate. O Artigo 13º do Regimento do Supremo permite que o presidente vote duas vezes. Ele preferiu aguardar a chegada do 11º elemento.

3 – Em outubro, foi a vez de o Supremo, ainda com 10, julgar outra ação, esta de Jader Barbalho. Repetiu-se o empate de cinco a cinco. Peluso, mais uma vez, decidiu não decidir; não quis usar o voto qualificado. Celso de Mello correu em seu socorro com um truque e evocou o artigo 97 da Constituição, que estabelece o seguinte: “Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público”. Tio Rei, que gosta dessas questões, escreveu um texto no dia 17 de outubro intitulado Jader é pequeno demais para o estrago que ministros provocaram hoje no Supremo: renúncia à Constituição e ao Regimento Interno da Casa.

4 - Fux chegou e votou: ele também entendeu, em março deste ano, que a lei não poderia ter sido aplicada em 2010. Pronto! Seis a cinco contra a aplicação da lei em 2010. Flexa Ribeiro (PSDB) foi o candidato ao Senado mais votado no Pará e ficou com uma das duas vagas. Jader ficou em segundo lugar. Em terceiro, o petista e mensaleiro Paulo Rocha. Marinor Brito (PSOL), atualmente no cargo, obteve apenas a quarta colocação. Jader entrou com um embargo de declaração, cobrando que o Supremo deixasse claro, então, que a vaga era sua, já que a havia perdido em razão de um expediente que o tribunal, por maioria, decidiu que não poderia ter sido aplicado.

5 - Ledo engano! Joaquim Barbosa, o relator, indeferiu o pedido de Jader, no que foi seguido por Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e, pasmem!!!, o mesmo Luiz Fux que havia votado contra a aplicação da Ficha Limpa em 2010. Por que Fux votou contra a sua aplicação geral e, na prática, a favor de sua aplicação só para Jader? Não sei! A sua vasta cabeleira deve esconder segredos que escapam à lógica comezinha. A tese de Joaquim Barbosa, à qual aderiu alegremente um Ricardo Lewandowski, que passou de duro adversário da lei a admirador, é que embargos de declaração não podem se tornar ações rescisórias… Ah! Ocorre que, naquele outubro de 2010, ficou evidente a validade apenas temporária da decisão do TSE, que havia declarado a inelegibilidade de Jader. A definitiva veio com o voto de Fux: pela elegibilidade!

6 – Mas atenção! De modo correto, a meu ver, Dias Toffoli havia votado pelo acolhimento de uma ação do petista Paulo Rocha, o terceiro colocado na disputa, que também havia sido barrado pela Lei do Ficha Limpa, como Jader, igualzinho! Toffoli foi coerente. Ele já havia se posicionado contra a aplicação do Ficha Limpa em 2010 e a favor da posse de Jader.

7 - Então vejam que coisa fabulosa: certo como a luz do dia, o tribunal acolheria a representação de Paulo Rocha! Afinal, por seis a cinco, o STF havia decidido, em março, que a lei não poderia ter sido aplicada em 2010, certo?. Mas e o caso de Jader? Ah, teria caído naquela suposta firula técnica. Assim, viver-se-ia a situação esdrúxula, absurda mesmo!, de aquele dispositivo derrubado da Lei da Ficha Limpa valer só para Jader! Tanto ele como o petista foram barrados pelo mesmo mecanismo: valeria para um, mas não para outro. Curiosamente, não valeria justamente para o menos votado; curiosamente, não valeria justamente para um petista!

Coisa certa

Desta vez, Peluso fez o que lhe cabia fazer: usar a prerrogativa de que dispõe, de votar duas vezes, segundo o Artigo 13º do Regimento do Supremo. Tenho a máxima, como sabem, de que aquele que ignora a lei para fazer justiça acaba cometendo uma nova injustiça. Se Peluso tivesse feito o que lhe cabia fazer desde a primeira vez — pouco importando que decisão tomasse —, o imbróglio não teria se arrastado. Sim, é isto mesmo. Tivesse feito a coisa certa desde o começo, não teria de arcar com a suspeita de que agiu pressionado pelos senadores do PMDB.

Se, já no caso Roriz, tivesse tomado uma decisão (pouco importa se contra ou a favor), o rolo não teria acontecido. Sua hesitação e aquele truque lamentável na votação do caso Jader quase empurram o Supremo para a condição de um tribunal discricionário, que serve para punir um só.

