Mês: dezembro 2013

  

Que vergonha, Londrina!

Para tristeza dos londrinenses, ano após ano um dos mais bonitos cartões postais da cidade vem sendo destruído pela indiferença das construtoras, de moradores e da Prefeitura, a quem cabe fiscalizar o entorno: o assoreamento do Igapó II tomou tal vulto que a repórter atravessa o lago sem molhar sequer os joelhos.

O assoreamento não é novidade: nós já denunciáramos o estado calamitoso do lago no nosso blog Visual de Londrina http://visual-de-londrina.blogspot.com.br/2013/04/e-o-nosso-lago-igapo-ii-prefeito-kireeff.html em 15 de abril deste ano, e outra, neste blog Bahr-Baridades em 28 de setembro, colocando uma sugestão plausível para o desassoreamento http://blogs.odiario.com/bahr-baridades/2013/09/28/lago-igapo-londrina-ninguem-cogitou-nisso/

Ouça as palavras pouco convincentes do Secretário do Meio Ambiente, falando em futuro. No pressente – e de longa data – nenhuma providência eficiente veio sendo tomada, especialmente no que tange à fiscalização. Terra, lixo, resíduos, embalagens plásticas, garrafas pet, bitucas de cigarro, papéis, madeiras… estes são os alimentos diários que “engordam” nosso Lago Igapó II.

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Triste louvação ao guerrilheiro Carlos Mariguella. Para meditação de fim-de-ano

Reprodução do artigo “FELIZMENTE ESTOU MORRENDO”, escrito por OSMARD ANDRADE FARIA

 

Leio no “Estadão” de hoje, 14 de dezembro, página 12, notícia que me atinge como um soco no estômago: “A Escola Estadual Presidente Emilio Garrastazu Médici passou a chamar-se Escola Estadual Guerrilheiro Carlos Mariguella”.

Parece  que estamos chegando ao fim e a República Federativa do Brasil também mudará de nome: seremos República Popular Democrática do Brasil, que este é o apelido usual de todos os países comunistas à volta do mundo.

Passado o impacto, obrigo-me a uma volta ao passado. Como dizia Augusto dos Anjos, “sou uma ameba, venho de outras eras…”. Era ginasiano em 1937 quando Getúlio Vargas implantou o “Estado Novo” e espancou os comunistas que, à soldo de Moscou, tentavam criar na América do Sul um satélite da União Soviética. Foram daquela época o famigerado cavaleiro da esperança Luiz Carlos Prestes, (“Em caso de guerra entre o Brasil e a União Soviética, lutarei por eles”),  Harry Berger, Garota, Olga Benário e outros militantes bolchevistas, saía-se recentemente da chamada intentona comunista que buscou arrasar o terceiro Regimento de Infantaria da Praia Vermelha com dezenas de oficiais mortos, o Partido Comunista Brasileiro e a UNE (esta, sempre foi no Brasil uma célula do partidão) foram fechados, o país respirou aliviado.

A partir de 1939, fui radialista e jornalista, escrevendo para rádios e jornais. Em 1943 participei da Força Expedicionária Brasileira lutando pela democracia mundial. Nos anos de 1951 e 1952, produzi para as rádios Ministério da Educação, Roquette Pinto,  Mauá e uma rede de 48 emissoras no interior do país, uma série de rádio-reportagens sob o título de “Paisagens da Vida”, um teleteatro de contra-propaganda comunista, na qual, com a colaboração de um militar foragido da URSS, Anatoli Mickailovich Granovski, contava as atrocidades que eram sofridas pelo povo soviético nas mãos dos líderes vermelhos Stalin, Lenin e quadrilha. Esses programas foram gravados pelo NKVD de Moscou e de lá veio a ordem para o Tribunal Vermelho do Brasil, vivendo na clandestinidade, me condenando à morte. O DOPS, (Departamento de Ordem Política e Social) do segundo governo do Getúlio, teve ciência do fato. Chamaram-me. Avisaram-me que tinha a vida em perigo. E o máximo que me podiam oferecer eram uma arma e o seu porte, nada mais. Duas vezes tentaram os comunistas matar-me. Meu elenco de artistas era substituído a cada mês, tal a natureza das ameaças que sofriam por telefone.

