Mês: julho 2014



Você é credor? Então virou “abutre”

abutreNossos hermanos argentinos praticamente foram para o brejo no final de 2001 quando, atolados por dívidas, foram obrigados a declarar moratória internacional. Se fosse uma pessoa jurídica, seria o chamado pedido de falência.

Como se trata de um país, ao contrário de empresas ou até de pessoas físicas, os argentinos obtiveram uma espécie de concordata, após um processo de negociação com seus credores: 92,5% do total deles aceitaram a proposta de reestruturação de dívida, reduzindo seu valor nominal em cerca de 65% – dívida essa que vem sendo paga em suaves prestações.

Entretanto alguns fundos de investimento ganharam um milionário litígio na Justiça americana para receber integralmente o valor da dívida de bônus. Não aceitaram o acordo de redução do valor dos títulos e até comprando-os de credores individuais e institucionais de Alemanha, Japão, Estados Unidos, Itália – neste caso milhares de aposentados – e também da própria Argentina.

Avalia-se que os querelantes, acusados pela Argentina de extorsão e com os quais agora se discute uma nova moratória, contam com uma dívida a seu favor, entre capital e juros, avaliada em US$ 15 bilhões, segundo dados do governo argentino.

Como sói acontecer ultimamente nos países bolivarianos – Venezuela, Cuba e o próprio Brasil são exemplos claros – os dirigentes passam a usar termos depreciativos para denegrir a imagem dos seus adversários. No caso da Argentina, Kirchner & Cia. passaram a chamar os credores de “abutres” – e a mídia comprou essa ideia – dramatizações como essa sempre chamam audiência.

Provavelmente o pejorativo “abutres” teve origem no filme homônimo Abutres de 2010, dirigido por Pablo Trapero, e que representou a Argentina em Cannes no ano seguinte. abutres

Três dos fundos de investimento “abutres” representam apenas 1% dos credores, mas têm sentença favorável para cobrar US$ 1,5 bilhão, entre capital e juros, com poder de fogo suficiente para contratar poderosos escritórios de advogados e montar um lobby, com tempo suficiente para esperar pelo que os argentinos passaram a chamar de carniça. Além desses três grandes “abutres” que espreitam a Argentina, há outros 44 ‘passarinhos’ que, como os fundos de investimento, também estão no litígio, um verdadeiro bando de aves de rapina.

Portanto, leitor, se você manteve negócios com os argentinos – lícitos, faturados, recolheu impostos como manda a lei e precisa desesperadamente receber sua fatura, esqueça: você agora é considerado um temível “abutre”, ávido pela “carniça” e provavelmente será também taxado de persona non grata na terra da botoxada Cristina.

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A posição avessa do governo brasileiro

soldado israelense-ferido

Está circulando em alguns poucos blogs (sim, pois a grande mídia brasileira está atrelada às benesses financeiras do governo) essa carta assinada por Rita Cohen Wolf, brasileira residente em Israel, que lamenta a a posição de nosso Governo Federal quanto ao conflito na faixa de Gaza.

A carta nos remete a uma reflexão sobre os caminhos que o governo petista escolheu na diplomacia externa e as alianças que está promovendo, certamente na contramão dos desejos da maioria do nosso povo.

“Sra Presidente Dilma Roussef:

Na minha carteira de identidade de numero XOXOXOXO expedida pelo Instituto Felix Pacheco no Rio de Janeiro, ao lado do item nacionalidade está escrito “brasileira”. Sim, sou brasileira e “carioca da gema”. Filha de pais brasileiros e mãe de filhas brasileiras. Gosto de empadinha de palmito, água de coco , feijão e farofa. Ouço Marisa Monte, Cartola, Caetano e Cazuza. Visto a camisa seja qual for o placar e posso mesmo declarar que tenho sangue verde e amarelo.

Sou dos “Anos rebeldes”, aqueles onde muitas vezes o máximo da rebeldia era cantar “Afasta de mim este cálice” enquanto ficávamos de olho se algum colega de escola “era sumido”. Aqueles onde Chico Buarque só podia ser Julinho da Adelaide. Saí às ruas pelas “Diretas Já” e, emocionada, vi o Gabeira e o Betinho finalmente voltarem do exílio arbitrário.

