Mês: agosto 2014



O PT conseguiu: Brasil entra em “recessão técnica”

evolucao do pib

O energúmeno Lula levou muita sorte ao ganhar a eleição para presidente 12 anos atrás: herdou uma casa recém-arrumada economicamente, com o fim de uma inflação desenfreada e que atormentava a vida dos brasileiros, indústria e o agronegócio em crescimento, bancos fortalecidos após o fechamento de várias instituições que extrapolaram seus limites e, principalmente, Estados Unidos e Europa a caminho da maior recessão ocorrida após a crise de 1929. Ventos, só a favor.

O apedeuta falou grosso, desdenhou de outros países, afirmou que o tsunami lá fora só se refletiria em pequenas marolas no nosso Brasil. Com a melhora recente da economia lá fora – os Estados Unidos voltaram a crescer, desenvolveram novas opções energéticas, suas exportações aumentaram e a Europa tenta voltar para seu equilíbrio – eis que a economia brasileira registra recuo de 0,6% no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano, segundo o IBGE. 41 projeções compiladas pela Bloomberg eram de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) tivesse queda de 0,4%. Foi maior!

Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o recuo foi de 0,9%. Nesse tipo de comparação, os analistas esperavam contração de 0,6%. No primeiro trimestre, o desempenho foi revisado de avanço de 0,2% para recuo de 0,2%, o que caracteriza um quadro classificado pelos economistas como recessão técnica.

Em 12 meses, a economia registra avanço de apenas 1,4% e o PIB brasileiro ficou em R$ 1,271 bilhão entre abril e junho. É o chamado “Pibinho” e preocupa a todos os setores produtivos do Brasil. Outro risco que se prenuncia será a redução dos investimentos no país, gerando mais recessão, um provável retorno da inflação e um retrocesso no crescimento.

Quando se vê a inabilidade e incompetência de tantos setores do Executivo na gestão do país – escândalos, corrupção, inchaço da máquina pública, ministérios dos quais nem se sabe o nome dos titulares, obras superfaturadas, projetos megalomaníacos parados ou caminhando a passos de tartaruga, aumento no número de favelas, ocupações ilegais de terras e até de edifícios nas cidades, deficiências escandalosas no ensino, aumento da criminalidade… uma lista interminável de desmandos – fica claro que a catalogação de “recessão técnica” pelos economistas especializados torna preocupante o futuro e o desenvolvimento do Brasil. Tudo indica que é hora do PT pendurar as chuteiras e abrir espaço para gente que saiba gerenciar nosso país.

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A sobrevivente

Maria Lucia Victor Barbosa

Da morte trágica do candidato à presidência da República, Eduardo Campos, emergiu a sobrevivente, Marina Silva, que tendo se abrigado no PSB por não ter conseguido registrar o seu partido Rede Sustentabilidade seria a vice na chapa.

Como escreveu Elias Canetti em sua magistral obra, Massa e Poder: “O momento de sobreviver é o momento do poder”. “O espanto diante da visão da morte se dissolve em satisfação, pois não se é o morto”. “O morto está estendido e o sobrevivente está de pé”. “É como se um combate tivesse antecedido aquele momento, e nós mesmo tivéssemos derrubado o morto”. Canetti se referia às batalhas onde se mata e morre literalmente, mas não é uma campanha eleitoral uma espécie de batalha?

Marina, a sobrevivmarina silvaente, se sente ungida pela “providência divina”, segundo suas palavras. Na eleição de 2010 obteve 20 milhões de votos e ficou em terceiro lugar. Neste ano viu frustrada sua intenção de voltar à campanha presidencial por ter falhado a oficialização da Rede Sustentabilidade. Agora, por um desses acasos que ela atribui a forças sobrenaturais ei-la no centro do palco da política.

Alçada à cabeça de chapa Marina se transformou rapidamente de hóspede em hospedeira do PSB e sua primeira providência foi a de substituir os comandos da campanha por gente sua, enquanto alijava o pessoal de Eduardo Campos. Portanto, o PSB pode dar adeus às ilusões. A Rede que ainda não existe adonou-se da escalada ao Planalto e se Marina chegar lá tudo indica que não sobrará nada para os socialistas de Campos. As aspirações pesebista foram sepultadas junto com o líder morto.

