Mês: junho 2012



Holocausto e a lei do aborto

Réplica de um feto de 11 semanas, que tem quatro centímetros e meio da cabeça às nadegas. Técnica permite impressão de réplica de ultrassom 3D em tamanho real. Ao fundo, o ultrassom. Foto Jorge Lopes, em O Globo, 29/06

Tenho três filhos e quatro netos. Minha falecida mulher e eu somos frutos do renascimento pós-Holocausto: nossos pais conseguiram escapar das garras nazistas, da sanha assassina dos dementes a serviço de Hitler, dos países que a ele se aliaram, dos campos de concentração e da sua pretensa “limpeza étnica” que ceifou as vidas de seis milhões de judeus, além de ciganos,  padres,  gays, milhões de cidadãos do mundo, civis e militares, inocentes e combatentes… e infelizmente muitas e muitas crianças.

Minha mulher e eu fomos recebidos com incontida alegria pelos nossos pais quando nascemos. A mesma alegria que dedicamos aos nossos filhos, quando nasceram. E a história se repetiu no nascimento dos nossos netos.

O simbolismo do nascimento é muito forte. Principalmente quando há no histórico familiar uma contabilização pretérita imensa de perdas de vidas humanas, por guerras, doenças, acidentes ou outros fatores. Como o Holocausto.

Por isso é praticamente inconcebível entender a pretensão dessa comissão de juristas que está propondo mudanças no Código Penal, principalmente no que diz respeito à liberalidade de abortos, oferecendo às mulheres a livre escolha de assassinar – e assassinato é a palavra exata – um feto com até três meses de gestação, por “razões psicológicas” – um eufemismo para explicar que “eu abri as pernas, dei, mas agora não quero ter o bebê”.

Eis o que nos informa a Medipedia sobre o desenvolvimento humano:

Terceiro mês. É ao longo do terceiro mês que o feto adquire um aspecto definitivamente humano. A cabeça, proporcionalmente muito maior do que o resto do corpo, vai progressivamente endireitando-se e o rosto acabando de se constituir: os olhos, anteriormente situados nos lados, passam a estar à frente, embora muito separados, revestidos por uma pele que se transformará nas pálpebras; os lábios vão ganhando a sua forma, enquanto que as orelhas, ainda não totalmente moldadas, ocupam uma posição mais baixa. Como os membros ficam mais compridos, sobretudo os superiores, começa a ser possível distinguir os dedos das mãos e dos pés. O fígado encontra-se muito desenvolvido, o tubo digestivo começa a funcionar e os rins trabalham em perfeitas condições, pois o feto ingere líquido amniótico, que é absorvido nos intestinos, acabando por verter urina no meio que o rodeia. Embora os órgãos genitais já se encontrem diferenciados, não se consegue distinguir o sexo através da ecografia. Apesar de a mãe ainda o não conseguir detectar, o feto começa a movimentar-se. No final do terceiro mês, o feto mede cerca de 10 cm e pesa perto de 30 g.

Esta descrição nos dá conta de que um feto com três meses de gestação já está em formação, já é uma vida humana.

Mesmo sem levar em conta os aspectos religiosos – representantes de diversos credos estão expondo sua indignação publicamente, de longa data – o ato do aborto liberado por lei da forma como foi exposta pelos juristas choca a todos aqueles que possuem um mínimo de humanismo e de reconhecimento pelo milagre do nascimento.

Os juristas deveriam, isto sim, inserir no Código Penal a obrigatoriedade do Estado em oferecer uma constante e eterna orientação sexual para os brasileiros, desde o ensino fundamental, incluindo explicações muito detalhadas sobre gravidez precoce, preventivos, DIUs, pílulas anticoncepcionais e todos os métodos contraceptivos conhecidos ou por serem criados pela ciência. Apesar de não aceitos pela Igreja católica, os métodos contraceptivos são muito menos pecaminosos do que o assassinato puro e simples de fetos com até três meses de gestação.

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Juristas querem liberar a putaria

Desculpem-me os leitores, que acompanham meus textos e raramente encontram alguma palavra de baixo calão aqui escrita. Mas desta vez, sou obrigado a extrapolar.

