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Prefeitura: alta rotatividade

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Barbosa Neto: catapultado do cargo de prefeito

Os profissionais especializados nas relações de trabalho e de RH certamente têm pouquíssimas explicações ou consolo a dar quando se trata de orientar ou analisar cargos e empregos ligados a uma prefeitura como a da cidade de Londrina.

Aqui, acaba de ser cassado o segundo prefeito em menos de quatro anos. Os analistas políticos ficam em dúvida se a vergonha maior recai no prefeito cassado (que pode ser um cara-de-pau malandro e indiferente e nem se abalar com a situação) ou sobre os cidadãos trabalhadores da cidade, que vêem Londrina entrar no noticiário nacional de forma vexatória e humilhante.

Pior para o pessoal que trabalha no órgão público, sejam funcionários concursados ou contratados sob as leis da CLT. Com prefeitos como Antonio Belinatti e Homero Barbosa Neto (cassado na noite de ontem), não há estabilidade para ninguém: quem hoje está aqui, amanhã será transferido, quem detinha cargos de confiança vai para a rua, quem conseguiu um remanejamento à custa de preferências pessoais do prefeito em exercício volta para seu cubículo e torna a lamber a cola dos selos… nessa hora ninguém tem cargo, privilégios ou posição assegurada.

Pior ainda quando se trata de um prefeito impulsivo, egocêntrico, nepotista. e prepotente com o foi Barbosa Neto: após a cassação, protegidos serão execrados, perseguidos serão reconduzidos aos seus postos de direito e provavelmente toda a tropa de secretários e seus assessores estarão limpando suas mesas e caindo fora – ainda mais que o prefeito cassado brigou com o vice-prefeito eleito, que assumirá legalmente o cargo, e o afastou fisicamente das dependências da prefeitura, em mais um arroubo histérico.

O que Londrina espera agora, nestes poucos meses de mandato do vice-prefeito e para a nova gestão que se iniciará em janeiro do próximo ano, é paz, trabalho, ordem, atendimento às reais necessidades da população, fim das confrontações e do autoritarismo na realização de obras e principalmente respeito às coisas públicas – que o agora ex-prefeito andou confundindo com as privadas

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 31 de julho de 2012 às 8:33
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Finalmente: pena de homicídio doloso para motorista embriagado

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Depois de tantos lero-leros e facilitação nos casos de mortes causados por motoristas alcoolizados, uma juíza do Rio de Janeiro teve a lucidez de condenar um motorista que se envolveu numa colisão a oito anos e nove meses de prisão em regime fechado, considerando – finalmente – que este motorista cometeu dolo eventual e assumiu o risco de matar ao dirigir irresponsavelmente seu veículo.

O fato se deu na Rodovia RJ-102, no sentido Búzios-Barra de São João, Rio de Janeiro, em 2006. O motorista, de nome Juamir Dias Nogueira Júnior, de 47 anos – é bom que se registre o nome – conduzia sua Nissan Frontier “supostamente” alcoolizado, em alta velocidade, quando perdeu o controle e bateu de frente com um Renault Scénic que seguia em sentido contrário. A motorista do Renault, Mônica Dias Campos Rodrigues e Izabella Gautto Caruso, de 10 anos, filha do cartunista Chico Caruso, do GLOBO, morreram na hora. Na colisão ficaram feridos Juliana e Pedro Rodrigues (filhos de Mônica); e a babá Rita de Cássia Antonio, que também estavam no Renault. Rita ficou cega.

A sentença foi considerada no meio jurídico uma mudança histórica no paradigma da Justiça para tratar crimes cometidos no trânsito. Segundo Chico Caruso, pai de Isabella, “a condenação é um avanço. Assim como os carros estão mais potentes, os motoristas precisam ser responsabilizados por seus atos. Havia má-fé na forma como ele dirigia: seu carro era uma picape, ele dirigia em alta velocidade e na descida. Uma mudança da Justiça para os crimes de trânsito, que deixa de ser tratado como um crime culposo e passa a ser doloso”.