Dizem em tom de brincadeira que Marina é verde por fora e vermelha por dentro. Toda brincadeira tem um fundo de verdade e não se duvide que no peito de Marina bata ainda um coração petista. A sobrevivente ungida é como o avatar de um PT já longínquo que se dizia puro, ético, a verdadeira esquerda que vinha para mudar o que estava errado.

Á frente do PT a estrela barbuda, que na quarta tentativa chegou lá depois de vestir terno Armani, aparar a barba e fazer publicar uma Carta na qual se comprometia a manter os fundamentos da nossa economia capitalista de Terceiro Mundo.

No poder os éticos e puros mostraram a que vieram e foram na nossa endêmica corrupção os mais corruptos. Incompetentes, reeditaram a inflação, a inadimplência e nos fizeram o país dos pibinhos, dos descalabros na Educação e na Saúde, da Petrobras arrebentada, da diplomacia vergonhosa que defende e custeia os mais nefastos ditadores mundiais. Para piorar o País é o lanterninha dos Brics.

O Brasil como paraíso é uma fraude gerada pela propaganda enganosa. O que de fato se tem é a herança maldita dos quase 12 anos de governo Lula, pois a bem da verdade, nos últimos desastrosos quatro anos foi o criador que mandou e a criatura somente obedeceu.

Note-se que a sobrevivente já iniciou sua metamorfose ao incorporar como vice o gaúcho Beto Albuquerque, ex-petista que agora é citado como defensor do agronegócio. Marina, como se sabe, sempre foi contra o agronegócio. Será que mudou? Afinal, ela apoia os sem-terra.

A candidata da Rede também já aceita a ideia da autonomia do Banco Central. É o que afirma a herdeira do Banco Itaú, Maria Alice Setubal, amiga e coordenadora do programa de governo da sobrevivente. Sem dúvida, um truque da candidata com o intuito de agradar o mercado, que se antes temia Lula agora a teme. Só falta a Rede lançar uma Carta para apaziguar certos ânimos.

Marina está fortalecida. Leva vantagem sobre Rousseff porque além de ser mulher representa com seu aspecto frágil um perfil bem mais feminino. E ganha de Lula porque teve como ele origem humilde, mas, como já foi dito é mulher e negra. Daqui a pouco vão dizer  de modo politicamente correto que é mulher, negra e índia. Então, aí de quem criticá-la. Tal coisa será considerada não como preconceito, mas como crime de racismo, portanto, inafiançável.

A sobrevivente, que se esclareça, não é terceira via e sim o Lula de saias abanando uma bandeira vermelha. Com relação ao PT ela pode dizer: “eu sou você amanhã”. Mas, quais são seus planos de governo? Já se sabe que seu programa incluirá os tais conselhos populares idealizados pelo PT e outros canais de democracia direta. Uma quinada e tanto à esquerda que talvez o PT faça caso Rousseff ganhe.

Quanto ao PSDB nunca foi oposição ao PT por temer a popularidade do demagogo Lula. Se agora os tucanos continuarem abúlicos por conta do medo da “santa da floresta” e seguirem sacudindo seus punhos de renda contra a borduna do PT e o arco e flecha da Rede, podem jogar a toalha. Então, ecoará da Papuda a profecia de José Dirceu: “Viemos para permanecer 20 anos”. “Muito mais”, dirá Lula, “meu modelo é Fidel Castro”.

Maria Lucia é socióloga

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Como os estrangeiros veem o “Brazil”

i see brazil

O programa Manhattan Connection deste domingo trouxe o jornalista Ciro Dias Reis, diretor da agência de comunicação Imagem Corporativa, empresa que há cinco anos elabora um levantamento trimestral denominado I See Brazil Index, apresentando um retrato de como a imprensa internacional percebe o Brasil em suas coberturas jornalísticas. A pesquisa, segundo o diretor, se baseia nas notícias publicadas a respeito do “Brazil” pelos principais órgãos da imprensa, como The New York Times, Financial Times, Le Monde, Clarin e outros.

