Mês: setembro 2014

 

Quem realmente domina o Brasil?

assalto motoqueiroÔnibus incendiados. Policiais assassinados. Juízas ameaçadas. Vandalismo nas ruas. Invasão de prédios e propriedades privadas. Motoqueiros assaltando à mão armada e liquidando aqueles que reagem ou esboçam defesa. Coquetéis Molotov atirados contra postos de gasolina e lojas. Agências bancárias sendo explodidas. Túneis sendo escavados para evasão de presidiários. Ordens de matança sendo expedidas por bandidos presos. Contrabando, armas e drogas aflorando por nossas fronteiras. Tiroteios dia e noite em becos de favelas. Utilização de aparelhos celulares dentro de celas de prisões. Dezenas de cracolândias espalhadas pelo país.

E não podem ser esquecidos os (antigamente) chamados ladrões de colarinho branco. Políticos de altas esferas, dos Executivos e dos Legislativos federal, estaduais e municipais são manchete nas primeiras páginas de jornais e revistas e ocupam diariamente o noticiário das rádios e emissoras de televisão. Rouba-se descaradamente em todas as instâncias e sobra a nítida impressão de que as fantásticas verbas que são gastas com campanhas eleitorais têm a única finalidade de colocar bandidos em condições perfeitas para saquearem os cofres públicos.

O infeliz brasileiro, impotente, refém da bandidagem, dos criminosos, dos políticos desonestos, já não sabe a quem recorrer. Nunca se viu tanta violência e tanto descaramento em nosso país como na atualidade. A quem recorrer?

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Quem aguenta a campanha eleitoral?

vereador-zoinhoUm desfile de aberrações, gente ridícula, comportando-se como palhaços, decorando rimas infantis, sofrendo para ler uma ou duas linhas de texto com sua baixa escolaridade (ou nenhuma), vestindo roupas espalhafatosas, gritando seus nomes e números… não há o que grande parte dos candidatos a cargos eletivos não façam. E nem se pode dizer que inventaram agora esta fórmulas, que já foram exploradas em eleições passadas, como fazia o falecido Enéias (“Meu nome é Enéias!”), ferindo nossos ouvidos. Agora ele tem uma substituta totalmente ridícula, que fazia dupla com ele e imagina vencer com a mesma tática.

Não dá mais para ouvir dia após dia, noite após noite, a frase tão batida “Se a eleição fosse hoje”, que os telejornais e as rádios incansavelmente repetem, tentando vender números duvidosos como se fossem acertos matemáticos infalíveis. Pesquisas que dificilmente refletem a realidade do país e mais parecem ser uma forma massacrante de induzir os telespectadores, ouvintes e leitores a já se predisporem para aceitar antecipadamente os resultados que eventualmente serão manipulados – é o que se fala das urnas eletrônicas.

Tudo leva a crer que haja muito dinheiro sendo canalizado para a mídia, que faz questão de nos informar sobre “o dia dos candidatos”, como se fosse o segmento informativo mais importante dos noticiários. Oras, eu não tenho o menor interesse em saber que o candidato vestiu uma roupa roxa ou cor de abóbora para participar de uma visita aos limpadores de fossa da cidade Cantinho do Céu nos cafundós de Roraima; ou que tomou um cafezinho no boteco do Raimundinho, segurando e beijando um bebê desconhecido, com as fraldas sujas e o nariz escorrendo – tudo pela popularidade e demonstrando sua “generosidade” – o pior é que só fazem isso uma vez a cada quatro anos, encastelando-se depois em seus palácios ou nas “casas do povo”, onde o povo mesmo jamais tem acesso.

Tenho o privilégio de poder assistir TV a cabo e descobri programas que julgava ser muito chatos – antes da campanha eleitoral. Receitas de 15 minutos por Jamie, Trato Feito, Polícia 24 Horas, O Canadá visto de Cima, reportagens e documentários no DW (canal alemão), filmes franceses na RFI (Rádio França Internacional)… há uma infinidade de programas tão, mas tão melhores do que nossa propaganda política obrigatória e a cobertura (leia-se merchandising) que os programas jornalísticos nos oferecem, que meu controle remoto dificilmente sobreviverá a mais outra eleição, de tanto que ando zapeando.

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Os Postes

Maria-Lucia-Victor-Barbosa

Maria Lucia Victor Barbosa

 

No meu primeiro livro, O Voto da Pobreza e a Pobreza do VotoA Ética da Malandragem, editado por Jorge Zahar, escrevi:

“É necessário que o candidato em seus discursos aborde problemas cotidianos e use uma retórica exaltada, eivada de ideologia cabocla de justiça social, pois é necessário ressaltar a diferença entre ricos e pobres e clamar por vingança contra os que no momento ou no passado não conseguiram satisfazer as aspirações populares”.