Posso lamentar a posse de Jader junto com todos vocês, mas o Supremo cumpriu a lei. Não a tivesse cumprido, em vez de Jader, estaria lá o mensaleiro petista Paulo Rocha. Aí, meus queridos, quando menos, fica-se com o mal menor. A Alternativa A era “Lei + Jader”; a Alternativa B era “Violação da Lei + Paulo Rocha”…

Encerro
“Reinaldo, e se tivesse prevalecido a opinião de que a Lei do Ficha Limpa deveria ter sido aplicada já em 2010? Não teria sido melhor?” Cuidado, meus queridos, para que não joguemos a criancinha fora junto com a água servida do banho. Se o STF tivesse permitido uma mudança nas condições de elegibilidade a menos de um ano da eleição, a Constituição teria sido violada. E eu estou entre aqueles que acham que ESSE PRAZO É ATÉ PEQUENO. Por quê? Pensem num eventual governo que enfrente queda de popularidade ou que se perceba na iminência de perder a eleição; pensem num partido que tenha vocação para se esatabelecer como Partido Único… Se for permitido a essa gente meter a mão na lei a qualquer momento, abrem-se as portas para uma ditadura.

E Jader não deve servir de pretexto para violar um princípio democrático — tampouco para dar a posse a um petista que havia sido rejeitado nas urnas.

(Reinaldo de Azevedo)

Como deu para perceber, o “imbróglio” é deveras grande. Como seria bom se no Brasil os homens públicos tivessem obrigatoriamente de passar por uma bateria de testes para provar que possuem honra ilibada e notório saber!

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 16 de dezembro de 2011 às 16:50
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A vitória da ilegalidade

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A fedentina está insuportável

O Brasil comprova os números internacionais que o colocam como um país muito, muito corrupto (73ª posição entre 183 países). Contrariando a enorme ficha corrida de um dos políticos que mais se locupletaram do dinheiro público, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, decidiu desempatar o caso Jader Barbalho que estava até hoje barrado pela Lei da Ficha Limpa, possibilitando que o político tome posse no Senado.

Existem acusações contra o tal Barbalho feitas em 2000 pelo senador Antonio Carlos Magalhães, já falecido, sobre seu envolvimento em fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), no desvio de recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará) e pelas operações fraudulentas com os Títulos da Dívida Agrária (TDA).

Também corre em segredo de Justiça o Inquérito nº 2909, que apura o envolvimento de Jader Barbalho em crimes contra a ordem tributária. As denúncias nesse processo vão da sonegação no recolhimento de impostos como pessoa física e pessoa jurídica, até a entrega de declarações fraudulentas à Fazenda Estadual e à Receita Federal – afirmou.

Dados da Receita Federal provam que Jader Barbalho estaria devendo cerca de R$ 2,8 milhões ao fisco, resultante de uma série de artifícios para deixar de recolher o Imposto de Renda. A Receita descobriu várias irregularidades, que vão da venda simulada de gado à existência de frigoríficos que não tinham nenhum registro contábil. Em 2001, Jader Barbalho renunciou ao mandato de senador para escapar de processo investigatório que poderia levar à sua cassação, o que o tornaria inelegível por dez anos.

Outra irregularidade foi a omissão do tal Barbalho frente à Justiça Eleitoral a propriedade de 50% da empresa de Rádio e TV Tapajós Ltda, localizada no município de Santarém, da qual tornou-se sócio em 2001.

Também em 2004 o Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra o malandro, imputando-lhe a prática do delito previsto no art. 312, por ter se apropriado de dinheiro pertencente ao Banco do Estado do Pará S/A – BANPARÁ, instituição financeira então pertencente ao Estado do Pará. Jader é acusado de peculato (apropriação de dinheiro por parte de funcionário público). As investigações remontam ao ano de 1984, quando ele era governador do Pará. O Ministério Público identificou a emissão de 21 cheques administrativos, entre outubro de 1984 e agosto de 1985 que totalizavam cerca de R$ 13 milhões. Relatórios do Banco Central (Bacen) mostram o rastreamento dos cheques, que teriam passado por agências em Brasília, no Pará, São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo a denúncia, o documento do Bacen aponta “de maneira inquestionável” a participação do ex-senador no esquema como beneficiário em várias transações. As primeiras investigações foram realizadas na Justiça Federal em Belém.

Não dá para entender como é que um bandido de grau máximo como este retornará ao Senado para continuar a exercer um mandato. O lugar dele deveria ser uma penitenciária de segurança máxima, sem acesso a telefone, celular, tevê, nem internet. Ao invés de contar dinheiro, deveria ficar fazendo traçinhos na parede contando os dias que vai passar preso.

Eita republiqueta das bananas, sô!

(Foto: Jovem Pan Blogs)
  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:17
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