Mês: julho 2013

 

Coltan, o ‘exterminador do Congo’

Provavelmente você jamais ouviu falar em coltan: é um mineral composto por columbita e tantalita, utilizado para a fabricação de celulares, TVs de plasma, notebooks, câmeras digitais, satélites artificiais e diversas outras tecnologias. O maior foco de extração do coltan é na África, principalmente no Congo, em cujas minas estão  cerca de 80% de todo o coltan utilizado pelas indústrias eletroeletrônicas do mundo.

Os métodos de extração lembram a extinta mina de Serra Pelada: são primitivos e resultam em enorme exploração humana. São camponeses, prisioneiros de guerra, refugiados de guerra e crianças que extraem o minério, sempre vigiados por militares. Os resultados são a perda do direito das crianças à escola, mortes por desmoronamentos de túneis, doenças por falta de água limpa, saneamento e alimento, a disputa de grupos armados por cada mina, mortes de crianças (estima-se que cada quilo de coltan implica na morte de duas crianças), desalojamentos forçados, estupros de mulheres e meninas, disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, além da aniquilação do meio ambiente, criando lodaçais onde estavam bosques e campos agrícolas.

As consequências ambientais também são alarmantes: para a extração de coltan, foram invadidos parques ecológicos nacionais da República Democrática do Congo, e dizimados 80% da população de elefantes e 90% da de gorilas do país, levando estes animais quase à extinção local.

O coltan congolês é adquirido pela maioria das multinacionais fabricantes de celulares, o que implica na colaboração destas empresas com governos corruptos e cumplicidade nas guerras pela extração das matérias-primas desse mineral.

 

Sem categoria
1 Comentário


Cantando no mercado

Como já tem sido praxe em vários locais públicos na Europa, desta vez foi o Sacla’ Stage Shopera que surgiu do nada e começou a cantar “Funiculì, Funiculà“, uma canção famosa escrita pelo jornalista, poeta e cantor italiano Giuseppe ‘Peppino’ Turco e musicada por Luigi Denza, no meio das pessoas num mercado londrina.

Sem categoria
Comente aqui


E viva São Paulo!

Impressionante: os petralhas e seus simpatizantes falam tão mal de São Paulo, continuamente, ininterruptamente… mas na hora do sufoco é para lá que correm ao primeiro espirro.

É o caso do senador-imperador sarney, que deverá ser transferido na manhã desta terça-feira para São Paulo, e internado no Hospital Sírio-Libanês, para tratar de uma pneumonia diagnosticada na madrugada de domingo, já que o hospital de São Luiz (Maranhão) achou melhor despachá-lo. Imagine o rebu que aconteceria se o homem morre por lá…

sarney passou mal logo após o casamento da neta, Maria Adriana, filha de fernando sarney, na noite de sábado, e foi encaminhado às pressas para o hospital em São Luiz, onde deu entrada com febre e calafrios.

“Como o quadro clínico é favorável, alguns temiam a utilização política dessa transferência, acusando a família de desacreditar a Saúde do Maranhão”, segundo revelou uma fonte próxima sob garantia do anonimato. Essa fonte acertou em cheio: qual paulista pegaria um avião para ser tratado no hospital em São Luiz?

Vamos repisar a velha pergunta: se de acordo com o governo os hospitais do SUS estão “tão bem aparelhados”, “não faltam medicamentos”, “há médicos nas principais cidades, pois eles só não querem trabalhar em locais distantes”  (lembrando que São Luiz é a capital do Maranhão), por que essa elite (dilma, lula, sarney, etc.) que torra e usufrui do nosso dinheiro não se utiliza  dos hospitais de suas regiões e corre afobada para São Paulo, a terra do arqui-inimigo Geraldo Alckmin?

O governo deveria fazer um pacto: a cada vez que um dos seus “expoentes” passar mal, peça tratamento de algum médico cubano. Seria um excelente teste para medir as aptidões desses profissionais que virão ao Brasil desobrigados de prestar o tal exame de revalidação dos seus diplomas. Se sobreviverem, talvez a população adquira mais confiança na medicina que se pratica lá – mesmo pós fracasso com o Chávez…

Sem categoria
Comente aqui


Obrigado, Fidel

Boteco com prateleiras praticamente vazias em Cuba. E a pobre dona ainda agradece a Fidel Castro “por tudo que ele lhe dá”… Ria para não chorar. Não dá para entender os intelectuais brasileiros, que vivem assinando petições pró Cuba e são ligados aos esquerdistas que proliferam por todos os meandros do país, tentando nos fazer acreditar que o modelo cubano de ensino, saúde e de vida é o ideal e deve ser adotado no Brasil.

