Mês: abril 2012



Direitos da mulher avançaram. Só em Brasília!

Lei Maria da Penha. Ordens judiciais para restringir a aproximação de companheiros agressores. Prisão por agressão. Proteção policial.
A mulher obteve todos estes avanços legais… no papel. Na prática, a teoria é totalmente outra.
Em Cornélio Procópio, PR, um ex-marido repetia constantemente ameaças e agressões à ex-mulher e mesmo sendo os fatos de conhecimento da polícia. que já atendera a outras denúncias de agressão e perturbação de sossego que envolvia o casal, o mau-caráter ficava o tempo todo vigiando a casa da ex e muitas vezes chegara a quebrar móveis e outros objetos. Episódios de violência por parte do ex-marido eram constantes. Ela já havia sido agredida várias vezes e chegou a se esconder em um matagal com os filhos, preocupada com a sua segurança. Nestes dias, o ex apareceu embriagado na casa da ex-companheira armado com uma faca e teria tentado matá-la e também à filha que tiveram enquanto estavam juntos.
Já que a Lei Maria da Penha não funcionou, nenhum juiz tomou apresentou ordens restritivas ao ex e a polícia não tomou providências para evitar o inevitável, um dos filhos, cansado de ver a mãe sendo maltratada, deu um golpe com uma enxada na cabeça do ex-padrastro quando ele tentava agredi-la e golpeá-la com uma faca;
Agora, o estado vai desembolsar muito mais dinheiro (que teria sido evitado com providências judiciais): o ex-marido ficou gravemente ferido e foi encaminhado à Santa Casa de Cornélio Procópio com afundamento de crânio e deve passar por longo atendimento – se sobreviver, pois perdeu muito sangue e ficou em estado de choque.
Parece que o poder feminista das mulheres brasileiras, apregoada pela presidente e louvado pelo New York Times, só obtém guarida nos recônditos do Palácio do Governo em Brasília e nos ministérios. Para as mulheres comuns, nem Lei Maria da Penha, nem ordens restritivas, nem proteção policial. Quando precisam de proteção, elas só recebem chumbo grosso!

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Fogo amigo

O senador Aécio Neves, de Minas Gerais, deveria se preocupar muito mais com o que ocorre em seu estado. Legislar para tentar reduzir o número de acidentes e mortes nas estradas, por exemplo. Brigar para dar melhores condições de vida ao seu povo vítima de enchentes. Dirigir sobriamente e não se recusar a passar pelo teste do bafômetro. Honrar a memória do avô, Tancredo Neves que, aliás, foi o leitmotiv que o empurrou para a política. Foi a morte do avô que tornou conhecido o nome do neto.
Colaborando mais uma vez – voluntária ou involuntariamente – para o desmonte do partido dos tucanos, Aécio saiu-se com uma insinuação maldosa: “que não é ‘impossível’ uma eventual candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra à sucessão da presidente Dilma Rousseff”, dando a entender que Serra não permaneceria na prefeitura paulistana até o fim do mandato – caso seja eleito.
A declaração do senador tucano foi interpretada por lideranças do PSDB em São Paulo como “imprudente”. O pré-candidato do PSDB em São Paulo tem insistido que não deixará a prefeitura, caso seja eleito, para concorrer à Presidência da República em 2014. Em entrevista coletiva, quando decidiu ser o candidato tucano, José Serra disse que o sonho de ser presidente está adormecido até 2016.
Explica-se a fala do senador mineiro: Aécio Neves é pré-candidato tucano à Presidência da República em 2014 e Serrra “atrapalharia” seus planos, caso se lançasse novamente candidato.
Aécio é mesmo mui amigo! Ou está no partido errado.

