Mês: janeiro 2012

  

Mentiras do Zé Dirceu

Respeito muito o direito à liberdade de expressão. Nosso portal odiario.com é certamente uma das mais explícitas demonstrações do abrigo à dualidade de opiniões. No cast de blogueiros de odiario.com estão políticos opositores entre si, como o ex-governador do Paraná Álvaro Dias, do PSDB, e Zé Dirceu, ex-braço direito de Lula e um dos caciques do PT.

Este nosso blog Bahr-baridades também sempre assumiu posições muito claras e definidas quando se trata do certo e do errado. Não pertenço a nenhum partido político e não tenho o chamado “rabo preso” com qualquer facção partidária, econômica ou intelectual. Escrevo minha opinião, estendendo críticas tanto às esquerdas do partido do governo como à oposição, que repetidas vezes tenho chamado de inoperante.

Por isso, não me conformo quando leio no blog do Zé Dirceu o post “Manifesto cobra ação de organismos internacionais contra barbárie no Pinheirinho”, um texto eivado de mentiras, incorreções e evidente ira contra o governo peessedebista de São Paulo.

Eis alguns trechos do post de Zé Dirceu:

A truculência no despejo é denunciada pelas próprias vítimas que tiveram suas casas demolidas, muitas delas ainda com os pertences das famílias. Embora o governo tucano de Geraldo Alckmin tenha tido tempo, e até infiltrado agentes policiais entre os moradores para saber como reagiriam ao despejo, retirou-os do local sem qualquer plano para onde levá-los. Eles estão alojados em igreja, escola e ginásio de esportes sem condições sanitárias para atender as seis mil pessoas.

“A conduta das autoridades estaduais – analisa o manifesto – contrariou princípios básicos, consagrados pela Constituição e por inúmeros instrumentos internacionais de defesa dos direitos humanos, ao determinar a prevalência de um alegado direito patrimonial sobre as garantias de bem-estar e de sobrevivência digna de seis mil pessoas.”

Em contrapartida às mentirosas afirmações de Zé Dirceu, o jornalista e blogueiro Reinaldo Azevedo de Veja publicou e deu a público comentários a respeito da retomada de posse do Pinheirinho e um vídeo (que segue abaixo), mostrando a verdade verdadeira dos fatos.

Trechos do post do Reinaldo de Azevedo:

“A juíza Márcia Mathey Loureiro, que determinou a reintegração de posse da chamada área do Pinheirinho, é corajosa. E SUA CORAGEM NÃO ESTÁ EM AFRONTAR A LEI, MAS EM SEGUI-LA.

A juíza Márcia Mathey Loureiro não afronta a Justiça que é de todos para exercer noções particulares de justiça em busca do aplauso fácil.

A juíza Márcia Mathey Loureiro gosta do estado democrático e de direito. E não se acovarda. E dá uma lição à presidente Dilma Rousseff: barbárie é o estado sem lei, presidente! E dá uma lição a Gilberto Carvalho: ação terrorista é o seqüestro da Constituição, meu senhor!

Assistam à notável entrevista concedida por ela DEPOIS da reintegração de posse do Pinheirinho. Ela não foi se esconder debaixo da cama. Ela deu a cara AO ESTADO DE DIREITO E À DEMOCRACIA, sem temer as hordas fascistóides da desqualificação. Assistam à sua entrevista.

Não conheço outras decisões da juíza nem seus outros juízos. Se o que vemos acima é o padrão, o Brasil que Márcia Mathey Loureiro tem na cabeça é uma democracia de direito, tanto quanto o Brasil de Gilberto Carvalho é uma ditadura, onde leis são cumpridas de acordo com as conveniências.

Sua entrevista também deixa claras todas as providências que foram tomadas para a desocupação — omitidas, como vocês sabem, pela esmagadora maioria da imprensa. Também resta evidente que a desocupação tem sido debatida desde julho. Sucessivas reuniões não resultaram em acordo, e não havia proposta nenhuma para a área — MUITO MENOS DO GOVERNO FEDERAL, como sugeriu, mais uma vez contrariando os fatos, o sr. Gilberto Carvalho.

Espalhem este post e este fato:
COM MÁRCIA MATHEY LOUREIRO, O ESTADO DE DIREITO TEM FUTURO NO BRASIL. COM GILBERTO CARVALHO E DILMA, ELE SÓ TEM PASSADO!”