Sem categoria
Comente aqui


As vadias, a quebra de imagens sacras e os pogroms

‘Pogrom’ é uma palavra russa que significa “causar estragos, destruir violentamente”. O termo refere-se aos violentos ataques físicos da população em geral contra os judeus, tanto no império russo como em outros países. O primeiro incidente deste tipo a ser rotulado ‘pogrom’ foi um tumulto antissemita ocorrido na cidade de Odessa em 1821. Durante o período do nazismo na Alemanha e no leste europeu, assim como havia acontecido na Rússia Czarista, os pretextos para os pogroms eram ressentimentos econômicos, sociais, e políticos contra os judeus, reforçando o já tradicional antissemitismo religioso.

Um período de extrema violência nas ruas ocorreu nos dois primeiros meses do regime nazista e culminou em uma lei, proclamada em 7 de abril de 1933, que demitia os judeus e comunistas de seus empregos públicos. Alguns meses antes de se anunciarem as Leis Raciais de Nuremberg, em setembro de 1935, ocorreram inúmeros atos de violência contra os judeus em diversas cidades alemãs. Tais atos envolviam a queima de sinagogas, destruição de casas e de negócios judeus,além de agressão física. A Noite dos Cristais foi, com certeza, o mais destrutivo e o mais claramente coordenado destes “pogroms”.

Para quem conhece um pouquinho só de História, são de abismar – para dizer o mínimo – os acontecimentos do último sábado, quando manifestantes que participavam da “Marcha das Vadias” quebraram imagens sacras na Praia de Copacabana, justamente no local onde milhares de peregrinos aguardavam o início da vigília da Jornada Mundial de Juventude (JMJ) e a presença do Papa Francisco. Foi uma ação de simbolismo extremamente agressivo por parte de um casal que estava nú, tampando os órgãos sexuais com símbolos religiosos, como um quadro com a pintura de Jesus Cristo. Esculturas de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima foram destruídas. Em um ponto do protesto, eles juntaram cruzes, jogaram camisinhas em cima e começaram pisar nos artigos religiosos. Um dos manifestantes chegou a botar um preservativo na cabeça de Nossa Senhora.

Muito mais do que uma provocação, estes atos estão colocando a sociedade à prova: dia após dia ocorrem mais e mais agressões contra a lei, a ordem, as religiões e a tradição pacífica das famílias brasileiras.

Se os participantes do grupo das “Vadias” e principalmente o casal não forem processados, presos, cumprirem pena e pagarem por estes atos, os próximos passos serão uma réplica dos ‘pogroms’ soviéticos e nazistas, dirigidos à Igreja, aos católicos, evangélicos, judeus, espíritas… só duvido que esses cafajestes tenham a coragem de insultar e quebrar imagens ligadas a Alá e ao profeta Maomé. Para isso, são absolutamente covardes, pois o troco será chumbo grosso! A religião muçulmana segue a lei do olho por olho, dente por dente. Apedrejamento até a morte em praça pública seria a pena mínima. O brasileiro espera que a justiça seja feita!

Foto: O Globo
Sem categoria
Comente aqui
 

Quando tudo pode dar errado, dá errado!

No Jornal de Londrina de 25/07, chamou a atenção um trecho do artigo que analisava o trânsito da cidade. Entre algumas medidas citadas, está prevista a implantação do sistema de BRTs (Bus Rapid Transport), que usa plataformas elevadas de embarque e desembarque, pistas exclusivas e rápidas, a exemplo de Curitiba. Segundo o artigo, o custo seria de R$126 milhões e “se nada der errado, tudo fica pronto só em 2018”.

A se basear no que vem acontecendo em Londrina nos últimos anos, provavelmente vai dar errado, sim.

Assim como deu errado com o mirabolante projeto do Teatro Municipal, previsto inicialmente para ser construído em local distante do Centro e posteriormente revisto para ser construído no Centro – uma decisão mais inteligente – mas que, até agora, nem saiu do papel, anos já passados.