Deixei tudo em 1953 quando entrei para a Marinha como médico. Em 1961 fui transferido para Florianópolis. E aqui, como militar, vivi os episódios históricos da renúncia do Presidente Jânio Quadros com posse do esquerdista João Belchior Goulart e sua deposição em 1964 ao tentar incendiar o país com sua participação ativa nas tentativas de implantação do regime comunista no governo brasileiro. Neste último episódio, como antigo jornalista, fui nomeado relações públicas do Estado Maior da 5ª. Região Militar. Mais uma vez lutei contra a barbárie vermelha.

Em 1968, durante o governo militar, os bolchevistas insistiram  em transformar o Brasil numa ditadura vermelha. É dessa época a famosa guerrilha do Araguaia na qual pontificaram líderes esquerdistas como José Genoíno, Dilma Roussef, José Dirceu, o primeiro dos quais matando a marteladas na cabeça um oficial do Exército, mas todos eles se fazendo passar hoje como heróis da “democracia”, vítimas da ditadura militar. São sabujos dos Castros  cubanos, irmãos de fé dos bolivarianos da Venezuela, dos norte-coreanos, doadores das economias brasileiras para os demais países comunistas do mundo, autores dessa farsa de importação de médicos cubanos afrontando todas as leis do país e as reais necessidades da saúde pública.

E o que querem esses bandidos fazer do Brasil? Transformá-lo em uma outra Cuba, o melhor país do mundo em que se pode viver desde que se tenha um apartamento em Paris, o país onde  se pratica a melhor medicina das três Américas desde que se tenha um Hospital Sírio-Libanês quando qualquer companheiro adoece, país cuja principal matéria-prima é mão-de-obra escrava exportada para todo o mundo, país onde se passa fome, paraíso do qual todos querem fugir mesmo correndo o risco de morrer no mar?

Esquerdismo é isso? Nenhum regime político já acontecido no mundo matou mais patrícios seus e pessoas de outras origens que o comunismo da União soviética. Mais de 600 milhões de cadáveres. Ao fim de 70 anos, nem eles mesmos suportaram mais. Mas nos bolsões de resistência como em Berlim Oriental, construíram muros para evitar que os felizardos que viviam no “paraíso” fugissem para o inferno ocidental.

Ouçamos, a  respeito, a opinião do grande Fernando Pessoa: “O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema  –  o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós”.

Ho Chi Ming, líder comunista chinês matou mais de 3 milhõs de patrícios.  Na Coréia do Norte já morreram mais de um milhão. Mas os esquerdistas brasileiros ´representados pelo PT,  PSB, CUT, MST,  UNE e outras quadrilhas  redigiram uma carta de apoio aos camaradas da Coréia onde afirmavam, entre outros besteiróis: “Incentivaremos a humanidade e os povos progressistas de todo o mundo e que se opõem à guerra, que se manifestem com o objetivo de manter a paz contra a coerção e as arbitrariedades do terrorismo dos EEUU”.

O líder cubano Che Guevara em quem os jovens de hoje e a quadrilheira Dilma Roussef vão buscar inspiração  era claro quanto às suas intenções pacifistas e socializantes: “Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar apenas pelo ódio. Banharei minha arma em sangue e, louco de fúria, cortarei a garganta de qualquer inimigo que me cair nas mãos. E sinto minhas narinas dilatadas pelo cheiro acre da pólvora e do sangue do inimigo morto. Aqui na selva cubana vivo é com sede de sangue, estou escrevendo estas linhas inflamadas em Marti”.