E aqui vão recadinhos curtos para o Zé Dirceu.

Talvez ele os entenda:

“A mentira é o autor de toda a maldade.”

“A mentira tem pernas curtas.”

“A mentira corre, mas a verdade a apanha.”

“A mentira é como uma bola de neve; quanto mais rola, mais engrossa.”

“Às vezes são precisas muitas mentiras para sustentar uma.”

“Após uma mentira, vem outra ainda maior.”

“A mentira é o degrau de todos os vícios.”

“Uma mentira descobre outra.”

“A mentira não tem pés, mas anda veloz.”

“Língua comprida, mentira maior.”

“A corda da mentira é muito curta.”

“A mentira é como a desgraça, nunca vem só.”

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Patriota brasileiro ou patriota do PT?

Do jornal O Estado de São Paulo:

A declaração do chanceler brasileiro Antonio Patriota, que classificou na sexta-feira em uma conferência em Davos, na Suíça, a situação dos direitos humanos em Cuba como “não emergencial” desagradou aos dissidentes no país. “Como não vai ser urgente se é uma das piores situações de direitos da América Latina e do mundo?”, perguntou ontem Elizardo Sánchez, da Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional. “O governo cubano viola mais de 20 dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, disse. Ele diz entender que será difícil para a presidente Dilma Rousseff tratar do tema na visita que começará na terça-feira à ilha. “Eles fazem como todos os governos criminosos: usam a defesa da não intervenção em assuntos internos para encobrir seus atos”, afirmou.

 Do blog “Generacion Y” (http://www.desdecuba.com/generaciony/), de Yoani Sánchez em 26/01 (Yoani é blogueira cubana licenciada em filologia, residente em Havana e uma das poucas vozes que se contrapõem ao regime cubano):

Hace un par de años, mi amigo Eugenio Leal decidió sacar un reporte de sus antecedentes penales, trámite indispensable para solicitar ciertos empleos. Confiado, fue a buscar la hoja donde diría que no había sido juzgado por delito alguno, pero en su lugar se encontró una desagradable sorpresa: aparecía como perpetrador de un “robo con fuerza” en el poblado donde había nacido, aunque jamás se había llevado ni la luz roja de un semáforo. Eugenio protestó, porque sabía que aquello no era un error burocrático ni una simple casualidad. Su accionar disidente ya lo había hecho víctima de mítines de repudio, arrestos, amenazas y ahora le traía además una mancha en el historial penal. Había pasado a ser un opositor con un pasado de “delincuente común”, lo cual le resulta muy útil a la policía política para desacreditar.

Si nos dejamos guiar por la propaganda gubernamental, en esta Isla no hay una sola persona decente, preocupada por el destino nacional y sin crímenes cometidos que además se oponga al sistema. Todo aquel que emite una crítica es inmediatamente tachado como terrorista o vendepatria, malhechor o amoral. Acusaciones difíciles de “desmentir” en un país donde cada día la mayoría de los ciudadanos tiene que cometer varias ilegalidades para sobrevivir. Somos 11 millones de delincuentes comunes, cuyas tropelías van desde comprar leche en el mercado negro hasta tener una antena parabólica. Prófugos de un código penal que nos asfixia, fugitivos del “todo está prohibido”, evadidos de una prisión que comienza con la propia Constitución dela República. Somosuna población cuasi penitenciaria a la espera de que la lupa del poder se pose sobre nosotros, hurgue en nuestras vidas y descubra la última infracción cometida.

Ahora, con la muerte de Wilman Villar Mendoza vuelve a repetirse el viejo esquema del insulto estatal. Una nota en el periódico Granma lo ha descrito como un vulgar malhechor y quizás pronto enla TVun programa -de corte estalinista- presentará a las presuntas víctimas de sus abusos. El objetivo es restarle impacto político a la muerte de este ciudadano de 31 años condenado en noviembre por desacato, atentado y resistencia. La propaganda oficial intentará restarle importancia a su huelga de hambre y hará caer sobre su nombre todo tipo de adjetivos despectivos. Veremos también el testimonio -violando el juramento hipocrático- de los médicos que lo atendieron y probablemente hasta declarará la propia madre en contra del hijo difunto. Todo eso porque el gobierno cubano no puede permitirse que quede un resquicio de duda en la mente de los adocenados televidentes. Sería muy peligroso que la gente empiece a creer que un opositor puede sacrificar su vida por una causa, ser un buen patriota y hasta un hombre decente.