Deu errado também, com o  projeto de reconstrução do Teatro Ouro Verde, destruído por um incêndio, mas que até agora não teve sua restauração iniciada. Os projetos vão e voltam, sem que haja definição concreta que permita o início das obras.

Deu errado com a praça Tomi Nakagawa, doada pela comunidade japonesa em 2008, comemorando os 100 anos da chegada do navio navio Kasato Maru, que em 1908 atracou no Porto de Santos (SP) trazendo a bordo os primeiros imigrantes japoneses. A praça ficou pronta. bonita, custou cerca de R$ 1,6 milhão em recursos do governo federal, por meio do Ministério do Turismo e da própria prefeitura de Londrina… mas é motivo de reclamações por estar sem manutenção, com iluminação precária e praticamente abandonada à própria sorte durante a noite.

Deu errado com as empresas de recolhimento de lixo, dos recicládores e dos cortadores de grama de jardins e praças, cujos contratos eram mui misteriosos (para dizer o mínimo) e foram cancelados.

Deu errado com o Lago Igapó II, totalmente assoreado, com terra invadindo seu leito, originada das construções do entorno, além do mau cheiro proveniente de esgotos clandestinos.

Deu errado com o Zerão, parque que já foi referência na cidade, igualmente abandonado, com iluminação precária, banheiros lacrados, um anfiteatro sujo e pouco convidativo para os poucos eventos musicais e artísticos que ainda são realizados. À noite, nem pensar!

Deu errado com a duplicação de importante avenida da cidade, a Ayrton Senna, que há anos aguarda a duplicação de um trecho faltante, alegadamente por falta de verbas.

Deu errado nas autorizações de construção de algumas lojas e supermercados, fosse por infração dos interessados quanto ao espaço ocupado, fosse por causa de bloqueio comercial imposto por concorrentes, aqui chamado de “Lei da Muralha”. O mais recente erro é a constatação de irregularidades na construção de um hotel no chamado Marco Zero.

Deu errado com o Restaurante Popular, que com seus preços bem reduzidos, era a fonte de alimentação de gente muito humilde e sem condições para outro tipo de refeição mais consistente: o restaurante foi fechado por “irregularidades no contrato”.

Deu errado na desapropriação de grande área urbana nas cercanias do aeroporto, para sua ampliação, quando se “esqueceram” do que fazer com o entulho resultante das demolições dos imóveis. Para onde levar o entulho?

Deu errado com o novo sistema de parquímetros instalados em diversos pontos da cidade, motivo de insatisfação dos usuários, pela complexidade de uso e cobranças indevidas.

Deu errado com a Concha Acústica no centro da cidade, que vive sendo pichada por vândalos e delinquentes, sem que haja fiscalização, vigilância e prisão dos culpados, apesar de existir uma Guarda Municipal criada exatamente para cuidar dos próprios municipais.

Deu errado na Câmara dos Vereadores, onde na última legislatura tivemos vários vereadores cassados por corrupção. E com os vários prefeitos da gestão anterior, dos quais três foram afastados.

Deu errado na troca do piso do Calçadão, uma das referências londrinenses, eliminando os desenhos formados com petit pavé e trocados por um piso marrom, inexpressivo e que nada somou à cidade.

Deu errado com o Jardim Botânico, que apesar de dezenas de placas indicativas nas ruas, ainda não foi inaugurado, sendo vedada a entrada de visitantes, mesmo já empregando vários funcionários públicos – sem função nenhuma.

Deu errado até com concursos para preenchimento de cargos e funções na Prefeitura, tendo o último e bem recente sido colocado sob suspeitas, devido a irregularidades.

Deu errado com todos os projetos sugeridos para a exterminação ou redução de pombas do tipo “amargosa”, que não param de procriar e proliferam por todos os cantos da cidade, largando fezes e espalhando possíveis focos de doenças.

Então, aqui do ano de 2013, já é possível vislumbrar: o projeto dos BRTs dificilmente estará implantado no distante 2018. A dúvida contida no artigo do jornal tem toda razão de ser.

Sem categoria
Comente aqui


Contra a simples pacificação das favelas

Favela na Índia: nenhuma diferença em relação ao Brasil

Nosso blog Bahr-Baridades vem, há tempos, criticando a ineficiência dos governantes, imaginando que a simples “pacificação” das favelas – como fazem no Rio de Janeiro – ou a permissão de que se construam favelões imensos como em São Paulo, resolva o problema dessa gente.