Eis o absurdo de uma das mudanças propostas pela comissão de reforma do Código Penal (vide Ítem IV):

Art. 128. Não há crime de aborto:
I – se houver risco à vida ou à saúde da gestante;

II – se a gravidez resulta de violação da dignidade sexual, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida;
III – se comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida extrauterina, em ambos os casos atestado por dois médicos; ou
IV – se por vontade da gestante, até a décima segunda semana da gestação, quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade.
Parágrafo único. Nos casos dos incisos II e III e da segunda parte do inciso I deste artigo, o aborto deve ser precedido de consentimento da gestante, ou, quando menor, incapaz ou impossibilitada de consentir, de seu representante legal, do cônjuge ou de seu companheiro.

Esse tal Ítem IV proporciona principalmente às jovenzinhas, ainda mal formadas de cabeça – nada de estranhar no Brasil – que se deitem com qualquer um, a qualquer momento, em qualquer lugar e pratiquem a nobre arte do sexo. Em casa, num hotel, no mar, na escola, na cadeia (em visitas íntimas), nos desvãos e, ao engravidarem, simplesmente aleguem que não têm “condições psicológicas” para levar a gravidez adiante. E dê-lhes aborto. E depois, que partam para outra sessão carnal. E outro aborto. E mais sexo. E mais aborto.

Há vinte, trinta anos, os especialistas em educação já criticavam principalmente a Rede Globo, por apregoar em suas novelas as “virtudes” do sexo sem compromisso, do sexo sem amor, do sexo sem casamento, mostrando homens e mulheres trocando incessantemente de par, traições, filhos sem a figura do pai, e louvando o “heroísmo” da família constituída apenas por parte da mãe.

Sem trocadilhos com um grupo musical que marcou época com suas apresentações e gravações, “Aquilo Del Nisso”. A Rede Globo conseguiu. Os chamados “modernosos”, conseguiram”. Os juristas ligados mais aos direitos humanos tortuosos do que à ética, à importância da família, aos preceitos religiosos, conseguiram.

Aí está o novo Código Penal para ser aprovado. Liberando a putaria.

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Anatel normatiza publicidade via celular

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) estabeleceu medidas corretivas para o envio publicidade pelo celular: as operadoras terão que perguntar aos clientes se estes desejam ou não receber mensagens publicitárias em suas linhas. Entre 20 de julho e 20 de setembro os usuários receberão a mensagem “Por determinação da Anatel, caso não queira receber mensagem publicitária desta Prestadora, envie SMS gratuito com a palavra SAIR para XXXXX.” e poderão manifestar sua intenção quanto ao recebimento de mensagens de cunho publicitário de sua respectiva operadora.

Mensagens publicitárias só poderão ser enviadas aos usuários que optarem previamente pelo seu recebimento, aceite conhecido como opt-in. O objetivo da medida é corrigir a base de opt-in das prestadoras, cujos contratos e regulamentos de promoção traziam cláusula com obrigatoriedade de recebimento de publicidade, ou seja, sem conceder ao usuário o direito de opção.

O usuário que não deseja receber mais mensagens publicitárias deve responder o SMS para o número atribuído pela prestadora e terá como resposta o seguinte SMS: “Mensagem recebida com sucesso. A partir de agora você não receberá mais mensagens publicitárias desta Prestadora”.

A agência também determinou às prestadoras que incluam em seus contratos uma cláusula em que o usuário assinale se deseja ou não receber mensagens publicitárias, além da anulação de qualquer disposição em contrário contida em regulamentos de promoção e que destinem um espaço visível em sua página na internet com informações a respeito da medida de correção da base de opt-in.

Do site “Acontecendo Aqui”
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Lula, o cão raivoso

“Se for necessário, morderei a canela dos adversários para que o Fernando Haddad possa ser o prefeito”, anunciou aos quatro ventos o ex-presidente Lula, raivosamente, dirigindo seus ataques ao candidato José Serra do PSDB e favorito à eleição. O tucano lidera as pesquisas de intenção de voto – no último levantamento Datafolha, Haddad atingiu parcos 8%.