O ponto de vista do parlamento europeu:

O Parlamento Europeu condena energicamente Cuba por sua falta de respeito aos direitos humanos, e lamentou publicamente a morte do dissidente Orlando Zapata por ocasião da sua greve de fome para exigir a liberdade incondicional e imediata de todos os presos políticos no país.

Os legisladores europeus defendem ainda que “o encarceramento da dissidência em Cuba por seus ideais e sua atividade política pacífica contrariam a Declaração Universal de Direitos Humanos”.

Opinião de Bahr-baridades:

É triste e lamentável atestar esse apego tão fraternal das esquerdas brasileiras, lideradas pelo PT, o partido governista-esquerdista, ao descalabro, pobreza, atraso e principalmente à ditadura de Cuba. Intelectuais, jornalistas e artistas com visões distorcidas e doentias se associam às teses já desgastadas, amareladas, totalmente superadas e até enterradas (eles não enxergam isso) dos adoradores de Fidel e Guevara, criadores da ditadura que mantém dissidentes políticos no cárcere em nome do “bem-estar, do conforto e da liberdade (sic) do povo cubano”.

É uma vergonha para o Brasil ouvir de seu próprio chanceler que “a situação dos direitos humanos em Cuba não é emergencial”. Este Patriota não é o patriota que encarna as tradições brasileiras da democracia, do porte de um Alexandre Gusmão (1695-1753), pioneiro diplomata no País e que teve papel fundamental no Tratado de Madrid, assinado em 1750, para substituir o Tratado de Tordesilhas.

Nem de um Barão do Rio Branco (1845-1912), que solucionou os últimos problemas na divisão de fronteiras do País, foi responsável pelo Tratado de Petrópolis com a Bolívia, assinado em 1903, que culminou com a anexação do Acre pelo Brasil e participou das negociações das fronteiras de Santa Catarina e do Paraná. Não é a toa que ele hoje é considerado o patrono da diplomacia e surgiu o Instituto Rio Branco em sua homenagem.

Muito menos de um Oswaldo Aranha (1894-1960), o primeiro diplomata a presidir uma sessão da Assembleia Geral da ONU no pós-guerra, em 1947. Como chefe da delegação brasileira na Organização, Aranha defendeu a criação do Estado de Israel. Também estreitou o relacionamento com a Argentina e incentivou o uso da economia como instrumento da política externa.

Esse tal Patriota do PT não é em hipótese nenhuma o patriota que sonhamos para o Brasil.

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Publicidade, prazer em conhecer!

http://publicidadeprazeremconhecer.blogspot.com/

Se você ainda não conhece, clique no link acima e entre no meu blog “Publicidade, prazer em conhecer”. Aqui estão vários comerciais de tevê internacionais (alguns nacionais, outros foram tirados do ar por razões implícitas nos textos) e vários textos com histórias que vivi em mais de cinco décadas na propaganda. Há muitas outras histórias que ainda quero contar.

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Contra-senso governamental

A Folha de São Paulo noticiou que o governo federal arrecadou R$ 993 bilhões em impostos em 2011, um crescimento de 10,10% em relação a 2010, já descontada a inflação do período.

Em contrapartida e, sem razões plausíveis – a não ser uma maligna, selvagem e contínua perseguição – os beneficiários (êta denominação vergonhosa) com mais de um mínimo devem receber 6,08% de correção, abaixo dos 6,20% da “inflação oficial”. Diga-se de passagem que certamente o pessoal do governo não vai às compras, pois a inflação do Brasil real  foi bem maior do que esse valor, a começar pelos alugueis, que seguem outro índice de reajustes, passando pelo etanol, pelos produtos nos supermercados…

Esta situação é motivo de críticas pelo consequente achatamento dos ganhos, segundo o pessoal da Associação dos Aposentados que calcula suas perdas em mais de 70%.

Nesta semana ocorreu o Dia Nacional do Aposentado, mas pelo menos para a faixa de aposentados que recebe acima de um salário mínimo não houve nada a comemorar. Há muitos anos a categoria não festeja a data, mas tenta juntar forças para cobrar respeito, reconhecimento e principalmente reajustes de acordo com o contrato recíproco e implícito desde o momento em que o segurado recolheu a sua primeira contribuição ao INSS.