A metodologia utilizada pela empresa varia de uma escala extremamente negativa (0) para muito positiva (10), e pondera a visão de veículos da imprensa internacional e de especialistas em Brasil no exterior. Segundo o último levantamento, a expectativa em torno da realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil colocou os olhos do mundo sobre o país – e isso impactou fortemente na percepção externa. Esta visão mostrou o melhor e o pior do país. A exposição das mazelas nacionais ganhou mais espaço, ao mesmo tempo em que o “jeitinho brasileiro” foi explicado aos turistas que se preparavam para acompanhar suas seleções no torneio. A proposta de se mudar as regras de governança da internet conquistou a simpatia global, ao mesmo tempo em que as notícias sobre linchamentos no país mostraram o grau da barbárie que ainda subsiste no Brasil.

Pelo gráfico se percebe que a nota média no segundo trimestre resultante da pesquisa se situa próximo de 4, numa escala de 4 a 10. O primeiro gráfico mostra o que melhorou e o que piorou em relação ao trimestre anterior e o segundo, as notas resultantes em política, economia e socioambiental – que inclui condições de vida, segurança pública, saúde, comportamento, etc.

Pelo visto, o resultado não foi nada alvissareiro para nosso país. Há muito para ser corrigido e um intenso trabalho para mudar nossa imagem.

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Cubanização da Venezuela

maduro dilmaPronto! A Venezuela está chegando onde todos temiam: o presidente Nicolas Maduro, tão amiguinho da nossa governanta brasileira, ordenou na quarta-feira a instalação de máquinas de leitura de impressões digitais nos supermercados para limitar as compras de produtos e alimentos, diante da escassez que vive o país. Para o governo, a medida deve impedir que uma pessoa compre grandes quantidades de produtos para depois revender no mercado negro ou contrabandear para a Colômbia.

Serão utilizados leitores óticos de impressões digitais para reconhecer cada comprador de produtos básicos visando impedir que uma pessoa compre o mesmo produto duas vezes na mesma semana, em qualquer das redes governamentais da Venezuela. O país já enfrenta a falta de diversos produtos básicos e sofre uma inflação de 60%.

Segundo o governo, a escassez é causada pelo contrabando, especialmente com a Colômbia, o que custaria ao país pelo menos 40% dos alimentos e medicamentos necessários para atender a demanda interna. Do outro lado da fronteira, um quilo de farinha é vendido por um preço até seis vezes maior do que o praticado na Venezuela. Quem for apanhado sofrerá o confisco, no ato, de todos os itens utilizados para contrabando, incluindo galpões e veículos, “que serão revertidos para os programas estatais de alimentos”.

No andar dessa carruagem, praticamente não falta mais nada para que a Venezuela – outrora um país pujante, exportador de petróleo, de regime democrático -, se transforme numa nova Cuba. Maduro está usando a mesma fórmula reversa de Fidel Castro: transformar ouro em m…

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ZMapp e o progresso da ciência

ebolaKent Brantly, o médico norteamericano infectado na África pelo vírus ebola quando trabalhava no atendimento de doentes da região ocidental daquele continente, recebeu alta do hospital da Universidade Emory, em Atlanta, EUA, para onde ele havia sido transportado com urgência e sob cuidados especiais para evitar a contaminação de outros enfermeiros e médicos.

O Dr. Brantly recebeu um medicamento experimental, de nome ZMapp, desenvolvido pelo Laboratório Mapp, que informou ter enviado todas as doses disponíveis à África Ocidental, que enfrenta a mais grave epidemia da infecção em toda a história. Um comitê de especialistas em ética médica da Organização Mundial da Saúde afirmou “que é ético oferecer medicamentos ou vacinas não comprovados para o tratamento ou prevenção do surto da doença na região”.

O vírus ebola foi descoberto em 1976 a partir de diagnósticos simultâneos na República Democrática do Congo e no Sudão, na África, e provoca uma grave doença hemorrágica que pode afetar seres humanos e primatas, como macacos e chimpanzés, chegando a provocar a morte de 90% das pessoas infectadas. Segundo um boletim da OMS, a epidemia de ebola na África Ocidental já havia matado 1.013 pessoas desde março até a primeira semana de agosto. Libéria, Serra Leoa, Guiné e Nigéria são os países afetados pelo surto.