Uma amiga minha, especializada na leitura do tarô, se deu o tempo de interpretar o que as cartas prenunciavam sobre o raivoso apedeuta. Eis alguns pequenos extratos:

“Fiz, ontem à tarde (21/06/12) a leitura do tarô ‘daquele de quem vocês bem sabem muito bem o nome’. Vale – a leitura desse jogo – para os próximos seis meses:

1ª carta – é a que reflete a situação, interna ou externa, pela qual o indivíduo passa no momento. Saiu a ‘carta do avarento’. Ela indica um indivíduo extremamente agarrado ao dinheiro e à posição social. Essa atitude gananciosa faz com que seu fluxo de energia fique comprometido e comece a estagnar.A carta mostra um indivíduo ciumento e raivoso em relação às pessoas talentosas que ele vê como rivais. Esse indivíduo, se fosse bem resolvido emocional, espiritual e psicologicamente poderia aliar-se às pessoas do bem e mostrar, também, seus talentos. Mas não: ele opta por fixar-se em algo do passado e isso acabará por levá-lo à própria destruição. A pessoa de quem se fala não é só gananciosa. Ela usa o dinheiro, também, para aumentar seu próprio valor, para se auto-promover e para melhor dominar os outros. Não tem confiança em si mesma e o ciúme e inveja que sente são sintomas de sua baixíssima auto-estima. Ela tem medo de perder, não delega autoridade. Arvora-se em parecer generosa e se auto-elogia demais. E acaba por erguer – dentro e fora de si – um bloqueio intransponível de sua ganância. Essa pessoa está com suas boas energias criativas estagnadas e há bloqueio de sua auto-expressão e de bens materiais,como por exemplo da vitória contra quem ela pensa serem seus rivais. Não são rivais. Em uma mentalidade que amasse seu povo,todos poderiam ser aliados, vencesse quem vencesse as eleições.

2ª carta – Outro ponto que atrapalha sua vida e sucesso, que cruza o seu caminho e gera conflito e obstrução de seu presente imediato e promove o bloqueio de sua vida são as suas atitudes de amoralidade, falsidade e hipocrisia. Pode-se até entender que tenha um objetivo de ganhar as eleições e atingir a hegemonia para sua tribo, mas a amoralidade e perversidade até, de suas atitudes, chocam e o denigrem. Nesse estágio de sua vida, ele deveria pelo menos tentar dissimular sua identidade. Usar de argúcia e perspicácia para, pelo menos, parecer mais decente e honorável…

7ª carta – …  para agora, o que as cartas nos dizem? Dizem que o indivíduo em questão apega-se, em ferrenha batalha contra quem possui (adivinhem o quê?) o velocino de ouro!!! (na mitologia grega, o velocino de ouro era considerado como um talismã que outorgava a quem o possuísse prosperidade e poder). Sente imenso medo do fracasso, profunda apatia, os assuntos materiais podem começar a dar errado, deve começar a prestar mais atenção aos limites da realidade concreta, às solicitações… Poderá cair em profunda depressão e apatia…

10ª carta – … a do resultado final para os próximos seis meses. Não é uma boa carta. Não sugere a paz… pelo contrário: mostra uma pessoa em guerra. Cheia de conflitos, lutas, instintos agressivos, ansiedades animais e selvagens. Alguém que não tem a menor vontade de operar em harmonia…

Quando eu for a São Paulo, passarei pelo Instituto Pasteur. É lá que aplicam a vacina anti-rábica. Vai que eu dou de encontro com esse maluco do Lula…

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O governo Dilma parece velho

MARCO ANTONIO VILLA

Publicado no jornal O Globo em 26/06/2012

O governo Dilma Rousseff completa 18 meses. Acumulou fracassos e mais fracassos. O papel de gerente eficiente foi um blefe. Maior, só o de faxineira, imagem usada para combater o que chamou de malfeitos. Na história da República, não houve governo que, em um ano e meio, tenha sido obrigado a demitir tantos ministros por graves acusações de corrupção.