É este o governo que os patriotas esquerdistas querem para o Brasil? Costumam dizer que quem não é socialista na juventude não tem coração e quem ainda é socialista na idade adulta não possui cérebro. Digo-lhes eu: mostrem-me um adolescente que não seja socialista e eu lhes mostrarei um alienado do seu grupo; mostrem-me um homem de mais de 30 anos que ainda seja comunista e eu lhes mostrarei um canalha. Paulo Francis achava que todo mundo tem o direito de se portar como um débil mental até os trinta anos.

Infelizmente a escória vermelha do Brasil, que tanto ajudei a combater, está de volta, tomou conta do país, vai nos levar à infâmia da cubanização, não sossega enquanto não humilhar os militares que os combateram nos anos 60 e 70, obrigou recentemente esses mesmos soldados a prestar honras militares ao cadáver do comunista que desalojaram do poder em 1964 e agora, conforme está no jornal, trocaram pelo nome de um criminoso bolchevista o  de uma escola de Salvador.

Como já estou no fim da vida aos 91 anos, não viverei o suficiente para suportar esse castigo, mas lamento pelos meus filhos e netos.  Que me perdoem o mau gosto da frase mas, felizmente, estou morrendo.

Osmard Andrade Faria

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O primeiro computador, quem diria!

primeiro computador

Este é o primeiro computador eletrônico, criado em 1946 nos Estados Unidos e denominado ENAC (Electronic Numerical Integrator and Computer). Pesava “apenas” 30 toneladas.

Em 2014, passados 68 anos desde esta criação, quando as 30 toneladas se reduziram em pequenos pcs, tablets. notebooks e celulares que cumprem a mesma função em grau extremamente avançado, ainda existem pessoas que não se utilizam de computadores, não usufruem das vantagens que esses equipamentos oferecem… e ainda sentem orgulho disso.

Para quem tem medo do computador, esta virada de ano pode se converter em uma oportunidade para incluir seu aprendizado naquela lista de dietas, academia, exercícios físicos, aulas de paleontologia, parar de fumar, visual novo e outras tantas promessas que invariavelmente se repetem a cada dia 31 de dezembro. Desta vez vai!

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A malandragem das pesquisas de intenção de voto

Este vídeo está circulando no Facebook. Trata-se de Daniel Fraga, que tem vários outros vídeos na rede. O que deu para descobrir são dois aspectos fundamentais:

1 – Ele analisa com muita lógica a malandragem com que os institutos de pesquisas montam uma pesquisa de intenção de voto – sempre favorecendo a governanta e seus partidários petralhas – tema do nosso post anterior “Pesquisas, pesquisas, pesquisas…” de 16/12.

2 – Os reacionários petistas, partidários e aproveitadores das mamatas e benesses ofertadas pelo governo pululam por todos os cantos quando a gente procura referências sobre Daniel Fraga. Ofensas, xingamentos e contestações sem lógica nem fundamento dirigidas a Daniel Fraga (os esquerdistas nunca têm argumentos lógicos para contestação dos fatos evidentes) compõem 95% das referências surgidas no Tio Google. O que torna a análise deste vídeo mais consistente ainda, pois mexe nas feridas que a banda de lá não quer mostrar.

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Voto Eletrônico: hacker revela no Rio como fraudou eleição

fraude urna eletronicaUm novo caminho para fraudar as eleições informatizadas brasileiras foi apresentado ontem (10/12) para as mais de 100 pessoas que lotaram durante três horas e meia o auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na Rua do Russel n° 1, no decorrer do seminário “O voto eletrônico é confiável?”, promovido pelos institutos de estudos políticos das seções fluminense do Partido da República (PR), o Instituto Republicano; e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.

Acompanhado por um especialista em transmissão de dados, Reinaldo Mendonça, e de um delegado de polícia, Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel por questões de segurança, mostrou como — através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi – interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros – sem nada ser oficialmente detectado.

“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados  mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.