Nos anos 90, com mestrado em Psicologia e em Educação, fui honrosamente convidada a assessorar a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Cheia de entusiasmo, fazia parte de uma equipe profissional de primeira linha. A nossa frente, uma Secretária de Educação indicada pelo Prefeito não por suas ligações políticas mas por sua competência profissional e comprometimento por uma Escola de qualidade para as nossas crianças.

E foi aí que comecei a perceber que algo de muito errado acontecia na minha cidade e no meu país. Mesmo ocupando um cargo de onde poderia “fazer acontecer”, percebi que apenas vontade política, profissionalismo e amor pelas crianças do Rio de Janeiro não eram suficientes pra mudar a antiga engrenagem: emperrada, viciada, corrompida e perversa.

Foi depois de ter sido assaltada 8 vezes, uma delas com um revólver apontado pra minha cabeça… foi aí que a ficha caiu e percebi que não poderia mais criar minhas filhas no meio da corrupção, suborno, mão armada e com medo da própria sombra. Tinha que me despedir do meu País.

Com muita dor no coração resolvi fazer as malas. Por livre escolha, assim como tantos e tantos brasileiros. Meu País não podia me oferecer condições dignas de vida. Não se preocupava ou não agia com eficiência em nome do bem-estar de seus cidadãos. Fiz minhas malas e vim pro Oriente Médio.

Apesar de na minha carteira de identidade não constar o item “religião”, eu posso lhe contar. Sou judia. “Judeu” palavra que para muitos está diretamente associada a Judas, o traidor de Jesus Cristo (ele mesmo judeu) e também a Freud, Einstein, Bill Gates e Mark Zuckerberg e vários ganhadores de Prêmio Nobel.

Optei por viver em Israel. Tornei-me israelense. Quanta contradição, sair do Brasil por medo de assaltos e sequestros e vir para Israel… Aqui Sra Presidente, quando estamos em perigo, soam sirenes para que entremos em abrigos anti-bombas. Nunca mais estive a ponto de ser pega por uma bala perdida, assim como nunca mais tive que sentir a dor no peito ao ver famílias inteira à beira da rua mendigando. Nunca mais tive que me pegar na dúvida do que sentir diante de um pivete: medo ou pena. Por que aqui não existem pivetes. A educação e a saúde são um direito de fato de todos os cidadãos, independente de cor, raça ou credo.

Sou uma dos cerca de 10 mil brasileiros que vivem hoje em Israel e, que hoje de manhã ao acordarem, deram-se conta de que o Governo brasileiro chamou o embaixador brasileiro em Israel pra uma “consulta em protesto pela operação do exército de Israel na Faixa de Gaza”. Pergunto-me se também foram chamados o embaixador na Síria, onde na última semana morreram mais de 700 pessoas. Ou talvez o embaixador no Iraque onde esta sendo feita uma “purificação étnica”. O próximo passo já bate à porta: cortar as relações diplomáticas do Brasil com Israel.

Escrevo pra lhe contar, Sra. Presidente, que tenho vergonha.

Num momento tão delicado para tantos de nós brasileiros que vivem em Israel, no momento onde Israel recebe a visita e o franco apoio da Primeira-ministra da Alemanha, do Ministro do Exterior da Inglaterra, do Ministro do Exterior dos Estados Unidos e da Ministra do Exterior da Itália… Um dia depois que o Secretário-Geral da ONU visitar Israel e declarar que o país tem todo o direito de se defender e a seus cidadãos dos ataques de um grupo terrorista… Depois disso, recebemos a notícia da chamada do Embaixador brasileiro.

A televisão anuncia a decisão brasileira e tenho vergonha.

A vergonha não e só pelo alinhamento do Brasil com os países islamicos extremistas ao invés de se alinhar com a Democracia. Tenho vergonha também dos meios de comunicação tendenciosos do Brasil, que só enxergam ou só querem enxergar um lado da história. Mas isso já é outra conversa…

Hoje, junto com a notícia da chamada do embaixador brasileiro, vi também na televisão que o governo de Israel esta enviando vários aviões para os quatro cantos do planeta para resgatarem israelenses que por conta do embargo aéreo temporário das companhias de aviação estrangeiras não conseguem voltar pra Israel. Uma verdadeira operação de resgate. Por que? Pois aqui a vida do cidadão tem valor.