Como era esperado, a presidente não consegue ser a dirigente política do seu próprio governo. Quando tenta, acaba sempre se dando mal. É dependente visceralmente do seu criador. Está satisfeita com este papel. E resignada. Sabe dos seus limites. O presidente oculto vai apontando o rumo e ela segue obediente. Quando não sabe o que fazer, corre para São Bernardo do Campo. A antiga Detroit brasileira virou a Meca do petismo. Nunca tivemos um ex-presidente que tenha de forma tão cristalina interferido no governo do seu sucessor. Lembra o que no México foi chamado de Maximato (1928-1934), quando Plutarco Elias Calles foi o homem forte durante anos, sem que tenha exercido diretamente a presidência. Lá acabou numa ruptura. Em 1935 Lázaro Cárdenas se afastou do “Chefe Máximo” da Revolução. Aqui, nada indica que isso possa ocorrer. Pelo contrário, pode ser que em 2014 o criador queira retomar diretamente as rédeas do poder e mande para casa a criatura.
O PAC – pura invenção de marketing para dar aparência de planejamento estatal – tem como principal marca o atraso no cronograma das obras, além de graves denúncias de irregularidades. O maior feito do “programa” foi ter alçado uma desconhecida construtora para figurar entre as maiores empreiteiras brasileiras. De resto, o PAC é o símbolo da incompetência gerencial: os conhecidos gargalos na infraestrutura continuam intocados, as obras da Copa do Mundo estão atrasadas, o programa “Minha Casa, Minha Vida” não conseguiu sequer atingir 1/3 das metas.
O Nordeste é o exemplo mais cristalino de como age o governo Dilma. A região passa pela seca mais severa dos últimos 30 anos. A falta de chuva já era sabida. Mas as autoridades federais não estavam preocupadas com isso. Pelo contrário. O que interessava era resolver a partilha da máquina estatal na região entre os partidos da base. Duas agências foram entregues salomonicamente: uma para o PMDB (o DNOCS) e outra para o PT (o Banco do Nordeste). E a imprensa noticiou graves desvios nos dois órgãos, que perfazem quase 300 milhões de reais. A “punição” foi a demissão dos gestores. Enquanto isso, desejando mostrar alguma preocupação com os sertanejos, o governo instituiu a bolsa-seca, 80 reais para cada família cadastrada durante 5 meses, perfazendo 400 reais (o benefício será extinto em novembro, pois, de acordo com a presidente, vai chover na região e tudo, magicamente, vai voltar ao normal). Isto mesmo, leitor. Esta é a equidade petista: para os mangões, tudo; para os sertanejos, uma esmola.
Greves pipocam pelo serviço público. As promessas de novos planos de carreiras nunca foram cumpridas. A educação é o setor mais caótico. Não é para menos. Tem à frente o ministro Aloizio Mercadante. Quando passou pelo Ministério da Ciência e Tecnologia nada fez. Só discursou e fez promessas. E as realizações? Nenhuma. Mercadante lembra Venceslau Braz. Durante o quadriênio Hermes da Fonseca, Venceslau foi um vice-presidente sempre ausente da Capital Federal. Vivia pescando em Itajubá. Quando foi alçado à presidência da República, o poeta Emílio de Menezes comentou sarcasticamente: “É o único caso que conheço de promoção por abandono de emprego.” Mercadante é um versão século XXI de Venceslau. O sistema federal de ensino superior está parado e vive uma grave crise. O que ele faz? Finge que nada está acontecendo. Quando resolve se manifestar, numa recaída castrense, diz que só negocia quando os grevistas voltarem ao trabalho.
A crise econômica mundial também não mereceu a atenção devida. Como o governo só administra o varejo e não tem um projeto para o país, enfrenta as turbulências com medidas paliativas. Acha que mexendo numa alíquota resolve o problema de um setor. Sempre a política adotada é aquela mais simples. Tudo é feito de improviso. É mais que evidente que o modelo construído ao longo das últimas duas décadas está fazendo água (e não é de hoje). É necessário mudar. Mas o governo não tem a mínima ideia de como fazer isso. Prefere correr desesperadamente atrás do que considera uma taxa de crescimento aceitável eleitoralmente. É a síndrome de 2014. O que importa não é o futuro do país, mas a permanência no poder.
Na política externa, se é verdade que Patriota não tem os arroubos juvenis de Amorim, o que é muito positivo, os dez anos de consulado petista transformaram a Casa de Rio Branco em uma espécie de UNE da terceira idade. A política externa está em descompasso com as necessidades de um país que pretende ter papel relevante na cena internacional. O Itamaraty transformou-se em um ministério marcado por derrotas. A última foi na Rio+20, quando, até por ser a sede do evento, deveria exercer não só um papel de protagonista, como também de articulador. A nossa diplomacia perdeu a capacidade de construir consensos. Assimilou o “estilo bolivariano”, da retórica panfletária e vazia, e, algumas vezes, se tornou até caudatária dos caudilhos, como agora na crise paraguaia.
O governo Dilma parece velho, sem iniciativa. Parodiando o poeta: todo dia ele faz tudo sempre igual. E saber que nem completou metade do mandato. Pobre Brasil.

