Mês: dezembro 2012

 

Mega-Sena: eis suas chances

A Mega-Sena da virada deverá sortear um premio estimado entre R$240 e R$250 milhões. E o vencedor poderá ser você, caro leitor. Ou qualquer um dos milhões de brasileiros que estão concorrendo. Provavelmente até gente do Exterior.

Sem querer desanimá-lo, veja quantas coisas poderão acontecer a você, estatisticamente, com mais probabilidades do que ser o grande ganhador da Mega-Sena:

Encontrar um petista barbudinho pela frente: 1 chance em 3
Ataque cardíaco: 1 chance em 300
Atingido por uma arma de fogo: 1 chance em 9.450
Acidente de carro: 1 chance em 18.800
Tombo: 1 chance em 20.700   
Atropelado: 1 chance em 45.200
Acidente de trabalho: 1 chance em 47.600
Acidente de moto: 1 chance em 118.000
Influenza, a gripe espanhola: 1 chance em 159.000
Acidente de bicicleta: 1 chance em 341.000
Acidente de barco: 1 chance em 402.000
Atingido por um raio: 1 chance em 2.500.000
Acidente de ônibus: 1 chance em 4.400.000
Acidente de trem: 1 chance em 5.050.000
Terremoto: 1 chance em 5.930.000   
Avalanche: 1 chance em 8.140.000
Acidente de avião: 1 chance em 8.450.000   
Atacado por um cachorro: 1 chance em 10.900.000

Acertar os seis números da Megasena: uma em cada 50.063.860

Mesmo com esta baixa probabilidade, Bahr-baridades deseja-lhe muito boa sorte!

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Fechando 2012: a máquina da corrupção continua ativa

“O mundo gira, a Lusitana roda”. Esse foi um slogan famoso durante anos a fio em São Paulo, criado por uma empresa de mudanças – obviamente seus donos eram lusitanos.

Uma paródia do mesmo slogan poderia ser aplicada hoje em dia: “O Brasil ri,  a corrupção grassa”

3.167 é o número de inquéritos que a Polícia Federal conduz no Brasil sobre desvios de recursos e corrupção envolvendo prefeituras em todo o País. Estão sob investigação 484 prefeitos e ex-prefeitos por violação ao Decreto Lei 201/67, que define os ilícitos de responsabilidade de administradores municipais.
Os dados constam de levantamento realizado pela Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor) – braço da PF que aloja setores estratégicos da instituição, inclusive o serviço de análise de dados de inteligência e a divisão de repressão a crimes financeiros.
O Maranhão é o Estado onde a PF mais trabalha, com um acervo de 644 inquéritos relativos a fraudes em gestões municipais. A Bahia está em segundo lugar, com 490 inquéritos, seguida de Ceará (296), Piauí (285), Pará (196) e Pernambuco (194). Em São Paulo, são 96 os inquéritos sobre gestores que atropelaram a lei; em Alagoas, 83; e no Rio de Janeiro, 60.

Além de prefeitos e ex-prefeitos, são investigados 182 servidores municipais, 87  secretários municipais e 63 funcionários que ocupam cargos de comissão. Esses dados são relativos apenas à atuação da PF – centenas de outros prefeitos e ex-prefeitos são réus em demandas movidas pelo Ministério Público nos Estados, que detém competência para propor ações com base na Lei da Improbidade. Para dar conta desse expediente tão excepcional, a direção-geral da PF criou as delegacias e setores de combate a ilícitos financeiros e ao crime organizado em todas as superintendências regionais.

Os dados referem-se apenas a investigações da PF e não consideram os processos por improbidade administrativa movidos pelo Ministério Público nos Estados. Ou seja, a situação de corrupção nos Estados ainda é pior do que se coloca nesse levantamento da Polícia Federal.
O mapeamento abrange ainda os inquéritos sobre crimes de violação à Lei 8.666/93 (licitações) e contra a administração pública – peculato, concussão (extorsão por servidor público), corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e inserção de dados falsos nos programas de informação. Esses inquéritos estão à parte das investigações referentes exclusivamente às administrações municipais. Estes ilícitos são praticados com recursos da União em todos os níveis da administração municipal, estadual e federal, e todos os Poderes, que somam 8,1 mil inquéritos, ou 10% do volume de investigações sob responsabilidade da PF.