Como todos os processos similares, este não foi julgado de forma rápida: o acidente aconteceu no dia 27 de dezembro de 2006. A sentença só saiu agora em 2012, seis anos depois.

O delegado Mário Lamblet lembrou que, depois de ouvir depoimentos das testemunhas durante a fase de inquérito, indiciou o comerciante por homicídio doloso duplamente qualificado. “Na época, inúmeras testemunhas disseram que o motorista dirigiu durante todo o trajeto de forma irresponsável. Eu reuni indícios de que ele havia praticado homicídio doloso duas vezes, caracterizando dolo eventual no crime”, contou o delegado, que na época era titular da 127ª DP (Búzios), e que voltou ao posto este ano.

Esse julgamento abre um precedente importante, após acompanharmos tantos julgamentos em que os motoristas, ceifadores de vidas, muitos deles embriagados a ponto de não conseguirem nem sair andando dos seus veículos, foram julgados por homicídio culposo (a tal frase célebre “sem intenção de matar”) e saem lépidos e pululantes dos julgamentos sem passar um único dia na prisão.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 30 de julho de 2012 às 9:40
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Um número a mais no celular. Mas, e as antenas?

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São Paulo está adotando hoje um dígito a mais nas linhas de telefonia celular. Agora serão nove números ao invés de oito, o que permitirá um acréscimo de linhas em torno de 40 milhões.  O país já tem mais linhas ativas que pessoas (123 para cada 100 habitantes) e São Paulo reúne a maior concentração de usuários.

Curiosamente, essa mudança chega no exato momento em que a Anatel proibiu a comercialização de novas linhas para algumas operadoras, pelas deficiências técnicas, quedas de sinal, reclamações a granel – enfim, pelo descumprimento de contratos com seus consumidores e absoluta falta de qualidade na prestação de serviços.

Segundo as operadoras, o problema está na legislação de cada município, que não unificou normas para montagem de antenas, limitando espaços – o que resulta em menos antenas do que o necessário, provocando os chamados pontos cinza.

E ponto cinza é muito chato: eu mesmo tinha de subir ao telhado da minha casa, quando residia em Cotia, SP, para obter um sinal ao menos razoável e poder falar ao celular. Na época, movi um processo contra a operadora que na hora da compra do celular  não me alertou sobre o tal ponto cinza – que constava em seus mapeamentos – e ganhei uma indenização.

É isso que os consumidores devem fazer: não deixar barato. Nós, consumidores, somos os reis do pedaço. E é isso que as empresas de prestação de serviços e produtos precisam ter em mente.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 29 de julho de 2012 às 8:33
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Farinha do mesmo saco

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Adhemar de Barros (falecido), Paulo Maluf, Antonio Belinatti (prefeito cassado de Londrina, Barbosa Filho (prefeito a ser julgado em Londrina). São todos farinha do mesmo saco. Sempre acharam que podiam avançar no dinheiro público a seu bel-prazer, confundindo o público com o privado.

No próximo dia 30, Londrina vai julgar seu prefeito, que montou um exército pedetista provavelmente para intimidar os vereadores e os adversários que julgarão se foi mesmo improbidade administrativa o conjunto de irregularidades das quais ele vem sendo acusado. E bota irregularidade nisso – só quem vive em Londrina sabe de quantas acusações ele já foi alvo.

A decisão caberá à Câmara Municipal.