Marco Antonio Villa é historiador. Possui mestrado em Sociologia  (1989) e doutorado em História Socia (1993), ambos na USP . Atualmente é professor da Universidade Federal de São Carlos. Participa do Jornal da TV Cultura.
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Os “mão-leve”, lá como aqui

“Mão-leve” era o nome que se dava nos ainda românticos tempos em que bater uma carteira era uma arte, sem que a vítima percebesse. É por isso que as formas dos roubos e assaltos hoje realizados com violência, sob a mira de armas, são chamados “na mão pesada”.

Este vídeo foi produzido na Holanda, é falado em holandês – mas nem é preciso entender as explicações. Ele alerta para que as pessoas fiquem “espertas” e não sejam descuidadas. Valé lá e vale aqui no Brasil.

A lição maior que se tira deste vídeo é a diferença existente entre as formas de furtos – sem violência – na Holanda e o praticamente estado de guerra civil existente no Brasil.

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Prato do dia: picadinho

Jack, o estripador. Um pioneiro nesse negócio de esquartejamentos

Está virando hábito: desta vez foi em Jaboatão, dos Guararapes, região metropolitana de Recife.

Um garçom foi acusado de matar e esquartejar sua mulher, que era professora, na noite de sábado. Segundo a polícia, após o crime, o garçom colocou os pedaços do corpo em três sacos plásticos (isso lembra alguma coisa?) e os levou de ônibus para a casa da mãe dele, na mesma cidade. A mãe viu o conteúdo das sacolas, passou mal e procurou um hospital, onde denunciou o filho. Interrogado, o garçom confessou o crime, segundo policiais.

No seu depoimento, disse que o casal brigava muito e que, na noite de sábado, a mulher o ameaçou com uma faca. Preso em flagrante próximo à casa da mãe por policiais, ele contou que pegou um pedaço de madeira e a espancou até a morte. Depois, esquartejou o corpo e colocou os pedaços nos três sacos.

Pergunta: será que a excessiva divulgação do caso Elize Matsunaga não está induzindo outras pessoas a usarem o mesmo “método” para resolver suas pendengas domésticas?

Só para refrescar a memória: tudo começou com Jack, o Estripador, que assombrou o West End de Londres em 1888. Suas vítimas eram mulheres que ganhavam a vida como prostitutas. Duas delas tiveram a garganta cortada e o corpo  mutilado.

E antes que eu esqueça: tenha um bom apetite no almoço. Peça picadinho de carne ou strogonoff.

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Rito sumário no Paraguai

O presidente deposto, quando ainda era bispo, com uma das mulheres nas quais gerou um filho

Órgãos da imprensa, comentaristas políticos, jornalistas e juristas  no Brasil se sentem “horrorizados”, com a rápida deposição do presidente Lugo no Paraguai e a imediata condução ao cargo do vice-presidente Frederico Franco – apesar de o Congresso paraguaio afirmar que todo rito processual deu-se de acordo com a constituição do país.

O Paraguai procedeu, segundo eles, democraticamente, a uma troca de presidente, já que o deposto Lugo vinha desencadeando uma série de acontecimentos nefastos ao país. Se o regime paraguaio fosse parlamentarista, teria sido uma simples troca de primeiro-ministro, uma vez que Lugo perdera a maioria no Congresso: 39 dos 45 senadores retiraram o apoio ao presidente na votação do impeachment.

Lugo já fora duramente criticado por receber em palácio agricultores (ou seriam baderneiros?) – um tipo de MST brasileiro, criado pelo próprio Lugo, segundo denúncias – que intensificaram a invasão de propriedades, sobretudo na região de fronteira com o Brasil. Membros da comissão parlamentar incumbida de levantar acusações contra Lugo afirmaram que o presidente instigou as invasões.

O Paraguai é o quarto maior exportador de soja do mundo, mas tem renda per capita equivalente a um quarto da brasileira. Em 2010, a economia cresceu a uma taxa de 15%, mas despencou para 3,8% em 2011. Espera-se apenas 1,5% neste ano.

Ao ser eleito em abril de 2008, o ex-bispo católico pôs fim a 61 anos de hegemonia do Partido Colorado. Lugo prometia realizar uma reforma agrária “sem processos traumáticos ou violentos”. Só que… há uma semana, confronto armado numa fazenda em Curuguaty, a 350 km de Assunção, provocou a morte de seis policiais e 11 agricultores. O episódio, citado na denúncia contra Lugo como evidência de “mau desempenho”, levou à renúncia do ministro do Interior, do PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico), até então o principal partido a lhe dar apoio. Os liberais são a segunda força no Congresso, atrás do Partido Colorado.