Neste lote do levantamento estão na mira da PF 34 ex-deputados federais, que perderam o foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal, uma vez que não exercem mais o mandato. Também são investigados 384 servidores públicos federais da administração direta e indireta e 1.633 agentes públicos municipais. Por fraude à Lei de Licitações a PF mantém em curso 1.958 inquéritos. Peculato (quando o funcionário público desvia bens da administração)  é alvo de 1.944 inquéritos, seguido da corrupção passiva (504), ativa (94) e concussão (145). Em valores globais, todos os contratos sob apuração – os das prefeituras e os dos demais órgãos de governo – somam R$ 11,651 bilhões. Isso não significa que esse seja o montante desviado. O valor se refere aos contratos que estão sob investigação.

Especificamente com relação às prefeituras, a PF usa como instrumento legal para enquadrar gestores à margem do decoro o Decreto Lei 201, que dispõe sobre a responsabilidade dos prefeitos e vereadores e prevê 23 situações que provocam danos ao erário – apropriação de bens ou rendas públicas, desvios em proveito próprio ou alheio, deixar de prestar contas anuais, ordenar ou efetuar despesas não autorizadas por leis, fraudes à licitação, e outros. As sanções vão de 2 a 12 anos de prisão.

Charge: Correio Buritiense
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Terminando o ano com engulhos

Decepcionado, vejo nosso Brasil caminhando de marcha a ré em tudo o que se refere a políticos e gestores públicos.

Quase não acreditei ao ler a notícia de que José Genoino, condenado a 6 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pretende assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados na próxima semana. Genoino ficaria com a vaga do deputado Carlinhos Almeida (PT-SP), que entregou o seu pedido de renúncia à Secretaria Geral da Mesa da Casa na quinta-feira, 27, para assumir a Prefeitura de São José dos Campos (SP).

A informação é do advogado do petista, Luiz Fernando Pacheco. “Acredito que a posse seja no dia 2 ou dia 3 (de janeiro)”, afirmou. O que na verdade é uma afronta à sociedade e ao bom senso: na última sessão do julgamento do mensalão, em 17 de dezembro, os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram que os deputados condenados perderiam os mandatos automaticamente. Além de Genoino, foram afetados João Paulo Cunha, do PT; Valdemar Costa Neto, do PR; e Pedro Henry, do PP.

Para marcar muito bem a afronta, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado marco maia (PT-RS), com o nome escrito propositadamente em minúsculas para mostrar a total falta de consideração que este blog tem com tal indivíduo, vem sustentando que a última palavra sobre cassação é dos parlamentares, e não dos ministros do tribunal. Essa atitude de maia vai contra todos os preceitos da honradez, respeito e ética que o poder judiciário merece do brasileiro.

Para culminar o escracho desta corja de políticos, O Globo nos solta a vergonhosa informação de que outro crápula da política, Renan Calheiros (PMDB), deve voltar a presidir o Senado seis anos após renunciar ao posto. O peemedebista deverá oficializar a candidatura apenas no último momento para evitar que as denúncias de corrupção que o fizeram deixar o cargo em 2007 – e quase perder o mandato – voltem à tona.

Com tal laia de gente – Sarney, Genoíno, Dirceu, Renan, Jáder Barbalho, Maluf, Lula, Collor e outros tantos bandidos ainda atuantes no cenário político, não há Brasil que caminhe para a modernidade nem brasileiro que confie nos seus pseudo-líderes. Irggghhhhh!

Charge: Angeli
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Algumas grandes pizzadas em 2012

– Merece registro a enorme pizzada da CPI do Cachoeira, que se transformou no maior fiasco já ocorrido no Congresso Nacional: um bando de políticos incompetentes e fracos de comando colocados na presidência e na relatoria, sem pulso nem liberdade de ação, que tiveram paúra (para não escrever outro termo) e deixaram de levar avante a investigação outorgada pela nossa Constituição. Terminou numa pizza de alcachofras misturada com rúcula, cheia de sal e pimenta, coberta de carne estragada, para tirar o gosto amargo do vexame proporcionado ao país.

– Valeu a pizzada do São Paulo Futebol Clube, que voltou a ganhar título – já estavam perdendo o costume. Celebrando o título, aproveitaram para tirar o gosto amargo das vitórias corintianas, seu arqui-rival, no ano de 2012.

– A pizzada mais saborosa se deu no Supremo Tribunal Federal, comemorando o fim do julgamento do mensalão, condenando um monte de facínoras a cumprirem pena na cadeia e mostrando quem é que manda realmente no país quando se trata de cumprir a lei. Só não foram convidados os revoltados Lewandowsky e Dias Toffoli, que preferiram celebrar com a turma do PT. Declinaram também do convite Rosa Weber e Carmem Lúcia.