E o que o londrinense quer, simplesmente, é um prefeito honesto, realizador, que coloque o interesse dos cidadãos acima dos seus próprios. Que escolha um secretariado eficiente. Que não seja nepotista. Nem arrogante. Nem prepotente. Qualidades que aparentemente esse Barbosa Filho não assimilou.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 28 de julho de 2012 às 8:33
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A quadrilha do mensalão pensa que somos idiotas

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O processo do mensalão vem se arrastando há dez anos. Nestes dias, entrou na reta final para o julgamento no Supremo Tribunal Federal e começará no dia 2 de agosto. Já soubemos que o presidente do tribunal deverá se afastar compulsoriamente ainda este ano, por causa da sua idade. Já soubemos que vários dos crimes tipificados no processo poderão caducar por decurso de prazo se não forem julgados agora.

Pois esta semana, cinco advogados paulistas”vivaldinos” tiveram a petulância de solicitar à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia Antunes Rocha, “que pondere com seus colegas de STF que é inoportuno julgar a ação do mensalão durante o período eleitoral”.

Seu argumento é de que, como os debates entre defesa e acusação serão televisionados e noticiados pelos meios de comunicação exatamente no período eleitoral, haverá um “desequilíbrio, em desfavor dos partidos envolvidos”. No caso, especialmente o PT.

Na petição, eles observam que a repercussão será ainda maior porque o julgamento ocorrerá durante o período eleitoral. “Tem-se o pior dos mundos: a judicialização da política e a politização do julgamento. Perde a Democracia, com a realização de uma eleição desequilibrada. Perde a República, com o sacrifício dos direitos dos acusados ao devido processo legal”.

A estas alturas, cabe retorquir: quem mandou o chamado  chefe de quadrilha Zé Dirceu e seus 39 comparsas se meterem neste imbrógllo? Quem mandou – no caso dos advogados – aceitar uma incumbência antipática, imoral, indecente e ridícula como essa petição? Quem mandou o PT fazer composições espúrias com outros partidos à época do mensalão, para garantir votos, cargos e verbas ilegais?

Alguém vai ter de pagar o pato. Mas não queiram jogar essa pilantragem em cima de nós!

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 27 de julho de 2012 às 8:33
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O engenheiro tomou umas e outras…

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  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 26 de julho de 2012 às 8:33
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25 de julho, Dia do Escritor (1)

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  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 25 de julho de 2012 às 8:33
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25 de julho, Dia do Escritor (2)

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A vida não é fácil para os escritores brasileiros. Excetuando-se alguns Paulo Coelho, Jorge Amado (e quem mais?), poucos conseguem sobreviver da venda de livros. A maioria tem uma segunda e até uma terceira atividades, para levar leite e pão aos filhos em casa.

A moça da foto chama-se Vanessa de Oliveira, autora do livro “Seduzir Clientes – O Lado Sexy do Marketing”. Foi para Lima, no Peru para lançar o livro e descobriu que já estavam vendendo seus livros pirateados – isto é, ela não ganharia um único centavo com a sua obra.

Julgando que nem valeria a pena denunciar a pirataria na polícia, Vanessa decidiu fazer um protesto em praça pública que chamasse a atenção. Deu nisso que a foto mostra.

Agora, se o protesto resolveu o problema dela já são outros quinhentos. Resta saber quais quinhentos.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:33
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Até quando Lula ficará blindado no mensalão?

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Agora que o processo do mensalão está se afunilando no Supremo Tribunal Federal, começam a surgir ameaças veladas dos acusados contra seus superiores. Este é o caso do pseudo-publicitário Marcos Valério, acusado de ser o centralizador das operações do mensalão: na defesa que seus advogados entregaram ao STF em 2011, Marcos Valério questionou a ausência de Lula entre os réus do processo afirmando que se a acusação do Ministério Público fosse verdadeira o principal beneficiário do esquema deveria ser listado nela. O que corrobora a tese deste blog Bahr-Baridades e de outros jornalistas e blogueiros: havia um Ali Babá entre os quarenta ladrões. E esse Ali Babá só poderia mesmo ser o ex-presidente Lula.

