Mês: março 2013

   

Cuidado: as amantes não são mais as mesmas!

Você que mantém uma amante (a chamada filial) deveria pensar duas vezes antes de continuar traindo sua mulher (a chamada matriz). Sua amante pode ser uma desequilibrada mental e virar uma fera sem escrúpulos nem limites de ação.

Em 1960, no bairro da Penha, zona norte do Rio, a comerciária Neide Maria Lopes, então com 22 anos, conheceu Antônio Couto Araújo em uma estação de trem e os dois começaram a namorar. Ela não sabia que Antônio era casado e tinha duas filhas. Após a descoberta, decidiu se vingar.
Aproximou-se da mulher de Antônio, Nilza, e começou a frequentar a casa deles. Lá, conheceu a filha mais velha do casal, de 4 anos. No final de junho de 1960, Neide telefonou para a escola onde a menina estudava, levou-a a um matadouro de animais próximo e a matou com um tiro à queima-roupa. Em seguida, ateou fogo ao corpo de Tania. A mulher foi condenada a 33 anos de prisão, e foi solta após 15 anos por bom comportamento. Ela ficou conhecida como “Fera da Penha”.

Em março de 2011, a menina Lavínia Azevedo de Oliveira, de 6 anos, foi morta estrangulada por Luciene Reis Santana, de 24, no quarto de um hotel no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A criança era filha do ex-amante de Luciene, Rony dos Santos de Oliveira. Decidida a se vingar do amante, que terminara o relacionamento, Luciene foi à casa dele de madrugada, entrou sem ser notada e raptou a criança. Ela levou-a ao hotel e a estrangulou com um cadarço de tênis. Lavínia foi achada morta horas depois, na cama do hotel. Luciene, que ficou conhecida como “Fera da Baixada”, foi condenada em março do ano passado a 43 anos de prisão.

Nesta segunda-feira, o menino João Felipe Eiras Santana Bichara, de 6 anos, foi encontrado pela polícia morto dentro de uma mala, na casa de Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, de 22 anos, em Barra do Piraí, interior do Estado do Rio. A mulher é manicure e amiga da mãe da criança, Aline Eiras Santana Bichara e está presa acusada da morte.  A polícia suspeita que o crime tenha sido motivado por vingança. João Felipe sumiu por volta das 14h30 de segunda-feira, após ser buscado na escola onde estudava, uma escola religiosa de classe média alta da região. A manicure teria ligado para o colégio se passando por uma tia do garoto, dizendo que ia buscá-lo porque ele tinha uma consulta médica. Ela foi à escola de táxi. “Quando estava perto do colégio, ela simulou que estava falando ao celular e pediu ao taxista para pegar o garoto. Em seguida, o taxista os levou ao Hotel São Luiz, no centro da cidade, onde Suzana asfixiou o menino até a morte com uma toalha no rosto”, contou o delegado encarregado do caso.

A manicure contou que tinha um caso com o pai do menino há um ano e meio, e que ele a estava perseguindo. A mulher afirmou que inicialmente pretendia só dar um susto na criança, mas como ele a conhecia e ia entregá-la, decidiu matá-lo”, explicou o delegado. Suzana está presa e foi
indiciada por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e emboscada) e ocultação de cadáver. Provavelmente o caso será chamado de “A Fera  de Barra do Piraí”.

Portanto, leitor, se você é o tipo do cara que mantém uma amante fora do casamento e tem filhos pequenos… abra o olho! A qualquer momento sua amante poderá se transformar numa fera e arruinar a sua vida.

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Prédios para desabrigados: construção com qualidade zero

A Imperial Serviços Limitada realiza construções de edifícios de apartamentos do conjunto Zilda Arns 2, em Niterói, que deveriam receber desabrigados após as chuvas de abril de 2010 (há longos três anos) e que devastaram o morro do Bumba. Os edifícios apresentam rachaduras e dois deles estão em processo de demolição. Como se os desabrigados já não houvessem sofrido o suficiente!
Não dá para a gente entender como é que, com as modernas tecnologias de construção e materiais cada vez mais aperfeiçoados e diversificados, seja possível que uma construtora apresente tamanhas falhas nos prédios financiados pela Caixa Econômica Federal.
Aparentemente faltou fiscalização dos órgãos responsáveis: a foto mostra que os edifícios são erguidos sem estruturas de concreto ou de aço, como fazem nos Estados Unidos. Tudo indica que estes prédios foram construídos com técnicas que não exigem pilares, são os próprios tijolos que recebem a concretagem internamente – mas com certeza aqui houve algum erro no cálculo estrutural.
Os edifícios fazem parte do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, e deveriam ser entregues aos sobreviventes em julho deste ano. Mas puxando pela memória, desde os tempos das casas populares financiadas pelo BNH sempre ocorreram reclamações dos compradores sobre rachaduras, infiltrações e até desabamentos. E, como sempre, a população mais humilde é a prejudicada. Qual a diferença entre erguer edifícios sólidos e duráveis ou executar construções meia-boca?
O valor total do empreendimento é de R$ 21.888.825,50. São nove edifícios, com 40 apartamentos cada, distribuídos em cinco andares (térreo e mais quatro pavimentos) e 11 casas. Ao todo, são (ou seriam?) 371 unidades.