O depoimento do hacker – disposto a colaborar com as autoridades –  foi chocante até para os palestrantes convidados para o seminário, como a Dra. Maria Aparecida Cortiz, advogada que há dez anos representa o PDT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assuntos relacionados à urna eletrônica; o professor da Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Dourado de Rezende, que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil, também há mais de dez anos; e o jornalista Osvaldo Maneschy, coordenador e organizador do livro Burla Eletrônica, escrito em 2002 ao término do primeiro seminário independente sobre o sistema eletrônico de votação em uso no país desde 1996.

Rangel, que está vivendo sob proteção policial e já prestou depoimento na Polícia Federal, declarou aos presentes que não atuava sozinho: fazia parte de pequeno grupo que – através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi – alterava votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A fraude, acrescentou, era feita em beneficio de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos – sendo um dos beneficiários diretos dela, ele o citou explicitamente, o atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Paulo Melo (PMDB). A deputada Clarissa Garotinho, que  também fazia parte da mesa, depois de dirigir algumas perguntas a Rangel  – afirmou que se informará mais sobre o assunto e não pretende deixar a denúncia de Rangel cair no vazio.

Fernando Peregrino, coordenador do seminário, por sua vez, cobrou providências:

“Um crime grave foi cometido nas eleições municipais deste ano, Rangel o está denunciando com todas as letras –  mas infelizmente até agora a Polícia Federal não tem dado a este caso a importância que ele merece porque  ele atinge a essência da própria democracia no Brasil, o voto dos brasileiros” – argumentou Peregrino.

Por ordem de apresentação, falaram no seminário o presidente da FLB-AP, que fez um histórico do voto no Brasil desde a República Velha até os dias de hoje, passando pela tentativa de fraudar a eleição de Brizola no Rio de Janeiro em 1982 e a informatização total do processo, a partir do recadastramento eleitoral de 1986.

A Dra. Maria Aparecida Cortiz, por sua vez, relatou as dificuldades para fiscalizar o processo eleitoral por conta das barreiras criadas pela própria Justiça Eleitoral; citando, em seguida, casos concretos de fraudes ocorridas em diversas partes do país – todos abafados pela Justiça Eleitoral. Detalhou fatos ocorridos em Londrina (PR), em Guadalupe (PI), na Bahia e no Maranhão, entre outros.

Já o professor Pedro Rezende, especialista em Ciência da Computação, professor de criptografia da Universidade de Brasília (UnB), mostrou o trabalho permanente do TSE em “blindar” as urnas em uso no país, que na opinião deles são 100% seguras. Para Rezende, porém, elas são “ultrapassadas e inseguras”. Ele as comparou com sistemas de outros países, mais confiáveis,  especialmente as urnas eletrônicas de terceira geração usadas em algumas províncias argentinas, que além de imprimirem o voto, ainda registram digitalmente o mesmo voto em um chip embutido na cédula, criando uma dupla segurança.

Encerrando a parte acadêmica do seminário, falou o professor Luiz Felipe, da Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que em 1992, no segundo Governo Brizola, implantou a Internet no Rio de Janeiro junto com o próprio Fernando Peregrino, que, na época, presidia a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). Luis Felipe reforçou a idéia de que é necessário aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro – hoje inseguro, na sua opinião.

O relato de Rangel – precedido pela exposição do especialista em redes de dados, Reinaldo, que mostrou como ocorre a fraude dentro da intranet, que a Justiça Eleitoral garante ser segura e inexpugnável – foi o ponto alto do seminário.

Peregrino informou que o seminário  será transformado em livro e tema de um documentário que com certeza dará origem a outros encontros sobre o mesmo assunto – ano que vem. Disse ainda estar disposto a levar a denuncia de Rangel as últimas conseqüências e já se considerava um militante pela transparência das eleições brasileiras: “Estamos aqui comprometidos com a trasnparência do sistema eletrônico de votação e com a democracia no Brasil”, concluiu. (OM)

Esta matéria foi publicada no portal do PDT – Partido Democrático Trabalhista e está reproduzida neste blog corroborando nosso post “Pesquisas, pesquisas, pesquisas…” de 16/12 último e seus links sobre o assunto fraudes em urnas eletrônicas.

