Mês: abril 2014

 

80% ignorante, 20% apedeuta

lulaÉ inacreditável a falta de visão do nosso (meu, não!) ex-presidente lula. Alheio aos conhecimentos de como ex-presidentes (assim como todas as pessoas que tiveram cargos relevantes na vida) deveriam se comportar, eis que ele solta mais uma abobrinha devastadora: afirmou que “o mensalão teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica. O que eu acho é que não houve mensalão“. Esse besteirol foi dito pelo apedeuta na entrevista em Lisboa, onde esteve na sexta-feira como convidado do governo. Essa não foi a primeira avaliação pública e direta dele sobre a sentença que levou à prisão ex-dirigentes do PT. Pouco antes de deixar a Presidência, no fim de 2010, lula havia dito que iria “desmontar a farsa do mensalão”.

No início do mês, o apedeuta já havia dito em entrevista a blogueiros, em São Paulo, que o mensalão deveria ser recontado e que era preciso estudar a “participação e o poder de condenação” da mídia nesse processo.

Oras, o Brasil inteiro acompanhou, escandalizado, o dia-a-dia do julgamento dos corruptos envolvidos no mensalão: o Supremo Tribunal Federal teve um trabalhão insano para montar milhares e milhares de páginas de processos que envolviam provas cabais, depoimentos, testemunhos, análises financeiras, enquadrando cada crime de acordo com sua tipificação; mesmo com alguns dos ministros do tribunal nitidamente protegidos e protetores do partido que está no poder (o partido dos petralhas), outros deles, sérios, mais lúcidos e cientes da sua obrigação em cumprir a constituição acabaram por condenar quase todos os mensaleiros à cadeia, chegando a absolver alguns deles.

Se alguém acha que o julgamento foi político é porque ou está vestindo a camisa vermelha cor de sangue do PT, ou foi cooptado, ou é fã de carteirinha, ou vem se locupletando com vantagens e benesses que o partido oferece, ou simplesmente não consegue distinguir o certo do errado. Que é exatamente o que o apedeuta nos passa há muito tempo.

Nestas horas sinto vergonha em ser brasileiro, especialmente por ter sido representado por um homem de visão estreita, de comportamento às avessas e, pior, constatar que um cara destes é tratado como um semideus, ganhando largos espaços na mídia – quando todo mundo sabe que ao abrir a boca, dela jorram mentiras, besteiras e abobrinhas.

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Pátria madrasta vil

Unesco_Clarice Zeitel

O governo não gostou destas verdades e pouco divulgou o concurso que a estudante carioca Clarice Zeitel Vianna Silva, da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – RJ, venceu. O concurso, da UNESCO, contou com 50.000 participantes e ocorreu… em 2008. Talvez você seja um dos privilegiados que teve a oportunidade de ler. Não custa repetir aqui no blog, pois como se nota, nada foi feito para mudar os rumos do país.

O tema: Como vencer a pobreza e a desigualdade

‘PÁTRIA MADRASTA VIL’

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência…Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.

Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digoque não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil  está mais para madrasta vil.

A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação +liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão quefazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…
Algumas perguntas, quando auto indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?

Clarice Zeitel, de 26 anos, à época estudante da faculdade de direito da UFRJ, que concorreu com outros 50 mil estudantes universitários foi a Paris para receber o prêmio, mais do que merecido.

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Insistindo no erro

perdidos na selvaCaso não seja um alarme falso, a Rádio CBN está noticiando o desaparecimento de 50 pessoas que estavam participando de uma excursão na Serra do Mar, região de Paranapiacaba, no ABC paulista.

Segundo a rádio, policiais do COE – Comando de Operações Especiais – iniciaram as buscas para a localização do grupo, que teria emitido um pedido de socorro na noite de ontem.

Não é a primeira vez e certamente não será a última em que grupos de socorro são organizados para o salvamento de “perdidos na selva”. A menos que por lá exista um dragão pré-histórico, uma cobra anaconda gigante ou tenha ocorrido um cataclisma ambiental, geralmente estes grupos que se perdem na Serra do Mar avançam por trilhas e picadas de forma totalmente despreparada, sem um guia experiente, nem mateiros ou policiais da região, várias vezes sem equipamentos mínimos de segurança e de comunicação. Aventuram-se por matas fechadas e locais inóspitos como se partissem para uma brincadeirinha, um passeio no parque, uma aventura de domingo.

