Mês: setembro 2014

 

IBOPE colocado em xeque

Duas acusações muito sérias sobre manipulações de resultados nas pesquisas do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística): uma partiu de José Luiz Datena, apresentador do programa Brasil Urgente, que afirmou, durante a apresentação do programa, que o IBOPE  é fraudulento, além de realizar diversas acusações ao responsável pelos dados, Carlos Montenegro, presidente da organização. A outra acusação, ainda na véspera das eleições de 2010, foi do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB – RR): de acordo com ele, responsáveis pelo IBOPE teriam solicitado R$1 milhão para fraudar pesquisas no Amapá.

E você aí, ainda acredita nos números que vêm sendo divulgados, sempre a favor da governanta?

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Frieza e insensibilidade

Aqui no Brasil, além das humilhações que sofremos todos os dias com a sem-vergonhice dos políticos e aproveitadores que se valem da corrupção e do desvio de dinheiro público, assistimos impassíveis a cenas que ocorrem exatamente onde jamais deveriam ocorrer: nas escolas, que deveriam oferecer educação, lições de ética e preparar nossa juventude para uma integração na sociedade.

Nosso mundo está caminhando para caminhos tão tortuosos que fica difícil até costurar as várias análises de sociólogos e especialistas que se propõem a escrever sobre o assunto. Não se sabe se esta regressão dos valores éticos e morais faz parte de um novo ciclo da Humanidade (basta ver no curso da História as repetitivas guerras entre países, os conflitos étnicos e raciais, o eterno surgimento de déspotas, tiranos e ditadores e, pior, os atos de perseguição, selvageria e atrocidades), ou se estamos simplesmente caminhando para um beco sem saída.

Seja do ponto de vista macro – países, regiões, continentes -, seja do ponto de vista dos incidentes ocasionais que nos chocam à nossa volta, o mundo começa a nos parecer cada  vez mais assustador.

decapitacaoAlém dos conflitos armados que vêm ocorrendo na Ucrânia, Palestina, das situações críticas e ameaças que ocorrem no Iraque, Irã, Coréia do Norte, das eternas lutas tribais na África, assistimos estarrecidos o grupo ISIS, o tal novo “Estado Islâmico”, decapitar prisioneiros estrangeiros para “dar uma lição ao presidente Obama”. Ficamos ouvindo as abobrinhas emanadas de “líderes” terroristas e as interpretações distorcidas dos seus aiatolás propondo a destruição do Estado de Israel. Uma seita radical de nome Boko Haram por várias vezes promoveu incursões em aldeias na Nigéria, sequestrando dezenas e dezenas de meninas.

Estas e outras centenas de notícias deveriam nos levar uma profunda reflexão, parodiando tantos autores que já fizeram a mesma pergunta: “Para onde caminha a Humanidade?

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Sobel, o rabino que desafiou a ditadura, em filme

Estreou nos cinemas o filme “A História do Homem Henry Sobel”, documentário que traz a trajetória de um dos mais intrigantes líderes religiosos do Brasil, contada desde sua chegada ao país até os dias atuais, passando pela corajosa denúncia à falsa versão dos militares sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog e pelo fatídico episódio do furto das gravatas, revelando luzes e sombras de um homem sábio e religioso, porém complexo e demasiadamente humano.

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Israel: solucionando problemas de moradia

motor home

Ao contrário dos nossos gestores públicos brasileiros, que tem bloqueios mentais para encontrar soluções criativas e permitem tragédias como o incêndio na favela do Piolho, em São Paulo (cujos moradores já estão novamente levantando casebres de madeira no mesmo local, criando um círculo vicioso permanente), o Estado de Israel trouxe ideias novas que permitem a reciclagem – ou novos usos – para velhos ônibus públicos tirados de circulação.

Os ônibus que têm seu prazo de licença de circulação extinto, ao invés de serem encaminhados para o desmanche, se transformam em confortáveis moradias para as pessoas que não têm condições de obter uma residência nos padrões usuais, por um custo bem mais modesto. Uma psicóloga e uma especialista ambiental foram a um ferro-velho e compraram um ônibus. A ideia era manter o layout do veículo para não descaracterizá-lo, mas também criar uma decoração moderna e um espaço agradável, contando com a ajuda de um amigo designer.

motor home 2No interior, o ônibus de 12m x 2m tem banheiro, quarto e sala com cozinha completa, além de facilidades como água quente e ar-condicionado. O grupo pretende montar mais motor-homes para compradores que não podem pagar por uma casa, mas precisam de um lar. No Brasil, todo ano centenas (ou até milhares) de ônibus de transporte público que saem de circulação por imposição legal ou por desgaste e são destinados ao desmanche, poderiam se destinar a moradias – muito melhor do que os barracos precários de madeira espalhados pelas favelas do país.