Encontramos eco nas nossas críticas quando o papa Francisco também atacou a estratégia de “pacificação” das favelas no Rio de Janeiro, alertando que, enquanto a desigualdade social não for resolvida, “não há paz duradoura”. Nesta quinta-feira, 25, em plena Favela da Varginha, no Rio, ele fez um dos discursos de cunho social mais importantes de seu pontificado e ainda completou: a grandeza de uma nação só pode ser medida a partir de como ela trata seus pobres, numa referência indireta à insistência do governo de vender o Brasil como uma das maiores economias do mundo e, ao mesmo tempo, não dar uma solução às suas favelas.

Às autoridades, o apelo foi para que “trabalhem por um mundo mais justo”. “Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo”, disse. “Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que regula nossa sociedade. Mas sim a cultura da solidariedade”, insistiu.

No capítulo favelas, infelizmente o Brasil se nivela (por baixo) a outro país chamado “emergente”: a Índia.  Há grande similaridade na forma como os dois paises tratam deste problema. Pela foto, pode-se comparar as favelas indianas com as brasileiras, exibindo a mesma pobreza, a mesma pecariedade de vida, os mesmo “gatos” de roubo de energia elétrica, a mesma promiscuidade.

No caso brasileiro, já ficou provado que no Rio de Janeiro os governos deixaram a coisa ir longe demais: as centenas e centenas de favelas encravadas nas montanhas abrigam bandidos e narcotraficantes, que vão se mudando de um lugar para outro, misturando-se às pessoas de bem que escolheram morar na favela não por opção, mas por necessidade e pela falta de uma política habitacional inteligente e eficaz. Claro, há  tanto dinheiro público roubado e desviado que o ítem favelas fica relegado à última linha da última página de qualquer planejamento político. Em São Paulo, quem conhece a extensão, por exemplo, da favela de Paraisópolis, se espanta de como deixaram chegar a tal ponto – mas logo entende, quando vê pela televisão favelas menores devoradas por incêndios, que logo depois são reconstruídas sob vista grossa das autoridades, sempre de forma desordenada, sem que sejam oferecidas opções para que toda essa gente viva uma vida melhor.

Quem sabe as autoridades tenham passado cotonetes nos ouvidos antes de saírem de casa e escutado as palavras do papa Francisco, que veio aqui não só cuidar do seu rebanho, mas para dar uns puxões de orelha naqueles dirigentes e políticos que sempre fizeram ouvidos moucos aos apelos da população pobre.

Sem categoria
Comente aqui


A vida a zero grau

Não que eu já não tivesse convivido com temperaturas abaixo de zero – como nos Alpes suíços e na Dinamarca, em um fim de outono, começo de inverno. Mas lá as casas, hotéis, lojas, e até um banheiro encravado na montanha coberta de neve, no meio do nada, estão aquecidos e impedem que se sinta frio. Também os automóveis possuem aquecimento.

Agora, morando em Londrina, uma cidade de temperaturas altas na maior parte do ano, conviver com zero grau é difícil: justamente por causa do calor, a maioria dos imóveis tem piso frio e eu mesmo vivo cercado de ventiladores e condicionadores de ar para suportar os 34, 35, até 38 ou 39 graus que pairam por aqui no verão – geralmente sem uma brisa para amenizar o calor.

Nesta última madrugada de terça-feira, vários bairros da cidade chegaram a registrar zero grau – e a poucos quilômetros daqui, na região denominada “Selva”, onde pequenos agricultores plantam hortaliças que abastecem a cidade, a temperatura chegou a -2 graus centígrados, provocando geadas e inutilizando grande parte das lavouras, causando prejuízos consideráveis.

Para quem está acostumado com o clima quente, o uso de ceroulas e roupas sobrepostas e quentes talvez amenize o problema. Mas para o rosto, só mesmo o uso de um capuz ninja parece oferecer proteção. O único risco é sermos confundidos com os vândalos que andam destruindo lojas, bancos e edifícios públicos nas manifestações de rua. Aí, para explicar aos policiais que baleias são mamíferos, que bissetriz não é um palavrão e que o capuz é para evitar congelamento facial…

Sem categoria
Comente aqui