Focando na figura de Lula da Silva compreende-se que foi graças a tais artimanhas que ele, na quarta tentativa, chegou lá. De um lado agradou a maioria composta pela pobreza. De outro, convenceu aos que depois chamou de “zelite”, que não ia mexer no mercado ou desagradar banqueiros, empreiteiros, grandes empresários. Aquela linguagem revolucionária de esquerda era só de brincadeirinha.

No poder Lula deu migalhas aos pobres e agiu como “coronel”, daqueles do “voto de cabresto”. Aos ricos proporcionou lucros inimagináveis e eles, agradecidos, sustentaram suas campanhas e a de seus companheiros. A classe média, onde entre outras categorias se inserem artistas, intelectuais, universitários, profissionais liberais que costumam ostentar ser de esquerda, Lula provocou aquele embasbacar pueril que faz a alegria dos demagogos.

Lula fez da presidência da República seu palanque de politicagem no qual achincalhou a língua pátria e se deliciou ao utilizar pesada retórica onde não faltaram palavrões, impropriedades e estultices. Louvado pela obra de ficção descrita pelo marketing como o Brasil transformado em paraíso reinou absoluto sem nenhuma oposição, quer partidária, quer institucional.

O saldo do seu longo período é a herança maldita que se sente no caos econômico, na corrupção presente em escândalos que permearam seus oito anos de governo, mais os quase quatro de Rousseff em que ele foi o presidente de fato.

O último e mais estrepitoso escândalo está sendo escancarado pelo detento, Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobrás, o companheiro Paulinho. Na tentativa de diminuir sua pena, Paulo Roberto está mostrando que se roubou não em milhões, mas em bilhões e dá nome aos poderosos que se locupletaram, sobretudo, aos companheiros do PT e aos amigões do PMDB e do PP. Lula e Rousseff durante anos não viram nada, não souberam de nada e se alguma coisa houve a culpa foi dos Estados Unidos, de Fernando Henrique e da crise internacional.

Mantém ainda Lula o mesmo poder? Seu primeiro poste, a criatura Rousseff, é um retumbante fracasso e tem conduzido o Brasil à bancarrota. Seu segundo poste, Fernando Haddad, eleito por Lula prefeito de São Paulo, tem uma das piores avaliações entre os prefeitos de todo o país. O terceiro poste, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, amarga o último lugar na campanha ao governo de São Paulo.

O teste das urnas, que inclui outros candidatos do PT Brasil afora mostrará se Lula continua poderoso ou não. Para alegria dos petistas pesquisas do momento estão dando esperança ao PT, que estava sentindo medo. O chamado escândalo do pretrolão que fez empalidecer o mensalão não sensibilizou o povo. Inflação acelerada junto com inadimplência, indústria afundando, piora no emprego, o Brasil entrando em recessão, nada disto é notado pelos eleitores que continuam otimistas.

Se os brasileiros não ligam mais para seu bolso, que como dizem é a parte mais sensível do corpo, seria difícil imaginar a maioria assistindo ou entendendo a recente entrevista concedida por Rousseff ao Bom Dia Brasil. Naquela ocasião a governanta esbanjou prepotência, cinismo e total ignorância de dados do seu próprio governo e do panorama internacional.

A última da governanta se deu na ONU, dia 23, antes de seu discurso de autoelogio feito na abertura do evento. Não se sabe se por inspiração de Lula da Silva, que sempre defendeu a pior escória mundial ou se por instrução do chanceler de fato, Marco Aurélio Garcia, Rousseff se posicionou contra os Estados Unidos e aliados, e a favor do Estado Islâmico. Uma aberração diplomática capaz de matar de vergonha os brasileiros que têm informações e senso das medidas.

De fato, com bem disse uma autoridade israelense, somos um anão diplomático. Afinal, apoiamos terroristas fanáticos cujas ações contra os que consideram infiéis são a degola, a crucificação, o enforcamento, o estrupo, a flagelação e o apedrejamento de mulheres. A governanta certamente ignora que pelas leis do IE é uma infiel e, que por isso, merece perder literalmente a cabeça ou no mínimo ser obrigada a usar burca.

Diante de tantos descalabros e ao ver o poste Rousseff subindo nas pesquisas, a pergunta a se fazer não é mais que país é esse, mas que povo é esse, que não se envergonha da incompetência e da corrupção internas e da repulsiva política externa. A resposta estará contida no teste de poder de Lula quando as urnas mostrarem os resultados.

Maria Lucia é socióloga.

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Habemus praesidentum: Lewandowski

lewandowskiEste título parece ser um imbróglio linguístico. E é! Pois a nossa governanta, como manda a tradição, fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas nesta quarta-feira (24) e também discursa na cúpula que discutirá as mudanças climáticas no planeta.  O vice-presidente Michel Temer, primeiro na linha de sucessão, estará em Montevidéu , onde tem compromissos agendados. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves estaria na linha de sucessão para assumir o comando do país. Mas pediu licença, já que é candidato ao governo do Rio Grande do Norte. Na ausência do presidente da República, de seu vice, e do presidente da Câmara, quem deveria assumir a chefia do Planalto é o presidente do Senado, Renan Calheiros, que se recusa, já que, seu filho, Renan Filho candidato ao governo de Alagoas, ficaria inelegível.