Como se vê, falta capacidade inventiva para nossos homens públicos. É isso que dá votar num Tiririca, numa Maria da Pensão, num Alaor do Boteco, no Zeca Borracheiro, no Chiquinho do Gás

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Hora de ligar o corruptômetro

Impostômetro atinge marca de R$ 500 bilhões

Depois do escândalo (traduzido: roubalheira) revelado pela revista Veja envolvendo a Petrobrás, julgamos que era novamente hora de ligar o nosso corruptômetro. Como já explicado, o corruptômetro foi criado por Bahr-baridades inspirado no Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo e soma os desvios de dinheiro público pela corrupção no Brasil. Os valores são a soma da média dos valores publicados pela mídia desde 2004, que resultam em mais de R$ 6,3 bi / mês. Provavelmente a média de desvios mensais já tenha superado essa cifra…

Seria repetitivo descrever aqui quais benefícios nosso país teria alcançado com os bilhões acima, que serviram apenas para encher os bolsos dos corruptos – e nada mais.

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Incêndio na favela: tragédia anunciada

incendio na favela

Mais uma vez o fogo tomou conta: cerca de 500 casebres – que a mídia insiste em chamar de moradias – torrou uma favela – que a mídia insiste em chamar de comunidade –, desta vez em São Paulo.

E não foi em uma periferia qualquer: foi no limite divisório de um bairro nobre, o Campo Belo, habitado por pessoas da chamada classe média alta. A favela tem em seu redor casas e prédios de alto valor e fica colada a ruas e avenidas de grande movimento.

Segundo Milton Persoli, Coordenador da Defesa Civil, entrevistado pela tevê enquanto as labaredas tomavam conta dos mais de dois quarteirões onde a favela estava encravada, cerca de 2.000 famílias foram afetadas e 500 barracos destruídos. Explosões de bujões de gás eram ouvidas a todo momento, pessoas desesperadas tentavam esfriar as paredes das casas de alvenaria em redor da favela com mangueiras de jardim e baldes de água e os moradores saíam dos becos carregando os parcos pertences que conseguiam salvar. Cenas muito tristes de serem vistas.

Esse tipo de tragédia passou a fazer parte do cotidiano de São Paulo. Não é raro uma das centenas de favelas da cidade ser destruída pelo fogo. Fica no ar o questionamento sobre as responsabilidades da prefeitura paulistana, por ora sob o comando (comando?) do Fernando Haddad, figurinha carimbada do PT: por que permitem que esse tipo de moradia (eram 1633 favelas segundo a Folha de São Paulo, em 2012) ainda prolifere na cidade? Como ignorar os chamados “gatos” (ligações clandestinas de energia elétrica, provável causa do incêndio de ontem)? Como ignorar as condições de vida tão precárias e a ausência do poder público para impedir a “construção” de barracos com restos de madeira, tabiques e até papelão, materiais altamente inflamáveis e de fácil combustão – ainda mais em pontos nevrálgicos da cidade, que colocam em risco até os moradores das casas ao redor?

É impressionante como o poder público se omite nas situações de risco da população pobre no Brasil. Seja em deslizamentos de terra, seja em enchentes, seja em alagamentos, seja em incêndios, as tragédias visivelmente poderiam ter sido evitadas, não fosse a omissão, a falta de orientação e o desprezo na oferta de opções que pudessem mudar a vida dessa parcela da população.

Nesta campanha política, nos discursos repetitivos e medíocres dos candidatos a cargos eletivos, em nenhum momento se ouviu uma única proposta, uma única solução para esse tipo de problema. No Rio de Janeiro, as favelas passaram a fazer parte do “pitoresco”, do “bucólico”, alojando inclusive bandos de turistas que querem “vivenciar” a pobreza dos morros; em São Paulo, as ligações clandestinas de energia elétrica (“gatos”), visíveis em tantos pontos da cidade, são simplesmente ignoradas pelos responsáveis; no Nordeste ainda restam palafitas precárias com focos de doenças; e por todo o Brasil se avistam barracos de madeira, gente alojada sob pontes e viadutos, vivendo precariamente e de forma absolutamente miserável.