Em geral estas aventuras não terminam bem: já houve mortes por quedas, vários feridos, desidratados, picados por cobras e insetos e, pior, destaca-se sempre a imagem da angústia dos pais que muitas vezes nem sabem em que enrascada os filhos andam metidos.

Some-se ainda o custo do pessoal envolvido nos resgates, viaturas, helicópteros e até ambulâncias e temos formado o quadro que pode chegar a ser aterrador. Nestes casos, errar nem sempre é humano! É uma absoluta asneira.

Foto: blog praterra viver
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Remédios: lógica inversa

O fato é inconteste: quanto mais velhas as pessoas ficam, mais medicações precisam para equilibrar sua saúde e sobreviverem – justamente quando seus ganhos vão ficando cada vez mais reduzidos. Os idosos pararam de produzir, de trabalhar (ainda restam alguns heróis que não podem se dar a esse luxo) e vêem suas aposentadorias e pensões diminuindo sistematicamente, implacavelmente, malignamente, ano após ano.

Pois é só entrar numa farmácia e constatar: a média de impostos sobre medicamentos é de 34% (o dobro do valor dos impostos sobre medicamentos veterinários, que é de 17%). A ânsia do governo em repor as orgias financeiras descontroladas – praticadas através do descontrole da economia, da dívida pública, da corrupção, da máquina inchada do funcionalismo, dos erros estratégicos nas alianças comerciais com outros países -, não oferece um único centavo de folga e de retorno à população, na voraz necessidade do governo em cobrir seus rombos.

Numa reportagem da TV Bandeirantes a respeito do tema, o apresentador Ricardo Boechat cita uma frase exemplificativa do falecido Joelmir Beting: “Se uma pessoa entrar tossindo na farmácia, vai pagar o dobro de impostos do que se entrasse latindo”.

E a tal Farmácia Popular? Confira s lista dos medicamentos disponíveis (quando não estão em falta). Geralmente nunca são aqueles que o médico prescreveu para o idoso.

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Patacoadas do futebol

Feijão devolvido para a Bahia

Palmeiras comprou tanque

Ponte ficou sem ferrugem

Baraka em Curitiba

Dado jogado fora no Paraná

Nilson está na boa

Tchô saiu da ponte

futebol1Só mesmo quem acompanha futebol nesta terrinha de Fran, Sheik, Vadão, Gaúcho, Carleto, Eltinho, Leleu, Ceará, Pará, Uelinton, Sheslon, Onildon, Gléguer, Jouglê, Pimpão, Maicossuel e outros tantos nomes esdrúxulos é capaz de entender o vernáculo específico das transações, compras, vendas e demissões de jogadores.

Mas ninguém é bobo neste segmento que abrange trinta milhões de praticantes (aproximadamente 18% da população brasileira), 800 clubes profissionais, 13 mil times amadores e 11 mil atletas federados. O mundo do futebol movimenta, de acordo com dados da CBF, US$ 250 bilhões por ano e, desse montante, circulam no Brasil  USfutebol2$ 3,2 bilhões. Dinheiro pra ninguém botar defeito! Fora o “debaixo dos panos” e a grana da lavagem – no Brasil, parece que se lava mais branco. O pai de Neymar que o diga. Pelo menos, é o que a mídia diz dele.

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Só para inglês ver: nossa ilha da fantasia

tornozeleira-eletronicaPena Sergio Porto não estar mais entre nós. Sob o pseudônimo de Stanislau Ponte Preta, ele escrevia sua coluna em jornais brasileiros, onde se destacava o famoso FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assola o País.

O Brasil continua um prato cheio de besteiras e besteirol. Como a saída temporária de presos em São Paulo nesta Páscoa: 20.022 presos receberam o benefício. Todos deveriam ser controlados através de tornozeleiras eletrônicas. Mas como aqui é Brasil, a terrinha do improviso, do jeitinho, da falta de planejamento e da burrocracia, apenas 4,8 mil tornozeleiras estão disponíveis. O que significa que mais de 15.000 presos-soltos ficaram fora de controle penitenciário. Resultado: 509 presos não haviam voltado no prazo marcado – o que equivale a 4,51% de fugas.