A recuperação do médico norteamericano prova o desenvolvimento da ciência principalmente em pesquisadorbenefício do ser humano: são milhares de cientistas debruçados em seus laboratórios em vários países do mundo, participando de pesquisas, buscando novas soluções médicas, tecnológicas e científicas.

A História mostra que além de serem detectadas novas doenças, o próprio planeta Terra está em eterna mutação e novas formas de vírus e bactérias são constantemente detectadas, exigindo um rígido acompanhamento da ciência. Como foi o caso do medicamento ZMapp.

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“Tadinha da Dilma!”

entrevista jn

Um jornalista de Londrina, escancaradamente cooptado pelo PT, coloca hoje matéria em seu blog sob o título “AGREDIDA PELO JORNAL NACIONAL, DILMA SE DEFENDE”. Eis trechos da matéria:

”Foi inacreditável a ação eleitoral do Jornal Nacional contra a presidente Dilma Rousseff; William Bonner fez perguntas quilométricas; Patrícia Poeta chegou a fazer cara de nojo e a colocar o dedo em riste diante de Dilma em razão do “nada” que teria sido feito na área da saúde em 12 anos, ditos com ênfase pela apresentadora; Dilma mal teve a oportunidade de responder perguntas que eram acusações, como sua suposta incapacidade de se cercar de pessoas honestas e os números da economia…”

“Com posturas até então desconhecidas do grande público, os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta deixaram a elegância de lado e partiram para o ataque sobre a presidente Dilma Rousseff, na entrevista ao Jornal Nacional concedida no Palácio da Alvorada, em Brasília, nesta segunda-feira 18. Ambos estavam vestidos de preto, indicando luto pela morte do ex-governador Eduardo Campos, cujo último compromisso eleitoral foi a entrevista da quarta-feira 13…”

“Bonner parecia o mais irritado, mas Patrícia não quis ficar atrás. Ela chegou a apontar, em riste, o dedo para a face próxima da presidente, insistindo que o governo dela e do ex-presidente Lula não fizeram “nada” na área da saúde…”

Considerações de Bahr-Baridades: “Tadinha da Dilmá. Os entrevistadores foram tanto ou tão pouco agressivos com ela como o foram com os dois outros candidatos entrevistados anteriormente. Naquela oportunidade, o jornalista ficou mudinho… Aparentemente os petistas imaginavam que a Globo, por receber verbas consideráveis do governo – um tipo “cala boca”, não permitiria que os entrevistadores Bonner e Patrícia Poeta fizessem perguntas mais agressivas. Foram pegos de surpresa. O problema é que a candidata mostrou todo seu despreparo, sua falta de traquejo e repetiu suas trapalhadas – um padrão sobejamente conhecido – sendo incapaz de aproveitar o tom das perguntas para responder à altura. A governanta acabou devendo respostas e satisfações aos brasileiros em relação à saúde, educação, corrupção, ministros incompetentes e a queda da economia. E mentiu escancaradamente quando afirmou que foi o governo petista que criou a CGU – Controladoria Geral da União. Mentira: a CGU foi criada oficialmente em 02 de abril de 2001, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. O órgão foi criado com o nome original de Corregedoria-Geral da União”.

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Horário político: cada vez menos audiência

O horário eleitoral gratuito foi instituído pela lei Nº 4.737, de julho de 1965 e deve ser obrigatoriamente exibido, no período eleitoral, simultaneamente em todas emissoras de tevê aberta do país.

Pesquisas indicam que a cada eleição cresce o contingente dos que desligam os aparelhos de rádio e tevê, o que demonstra enorme rejeição dos ouvintes e telespectadores.

Nas eleições de 2012, o Ibope apresentou um levantamento em São Paulo: a primeira semana de exibição da propaganda eleitoral obrigatória teve índices de audiência mais baixos que os registrados no mesmo período nas eleições de 2008. Nos primeiros sete dias, o horário político registrou média de 17,2 pontos à tarde e 37,7 pontos à noite, números cerca de três pontos menores que o mesmo período da eleição anterior.