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Justiça com lentes coloridas

Coincidindo com nosso post “O Supremo votou pelas cotas. Agora a sociedade exige reciprocidade”, reproduzimos editorial do jornal O Estado de São Paulo de 28/4, que aborda o mesmo problema: o ensino nos níveis fundamental e médio. Foi exatamente este o foco em que responsabilizamos a família (e por conseguinte o estado). Enquanto o estado não promover a mudança da família, impondo a ela deveres e obrigações, sempre haverá uma geração de maus alunos, vândalos e agressores – apoiados por suas famílias – emperrando todo o desenvolvimento do ensino fundamental, fazendo professores desistirem da carreira – que posteriormente obrigará as universidades a aceitar simples declarações sobre a cor da pele de candidatos para obter vagas nas universidades – em detrimento dos bons alunos que alcançam notas muito mais elevadas por mérito, mas perdem suas vagas para abrir espaço aos cotistas, atendendo às determinações equivocadas do STF.

Editorial do jornal O Estado de S.Paulo

A discriminação racial no Brasil é constitucional, segundo decidiram por unanimidade os ministros do Supremo Tribunal (STF), num julgamento sobre a adoção de cotas para negros e pardos nas universidades públicas. Com base numa notável mistura de argumentos verdadeiros e falsos, eles aprovaram a reserva de vagas para estudantes selecionados com base na cor da pele ou, mais precisamente, na cor ou origem étnica declarada pelo interessado. Mesmo enfeitada com rótulos politicamente corretos e apresentada como “correção de desigualdades sociais”, essa decisão é obviamente discriminatória e converte a raça em critério de ação governamental. Para os juízes, a desigualdade mais importante é a racial, não a econômica, embora eles mal distingam uma da outra.

O ministro Cezar Peluso mencionou as diferenças de oportunidades oferecidas a diferentes grupos de estudantes. Com isso, chamou a atenção para um dos maiores obstáculos à concretização dos ideais de justiça. Todos os juízes, de alguma forma, tocaram nesse ponto ou dele se aproximaram. Estabeleceram, portanto, uma premissa relevante para o debate sobre a formação de uma sociedade justa e compatível com os valores da democracia liberal, mas perderam-se ao formular as conclusões.

O ministro Joaquim Barbosa referiu-se à política de cotas como forma de combater “a discriminação de fato”, “absolutamente enraizada”, segundo ele, na sociedade. Mas como se manifesta a discriminação? Candidatos são reprovados no vestibular por causa da cor? E os barrados em etapas escolares anteriores? Também foram vítimas de racismo?

A ministra Rosa Weber foi além. “A disparidade racial”, disse ela, “é flagrante na sociedade brasileira.” “A pobreza tem cor no Brasil: negra, mestiça, amarela”, acrescentou. A intrigante referência à cor amarela poderia valer uma discussão, mas o ponto essencial é outro. Só essas cores identificam a pobreza no Brasil? Não há pobres de coloração diferente? Ou a ministra tem dificuldades com a correspondência de conjuntos ou ela considera desimportante a pobreza não-negra, não-mestiça e não-amarela.

Mas seus problemas lógicos são mais amplos. Depois de estabelecer uma correspondência entre cor e pobreza, ela mesma desqualificou a diferença econômica como fator relevante. “Se os negros não chegam à universidade, por óbvio não compartilham com igualdade das mesmas chances dos brancos.” E concluiu: “Não parece razoável reduzir a desigualdade social brasileira ao critério econômico”. A afirmação seria mais digna de consideração se fosse acompanhada de algum argumento. Mas não é. O fator não econômico e estritamente racial nunca foi esclarecido na exposição da ministra nem nos votos de seus colegas.

Nenhum deles mostrou com suficiente clareza como se manifesta a discriminação no acesso à universidade ou, mais geralmente, no acesso à educação. O ministro Celso de Mello citou sua experiência numa escola pública americana sujeita à segregação. Lembrou também a separação racial nos ônibus escolares nos Estados Unidos. Seria um argumento esclarecedor se esse tipo de segregação – especificamente racial – fosse no Brasil tão normal e decisivo quanto o foi nos Estados Unidos.

Talvez haja bons argumentos a favor da discriminação politicamente correta defendida pelos juízes do STF, mas nenhum desses foi apresentado. Brancos pobres também têm dificuldade de acesso à universidade, mas seu problema foi menosprezado.

