Mês: maio 2013

 

Dia mundial sem tabaco

Aproveite o dia de hoje. Pense no orgulho que você vai sentir após deixar de lado mais de 4.700 substâncias tóxicas existentes na fumaça do cigarro que você traga tantas e tantas vezes ao dia e que só trazem riscos para sua saúde. O cigarro contém nicotina, alcatrão, monóxido de carbono e até substâncias radioativas, como polônio 210 e cádmio.

Comparativamente a não fumantes, os fumantes apresentam um risco 10 vezes maior de adoecer de câncer do pulmão; 5 vezes maior de sofrer um infarto; 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica; 5 vezes maior de sofrer de enfizema pulmonar; 2 vezes maior de sofrer um derrame cerebral, além da possibilidade de surgir um câncer em alguma parte do corpo.

Se você ainda tem dúvidas dos estragos que o cigarro pode causar, peça para seu médico mostrar radiografias de um pulmão doente ou visite um hospital para ver o sofrimento insuportável de alguém internado com doença pulmonar.

No caso das mulheres grávidas, os riscos de sofrer um aborto espontâneo aumentam em 10%; de perder o bebê próximo ou depois do parto, 30%; do bebê nascer prematuro, 40%; e de ter um bebê com baixo peso, 200%.

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Números que assustam

 

O Jornal Hoje, da Globo, que foi ao ar em 29/05, trouxe números aterradores em relação ao número de viciados em drogas no Brasil: seriam 6,6 milhões.

O inacreditável nesta história é a ineficiência do governo federal que, apesar de ter em maõs os instrumentos Polícia Federal, Forças Armadas, Forças Especiais e agentes alfandegários – que seriam os combatentes à entrada das drogas -, permite complacentemente que toneladas e toneladas entrem sob suas barbas mensalmente no país.

Cocaína, heroína, crack, ecstasy e outras substâncias entram no país via navios (são jogadas ao mar próximo a pontos determinados em praias), em automóveis, caminhões, eventualmente por aviões, por passageiros de ônibus e até pelos Correios, Após varar nossas fronteiras, chegam sabe-se lá como às mãos de centenas e centenas de grandes narcotraficantes – que por sua vez as distribuem via milhares de “aviõzinhos”, os menores de idade cooptados pela criminalidade e que circulam por todos os lados como verdadeiras formiguinhas. Quando a mídia mostra algumas dezenas de quilos da droga esporadicamente apreendida, esta é apenas uma pálida amostra dos monumentais lotes que vazam pelas fronteiras em todo o país.

Estes 6,6 milhões de pessoas estão absolutamente fora de combate: poucos ainda conseguem trabalhar normalmente, suas vidas e famílias ficam prejudicadas e com o tempo começam a pesar nos serviços de saúde – além de fazer parte das altas estatísticas de criminalidade, envolvidos nas tais guerras do tráfico ou assassinados por dívidas.

Some-se a este grupo 11 milhões de luzidias, obesas, hígidas e sorridentes recebedoras de bolsas-família (como se viu naquele final de semana em que provocaram tumultos e quebraram bancos e caixas automáticos), meio milhão de presidiários (a terceira maior população carcerária do mundo, mesmo com nossas leis tão benevolentes), 22,5 milhões de menores de 16 anos impedidos pela lei de trabalhar e cerca de 10,3 milhões de desempregados por falta de escolaridade e especialização… e obtém-se um retrato da fragilidade econômica do Brasil, que ainda por cima é onerado pelos milhões de funcionários públicos – sempre em excesso – nas esferas federal, estaduais e municipais.

É por isso que o chamado “custo-Brasil” é tão alto. Recolhemos quase cinco meses por ano em impostos, sugados dos nossos ganhos, para municiar a “máquina governamental” e a enorme corrupção que se espalha pelos quatro cantos do país. O sistema de saúde não dá conta em atender tanta miséria, pobreza e falta de orientação. Nunca há dinheiro para melhorar estradas, portos e infraestrutura. O sistema ferroviário foi esquecido. As escolas estão formando cidadãos de terceira classe, semialfabetizados e desinformados.

E não venha a governanta do nosso país falar que está tirando o povo da miséria e que o Brasil está mudando para melhor! Isso só pode ser uma piada.

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Ruy Mesquita e o show das capas do JT

Na história de vida de Ruy Mesquita, recentemente falecido, deve ser valorizado o ano de 1966, quando ele assumiu a direção do recém-criado “Jornal da Tarde”. O novo jornal vespertino tinha o objetivo de conquistar um público mais jovem e foi extremamente ousado ao renovar a  linguagem gráfica editorial brasileira, utilizando-se de muito branco e muitas fotografias. Um dos exemplos mais marcantes do JT comandado por Ruy Mesquita foi a imagem na capa de um garoto chorando para anunciar a derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982, na Espanha (veja acima). Paulo Maluf foi um dos alvos preferidos do JT, que o comparou a Pinóquio, com o nariz crescendo edição após edição a cada mentira proferida. Jânio Quadros também não foi perdoado. As capas do JT retratavam emoções e verdades.