Foram também pesquisas que apresentaram um leque diversificado de respostas para que as pessoas desliguem seus aparelhos: “São promessas demais e sabemos que a maioria não será cumprida”. “Tem muita coisa monótona. Aqueles candidatos lendo um texto que você acompanha pelo olhar. Existem alguns que nem a capacidade de ler o texto da propaganda tem, imagine de exercer o cargo”. “As promessas são falsas”.

Mas o pior mesmo são os candidatos ao legislativo que acreditam ser criativos e mergulham no ridículo. Como têm poucos segundos de tempo, inventam chavões, usam roupas espalhafatosas, cantam, fazem caretas e viram verdadeiros palhaços (sem desmerecer a classe profissional dos artistas). Não há quem aguente. E não dá para entender como há eleitores que conseguem votar nesse tipo de gente.

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Assalto na Samsung, Ciudad del Este e nossas fronteiras

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Ponte da Amizade, que une Foz do Iguaçu a Ciudad del Este

Na madrugada de 7 de julho, pelo menos onze homens sequestraram uma van que transportava funcionários e usaram o veículo para entrar na fábrica da Samsung em Campinas. Seguranças e funcionários foram feitos reféns e obrigados a carregar sete carretas com celulares, smartphones e notebooks. O bando fugiu sem deixar pistas deixando um prejuízo de R$ 20 milhões. Foi um assalto que pode ser chamado de cinematográfico e com certeza vai render um filme tipo “Assalto ao Banco Central”.

A polícia tem as imagens de 11 possíveis assaltantes captadas pelas câmeras do sistema de segurança da fábrica, já que eles não cobriram os rostos. A qualidade das imagens foi melhorada em sistemas de edição, mas apenas três teriam sido identificados e a caça aos bandidos continua. Sabe-se que o planejamento foi altamente profissional, os sete caminhões usados no transporte dos produtos tomaram rumos diferentes e provavelmente o material roubado foi dividido em lotes pequenos.

Eis que nesta semana a Polícia Civil de Campinas localizou em Ciudad Del Este, no Paraguai, cidade que faz divisa com o Brasil na “tríplice fronteira”, vários equipamentos levados durante o assalto. De acordo com nota do Departamento de Polícia Judiciária do Estado de São Paulo, foram realizadas buscas em quatro estabelecimentos comerciais de produtos eletrônicos e de informática, como aqueles roubados da indústria de Campinas.

Ciudad Del Este é conhecida como porta de entrada de produtos contrabandeados no Brasil para o Paraguai e todo mundo sabe disso. Milhares de pessoas fazem compras naquela cidade e retornam ao Brasil para vender os produtos, por vezes competindo com os próprios fabricantes, já que não há impostos, nota fiscal nem garantia. Foi a partir deste trabalho de formiguinhas que se popularizou o termo “sacoleiros”.

Agora, o outro lado: a fragilidade do controle da fronteira com o Paraguai e a Argentina. Estive por lá há cerca de um mês, fui duas vezes a Ciudad del Este e duas vezes para Puerto Iguazu, na Argentina. Em nenhuma das oito vezes (ida e volta) que cruzei as fronteiras brasileiras havia qualquer tipo de controle e, para ser mais explícito, nem havia policiais ou fiscalização do lado brasileiro. É por isso que procurados pela polícia têm a maior facilidade em cruzar nossas fronteiras e fugir do país, como Cacciola, Pizzolato e outros menos cotados. A única diferença entre as duas fronteiras é que na Argentina há um controle bastante rígido de pessoas e veículos, tanto na entrada como na saída daquele país.

Provavelmente não há como se inculpar policiais por este “gap” fronteiriço. Trata-se muito mais da política deste governo petista, que vem cortando verbas e pessoal há muitos anos – as repetidas manifestações, reivindicações e até greves dos setores policiais e alfandegários provam essa defasagem. Com isso, o incentivo para o contrabando, o tráfico de drogas, as fugas de condenados e agora a “exportação” ilegal de produtos roubados é cada vez maior.

Foto: Gazeta do Povo
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