Eu vivo num país onde a vida de um soldado foi trocada pela de 1000 terroristas presos por crime de sangue.

Na minha ingenuidade, cheguei a pensar que o Brasil tentaria verificar a situação de seus cidadãos em Israel nesse momento de guerra, se é que algum cidadão brasileiro estaria com alguma necessidade que pudesse ser atendida pela representação do Brasil em Israel. Que bobinha…

Mais fácil talvez seja mesmo vir a cortar as relações diplomáticas pois não sei mais qual o valor do meu passaporte brasileiro.

Vergonha e desgosto por comprovar, que mesmo depois de 20 anos, o brasileiro ainda vale muito pouco, pra não dizer quase nada, para seu próprio país. E o verde-amarelo do meu sangue cada vez mais vai perdendo sua cor.”

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Rumos indesejáveis

Maria Lucia Victor Barbosa * Maria-Lucia-Victor-Barbosa

O governo petista de Lula da Silva que não entregará facilmente as delícias do poder está sempre pronto a demonstrar o descalabro de sua política internacional. No momento assiste-se ao aprofundamento da bananificação do Brasil, cada vez mais convertido em republiqueta de Terceiro Mundo com as conhecidas marcas esquerdistas e consequente atrelamento ao que há de pior no exterior.

Isto ficou evidente no recente encontro dos Brics, em Fortaleza, quando o governo petista sagrou-se de novo campeão de tiro no pé ou pela culatra, ao perder a presidência para a Índia do Novo Banco de Desenvolvimento criado pelo grupo. A China não abriu mão da sede da entidade ficar em Xangai e postos menos relevantes foram distribuídos ao Brasil, Rússia e África do Sul. Foi criado também o Arranjo Contingente de Reservas, uma espécie de FMI de segunda categoria para dar ajuda aos componentes do bloco. Tudo para funcionar nas calendas gregas.

Negócios da China foram feitos com a China pela governanta, mas, impressionante mesmo foram as conquistas do presidente Russo, Vladimir Putin. Alvo de sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia devido à anexação da Criméia, Putin recebeu apoio dos BRICS e adentrou-se com mais força na América Latina. No Brasil, para usar de ironia, ele poderá anexar, por exemplo, o nordeste e instalar nas paradisíacas e quentes praias nordestinas confortáveis dachas a serem usufruídas pelos camaradas da elite branca russa. Algo muito melhor do que a gelada Sibéria.

Putin, o expansionista não brinca em serviço, além de usar a cúpula dos Brics para reduzir seu isolamento internacional aproximou-se da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), criada pelo falecido Chávez e propôs integrá-la à União Econômica Euroasiática que inclui, além da Rússia, países de sua influência como o Casaquistão e a Bielo-Rússia. Ele defendeu muitas outras ideias, como o aumento do peso político dos BRICS através de fóruns como contraponto a ONU, às políticas norte-americanas e de seus aliados. Putin assinou vários acordos com a governanta e foi embora satisfeito com seu êxito.

Enquanto isso, a Guine Equatorial deve ser integrada à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), apoiada pelo Brasil. O país africano é governado pelo ditador Teodoro Obiang, alvo de várias denúncias de violação de direitos humanos, tortura e censura. Isto, aliás, não é novidade, pois o Brasil tem se posicionado há quase 12 anos a favor dos piores ditadores.

A última do governo brasileiro foi continuar contra Israel e a favor do grupo terrorista e radical islâmico, Hamas. Não foram levados em conta os mais de 2.000 foguetes lançados diariamente sobre Israel, os túneis cavados em Gaza e que vão dar em escolas e hospitais israelenses, a não aceitação do Hamas em fazer uma trégua. É como se o governo petista achasse que, se alguém entrasse numa casa armado com uma faca para ferir mortalmente o morador armado com um revólver esse dissesse: “Por favor, me mate, pois não vou me defender”.

O governo Rousseff mandou o Itamaraty chamar o embaixador brasileiro em Tel Aviv, assim como puxou as orelhas do representante israelense em Brasília, pois considerou o uso desproporcional da força por Israel. Isto nunca foi feito com relação á Cuba, Venezuela, Bolívia ou mesmo Coreia do Norte onde Lula abriu uma embaixada. Sobre a Criméia nem uma palavra e todo apoio ao camarada Putin. De fato o Brasil atestas nanismo diplomático.