Sobrou para quem? Para o atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que “está” presidente do Brasil por dois dias, apesar de ser o quarto na linha de sucessão.

Daí se depreende que:

1 – Seja lá quem for nosso presidente da República, as tradições fazem com que seja sempre ele (ou ela, neste caso) a discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU. Mesmo que gagueje, se atrapalhe e não diga coisa com coisa, como é o caso da nossa governanta.

2 – Todos os políticos brasileiros, via de regra, são oportunistas. No caso dos presidentes da Câmara e do Senado, estão se valendo da sua projeção na mídia para, ou se candidatarem, ou empurrarem parentes em direção a outros cargos eletivos.

3 – O imponderável existe, sim: pois eis que acaba na presidência da República o Ricardo Lewandowski, execrado por todos aqueles que assistiram o julgamento do mensalão (menos a turma dos petralhas, é claro) e protagonista de discussões sem fim com o ex-presidente Joaquim Barbosa.

4 – O que mostra que o Brasil é mesmo um saco de gatos com a aura de uma democracia hipócrita!

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Os semáforos foram criados há 100 anos. E mesmo assim…

farol vermelhoOs semáforos (ou farois, como são chamados em várias regiões) foram criados em Cleveland, estado de Ohio, EUA, e completaram seu centenário em agosto de 1914. Uma ideia colocada em prática há 100 anos. Como a maioria das invenções, ao ser lançada, foi motivo de chacotas, mas hoje representa uma tecnologia essencial para o ordenamento do fluxo de veículos em todo o mundo.

Mesmo assim, diariamente ocorrem dezenas e dezenas de acidentes causados por motoristas que não respeitam as cores básicas dos semáforos: vermelho para parar, amarelo para prestar atenção na mudança de estágio e verde para seguir.

As razões para esse desrespeito são inúmeras: existem os apressadinhos, os valentões, os que trafegam com excesso de velocidade, os daltônicos que conseguiram sua carteira de habilitação sabe-se lá como, os que acham que “ainda dá tempo”, os distraídos e os irresponsáveis.

O grande problema é que em grande número de acidentes causados pelo desrespeito ao semáforo (ou farol), há vítimas inocentes que acabam pagando o pato. O jeito é partir para uma reza braba antes de sair de casa todos os dias. Ou aguardar por uma nova invenção que venha revolucionar e substituir esta antiga.

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Nunca se roubou tanto!

-Paulo-Roberto-Costa-

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, ladrão e delator do esquema

Em minhas sete décadas de vida, não me lembro – em tantos e tantos episódios de desvios de dinheiro público – de um governo, composto por um bando de tantos patifes, que rapinasse tantas fortunas quanto esse grupelho – aliás, um grupo enorme – do PT, o partido que antes de assumir o poder vinha pregando ética e honestidade.

Sim, tivemos a “caixinha do Adhemar”, dizia-se que era uma comissão de 5% (pasmem, apenas 5%) sobre obras licitadas. Tivemos os “anões do orçamento”, que à época escandalizaram o país: um caso de corrupção envolvendo deputados da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, descoberto em 1993. Os desvios ocorriam através de aprovações de emendas no Orçamento Geral da União. Para o Ministério Público, as fraudes chegaram a mais de R$ 9 milhões.

Tivemos os famosos desvios de dinheiro do Maluf , estimados em R$ 500 milhões. Continua deputado federal, está solto até hoje, mas não pode sair do país sob ameaça de ir preso pela Interpol.

Escândalos sempre espocaram aqui e ali e o chamado “erário”, o caixa do governo, foi esvaziado repetidas vezes em prol de bolsos particulares por governantes, ministros, deputados, governadores, vereadores… parece ser um saco sem fundo.

Mas agora, esta contínua roubalheira que ocorre no governo atual e que vêm sendo divulgada sistematicamente pela mídia, bate todos os recordes de safadeza, imoralidade e desrespeito ao povo brasileiro. Apenas dois deles, os casos do mensalão e do propinoduto da Petrobrás, são exemplificativos da verdadeira máfia que se locupletou do poder com a única finalidade de tirar proveito próprio, enriquecer e prover o futuro de “n” das suas gerações futuras, sempre com o dinheiro que poderia resolver as situações críticas pelas quais passa grande parte da nossa população.

Os dois depoimentos do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, o primeiro à época em que estourou o escândalo (“sou inocente, sou inocente”) e o de ontem, na CPI do Congresso, já preso pela Polícia Federal, após ter delatado todo o esquema de corrupção ocorrido na empresa, mostram a cara-de-pau desse bando desonesto e corrupto, que eu chamo de “o partido da vergonha”.

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