Mês: setembro 2013



PMDB, o partido “politicamente inadequado”

Com todo o respeito que um vice-presidente da República deve merecer dos cidadãos, não dá para ouvir calado as reclamações de Michel Temer quando declara “politicamente inadequada” a criação de mais dois partidos (PROS e Solidariedade, recém-legalizados pelo Tribunal Superior Eleitoral), de que existem muitas siglas partidárias no Brasil e que esse número excessivo não é útil para o País”

Temer se esquece de que seu partido – o PMDB – desde muito tempo foi considerado um “partido murista”, isto é, o partido que está sempre em cima do muro aguardando avidamente o lado para o qual pendem as eleições presidenciais. Quando as pesquisas pré-eleitorais sinalizam o provável vencedor, o partido em peso se bandeia para apoiá-lo, permanecendo sempre junto ao poder e, principalmente, ganhando e exigindo milhares de cargos nas várias esferas do Executivo. O próprio cargo que ele ocupa foi uma barganha obtida através do apoio ao PT. O PMDB é o partido político mais oportunista da História do Brasil.

Provavelmente Temer acredita que estes dois novos partidos trarão desequilíbrio de poder e teme (nada a ver com seu nome) que o PMDB saia arranhado e enfraquecido nas próximas eleições. Como as atuais pesquisas por enquanto apontam para a reeleição da atual governanta, Temer já garantiu que a parceria com o PT está “consolidada” para 2014.

Como se trata de política, dificilmente alguém do PT ou de qualquer outro partido acredita nesta anunciada “consolidação”. Caso dê zebra e a balança penda para algum outro candidato favorito da vez, o PMDB certamente, assim como dois mais dois são quatro, se bandeará imediatamente para o lado do provável vencedor. Segundo a visão de Temer e dos seus partidários, sempre “para assegurar a governabilidade”. Esse é o nosso Brasil-colônia de sempre!

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Lago Igapó, Londrina. Ninguém cogitou nisso?

Fala-se, reclama-se, discute-se. Abraça-se o lago, como se esse simbolismo fosse resolver o problema do assoreamento e comover as autoridades responsáveis. As construtoras que erguem prédios monumentais na Gleba Palhano e deixam a terra escorrer para o lago serão as grandes vilãs? Ou a culpa é da inépcia da prefeitura que há anos abandonou todos os lagos Igapó à própria sorte? Ou será a soma de vários fatrores?

Quem caminha no entorno do Igapó II descobre até esgoto vazando para as águas. A população pouco colabora: pescadores que se arriscam a fisgar peixes contaminados largam os restos e lixos à margem do lago. Vândalos pixam lixeiras e bancos. O assoreamento é tamanho que provavelmente daria para cruzar o lago a pé, de margem a margem, sem molhar os joelhos.

É muito blá-blá-blá e pouca ação.

Aqui vai a colaboração do blog Bahr-Baridades: prefeitos de outras localidades falam menos e agem mais. A foto mostra uma draga de corte e sucção em ação para desassorear o Canal do Itajuru, em Cabo Frio. Estava prevista a dragagem de 150 mil metros cúbicos de areia. Uma área gigante  que nossos lagos não têm.Talvez o Igapó necessite de outro tipo de draga – mas isso compete aos engenheiros responsáveis da prefeitura determinarem. Está mais do que na hora de agir, desassoreando e despolundo nossos cartões de visita!

Foto: Arnaldo Villa Nova
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Custos dos planos de seguro-saúde exterminam segurados

Em certas áreas o Brasil caminha às avessas. Já há cerca de 30, 35 anos, os serviços de saúde públicos não andavam bem das pernas. Aliás, nem das pernas, nem dos braços ou da cabeça…

Foi naquela época que surgiram os planos de saúde privados: para não morrer nas filas do então INPS, hoje SUS (sim, os problemas de atendimente à saúde no Brasil são eternos), nem aguardar meses por exames, na maior parte das vezes urgentes. empresas privadas ofereciam a possibilidade de atendimento em clínicas, laboratórios e hospitais através de seguros-saúde, pagos mensalmente e que possibilitavam a inclusão dos dependentes. Alguns planos eram ligados diretamente a um determinado hospital, outras ofereciam livretes com a relação de clínicas, médicos e hospitais credenciados em várias cidades do país.

As empresas sérias do setor cumpriam religiosamente sua parte e seus associados sentiam-se seguros com essa retaguarda, mesmo caracterizando-se um segundo pagamento do INPS, isto é os segurados pagavam em duplicidade pelo mesmo serviço, que nos países mais avançados sempre foram obrigação do governo.

O problema é que a partir de 2005 os planos privados praticamente começaram a impingir aumentos anuais assustadores aos seus segurados, muito acima da inflação. E tudo alegadamente “fiscalizado” pela ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar, criada pelo governo para “regular” as relações entre os planos de saúde e os consumidores.

Para se ter uma ideia, o plano privado ao qual me associei há cerca de 25 anos, procedeu a aumentos de 119,26% de 2005 até este ano – quando a inflação no período foi de 55,25%.

A ANS não leva em conta a lógica da vida: quanto mais velho o segurado, de menos recursos financeiros ele dispõe (para de trabalhar, aposenta-se, torna-se dependente dos filhos, as chances de doenças incapacitantes são grandes). Mesmo assim, a ANS permite que os planos de saúde aumentem suas mensalidades escandalosamente acima da inflação, ano após ano.