Numa manobra política perigosa, o presidente buscou se aproximar de colorados e nomeou um deles para a pasta vaga. Ao fazê-lo, perdeu o apoio do PLRA, o que precipitou o início da ação de impeachment, aprovado por 76 votos a 1, na Câmara, e por 42 a 3, no Senado.

Além da insegurança vivida pelos agricultores produtivos, inclusive os chamados “brasiguaios”, cercados por centenas de “sem-terra” agressivos e que chegaram a provocar invasões e quebradeiras nas suas terras, a “santidade” do bispo foi questionada por quatro mulheres que apresentaram seus filhos alegando terem sido gerados pelo “casto” ainda bispo Lugo – o agora ex-presidente reconheceu dois deles. Os paraguaios consideram que Lugo procedeu a uma espécie de estelionato, comportando-se e vestindo-se como um religioso em suas aparições, mesmo não sendo mais bispo. O ex-presidente cavou sua própria sepultura presidencial.

A rapidez com que Lugo foi deposto ofende seus vizinhos bolivarianos e principalmente o nosso país, pois contrasta com a modorra, a conivência, a leniência com que os brasileiros assistem à esbórnia, ao escracho, às bandalheiras, às mutretas e à corrupção praticada por políticos do nosso país. Se a moda pega…

Uma missão de chanceleres sulamericanos foi enviada ao Paraguai com o objetivo de evitar a deposição de Lugo e buscar uma solução “menos traumática” para o impasse, segundo a presidente Dilma Rousseff. Nada adiantou. O máximo que os países vizinhos poderão fazer é impor algum tipo de sanção ou “gelar” as relações com o  Paraguai. Mas não há dúvidas: cumpre agora ao Brasil respeitar a soberania do seu vizinho.

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Terrorista Dilma, frente e verso

Muito se tem escrito sobre a pessoa da presidente Dilma. Nota-se a preocupação dos veículos de comunicação em preservar sua imagem, protegê-la, vesti-la de Madre Tereza de Calcutá e apenas tentar mostrar seu lado positivo. Tanto é verdade, que a recente publicação de um depoimento prestado por ela, quando fazia parte de grupos terroristas, mereceu destaque na mídia (veja abaixo). Quem não conhece o outro lado da história, certamente derramou lágrimas de solidariedade à presidente. Mas para o bem da História, é interessante mostrar os dois lados desta figura.

Frente:

Os jornais “Correio Braziliense” e “Estado de Minas” divulgaram domingo, dia 17, e a Folha de São Paulo publicou ontem, dia 22, (http://www1.folha.uol.com.br/poder/1108621-dilma-contou-ter-sofrido-encenacao-de-fuzilamento.shtml) um depoimento de 2001 da hoje presidente Dilma Rousseff, no qual relata detalhes sobre sua prisão aos 22 anos, as ameaças e a tortura a que foi submetida na revolução militar (1964-1985). Ela fala em medo, dor, choques, palmatórias e as marcas que ficaram disso tudo. Entre as ameaças, cita uma encenação de fuzilamento e frases como “você vai ficar deformada”, “ninguém vai te querer”, “vai virar presunto”. O relato foi feito ao Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais, num processo para que ela pudesse ser indenizada em R$ 30 mil pelo Estado.

São várias laudas que descrevem minuciosamente as torturas. O texto termina com as seguintes frases da presidente:

“As marcas da tortura sou eu, fazem parte de mim”.

“Eu pertencia às seguintes organizações Colina, Polop, O… e VAR. A Polop deu Colina, VPR e POC”.

Verso:

Dilma nasceu em uma família classe A, com casa enorme, três empregadas, refeições servidas à francesa, com guarnições e talheres específicos. Tinham piano e professora particular de francês. Cursou inicialmente uma escola de freiras – Colégio Sion – e, depois, o renomado Estadual Central. Nas férias, iam de avião para Guarapari/ES e ficavam no Hotel Cassino Radium.

Ainda jovem, Dilma entrou para o POLOP – Política Operária – e depois se mudou para o COLINA – Comando de Libertação Nacional. Apaixonou-se e casou-se com Cláudio Galeno Linhares, especialista em fazer bombas com os pós e líquidos da farmácia de manipulação do seu pai.