Valério responde pelos crimes de corrupção ativa, peculato, la­vagem de dinheiro, formação de qua­drilha e evasão de divisas. Somadas, as penas podem chegar a 43 anos de pri­são. Na hora do aperto, o operador do mensalão fez chegar à cúpula do PT a ameaça: “depois de refletir muito, teria final­mente decidido procurar o Ministério Público para revelar alguns segredos — o principal deles, supos­tos detalhes de suas conversas com Lula em Brasília.”

Na tentativa de blindar o ex-presidente, ainda em maio, quando os ministros do STF já debatiam a data de início do julgamento, petistas influentes foram mobilizados para “dissuadir” Marcos Valério de abrir o bico. De acordo com reportagem da revista “Veja” desta semana, as ameaças de Valério levaram o PT a destacar o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh para missão de tentar manter Valério “sob controle”.

Esse mensalão certamente ainda vai reservar muitas surpresas. Só espero que não se repita o que aconteceu com o ex-prefeito Celso Daniel, que foi “apagado” como queima de arquivo. O pessoal do PT é muito perigoso.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 24 de julho de 2012 às 10:23
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Brasil: mais assassinatos do que países em guerra

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O italiano Tomasso Lotto foi assassinado  em São Paulo por dois assaltantes que estavam em uma motocicleta. Lotto estava no carro de um amigo, advogado espanhol que vive em São Paulo,quando ambos foram atacados por dois criminosos em uma motocicleta. Ao se aproximar do carro do advogado, o criminoso na garupa da moto começou a bater com uma arma no vidro do carro e a exigir que os dois estrangeiros entregassem seus pertences. Sem compreender o que os ladrões gritavam, Lotto tentou descer do carro, quando foi baleado no tórax pelo criminoso.

Socorrido no Hospital, Lotto ficou seis horas internado, mas morreu por volta das 22h30 de sábado. Detalhe: o italiano havia chegado na sexta-feira ao Brasil, com planos de se estabelecer na capital paulista.

O “Mapa da Violência 2012″, produzido pelo Instituto Sangari, entidade que analisa os últimos 30 anos de violência homicida no país, verifica profunda mudança nos padrões históricos e aponta as principais características da evolução dos homicídios em todo o país nas 27 Unidades Federadas, 27 Capitais, 33 Regiões Metropolitanas e nos 200 municípios com elevados níveis de violência.

E os dados são estarrecedores: com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais. O estudo conclui que, apesar da redução das mortes violentas em diversas capitais do país, o Brasil mantém um índice epidêmico de homicídios – 26,2 por 100 mil habitantes -, que têm crescido sobretudo no interior do país e em locais antes considerados “seguros”.

Calculando a média anual de homicídios do país em 30 anos, Julio Jacobo Waisefisz, pesquisador do Sangari, chegou ao número de 36,3 mil mortos no ano – o que, em números absolutos, é superior à média anual de conflitos como o da Chechênia (25 mil), entre 1994 e 1996, e da guerra civil de Angola (1975-2002), com 20,3 mil mortos ao ano.

A média também é superior às 13 mil mortes por ano registradas na Guerra do Iraque desde 2003 . “O número de homicídios no Brasil é tão grande que fica fácil banalizá-lo”, disse Waisefisz à BBC Brasil. “Segundo essas mesmas estatísticas, ocorreram, em 2010, quase 50 mil assassinatos no país, com um ritmo de 137 homicídios diários”.

O estudo aponta que “nossas taxas são muito elevadas e preocupantes, considerando a nossa própria realidade e a do mundo que nos rodeia, e não estamos conseguindo fazê-las cair. Estados que durante anos foram relativamente tranquilos, alheios à fúria homicida, entram numa acelerada onda de violência”, diz a pesquisa.

“A disseminação e a interiorização tiveram como consequência o deslocamento dos polos dinâmicos da violência: de um reduzido número de cidades de grande porte para um grande número de municípios de tamanho médio ou pequeno. Se as atuais condições forem mantidas, em menos de uma década as taxas do interior deverão ultrapassar as das capitais e regiões metropolitanas país.”