Como protesto à censura imposta pelos militares através do AI-5, a cada matéria cortada pelas tesouras dos censores o “Estadão”, publicava trechos de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, e o Jornal da Tarde receitas culinárias. Curiosamente, mês após mês, ano após ano, eram sempre os mesmos versos e as mesmas receitas. Um ato de coragem que deveria ser imitado hoje pelos veículos de comunicação, que simplesmente abaixam o rabo e publicam todas as abobrinhas e mentiras emanadas pela assessoria de imprensa do governo federal – mesmo contendo as maiores incongruências.

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Pequenos “esquecimentos”

É inacreditável. Num país que possui provavelmente o maior número de universidades e faculdades do mundo, onde se inclui a USP – considerada a melhor da América do Sul -, onde já fomos os reis do futebol, onde a crise mundial “passou longe” segundo o apedeuta Lula, onde dizem que Deus é brasileiro, onde temos centros médicos de Primeiro Mundo, onde a natureza foi pródiga ao nos legar praias e montanhas inigualáveis e tantas outras regalias, eis que somos ridicularizados o tempo todo pela incompetência, ignorância, ocorrência de falhas humanas e falta de profissionalismo.

Como explicar que o Estádio Fonte Nova em Salvador, poucos dias depois de pronto, teve parte da cobertura derrubada pelo vento porque “um técnico esqueceu de tensionar uma das placas de lona” na hora da montagem? Milhões e milhões de reais foram gastos neste e em outros estádios para a Copa do Mundo e presume-se que as empresas responsáveis fossem realmente responsáveis. Como explicar a falta de supervisão, que o montador fez o serviço nas coxas, que não sobrou verba para uma vistoria final por gente especializada?

Como explicar que em um hospital de Barra Mansa, no sul do Rio de Janeiro, uma paciente de 88 anos morreu após receber sopa na veia, por “erro” de uma funcionária, que se “esqueceu” de ler a informação constante no produto? A paciente foi medicada, mas morreu 12 horas depois, provavelmente por embolia pulmonar, quando as veias do pulmão são obstruídas.

Como explicar que uma estagiária de enfermagem se “esqueceu” de olhar direito o que estava manipulando  e aplicou café com leite na veia de uma paciente internada em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, sem supervisão de algum responsável – apesar de ser apenas o seu terceiro dia no estágio?

Como explicar o “erro de cálculo” e o “esquecimento” de controle na construção que impediu o encontro de um túnel com um viaduto para ligar o porto de Salvador, na cidade baixa, à cidade alta? Uma obra que começou em 2005, mas foi interrompida no ano seguinte por falta de verba – com dinheiro público, obviamente. A prefeitura e o governo do Estado investiram R$ 33 milhões, mas a forma como os equipamentos foram dispostos impediu qualquer forma de conexão.

Como explicar erros de diagramação, editoração e o “esquecimento” da revisão em um livro didático publicado sob supervisão (sic) do Ministério da Educação (MEC) ensinando que dez menos sete é igual a quatro. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, foram gastos R$ 13,4 milhões e os livros distribuídos para cerca de 40 mil classes, que atendem 1,3 milhão de alunos. Tudo inutilizado.

Como explicar que uma plataforma do novo sistema de transportes  construída em Belo Horizonte destinada ao embarque e desembarque de passageiros tivesse altura inferior à necessária para que as portas dos ônibus ficassem no nível adequado ao embarque e desembarque de usuários e teve que ser demolida antes mesmo de sua inauguração, por “esquecimento” de supervisão técnica? O “esquecimento” provocou despesas extras de R$ 8 milhões – sempre dinheiro público.

Como explicar o “esquecimento” na fiscalização constante do leite produzido em várias usinas brasileiras que adulteraram o produto com adição de ureia agrícola? Afinal, com o número não revelado de milhões de funcionários públicos em todas as esferas administrativas no Brasil, desde federal, estadual e municipal – além de autarquias -, esses “esquecimentos” de conduta são imperdoáveis e, como se vê, chegam a colocar em risco de morte milhares de pessoas que subitamente se vêem envolvidas em graves situações de riscos.

São os “pequenos esquecimentos” típicos da ineficiência e falta de controle nas coisas que envolvem dinheiro público no nosso Braziu!.

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Música tocada com uma folha

Você já ouviu uma canção tocada numa folha? O Muye é um instrumento chinês muito simples e muito popular entre as minorias étnicas do sudoeste da China. O Muye, é, de fato, o mais simples dos instrumentos, composto apenas por uma folha e desempenha um papel muito importante nas relações amorosas entre jovens das minorias étnicas naquela região. Ao anoitecer, podem ser ouvidas músicas agradáveis, tocadas ao Muye. São as serenatas. Este é o sinal do convite dos rapazes às moças, assim como eram as serenatas cantadas nas nossas cidades do interior, sob as janelas das pretendidas.