Se um negro ou pardo com nota insuficiente é considerado capaz de cursar com proveito uma escola superior, a mesma hipótese deveria valer para qualquer outro estudante. Mas não vale. Talvez esse branco pobre também deva pagar pelos “danos pretéritos perpetrados por nossos antepassados”. Justíssimo?

Como suas excelências poderão ser envolvidas em outras questões de política educacional, talvez devam dar uma espiada nos censos. Os funis mais importantes e socialmente mais danosos não estão na universidade, mas nos níveis fundamental e médio. Países emergentes bem-sucedidos na redução de desigualdades deram atenção prioritária a esse problema. O resto é demagogia.

 

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O Supremo votou pelas cotas. Agora a sociedade exige reciprocidade

Apesar de decorridos 124 anos desde a abolição da escravatura no Brasil (correspondente a cerca de seis gerações), o Supremo Tribunal Federal votou pela manutenção das reservas de cotas específicas para negros, pardos e índios nas universidades, sob a alegação da falta de oportunidades que estes grupos étnicos enfrentam para competirem de igual para igual com outras etnias.
Por outro lado, o Estado deveria ser intimado a interferir nos graves problemas que envolvem agressões a professores, vandalismo e destruição nas escolas, assaltos e ameaças aos colegas, além de outras infrações à lei, exigindo das famílias  que mudem os critérios de educação dos seus filhos em casa: ao invés de correrem para as escolas para gritar ofensas, ajudar a agredir os professores e espalhar aos quatro ventos suas “ingizências” (esquecendo das suas obrigações), as mães deveriam passar por uma reciclagem de conduta e aprenderem como é que se educa filhos em casa, controlando seus horários, suas saídas e chegadas, selecionando suas companhias, afastando-os das drogas, controlando suas tarefas escolares, dando-lhes noções de cidadania, de ética, moral e bons costumes, do certo e do errado. Pois é assim que funciona. É exigir demais?
Ah! Dirão então que a maioria dos lares  sofre de degradação familiar: vários irmãos de pais diferentes, padrastos alcoólatras, filhos sem nome do pai no registro civil, mães ausentes pois trabalham fora, habitações precárias…
Então o Supremo Tribunal Federal ou errou na sua decisão ou proclamou sua sentença de forma incompleta. É uma hipocrisia imaginar que apenas as universidades, inclusive privadas, sejam obrigadas a fazer concessões. O Estado também é responsável por preparar sua população para corresponder a esta decisão.
A sociedade perfeita que o STF desenhou ao aprovar a lei das cotas só existirá na medida da contrapartida oferecida pelas famílias. Pois é no ensino básico que se forjam estudantes competitivos – e é utopia imaginar que isso possa ocorrer sem a participação das famílias, jogando todas as obrigações apenas no colo das escolas e dos seus massacrados professores.

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Cliente insatisfeito deve botar a boca no trombone!

A Revista Exame trouxe uma reportagem sobre um site chamado “Reclame Aqui”.
A idéia é que o site seja um mural (ESPÉCIE DE MURO DAS LAMENTAÇÕES) onde as pessoas expõem suas queixas sobre serviços ou produtos, visível a todos que acessarem o site. O interessante é que, sem burocracia, os problemas são solucionados com muito mais rapidez.
Quando um consumidor reclama de um produto ou serviço de alguma empresa no site “Reclame Aqui”, esta recebe um e-mail da queixa. E se a empresa preza sua imagem, ela tende a ser eficiente na solução, que será posteriormente divulgada ao público. O que tem dado muito certo, já que 70% dos casos são resolvidos! E o tempo médio é de menos de uma semana, diferente do PROCON que tem a média em 120 dias.
Aqui vai o site:
http://www.reclameaqui.com.br/

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Para que especialistas da língua portuguesa?