Com o assassinato do italiano, obviamente o Brasil vai aumentando dia após dia sua fama de país altamente perigoso para se viver. É mais ou menos como a visão que nós, brasileiros, temos atualmente da Síria: quem de nós está disposto a fazer turismo por lá?

 

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 23 de julho de 2012 às 10:01
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Flanelinhas de Londrina

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"Comprovante" fornecido pelo flanelinha, "autenticado" no verso. O valor é cobrado antecipadamente

Eu nem pretendia voltar a esse assunto chato. Mas não tem jeito.

Em Londrina, está transcorrendo o FML – é com essa sigla que lembra uma conotação meio política, meio empresarial, que estão denominando o Festival de Música de Londrina. São apresentações musicais dos mais diversos gêneros, que ocorrem durante vários dias seguidos simultaneamente em teatros, parques, no calçadão e em outros pontos. Palmas para o evento.

É aí que entra a história dos flanelinhas. Que para mim não passam de um bando de vagabundos praticando ostensivamente uma extorsão. E extorsão é crime.  Afinal, eles cobram valores pré-determinados para você estacionar o carro… na rua, que é pública, não tem dono e para cujo asfaltamento, construção do meio-fio, conservação e limpeza você vem pagando religiosamente através dos impostos municipais, desde sempre.

Ontem à noite houve um evento no Teatro Marista – e eis que ao estacionar o carro em vaga na própria rua, por lá surge a figura odiosa de um desses vagabundos para extorquir (cobrar, segundo ele) uma taxa de estacionamento. Que eu chamo de taxa de insalubridade. Esse valor varia de acordo com a importância do evento. Se for um Roberto Carlos, o valor sobe estratosfericamente. Artistas ou shows de expressão menor são taxados moderadamente. Se é que R$5,00 são um valor moderado.

O flanelinha procura demonstrar organização e seriedade e, ao pagarmos (antecipadamente, pois após o show todos eles já deram no pé, no pinote, deram chá de sumiço, o que faz a gente supor que ninguém ficou “olhando” o seu carro), nos passou um papelzinho feito nas cox… (veja a reprodução).

Parece que graças à tal política de “proteger os coitadinhos”, o poder público – especialmente a polícia – faz vistas grossas a essa ilegalidade, a esse crime. Um contrassenso, pois segundo apregoa o governo federal o Brasil está com um dos menores índices de desemprego da sua história, há centenas de cursos de aperfeiçoamento profissional à disposição, as padarias têm vagas para padeiros, agências de recolocação oferecem dezenas de possibilidades… mas, não, essa turma não quer saber de trabalhar. Querem é extorquir motoristas.

Londrina deveria tirar proveito da experiência feita em São Paulo: em dias de jogos de futebol, a polícia colocou em ação uma operação pente fino nas imediações dos estádios e bota toda essa cambada dentro de um camburão, permitindo que o cidadão estacione seu veículo onde houver vagas, sem que seja obrigado ou coagido a pagar um único centavo a estes achacadores. Além disso, descobriu-se que no meio daqueles flanelinhas atuam criminosos condenados, foragidos da justiça e outras figurinhas fichadas com antecedentes criminais.

Londrina deveria seguir este exemplo. E por aqui essa “limpeza” seria muito mais fácil, pois a cidade é mais compacta e possui um número de habitantes infinitamente menor do que São Paulo.

 

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 22 de julho de 2012 às 10:05
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Agências reguladoras vão mesmo cumprir seu papel?

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A primeira agência reguladora (ANATEL) foi criada pelo governo Fernando Henrique para fiscalizar e regular as atividades das empresas de telecomunicações, o que deu início às agências específicas para saúde, aviação civil, petróleo, energia elétrica e outras.