Marco Aurélio Garcia disse que o ataque a Israel é um genocídio contra os palestinos. Vejamos nossos dados que certamente o assessor da Internacional da Presidência desconhece:

Segundo matéria de Gil Alessi, (UOL, São Paulo, 27/05/2014), “conforme dados de 2012, neste ano nossa taxa de homicídio alcançou o patamar mais elevado, com 29 casos por 100 mil habitantes”. “O índice considerado ‘não epidêmico’ pela Organização Mundial da Saúde é de 10 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes”.

“Em 2012 foram 56.337 mortes, o maior número desde 1980”. “O total supera o de vítimas no confronto da Chechênia que durou de 1994 a 1996”.

Sem dúvida, é melhor o governo brasileiro se preocupar com essa situação do que meter o nariz onde não deve, pois não tem moral para isso.

Recorde-se que Israel, um pequeno país que brotou do deserto é hoje um dos mais desenvolvidos do mundo. De lá saem praticamente todos os Prêmios Nobel e o conjunto de invenções que fazem avançar a ciência, a tecnologia e a medicina para o bem da humanidade. Quanto a nós, realmente, somos muito pequenos diante disso.

Estes são alguns de nossos indesejáveis rumos internacionais, orquestrados pelo PT. Outros péssimos caminhos, inclusive, internos ficam para um próximo artigo.

 * Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

(Foto: Gibanet)
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Quem é na verdade o ‘sub do sub do sub do sub do sub do sub’?

O grande execrado chamado Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, que já mereceu destaque (sempre negativo) neste blog Bahr-Baridades, volta a exibir suas limitações petralhanas ao ofender o porta-voz da chancelaria de Israel, Yigal Palmor, chamando-o de “sub do sub do sub do sub do sub do sub“, o qual, desapontado com a posição anti-Israel, havia declarado que “o Brasil é um anão diplomático e parceiro diplomático insignificante”.

Para se ter a ideia de qual dos dois é realmente o “sub sub sub“, basta comparar as duas biografias – de Yigal Palmor e de Marco Aurélio Toc-Toc-Toc Garcia:

yigal palmorYigal Palmor é o atual chefe e porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Israel, representando o seu país na política externa e junto à mídia local. De 2002 a 2010 foi Diretor do mesmo Ministério no departamento para Organizações Europeias, onde já fora diretor do departamento Magreb (norte da África), Síria e Líbano (2004-2008), alémde ser bacharel em línguas latino americanas na Hebrew University (1982-1986) e ter sido tradutor para a tevê de Israel.

Enquanto isso, o petralha Marco Aurélio Garcia é apenas um toc-toc-toc garciapolítico profissional filiado ao PT e toda sua formação universitária se perdeu pelo ralo quando em 2007, através da janela de seu escritório no Palácio do Planalto foi flagrado por uma câmera fazendo gestos obscenos enquanto assistia a um telejornal que noticiava a descoberta de um defeito técnico no avião Airbus A320 da TAM que se acidentara ao passar da pista de pouso do Aeroporto de Congonhas e se espatifar do outro lado da avenida. Na época, a imprensa interpretou o gesto como uma celebração da notícia que eximiria o governo federal de culpa no acidente que causou a morte 199 indivíduos. As famílias dos mortos estão revoltadas até hoje.

Marco Aurélio Garcia sempre se notabilizou (negativamente) por ser uma espécie de Cardeal Richelieu do governo PT,  “uma das figuras de proa da instauração do Absolutismo real na França. Subordinou todos os poderes ao rei, no qual centralizou todo o poder. Mitigou e aboliu até os conflitos de interesses de carácter nobiliárquico ou religioso, fazendo valer a arbitragem e intervenção da política real, cujo maior instrumento era o próprio cardeal-duque Richelieu.” Para este blogueiro, o responsável pelo “Toc-Toc-Toc-Toc” obsceno feito com as mãos é o mais nojento e repulsivo integrante deste esquerdizante partido do governo. Na sua posição jamais poderia ter feito as afirmações ofensivas anti-Israel divulgadas pela imprensa.