Em post anterior, publicamos a reprodução da lei 12.605 sancionada pela presidente da República, ditando regras para o uso da língua portuguesa.
Curiosamente, eu não soube de nenhuma discussão, debate ou decisão emanada de estudiosos do vernáculo, nem li nada sobre dicionaristas, sobre acadêmicos da ABL, sobre professores de português e muito menos sobre qualquer conversação estabelecida com Portugal, país com o qual recentemente o Brasil estabeleceu um acordo de reforma ortográfica, para que novas mudanças comuns aos dois países ocorressem.
A língua portuguesa é um baú de riquezas – provavelmente a maior riqueza que possuímos. Uma riqueza abstrata, porém a que certamente abre mais portas na carreira profissional das pessoas. A língua portuguesa deve ser regada, adubada, cuidada e paparicada com todo o respeito e reverência.
O baú da língua portuguesa vem sendo enriquecido há séculos. É certo que algumas palavras acabam ficando bem lá no fundo, por falta de uso, substituídas a cada dia por novas. A ciência, a tecnologia, os regionalismos e a gíria dinâmica de cada geração, vão municiando o baú e nos permitem aprimorar dia a dia o nosso vocabulário.
Vejo com muita tristeza e preocupação esta intromissão feminista da presidente que julga, ao pretender firmar a presença da mulher no governo e em cargos executivos, ser necessária incluir a terminação “a” em todas as palavras até hoje neutras, contrariando o bom senso, as normas cultas e toda a cultura até aqui incorporada à nossa língua portuguesa pelos verdadeiros especialistas.
A presidente abre um precedente (sem trocadilho) perigoso: agora nós, brasileiros, temos o direito de baixar normas, leis e portarias sobre qualquer assunto administrativo, como impostos, demissões de ministros, juros, política externa… afinal, assim como a dita cuja não é especialista em língua portuguesa, nós igualmente não precisamos ser especialistas em qualquer outro assunto que diga respeito ao nosso bem estar, à nossa qualidade de vida, à proteção anti-corrupção, ou seja lá o que for.
Essa insegurança da presidente visa apenas desviar o foco de assuntos muito mais graves e medonhos que estão ocorrendo nos interiores das dependências do Executivo e que vêm sendo varridos para baixo dos tapetes.
Minha sugestão à presidente: deixe a língua portuguesa para os especialistas, vista um avental, empunhe uma vassoura, reserve bastante desinfetante e proceda à faxina moral junto aos seus ministros, colaboradores, gente dos primeiros e segundo escalões. inclusive sua horrorosa tropa feminina – um atentado contra a luxúria – que imagina fazer de uma mudança de gênero na língua portuguesa o passaporte para sua ilusória ascensão.
Daqui a cinco ou dez anos, ninguém mais se lembrará destas figuras femininas grotescas que foram colocadas temporariamente em postos-chave no governo brasileiro.
E sempre haverá alguém que tornará a colocar os pingos nos is. Um especialista no vernáculo, com toda a certeza.

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MafiaCard. O lançamento mais esperado do ano

Aguarda-se ainda para este primeiro semestre o lançamento do MafiaCard – o mais completo cartão de crédito no Brasil.
MafiaCard tem a solidez financeira garantida pelos recursos angariados pela turma do Mensalão, por Carlinhos Cachoeira, pelo pessoal envolvido na Operação Satiagraha, pelos ex-ministros demitidos no governo Dilma e pelos R$82 bilhões desviados anualmente das verbas públicas. Um lastro financeiro que não para de crescer.
MafiaCard oferece inúmeras vantagens para seus clientes: juros baixíssimos, sem necessidade de cadastro e é aceito em todos os antros, bibocas, casas de jogos, inferninhos e postos de gasolina da rede PCC. A rede de atendimento será aumentada em curto espaço de tempo, na velocidade da lavagem diária de dinheiro.
O único cuidado que o cliente deverá tomar será não atrasar um dia sequer o pagamento. As cobranças serão realizadas pessoalmente por cobradores munidos de martelos, alicates, tacos de basebol, soco inglês, facões e até trabucões 45.
MafiaCard sugere também aos usuários que, em caso de atraso, enviem suas famílias para outra cidade e até outro país, pois estas correrão os riscos intrínsecos ao tipo de operação sugerida.
MafiaCard – o cartão de crédito que tem a cara da realidade brasileira.

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