Sua primeira aula de marxismo foi-lhe dada por Apolo Heringer e, pouco depois, estava em suas mãos o livro: “Revolução na Revolução”, de Régis Debray, francês que mudou-se para Cuba e ficou amigo do Fidel e mais tarde, acompanhando Guevara, foi preso na Bolívia.

Aos 21 anos, Dilma partiu para o RJ a fim de se esconder dos militares,após o frustrado assalto ao Banco da Lavoura de Sabará. No Rio, ainda casada, apaixonou-se por Carlos Franklin Paixão de Araújo, o chefe da dissidência do Partidão. Com ele, Dilma participou da fusão COLINA/VPR (esta do Lamarca), que deu origem, em Mongaguá, à Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares, cujo estatuto dizia:

Art.1º – A Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares é uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo.

É difícil identificar, mas a foto mostra os restos mortais do soldado Mário Kozel Filho, barbaramente assassinado por um grupo terrorista do qual a atual presidente Dilma fez parte. Foto: Blog Cavaleiro do Templo

Na madrugada de 26 de junho de 1968, o soldado Mário Kozel Filho, ainda com  19 anos, prestava o serviço militar. Estava no quartel, em serviço, quando ouviu um tiro, disparado pelo soldado Rufino, que fazia a guarda externa. Saiu para ver o que se passava e foi informado pelo soldado Rufino que o tiro foi para cima, para advertir um automóvel que, em alta velocidade, rompeu a barreira da área proibida ao tráfego de veículos. O motorista do automóvel deve ter se assustado e colidiu com um poste. Mário, preocupado em ajudar possíveis feridos, foi até o mesmo. Ao se aproximar do automóvel acidentado, um outro automóvel passa pelo local e seus ocupantes lançam sobre o automóvel acidentado uma bomba de grande poder destrutivo.

Mário teve morte instantânea, pedaços de seu corpo foram lançados em todas as direções. Há versões de que Dilma estava presente junto ao grupo terrorista que assassinou o soldado.

Foi em Mongaguá, litoral paulista, que os terroristas (com a participação de Dilma) traçaram o plano da “Grande Ação”, que se deu em 18 de julho de 1969, com o assalto e roubo do cofre da casa da amante do Ademar de Barros, em Santa Teresa /RJ, que rendeu US$2,598 milhões (leia o livro “O Cofre do Dr. Rui”, de Tom Cardoso, 2011, Editora Civilização Brasileira). A disputa pelo butim dolarizado foi ferrenha! A organização se dividiu entre “basistas” – que defendiam o trabalho das “massas” e junto às “bases”, e os “militaristas”, que davam prioridade à imediata e constante luta armada comunista. Dilma, que era chamada de “Joana D’Arc da subversão”, foi para São Paulo onde dividia um quarto com Maria Celeste Martins, que foi (ou ainda é) sua assessora no Planalto.

Dilma foi “dedurada” por José Olavo Leite Ribeiro, com quem mantinha três contatos semanais. Depois de vários ataques, Dilma foi presa, armada, em um bar da Rua Augusta, juntamente com Antônio de Pádua Perosa; depois, entregou à polícia seu amigo Natael Custódio Barbosa.

Dilma saiu do presídio em 1973 e foi para Porto Alegre, reatar com o ex-marido.

PESSOAS ASSASSINADAS PELA VAR-PALMARES COM A EVENTUAL PARTICIPAÇÃO DE DILMA ROUSSEFF:

11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento – Motorista de táxi – RJ

24/07/69 – Aparecido dos Santos Oliveira – Soldado PM – SP

22/10/71 – José do Amaral – Sub-oficial da reserva da Marinha – RJ

05/02/72 – David A. Cuthberg – Marinheiro inglês – Rio de Janeiro

27/09/72 – Sílvio Nunes Alves – Bancário – RJ

PESSOAS ASSASSINADAS PELO COLINA COM A EVENTUAL PARTICIPAÇÃO DE DILMA ROUSSEFF:

29/01/69 –  José Antunes Ferreira – guarda civil-BH/MG

01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen – major do Exército Alemão – RJ

25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite – civil – RJ

Se “as marcas da tortura sou eu, fazem parte de mim”, conforme diz Dilma, o que dizer das marcas estampadas nas famílias das vítimas – esposas, mães, filhos – que foram assassinadas pelos seus grupos terroristas, com ou sem sua participação direta?

A lista completa das vítimas dos grupos terroristas está no seguinte link:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/2010/01/12/

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