Atualmente são poucos os seguros-saúde que oferecem planos individuais: elas preferem contratos com empresas e seus funcionários. Tudo indica que este tipo de contrato é mais rentável. Assim, fica visível o esforço para expurgar das suas listas aqueles velhos segurados individuais, que provavelmente desequilibram seus cálculos de custo/beneficio. Afinal, empresas são criadas para gerar lucros.

O que mais surpreende é a posição da ANS – supostamente as agências reguladoras foram criadas para proteger os consumidores. No caso dos planos de saúde privados, a ANS coloca-se sempre alinhada às empresas, em prejuízo daqueles que um dia acreditaram que o Brasil seria um país sério. Exatamente como aconteceu há décadas com os montepios, as casas bancárias, os planos de capitalização…

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O Brasil que o governo faz questão de esconder

Fora das imagens glamourosas dos programas e dos comerciais da televisão, onde aparecem carrões, gente bem vestida, praia, moda, diversão em festas e baladas, jantares em refinados restaurantes e os institucionais do governo petista sempre ufanistas e produzidos em tons cor-de-rosa, existe um Brasil assustador em sua pobreza e miséria.

Nosso país abriga 54,6 milhões de pessoas que vivem em condições precárias, o que corresponde a 34,5% da população urbana do país. Suas condições de moradia não acompanharam o aumento de 10,2% da renda registrado entre 2005 e 2007.

Comparado a 1992, o número de cortiços e assentamentos irregulares existentes no ano passado diminuiu, mas  a quantidade de moradores de favelas aumentou – quase dobrou – de tal modo que o Brasil corre o risco de não alcançar a meta de oferecer melhoria na habitação, um compromisso firmado com a Organização das Nações Unidas, no prazo determidado: 2020. A meta, estabelecida em 2000, previa a redução em 50% do número de moradores de habitações precárias. Segundo estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, embora o percentual de domicílios urbanos com paredes e teto feitos de materiais duráveis (madeira e alvenaria) tenha chegado a quase 100%, “não foi possível deter o crescimento da população residente em domicílios improvisados”.

Some-se ainda as moradias absolutamente precárias nas periferias das cidades, onde não há regras para construção, fiscalização dos requisitos mínimos de segurança  (os tais puxadinhos, as festas na laje cantados em prosa e verso), onde falta saneamento básico, água, recolhimento de lixo, transporte, postos de saúde e proliferam os famosos “gatos” – uma intrincada teia de fiações elétricas com a energia roubada das concessionárias.

O Brasil contava com 11,42 milhões de pessoas morando em favelas, palafitas ou outros assentamentos irregulares em 2010. O número corresponde a 6% da população do País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na publicação Aglomerados Subnormais, baseada em dados do último Censo. Só a Região Metropolitana de São Paulo, com 2,16 milhões de pessoas vivendo em favelas, responde sozinha por 18,9% de toda a população em submoradias.

E qual a razão para proliferarem favelas e submoradias precárias nas periferias – locais onde se concentram os maiores números de transgressões à lei? As favelas no Brasil são consideradas como uma consequência da má distribuição de renda e do déficit habitacional no país. A migração da população rural para o espaço urbano em busca de trabalho, nem sempre bem remunerado, aliada à histórica dificuldade do poder público em criar políticas habitacionais adequadas, são fatores que têm levado ao crescimento dos domicílios em favelas.

O pouco empenho dos governantes em criar bairros na periferia estruturados com ruas, calçadas, água, luz, escolas, esgotos e transporte público, permite que cada morador puxe, estique, amplie e construa sua moradia a seu bel-prazer, de tal sorte que o ato de morar naqueles locais se transforma em pesadelo, um aglomerado de pessoas vivendo em promiscuidade, sem a menor segurança. Basta assistir aos programas sensacionalistas da televisão como “Polícia 24 Horas” para ver a péssima qualidade de vida daquela gente. Uma péssima qualidade de vida que o governo faz questão de ignorar.

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Coral infantil comove o público

O público que assistia ao concerto de um coro infantil na Alemanha ficou estupefato: enquanto as crianças entoavam a música do Tears for Fears, uma delas subitamente abandonou o coro. Em seguida, a segunda criança fez o mesmo. Isso foi se repetindo consecutivamente sem que as crianças que restavam parassem de cantar. Até que finalmente só restou um menino que revelou a razão deste ato: “A cada três segundos morre uma criança por causas simples de evitar. Outras nações podem colaborar para dar um fim nisso”. Foi uma ação bem criativa para voltar a atenção para a ONG International Children’s Fund no Dia Mundial da Criança.

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O primeiro Valisère a gente nunca esquece

Este comercial criado pela W/Brasil em 1987 figura na lista dos 100 melhores de todos os tempos em todo o mundo. Como publicou o site Acontecendo Aqui: “Meu 1º Valisere” retoma uma antiga história de sucesso onde a emoção da descoberta do ‘se tornar mulher’ vem à tona com toda a sensibilidade e carinho que o momento pede”.

O interessante neste comercial é que, passados 25 anos da sua veiculação na televisão, as pessoas que o assistiram jamais o esqueceram e as imagens ficaram retidas na memória

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