– Em todas as pizzarias apareceram aqueles cerca de 60% de obesos que hoje fazem parte do cotidiano das nossas ruas. Homens, mulheres e crianças com um absurdo sobrepeso, balançando banhas por todos os lados, que não aprenderam a se alimentar direito e vão direto ao ponto: pizza é tudo o que não devem comer. Mas como não foram esclarecidos pelos médicos e nutricionistas do fracassado SUS, lá estão eles nas pizzarias, devorando quantidades absurdas de massas, queijos, linguiças e carnes. Para muitos deles, terá sido a última pizzada em vida.

– Deu pizzada também com o pessoal do MST. Afinal, muitos deles são profissionais a serviço do PT, têm carro, casa e se metem a participar dos acampamentos e invasões de terra para ganhar um dinheirinho extra, além de abocanharem um pedaço de terra em cada desapropriação ordenada pelo governo e pela justiça. Depois, ganham outro dinheirinho vendendo ilegalmente a terra “conquistada”. E ganham as pizzas gratuitamente, pois os menos esclarecidos acham que todos são uns coitadinhos.

– Pizzadas que não poderiam ficar sem registro foram comemoradas por blogueiros, ONGs e artistas protegidos e subvencionados com farta distribuição de verbas pelo governo. Blogs facciosos, ONGs esquerdistas e artistas cujo mérito se resume a serem mais “amiguinhos” da turma do poder do que sua capacidade artística, se esbaldaram em pizzadas neste 2012.

– Pizzada sem gosto foi comemorada em São Paulo, por um prefeito eleito por menos de 60% dos paulistanos, que tomará posse em janeiro. O pior é que essa eleição tirou o prazer dos paulistanos em comer pizza, pois já sabem de antemão que a mesma incompetência demonstrada pelo prefeito eleito quando era ministro da Educação se transferirá para a cidade de São Paulo. Uma catástrofe já prevista!

– Pizzadas mil foram comemoradas por narcotraficantes, contrabandistas de armas, bandidos e assassinos por todo o país. Comemoraram o seu cada vez maior poder de fogo, o aumento dos lucros com o crime, e a lei penal que foi propositadamente manipulada para livrá-los da cadeia, ou libertá-los após curtos períodos de cumprimento de penas, inclusive através de “indultos” distribuídos a granel por todo o país, deixando-os retornar às ruas para a prática de novos e repetidos crime. Haja pizza para tanta comemoração!

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De repente, Marcos Valério virou mentiroso?

Na época em que a máfia do mensalão estava em plena ação – e máfia aqui se refere principalmente à quadrilha do PT – o pseudo-publicitário Marcos Valério era o homem de confiança do esquema. Chamado de “operador”, todos os envolvidos no esquema acreditavam plenamente nele. Afinal, era ele o canal de distribuição de dinheiro ilícito que jorrava para as contas do partido e para os bolsos dos políticos. Mensalão em curso, tudo andava muito bem por aquelas bandas.  Ou, melhor, tudo andava muito bem para aquele bando.

Eis que nove anos depois, com os envolvidos julgados e condenados, Marcos Valério colocou o apedeuta Lula da Silva em apuros, ao denunciá-lo como partícipe e chefão do esquema. As denúncias foram publicadas na Revista Veja, desmentindo as repetitivas, monótonas e nada críveis afirmações do ex-presidente de que ele, Lula, “não sabia de nada”.

As acusações de Marcos Valério foram suficientes para que, de repente, o PT passasse a não confiar mais nele. Imediatamente passaram a detoná-lo, a afirmar que as denúncias são mentirosas, como acreditar num condenado pela justiça? Onde já se viu?

Dizem que mentiras têm pernas curtas. Como publicado dia destes no Estadão, “depois do cha cha cha della secretaria (leia-se Rosemary), Lula se vê em apuros com as denúncias de Marcos Valério”.

Sem bancar o futurólogo, eis várias possibilidades que em breve poderão ocorrer:

1 – Marcos Valério será “apagado” exatamente como o foi o ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, que ousou desafiar e denunciar as falcatruas do partidão lulista.

2 – Marcos Valério será ouvido pelo Procurador Geral da República, que montará um processo contra Lula e passará o caso para o STF.

3 – Lula vai tentar se equilibrar entre as acusações, provas, devassa nas suas contas e quebra do seu sigilo bancário, até onde as firulas jurídicas o permitirem.

4 – Com o enfraquecimento e os rachas no partidão, novas denúncias contra Lula reforçarão a necessidade da abertura de um processo contra ele.