A ideia foi ótima. O problema é que durante muito tempo o consumidor final praticamente não recebeu a proteção que a criação das agências prometia. Prova disso foram os enormes problemas enfrentados, por exemplo, pelos passageiros de linhas aéreas, que pagaram seus pecados, sofrendo com atrasos de vôos, overbooking, cancelamentos e absoluto descaso das companhias aéreas, muitas vezes abandonados à sua própria sorte por horas e horas nos saguões dos aeroportos brasileiros.

A ANS, agência reguladora da saúde, passou anos a fio protegendo muito mais as operadoras de planos de saúde do que os próprios usuários. Como o não cumprimento do Estatuto do Idoso, que proibia aumentos de mensalidades após o segurado dos planos chamados “antigos” completar 60 anos – e no site da ANS esta orientação a favor das operadoras ficou estampada por anos a fio desafiando a lei. Apenas recentemente, com a unificação dos pareceres jurídicos favoráveis aos idosos, a ANS foi obrigada a mudar de posição.

Por isso, as novas medidas tomadas pela ANAC, ANS e ANATEL chegam a surpreender os consumidores, após anos e anos de reclamações e péssimos serviços prestados pelas operadoras. Demorou demais para que a ANAC iniciasse um processo de moralização no atendimento aos passageiros, multando as companhias aéreas por atrasos nos vôos, obrigando-as a prestar suporte como estadia e alimentação, proibindo o overbooking e tomando outras providências em benefício dos consumidores finais.

Também a ANS acaba de proibir a venda de mais de 100 planos de seguro-saúde, cujas operadoras estavam tratando seus segurados pior do que gado nas fazendas de corte, obrigando-os a esperar semanas a fio para marcar uma consulta e meses para a realização de exames e cirurgias.

E agora ocorre o endurecimento da ANATEL contra quatro operadoras de telefonia celular, após pilhas e pilhas de reclamações junto ao PROCON e na justiça por usuários lesados pela falta de sinal, pelo péssimo atendimento prestado e pelas deficiências do serviço. Mesmo com essas denúncias e ameaças de multas gigantescas, as operadoras pretendem recorrer na justiça para continuar as vendas de chips e aparelhos celulares, ampliando o leque de usuários insatisfeitos, ao mesmo tempo em que nem sabem como fazer para ampliar o raio de alcance do sinal com a instalação de novas antenas que venham a melhorar seus serviços, devido às legislações específicas de cada município em relação a novas torres, poluição ambiental e visual, etc.

O que se nota é uma disputa de braço de ferro entre as agências reguladoras e as operadoras. Como resultado, até aqui são os consumidores que estão levando a pior, pois como sempre, representam o lado mais fraco. As agências reguladoras terão de despender muitos esforços para provar que desta vez, sim, estão do lado mais fraco e deixaram de proteger as prestadoras de serviços. Por enquanto, aposto na vitória do lado mais forte. Que sempre tem vencido.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 21 de julho de 2012 às 8:33
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Capitanias hereditárias ou coincidência?

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Luiz Zveiter, imperou 15 anos no STJD

Nesta quinta-feira, 19 de julho, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) elegeu Flávio Zveiter como o novo presidente do STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva).

O curioso é que Flávio é filho de Luiz Zveiter, que ocupou o cargo entre 1990 e 2005 e que deixou a presidência por incompatibilidade de cargos: ele atua no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que atualmente preside.

Estas passagens de cargos de pai para filho (ou para filha) lembram muito a dinastia Sarney. Todo mundo acha que os Sarney são os donos e imperadores do Maranhão, sua terra natal. A diferença é que Sarney é imortal (pelo menos na Academia Brasileira de Letras, onde foi eleito(?) como membro, o que metade dos intelectuais acha uma excrescência – e a outra metade também…

O filho, Flávio Zveiter

No caso do STJD, a história se repete. Sai o pai, entra o filho. Provavelmente haverá algum neto no futuro que continuará a comandar esse mini-império.