Ouça a música Edelweiss com o som originado pelo Muye!

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Tá tudo dominado

Quem apostou nas tais UPPs para acabar com a criminalidade nos morros do Rio de janeiro, perdeu feio. O avanço da ilegalidade durante as últimas décadas foi tão grande por lá – drogas, armas, assassinatos, brigas por pontos de tráfico, milícias clandestinas, gangues, turmas do arrastão – que seria ilusão imaginar outro desfecho que não a dominação ampla pelos narcotraficantes.

Ou como explicar que a corrida programada para este domingo no Morro do Alemão, ironicamente denominada de “Corrida pela Paz” tenha retardado seu início por causa de um violento tiroteio exatamente no horário do início da prova?

“O que aconteceu foi uma ação que infelizmente é irresponsável e criminosa, resquício de admiradores de uma facção que se pautou pela banalização da violência. Esta facção reinou por aqui absoluta por 30 anos, mas agora a Polícia Civil, a PM e o Estado estão aqui e não sairão. Isto é óbvio que foi uma facção, que, mesmo enfraquecida, acha que com atos assim pode afastar a polícia e o Estado, mas nós não sairemos”, declarou secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, que inclusive participou da corrida.

Pelo que deu para ver e ouvir nos noticiários de tevê, o tiroteio não foi tão simples como afirmou o secretário. E tudo indica que, apesar das tais UPPS, as facções a que ele se referiu não estão tão enfraquecidas assim.

O Rio de Janeiro continua dominado por narcotraficantes e quadrilhas que continuam a exercer seu poder paralelo na cidade e, com toda certeza, mostrarão seu poder de fogo toda vez que assim o desejarem. Prova disso foi durante a semana passada, quando já haviam ocorrido conflitos com policiais e os narcotraficantes simplesmente “mandaram” fechar o comércio.

Como já mostrado neste blog, basta “viajar” pelo satélite do Google além das praias cariocas, para constatar as centenas e centenas de favelas – que não param de crescer – “instaladas” nos morros e que se estendem por quilômetros a perder de vista, onde moram milhares de pessoas e entre elas se misturam os criminosos, os verdadeiros “donos do pedaço”. Por lá, tá tudo dominado. Apesar das UPPs.

Foto: O Globo
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Quem sabe envelhecer?

Alain Delon jovem, as mulheres a seus pés

Envelhecimento, o maior temor de homens e mulheres, pode representar uma frustração e o mergulho na depressão para muitos de nós. Como em geral não acompanhamos o passar dos anos das outras pessoas, a não ser aquelas que nos são mais próximas, ocorre um choque quando lemos as notícias sobre o depauperamento de astros e estrelas que conhecemos anos atrás através de filmes ou peças teatrais.

Um dos melhores filmes que tive a oportunidade de assistir, “O Sol por Testemunha” (Plein Soleil), produzido na França e Itália, dirigido por René Clement, lançado em 1960 (há 53 anos), foi a primeira e melhor adaptação de “O Talentoso Ripley”, o famoso livro policial de Patricia Highsmith. O ator Alain Delon interpreta o amoral Tom Ripley e acerta com um um rico industrial a missão de trazer de volta para casa seu filho Philippe (Maurice Ronet), que vive com a namorada Marge na paradisíaca Riviera Italiana. Frio e calculista, Ripley se, torna seu melhor amigo e inicia um inesperado e surpreendente plano diabólico. Confesso que fiquei paralisado na poltrona com o final do filme. Alain Delon naquela época tornou-se um um galã famoso que certamente derreteu dezenas e dezenas de corações femininos.

Alain Delon hoje, aos 77 anos, só e depressivo

Pois é incrivelmente triste a notícia recente divulgada pela mídia: Alain Delon, hoje com 77 anos, confessou que perdeu “a paixão” pelo mundo que o rodeia e que passa a maior parte de seu tempo ‘à-toa’, rodeado por seus animais, enquanto tenta desfrutar ao máximo os filhos e netos para “não morrer sozinho”. ” – O mundo atual não me agrada mais. Nada me anima realmente e eu costumava ser uma pessoa apaixonada. O que me falta é vontade, paixão “, declarou o artista.

Delon afirma ter boas lembranças das mulheres com quem trabalhou, como Katharine Hepburn, Ava Gardner, Lauren Bacall e Brigitte Bardot, atriz com quem mantém uma “amizade muito próxima há 50 anos”. Sempre cercado de beldades, o ator que fez sonhar milhões de mulheres de todo o mundo também já foi rejeitado por algumas que não aceitaram suas proposições. “Claro que já fui rejeitado, inclusive por desconhecidas. Sofri muito… mas a maioria aceitou”.

Envelhecer não é simples. Mas envelhecer assistindo seus ídolos se deteriorarem física e mentalmente é desanimador. É como se um elo de ligação com o passado se rompesse – e nesse momento somos obrigados a encarar de frente a fragilidade de nossas vidas.

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