Enquanto isso, a Revista Veja acaba de nos revelar mais um escândalo com o dinheiro público, nas proporções de um novo mensalão, propiciando uma vida nababesca dos envolvidos, envolvendo valores que com toda certeza permitiriam eliminar boa parte da pobreza no país. Uma vergonha para o Brasil e para os brasileiros.

Foto: Folha SP
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Paulinho da Força, o improbo

paulinhoEste nosso blog já se cansou de denunciar, acusar, xingar – e em última análise, denunciar – as ações desonestas do indivíduo alcunhado de Paulinho da Força, que é o presidente licenciado da Força Sindical (daí o nome) e hoje é candidato à reeleição pelo partido Solidariedade.

Em 12/04/2007, já escrevíamos: “E por onde andará o Paulinho da Força, que se elegeu acenando com um aumento de mais de 16% aos aposentados em 2006? Os aposentados, pelo menos aqueles que ainda enxergam, estão a ver navios!”

Pois ele, além das falsas promessas (vide aumentos ridículos concedido aos aposentados neste últimos anos, sem que suas promessas tenham merecido atenção, enquanto deputado), acaba de ser condenado por improbidade administrativa pelo Tribunal Regional Federal da 3.ª Região. Em votação unânime, a Sexta Turma de desembargadores do TRF3 rejeitou apelação do deputado e de outros 11 condenados por desvio de recursos públicos do Programa Banco da Terra na região de Ourinhos, interior de São Paulo, na década de 2000.

A Força Sindical e um ex-prefeito de Piraju (SP) intermediaram a compra da Fazenda Ceres, naquele município, mas o Ministério Público Federal descobriu que a propriedade só tinha 17% de área cultivável e foi adquirida pelo dobro do preço de mercado “para um projeto fracassado” de assentamento para 72 famílias de trabalhadores rurais. Segundo o Ministério Público Federal, os recursos foram parcialmente desviados, mediante superavaliação da propriedade rural. O Ministério Público apurou que “houve falsificação da proposta de financiamento da Fazenda Ceres e seus projetos” e superfaturamento da ordem de 77,30%.

Nosso blog já apontara outras irregularidades cometidas pelo malandro em anos anteriores. O que surpreende é que o gajo continue solto, contnue parlamentar e, pior, continue como “presidente licenciado” daquele sindicato. É de desanimar!

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Preparando cama, mesa e banho para Marina

debateEm 31 de outubro de 2006, logo após a vitória do PT nas eleições presidenciais, nosso blog Bahr-Baridades publicava o texto “Eleições presidenciais: veja pelo lado positivo!”, que entre outras análises afirmava: “…essa jornada vitoriosa (leia-se do PT), que desgostou a tanta gente, deveria servir de lição aos caciques do PFL, PSDB, PMDB, e a tantos outros. Não adianta mais criar um partido político de cima para baixo, nos moldes elitistas da velha e ultrapassada UDN…”, “…a hora de os derrotados escolherem seus candidatos para a próxima eleição é aqui/agora, algo assim como “ontem antes do almoço” – e começarem a tratar da sua imagem…”
Em resumo: a oposição – principalmente o PSDB – sempre se comportou de maneira acovardada, cheia de dedos, deixando de se fortalecer ao denunciar as incontáveis falcatruas, a corrupção desenfreada, os desvios de dinheiro, as obras inacabadas, o sucateamento das instituições e toda listagem de “malfeitos” praticados pelo PT, o partido do governo. Possivelmente porque grande parte dos integrantes do PSDB também teria o chamado “rabo preso” e, no caso de denúncias, eventualmente receberiam o troco.

Pois no debate de ontem dos presidenciáveis, quem se saiu melhor foi sem dúvida a “gnoma das selvas”: a governanta que está no poder, gaguejou, perdeu-se em várias respostas e foi torpedeada por todos os adversários. Em vários momentos, quando falou de números, restou a nítida impressão de que seu governo criou uma rede de afirmações fictícias e mentirosas de tal monta a respeito das obras concretizadas, que agora o próprio partido e a governanta acreditam ser verdadeiros. E as divulgam com a maior cara de pau…

A inércia e timidez de anos do PSDB, o desgoverno dos petistas e a falta de uma oposição consistente, permitiram a ascensão da “gnoma” nas pesquisas de intenção de voto (a se crer na sua veracidade). Caso ela vença as eleições, o Brasil estará trocando seis por meia dúzia. E o desastre continuará com o seriado do filme que estamos assistindo: “Esquerda, Parte IV”. Como astros principais, MST, MTST, Os Radicais, Os Protegidos, Os Apaniguados, e grande elenco”.

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