Estas passagens de poder nos remetem às lembranças das capitanias hereditárias brasileiras, mais atuais do que nunca.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 20 de julho de 2012 às 14:42
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Aumento (?) federal

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  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: às 8:33
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Seca nordestina: o Holocausto brasileiro

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Em termos comparativos, está na hora de considerar o eterno problema da seca no Nordeste um caso de genocídio similar ao Holocausto: são décadas de descaso das autoridades para com a pobre população que vive na zona árida sujeita a escassez  de chuvas.

O Jornal Nacional da Globo mostrou imagens vergonhosas para as pessoas que têm um mínimo de lucidez pensante: milhões de litros de água desperdiçados diariamente, brotando de poços artesianos com jatos chegando à altura de 20 metros. Esse desperdício criminoso fica no vale do Gurguéia, no sul do Piauí, onde existe a maior reserva subterrânea de água do Nordeste. “Aqui, na nossa região, em todo lugar que perfurar um poço com 100, 200, 180 metros, jorra 60, 70 mil litros de água por hora”, contou o comerciante Antônio José Guimarães. No município de Cristino Castro dezenas de poços jorram sem parar. Alguns abastecem piscinas de restaurantes e hotéis, outros não servem para nada. A vazão de um único poço é de um milhão de litros de água por hora. O que é desperdiçado no local seria suficiente para abastecer 13 cidades com 10 mil habitantes.

Enquanto isso, mais de mil municípios do Nordeste brasileiro estão em situação de emergência por causa da seca, contabilizando-se 184 apenas no Piauí.

Somente no período abrangido por minha geração, são sete décadas de incompetência criminosa provocada pelo governo federal e pelos governos estaduais daquela região, responsáveis por esta calamidade. Um país que dispões de seis, sete bilhões de reais – ou mais ainda – para esbanjar em estádios de futebol, verbas absurdas para distribuir entre deputados, senadores, cargos de confiança, aspones e gespones, bilhões desviados em corrupção consentida, regados a cartões corporativos misteriosos e secretos, este descaso só pode mesmo ser considerado criminoso por não resolver o problema que, não à-toa, é chamado de “indústria da seca”.

Possivelmente alguém ainda vá escrever um compêndio sobre as ideias mirabolantes, os projetos ineficazes, a politicagem egocêntrica dos “coronéis” nordestinos, o enriquecimento do pessoal de carros-pipa, a troca de água por votos, todos se aproveitando do infortúnio daquela pobre gente nordestina e, principalmente, descrevendo a incompetência, a falta de realizações, a falta de projetos eficazes, a falta de solução – em pleno Século XXI, mais de quarenta anos após o homem ter chegado à lua.

Falta de água não é: os poços artesianos provam isso.

Muitos dos nordestinos fogem da região da seca, formando o conhecido contingente de “retirantes”, retratado ad nauseam pela literatura brasileira e acabam procurando sua sobrevivência em outros municípios. A cidade de São Paulo é um exemplo. Lá vão se formando favelas e sub-habitações com estes retirantes, tornando praticamente impossível criar tão rapidamente a infra-estrutura de água, luz, transporte, saúde, escolas e saneamento, o que não deixa de ser um prato cheio para os petralhas, acusando prefeito e governador de incompetentes para tirar vantagens políticas – quando o próprio partido governista, há nove anos no poder, não mexeu uma única palha para tentar resolver o problema da seca.

Se o brasileiro fosse mais politizado, não resta dúvidas de que aqui se iniciaria, à exemplo da “primavera árabe”, uma “Primavera Brasileira”, com milhões e milhões de manifestantes nas ruas e praças, exigindo a deposição desta corja de incompetentes, corruptos, malandros e aproveitadores. A começar pela própria presidente. Que depois seriam levados a julgamento em um tribunal internacional.

  • por: Bahr-Baridades
  • Postado em: 19 de julho de 2012 às 8:33
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