(Imagem: my.opera.com)
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Caixa Econômica Federal: o 7º maior anunciante brasileiro

Abaixo estão os 15 maiores anunciantes do Brasil em 2011, em verbas comparadas a 2010. No ranking levantado pelo Instituto IBOPE-Monitor, a Caixa Econômica Federal aparece com a sétima maior verba de publicidade e eventos:

 Em milhares de reais

 

Mais uma vez se nota a exorbitância de verbas investidas (?) pela Caixa Econômica Federal, que, como se sabe, gerencia automaticamente a maioria das contas de estatais federais, municipais e estaduais, além do judiciário, do legislativo, do FGTS… Qual será o público-alvo deste mais de bilhão de reais em publicidade?

Números oficiais que integram o balanço realizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Secom Federal, nos dão conta de que o governo federal do PT gastou R$ 16 bilhões em oito anos, em publicidade e patrocínios, entrando para a história da publicidade governamental como o maior anunciante do país, com um desembolso de nada menos do que R$ 16 bilhões em anúncios pagos em emissoras de radio, Tvs e jornais, e em ações de patrocínio esportivos e culturais em que a marca do governo Lula esteve em evidência.

Os números são astronômicos e representam a maior ofensiva já realizada por um governo no Brasil para autopromoção. Só para se ter uma idéia do que representa este volume de recursos, o governo Lula gastou R$ 1,165 bilhão ao mês, só na compra de espaço publicitário. Estão excluídos destes números despesas como a criação e produção de anúncios, despesas com gráficas, cachês de artistas, produtoras de áudio e vídeo, entre outras.

O governo do PT gastou mais de R$ 1,1 bilhão em patrocínio somente em 2010, maior valor aplicado durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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E por que não cotas para japoneses, italianos, judeus, poloneses?

Estarrecedora a notícia de que a Defensoria do Estado do Rio de Janeiro pretende destinar 20% das vagas do próximo concurso, a ser realizado em março, para negros e indígenas. O regulamento do concurso foi publicado no dia 24 no Diário Oficial do Governo do Estado do Rio. Serão disponibilizadas 27 vagas e aqueles que se autodeclararem negros ou indígenas, caso aprovados, terão vantagem em eventual empate, assim como se o número de aprovados ultrapassar o número de vagas oferecidas. O defensor público geral do Rio, Nilson Bruno, que é negro, acredita “que a medida democratizará o acesso a um grupo que não tem condições financeiras para se preparar para um concurso como esse”.

Estas reservas de cotas, sejam em escolas, universidades e agora também em concursos públicos, são declaradamente racistas.

Sob a alegação de que negros e indígenas historicamente foram perseguidos e marginalizados por culpa dos brancos donatários de terras (as argumentações a respeito reportam-se ao já longínquo Século XIX e até antes) e vivem em condições de pobreza, governantes do atual Século XXI tentam redimir-se historicamente e passam a proteger seus descendentes, oferecendo-lhes espaços em detrimento de pessoas muito melhor preparadas, melhor formadas e mais capacitadas. Estão oferecendo protecionismo no lugar da meritocracia.

A estas alturas, cabe-nos perguntar: onde estão as vagas para japoneses, italianos, judeus, poloneses? Afinal, cada um destes grupos étnicos também comeu o pão que o diabo amassou aqui em terras brasileiras. A maioria deles chegou ao Brasil com uma mão na frente e a outra também, sem dinheiro, sem profissão definida, sem conhecer o idioma, atraídos por promessas dos governantes da época, que precisavam de mão de obra na lavoura. Muitos vieram fugidos de guerras, perseguições e do Holocausto. Deram o sangue, suaram a camisa, trabalharam de sol a sol todos os dias, sob condições muitas vezes precárias e adversas, enfrentaram mortes e doenças. Muitos deles têm hoje tão poucas condições financeiras como os negros e os indígenas. Ou você, leitor, acredita que todos os japoneses, italianos, judeus, poloneses e outras correntes migratórias que vieram ajudar no crescimento do Brasil são mais ricos e têm mais posses do que os negros e indígenas?

Nada mais justo do que abrir agora cotas especiais para cada um destes grupos étnicos. Por que apenas cotas para negros e indígenas? Que racismo é este?

Ilustração: seculodiario.com, ES
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