5 – Remotamente viável, os cacos que sobraram da oposição – se é que existe oposição no Brasil – serão juntados para formalizar uma investigação contra Lula. Este que se cuide!

Foto: José Guilherme Camargo
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Publicitários, estatais e negócios de alto risco

Cobiçadas por praticamente todas as agências de propaganda brasileiras grandes, médias e pequenas, as empresas estatais e autarquias podem representar enormes ganhos financeiros aos publicitários, ao mesmo tempo em que oferecem riscos capazes de arruinar as mais sólidas carreiras profissionais.

Os valores destinados à publicidade pelos governos federal, estaduais e municipais chegam muitas vezes a números astronômicos. Algumas licitações são montadas “para inglês ver”, pois as agências já haviam sido pré-escolhidas. Como demonstrado no processo do mensalão, várias campanhas e serviços publicitários alegadamente prestados serviram apenas de fachada para o desvio de dinheiro, quando parte das verbas era paga às agências e fazia o caminho de volta diretamente para os partidos políticos ou os bolsos de políticos corruptos.

Foi o mensalão que revelou o nome de um “publicitário”, aqui colocado entre aspas, pois ele era na verdade um grande picareta que de publicidade provavelmente não entendia nada: o tristemente famoso carequinha Marcos Valério – que vai amargar um bom período de férias na prisão. Valério arrastou consigo seu sócio, que era o verdadeiro profissional encarregado dos serviços de criação e parecia entender do riscado (sem sarcasmos).

Duda Mendonça prestando depoimento na CPI

O mensalão também deixou os brasileiros estarrecidos quando se tomou conhecimento das enormes fortunas que giravam de um lado para outro pelas mãos do marqueteiro Duda Mendonça, alegadamente o custo cobrado para as campanhas do PT e que foram parar em paraísos fiscais. Esta dinheirama toda saiu disfarçadamente do caixa de empresas estatais e provavelmente se transformou em casas, apartamentos e veículos de particulares, notadamente gente do PT.

Agora, segundo denúncias do Estado de São Paulo, o carequinha Valério, sem mais nada a perder a não ser a própria vida a exemplo do que aconteceu com o ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel e começa a atirar para todos os lados, disse em depoimento que o dinheiro do esquema também foi usado para pagar o presidente do Grupo ABC, o publicitário Nizan Guanaes. Em reportagem publicada dia 20 último, Valério cita pagamentos à dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano em operações ocorridas em 2005. Além de terem sido garotos-propaganda de Lula da Silva na campanha presidencial de 2002, os músicos também trabalharam em campanhas petistas em 2004.

Dono da Agência Africa e um dos publicitários mais premiados do país, Nizan negou as acusações por meio de nota oficial. “A assessoria de imprensa de Nizan Guanaes esclarece que não há qualquer fundamento nas supostas alegações apresentadas. A assessoria esclarece ainda que Nizan Guanaes jamais recebeu em suas contas qualquer pagamento por campanhas políticas, seja no Brasil ou no exterior. Os serviços foram prestados por suas empresas no Brasil e os registros dessas empresas estão sempre à disposição da Justiça se necessários”.

Quando se junta empresas estatais, corrupção e cobiça com agências de propaganda dispostas a fazer qualquer negócio, o melhor é sair de perto. O feitiço pode se virar contra o feiticeiro.

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Será hoje o nosso último dia na Terra?

Segundo a cosmologia maia, o Planeta Terra possui cinco grandes ciclos ou eras, cada um com cerca de 5.125 anos. Para eles, quatro  já se passaram. Os quatro ciclos anteriores terminaram em destruição. A profecia maia do juízo final refere-se ao último dia do 5º ciclo, ou seja, 21 de dezembro de 2012. O quinto e atual ciclo também terminará em destruição? O que irá desencadeá-la? A resposta pode estar em um raro fenômeno cósmico que os maias previram há mais de 2.000 anos. “A profecia maia para 2012 baseia-se em um alinhamento astronômico. Em dezembro de 2012, o sol do solstício vai se alinhar com o centro de nossa galáxia. É um raro alinhamento cósmico. Acontece uma vez a cada 26.000 anos” diz John Major Jenkins, autor do livro Maya Cosmogenese 2012.

Aos meus queridos amigos e leitores: foi muito bom estar aqui com vocês. E se o John Major Jenkins estiver errado – o que sinceramente espero -, provavelmente continuarei com vocês amanhã, depois, e depois e….

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