(Setas aplicadas sobre foto UOL)
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Índios brasileiros: uma história contada pela metade

Sim, os portugueses “descobriram” o Brasil – e encontraram várias etnias de indígenas espalhadas no nosso território. Alguns deles só foram conhecidos muito mais tarde, através de expedições, principalmente as dos irmãos Villas Boas.
Sim, algumas tribos foram capturadas e os homens transformados em escravos, em algumas regiões do Brasil, antes da “importação” de escravos negros.
Mas há muito mais a ser ponderado. Independentemente dos meios utilizados pelos homens brancos – através da imposição da religião católica, da força bruta, dos castigos, de torturas e até de assassinatos – os índios provavelmente não teriam sobrevivido. Etnias lutavam contra etnias, tribos lutavam contra tribos e fatalmente não teriam chegado vivos ao Século XXI – assim como aconteceu historicamente com outros povos em tantas partes do mundo – sem a presença do homem branco e os avanços da civilização.
Hoje há um conflito de interesses entre os brancos e os índios. Mesmo tendo sido contemplados com uma porcentagem enorme de terras pelo governo brasileiro, onde vivem com baixa densidade demográfica, há sempre o homem branco cobiçando suas terras, seus rios, suas riquezas subterrâneas. Por outro lado, é sabido que várias tribos vivem  nababescamente usufruindo das fortunas recebidas do homem branco em troca da exploração (muitas vezes ilegal) das suas terras, madeiras, ouro.
Naveguei pelo Rio Negro e conheci várias comunidades indígenas, amparadas pelo governo, por instituições estrangeiras, por padres e pastores. São comunidades muito bem organizadas, com escolas (há professores que são os próprios índios formados em Manaus ou outras cidades), a luz elétrica é obtida através de geradores, assistem televisão e a maioria das vilas oferece segurança e relativo conforto aos nativos.
Em contrapartida, pequenas tribos espalham-se por várias cidades que vivem na mais absoluta miséria, principalmente nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, sem que a mão do estado os alcance, ampare e deles cuide.
Os acontecimentos no Rio de Janeiro, quando o poder público conseguiu na justiça a desocupação do antigo Museu do Índio, no Maracanã, na Zona Norte, mostram a precariedade de vida desse grupo excluído da sociedade. Quem viu o estado do prédio, já em ruínas, pode imaginar a situação de miséria e abandono em que aqueles índios se encontravam. Infelizmente, ocorreram cenas de violência causadas por cerca de 150 manifestantes (por que estes não acudiram, ampararam e socorreram os índios antes deste lamentável evento?), que agiram politicamente e obrigaram a intervenção da Guarda Municipal, produzindo as imagens negativas que correram o mundo.
Conheci há algumas décadas pequenas comunidades indígenas semi-abandonadas em Santos/São Vicente e Parelheiros (SP). Há estudos da USP mostrando que existem 25 mil índios apenas na capital paulista, grande parte deles morando em favelas (Paraisópolis, por exemplo).
Em Londrina, PR, há uma pequena comunidade que vive na região do Apucaraninha e frequentemente índios, índias e seus pequenos filhos são avistados nas esquinas da cidade pedindo esmolas.
Como sempre, o assunto índios provoca discussões acirradas, teses esdrúxulas e muito blá-blá-blá. Mas do lado prático, muito pouco é realizado, principalmente quando eles vivem nas cidades maiores, como São Paulo e Rio de Janeiro: restam esquecidos, marginalizados, sem escolas, sem assistência médica, sem habitações dignas e muitos deles caem no vício das drogas e da bebida. Você já ouviu falar de manifestantes nas ruas exigindo maiores cuidados para eles?

Foto: G1 Globo, no dia da desocupação do Museu do Índio
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Comitiva de Dilma gasta uma fortuna em Roma

Pagando diárias de R$7,7 mil pela suíte presidencial e cerca de $920 por apartamento (um total de 52) no Hotel Westin Excelsior, além de locar 17 carros na cidade, a comitiva da governanta Dilma acompanhada de quatro ministros, assessores e seguranças desprezou instalações disponíveis na residência do embaixador brasileiro na cidade – alegadamente pelo fato do cargo estar temporariamente vago. A nossa governanta viajou ao Vaticano para a missa inaugural do papa Francisco.
O governo brasileiro já havia gasto uma fortuna para instalar a embaixada brasilleira em um edifício histórico no centro de Roma (vide foto).
Aparentemente, quanto mais baixos os índices de um país nas avaliações internacionais para a educação, para o IDH (índice de qualidade de vida), nos quesitos da segurança pública, além do
incontável número de pobres e miseráveis morando em casebres e sub-habitações, tanto mais imponência, despesas, luxo e futilidades escoam pelos ralos do chamado “erário” por governantes que se aproveitam sem pudor dos suados impostos pagos pela população.

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Notícia inédita: deslizamentos e mortes em Petrópolis

Petrópolis e seus mortos já fazem parte da rotina jornalística anual. As promessas dos governantes quando ocorreram tragédias anteriores  foram simplesmente esquecidas e devem estar engavetadas em alguma escrivaninha do assistente do assessor do ajudante do encarregado. Os jornalistas só precisaram abrir seus arquivos anteriores para montarem a mesma notícia.
O fato é que os mesmos morros na região serrana que deslizaram há dois anos voltaram a ser precariamente habitados por gente humilde, que deveria receber novas moradias fora das áreas de risco. A incompetência e o descaso dos responsáveis, apesar de verbas prometidas (e provavelmente desviadas) não impediu que flagelados voltassem às suas casas ou erguessem outras, sempre nas encostas dos morros, ou seja, nas chamadas áreas de risco.
Na teoria, até que a Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec) fez algum trabalho: mapeou 21 pontos de deslizamentos e alagamentos na cidade de Petrópolis. Já na prática…
Como nada foi executado na época sem chuvas, agora o trabalho ficou muito difícil porque o terreno está enlameado.
Enquanto isso, as verbas correm soltas para terminar estádios de futebol que após a Copa do Mundo terão pouca ou nenhuma utilidade, principalmente para os flagelados das secas no Nordeste e os desabrigados pelas chuvas na região Sudeste – principalmente Petrópolis.

Foto: UOL
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