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Calote argentino à vista

argentinaA Argentina vai muito mal, obrigado. Em 2001, o país já decretara moratória com uma dívida de cerca de 100 bilhões de dólares, considerada impagável. A decisão de decretar moratória abalou a confiança dos investidores internacionais e afastou as empresas estrangeiras, dificultando a obtenção de empréstimos internacionais. Em 2005 e 2010, o país conseguiu renegociar 93% da dívida, com os títulos perdendo cerca de 70% do valor e parcelando a dívida por 30 anos. Do total da dívida, 92,4% dos títulos fossem trocados por papéis novos, que valem cerca de um terço do que valiam os antigos. O país tem honrado seus pagamentos apenas com os credores que toparam a renegociação – os demais, a minoria que manteve seus títulos antigos, não recebe nada.

Estes investidores contrários à renegociação entraram com ações em tribunais internacionais, entre eles dois fundos de investimento americanos, NML Capital e Aurelius, que têm o direito de receber um total de 1,33 bilhão de dólares em títulos no valor de face original. Por isso, Thomas Griesa, um juiz nova-iorquino que julgou o processo, determinou que a Argentina só pode continuar pagando as dívidas novas se primeiramente honrar as antigas. O governo argentino rejeita categoricamente essa determinação. Assim, o impasse ganhou contornos dramáticos, pois o prazo estipulado pelo juiz vence em 30 de julho.

Se a Argentina for impedida de efetuar o pagamento referente ao acordo com os credores que aceitaram a redução do valor, um novo calote vai bater à porta, ainda que desta vez involuntário. Esse novo calote argentino não interessa a ninguém: a Argentina quer manter sua palavra, e os credores – tantos novos como antigos – querem receber seu dinheiro. “O maior problema, no momento, é que o clima das negociações é péssimo”, afirma o economista Federico Foders, do instituto econômico ifW, de Kiel.

De uma ou outra forma, a situação na Argentina é muito tensa, o que se reflete inclusive na redução das exportações brasileiras para aquele país: no primeiro bimestre deste ano as exportações do Brasil para a Argentina recuaram 16% em relação ao mesmo período do ano passado, principalmente de automóveis de passageiros. Já as compras do Brasil de produtos argentinos recuaram ainda mais no período: 26,9%. Um sinal muito forte de que a crise no país vizinho é iminente.

Foto: DW Notícias
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Os “fichas-sujas” e a gana pelo $$$

ficha-sujaSão 14.175 processos em que houve condenação de candidatos a diversos cargos eletivos nos tribunais regionais federais das cinco regiões, tribunais de Justiça estaduais e Supremo Tribunal Federal – todos eles devem ser impedidos de disputar as eleições deste ano, já que pela Lei Da Ficha Limpa se tornaram inelegíveis para o pleito deste ano. E para quem não sabe, a Justiça está cobrando cerca de R$ 3 bilhões em decorrência de infrações criminais cometidas por vários dos condenados.

Com a lei, ficou mais difícil se lançar como candidato. Mas pelo fato do Ministério Público dispor de um prazo extremamente curto para analisar o enorme contingente de candidatos em todos os Estados da Federação, é provável que muitos “fichas-sujas” continuem disputando as eleições, já que não haverá tempo hábil para levantar todas as inelegibilidades.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) publicou nesta segunda-feira os nomes de todas as pessoas que pediram registro para concorrer ao pleito. São 24,9 mil candidatos que devem disputar vagas de deputado federal, estadual e distrital, senador, governador e presidente da República. O número inclui suplentes de senador e vices aos governos estaduais e à Presidência da República. O maior número é para o cargo de deputado estadual (16,2 mil). Para deputado federal, são 6.700. No Distrito Federal foram registradas mil candidaturas ao cargo de deputado distrital e 181 candidaturas foram recebidas para senador, primeiro e segundo suplentes. Nos Estados, são 171 candidatos a governador e vice. Onze candidatos vão disputar as vagas de presidente da República e 11, de vice-presidente.

Resta uma pergunta: como é que tantos “fichas sujas”, que já foram processados e condenados, se atrevem a disputar – apesar de proibidos por lei – novas eleições? Parece que só existem duas respostas plausíveis: ou querem abocanhar mais um grande naco de dinheiro ilícito (público ou privado, através de comissões e outras artimanhas) ou esse pessoal tem enorme gana pelo poder. Se conseguirem burlar o Ministério Público, nós todos estaremos em maus lençóis: a bandalheira vai prosseguir.

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