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Quase que o futebol brasileiro…

tardelli

Tardelli, do Atlético Mineiro, ontem “quase” jogou bem

Já faz muito tempo que o futebol brasileiro vive na base do “quase”. Apesar de termos sido campeões mundiais por cinco vezes, as lambanças causadas por dirigentes da CBF, das federações e dos clubes foram deixando suas cicatrizes.

Você já notou quantos jogadores “quase” conseguem decidir uma partida, “quase” acertam um belo chute no gol, “quase” conseguem dar um belo drible? É nessas horas que se ouve aquele Uuuuuuuuuuuu nas arquibancadas, um misto de alegria e decepção. É o urro do “quase”. Ao fim da temporada aqueles jogadores “quase” ficam no clube e “quase” renovam seus contratos – mas acabam partindo para outra agremiação ou outras plagas. Falta a eles mais treinamento, mais convicção, mais qualidade.

A maioria dos clubes possui dívidas crescentes com o INSS, com a Receita Federal, com fornecedores. Quase todas são resultado de gestões desastrosas ou desvios de dinheiro – tornando famosos nomes como “Caixa d’Água” (Eduardo Vianna) e Eurico Miranda (Vasco), Maurício Assumpção (Botafogo), Patrícia Amorim (Flamengo), Mustafá Contursi e Arnaldo Tirone (Palmeiras), Andrés Sanchez (Corinthians), Juvenal Juvêncio (São Paulo), Marcelo Teixeira (Santos), além dos eternos João Havelange e seu genro Ricardo Teixeira, ambos acusados de enormes irregularidades na CBF e na FIFA. Provavelmente você jamais ouviu falar numa gestão “quase” perfeita de algum dirigente.

Agora que a Copa do Mundo está se aproximando, as obras estão “quase” prontas – ou “quase” incompletas, dependendo do ponto de vista. Dificilmente a maioria dos estádios – onde os custos foram ultra-astronômicos – terão as obras do entorno e de acesso, batizadas de “mobilidade urbana”, terminadas até a Copa. São promessas governamentais “quase” cumpridas, mas novamente graças a  gestões incompetentes de prefeitos e governadores ou sonhos inalcançáveis de visionários, as coisas vão ficar por isso mesmo.

Ontem, o Atlético Mineiro “quase” conseguiu ir para a final do Campeonato Mundial interclubes. Ficou de fora, perdendo logo o primeiro jogo no Marrocos. O treinador Cuca “quase” conseguiu analisar seu adversário – um clube do próprio Marrocos, sem nenhuma tradição futebolística internacional – e os jogadores “quase” se dedicaram, “quase” tiveram um bom desempenho.

Talvez o pior aspecto do futebol seja a violência que há anos envergonha nosso país. Dezenas de pessoas já foram mortas em brigas, conflitos e as chamadas guerras de torcidas. Promotores públicos “quase” conseguiram impantar medidas corretivas e punitivas, o tal Estatuto do Torcedor “quase” chegou a ser solução e diversas comissões formadas por autoridades policiais, secretários de governo e até de dirigentes de clubes “quase” resolveram o problema. Mas não resolveram! E o resultado são famílias traumatizadas, torcedores que jamais voltarão aos estádios de futebol e uma geração de crianças que vai preferir ficar na frente do computador, disputar uma partida de futebol de botões e passear nos shoppings da vida a encarar o risco de morte ao entrar numa estação de metrô ou terminal de ônibus em dias de jogos de clubes rivais.

Enquanto nós ficamos nos “quases” em tudo que se refere a futebol, a Inglaterra dizimou os hooligans, o Bayern de Munique e o Barcelona da Espanha vão dando shows de bola e marcando gols espetaculares. Até o Raja Casablanca, clube do qual você nunca ouviu falar até  ontem, deu um chocolate no “quase” campeão antecipado Atlético Mineiro (segundo os mineiros) que proclamavam aos quatro ventos: “eu acredito”…

É o nosso Brasil na terra do “quase”.

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