Deve haver algum furo na seleção dos presos que recebem o indulto. Ou não teríamos mais de 500 presos-soltos nas ruas. Furos nas análises das fichas de cada um, no comportamento, nas entrevistas prévias que deveriam ser efetuadas… sim, a lei deve ser cumprida, presos de bom comportamento têm direito à saída em determinadas datas… mas 4,5% de fugas vai bem além do razoável.

A Comissão de Estudos Sobre Monitoramento Eletrônico da Ordem dos Advogados do Brasil – seção São Paulo (OAB-SP) – nome pomposo, hein? – estima que faltam tornozeleiras eletrônicas para controlar 5 mil decisões judiciais em São Paulo. Estas tornozeleiras destinam-se a casos de prisões domiciliares e medidas previstas na Lei Maria da Penha, como ordens judiciais para o agressor manter distância da ex-mulher – que seriam controlados através das tais tornozeleiras.

Outro efeito da falta de tornozeleiras impede o cumprimento da Lei das Medidas Cautelares, que prevê a diminuição do número de presos provisórios por meio de alternativas à prisão – mas não é aplicada, segundo juízes ouvidos pelo Estado, por causa da falta dos aparelhos. Segundo o jornal Estado de São Paulo, ‘há 9,87% mais presos aguardando julgamento na cadeia no Estado do que em julho de 2011, quando a lei entrou em vigor – os 41 Centros de Detenção Provisória (CDP) estão com 125% mais presos do que sua capacidade’.

Agora, o ridículo da situação: foi apresentado um relatório da situação em outubro de 2013. Estamos em abril de 2014 – e nada foi resolvido. Depois de meses de discussões, ainda não se chegou à conclusão de quem deverá fazer a licitação para comprar o aparelho. A Polícia Civil, que faz de 80 a 100 flagrantes por dia, informou que o monitoramento poderia ser usado em 20% dessas prisões. Seria necessário, assim, um estoque de 20 mil tornozeleiras. O custo médio de manutenção de um preso é de R$ 1,4 mil por mês, e cada novo presídio custa de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões para ser construído. Já uma tornozeleira custa R$ 3.047.

É por estas e outras razões que ocorrem as patacoadas da Petrobrás, Pasadena, os superfaturamentos, atrasos em obras públicas, aeroportos inconclusos, buracos nas estradas, hospitais sucateados…

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A rotina de incendiar ônibus

onibus incendiados

Nesta madrugada, pelo menos 23 ônibus da empresa de ônibus Urubupungá foram incendiados  na garagem da companhia em Osasco, São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, a operação para apagar o incêndio durou cerca de três horas, até às 4:00h. Não houve feridos. O crime obviamente vai afetar a operação dos ônibus, que ficaram totalmente danificados. Os incendiários tocaram fogo em dois ônibus e logo o fogo se alastrou por todos os outros na garagem, segundo a polícia, que  acredita ser o ato uma vingança por  homicídio que ocorreu na região. Câmeras existentes no local poderão ter gravado as cenas do vandalismo.

Como os incêndios em ônibus têm sido frequentes por todo o Brasil, algumas perguntas ficam no ar: por que estes vândalos prejudicam a própria população, família, vizinhos, amigos, que dependem do transporte público para trabalhar, ir ao posto de saúde e se locomoverem na cidade? Por que o foco para suas “vinganças” se dirige ao transporte coletivo? Serão ordens de alguma organização criminosa que pretendem dar uma “demonstração de força”?

Tocar fogo em ônibus, mesmo quando há passageiros a bordo, parece ser a resposta de marginais para tudo: a prisão de algum narcotraficante, a morte de um marginal, a retomada da posse de alguma área invadida, o atropelamento de alguma criança – nem sempre por culpa do atropelador – o atraso no horário dos ônibus e trens…

Qual seria a fórmula para dificultar o acesso destes marginais ao combustível, que como se sabe por atentados anteriores, é vendido livremente até para menores de idade? E quem realmente, está por trás destes atentados?

Fotos: Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão
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Afinal, qual é o verdadeiro perfil do brasileiro?

aposentados

Jogando cartas ou damas na praça: uma cena cada vez mais rara

Duvido que algum sociólogo possa determinar, “na lata”, o verdadeiro perfil da nossa gente. Há cinquenta, sessenta anos atrás se dizia que nosso povo era muito religioso, cordato, com valores éticos bem definidos, intrinsicamente honesto. A própria música brasileira retratava a nossa índole, através de letras hoje consideradas inocentes, bregas, cantando o amor, o dia-a-dia, as belezas e, nas marchinhas de Carnaval, aproveitando para espinafrar – só um pouquinho – algumas das mazelas do país, como a falta d’água, a condução, os políticos, os privilegiados.

Assaltos e sequestros não faziam parte da nossa rotina. Lembro-me das manchetes nos jornais alardeando a primeira morte por briga no trânsito, que se deu no bairro da Bela Vista (o famoso Bexiga), em São Paulo. Foi um espanto! Nas páginas criminais imperava Gino Menegheti, ladrão que continuou sua “escalada no crime” até ficar velhinho. Ele jamais atacou uma única pessoa e sua especialidade era a invasão de casas e surrupiar o que estivesse à mão. Outros especialistas eram os batedores de carteira, chamados de “mãos leves”, que subtraíam o dinheiro dos incautos sem que estes se dessem conta.

Hoje a situação é aterradora: aquele povo cordato e civilizado parece ter sumido do mapa. Na Bahia, com a recente greve dos policiais, houve uma enxurrada de saques, roubos, assaltos e destruição que nos pareciam incabíveis anos atrás. Cada vez que um caminhão se acidenta em alguma estrada, saqueadores de plantão surgem do nada e em minutos rapam as mercadorias. Para tornar o quadro ainda mais tétrico, nem os mortos são poupados: arrancam-lhes dinheiro, documento, celulares, sapatos…

Nas manifestações de rua aquele povo cordato sumiu e deu lugar a mascarados violentos que participam apenas para vandalizar, quebrar, destruir, incendiar. Os crimes hoje ficaram banalizados, mata-se à-toa, não são poupadas mulheres nem crianças.

Nos morros cariocas, outrora cantados em versos criativos que retratavam as mulatas brejeiras, Orfeu, Conceição, o chão de estrelas, a hora e a vez são dos narcotraficantes, bandidos armados até os dentes – inclusive crianças – desafiando a ordem e a lei.

São Paulo vive sob á égide do tal PCC – Primeiro Comando da Capital, a maior facção criminosa do país, criado dentro da cadeia e liderado por um grupo de presos. A impressão que nos dá é que atacarão na hora que lhes der na veneta e que o governo vive negociando com eles para manter um “tratado de paz” no estado.

No transcurso deste últimos sessenta anos – testemunhados por mim, ao vivo e a cores – deu para notar a gradual e crescente indiferença às crenças e à fé religiosas, a deterioração do núcleo familiar, a falência do ensino público em todos os níveis, a ignorância em relação à ética, moral e bons costumes, enfim todo o conjunto de não atributos que fazem de outros países grandes nações.

Por isso, a própria mídia se surpreende com certas situações inesperadas, como o caso do rapaz que viu documentos e dinheiro voarem da bolsa de uma mulher em sua moto; ao invés de embolsar o dinheiro e rasgar os papéis, o cidadão viu que se tratava de boletos bancários com vencimento para o mesmo dia e apressou-se a efetuar o pagamento com o dinheiro que fazia parte do pacote. A atitude, que fugiu à regra do novo comportamento às avessas do brasileiro mereceu destaque, reportagens, entrevistas… como se o jovem fosse um ET surgido de outro planeta.

Sim, o Brasil mudou muito, mudou para pior. Os brasileiros vivem com medo, inseguros, desconfiados, não confiam mais na própria sombra. O que é uma pena. Como seria bom reviver os tempos em que as pessoas nem trancavam as portas das suas casas, deixavam as janelas abertas no calor e sentavam-se frente às suas portas, na rua, confraternizando com os vizinhos, sem preocupações, sem medo, sem sustos. Esse Brasil já era!

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