Mês: fevereiro 2015



Hino do impeachment

Luiz Trevisani & Eder Borges criaram este hino. A coisa está ficando preta para nossa governanta, já que tantos segmentos da sociedade civil estão soltando críticas ferozes contra seu péssimo desempenho, suas mentiras e sua incompetência. Ou você acha que a corrupção generalizada por parte de políticos e funcionários do governo acontece assim, ao acaso? 

Sem categoria
4 Comentários


Protestos e truculência

https://www.youtube.com/watch?v=z5OYx7B1gn0

Cenas filmadas quando policiais e caminhoneiros entraram em confronto durante a desocupação da BR-282, em Xanxerê

Parece que o governo não está enxergando nossa realidade brasileira: as redes sociais estão recheadas de reclamações, protestos, denúncias e mostram o altíssimo grau de insatisfação reinante; além disso, os protestos nas estradas e nas ruas estão aumentando a olhos vistos.

As manifestações mais intensas são dos caminhoneiros, que protestam contra o aumento dos combustíveis, o preço dos pedágios e a atualização do valor dos fretes. Motoristas chegaram a enfrentar dificuldades em 124 pontos de rodovias federais em nove estados. Mas uma decisão judicial foi proferida após ação impetrada pela Advocacia Geral da União (AGU) nos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, colocando a Polícia Rodoviária Federal nas estradas com a incumbência de desobstruir as estradas – e para isso conta com o auxílio de tropas federais. A alegação usada foi que a reintegração de posse das rodovias é necessária, pois o protesto causa diversos prejuízos à sociedade, uma vez que coloca em risco o abastecimento das cidades, além de prejudicar a livre circulação das pessoas.

entrevero na rua - o globo

Por outro lado, militantes petistas e um grupo que pede o impeachment da governanta Dilma se enfrentaram nesta terça-feira na porta da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio, onde ocorria um ato intitulado “em defesa da Petrobras”.

Os militantes petistas partiram para a briga física, e houve troca de socos entre os dois lados. Pessoas que passavam pelo local também se juntaram aos que protestaram contra o PT.

(Foto Globo)
Sem categoria
2 Comentários


Um ministrinho qualquer contra 200 milhões de pessoas

rossettoPrimeiro achei que estavam falando da Venezuela, onde já impera a ditadura bolivariana e o povo não tem poder para contestar nada – apanha ou vai preso.

Depois atinei que era mesmo no Brasil. Um sujeitinho qualquer, nomeado (e não eleito) ministro da Secretaria Geral, de nome Miguel Rosseto – quem já ouviu falar desse cara? – se arrogou ao direito de informar a 200 milhões de brasileiros “que não faz parte da pauta do governo reduzir preço do litro do óleo diesel”. Quer dizer, quando em todo o mundo os preços do petróleo – e consequentemente dos combustíveis – desabaram, aqui no Brasil houve um aumento sensível nos nossos bolsos e especialmente nos bolsos dos caminhoneiros.

Ainda bem que vários setores da sociedade civil já estão promovendo manifestações para mostrar nossa absoluta insatisfação com esse governo medíocre, corrupto e ineficiente. O setor mais ativo é o dos caminhoneiros, que há anos não têm o frete reajustado (está corroído pela inflação), pagam custos astronômicos de pedágios (aqui no Paraná estão os mais caros do Brasil) e agora veem seus parcos ganhos se esvaírem ainda mais.

Obviamente há inúmeros erros estruturais na conjuntura brasileira. Ao construir Brasília, nos idos dos anos 1950, o presidente Juscelino Kubitschek formalizou um acordo com o GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística) e deu total prioridade à construção de estradas e financiamentos para as indústrias automotivas, principalmente de caminhões. Todo o sistema ferroviário foi relegado a segundo ou até terceiro planos e vários ramais foram sendo desativados com o decorrer do tempo. De 1960 para cá, a extensão dos trilhos passou de aproximadamente 40 mil quilômetros para os atuais 29 mil quilômetros. Destes, apenas um terço está em condições de uso.

Esse foi um erro imperdoável de todos os governos que se sucederam a partir de Juscelino. É por isso que, com a paralisação dos caminhoneiros já começa a surgir o desabastecimento de alimentos, medicamentos e combustíveis, e várias indústrias que trabalham com gêneros perecíveis encerraram temporariamente suas atividades.

Ao invés de abrir as portas governamentais para o diálogo, o ministrinho simplesmente dá um ultimato aos caminhoneiros: “redução de preço, aqui, jamais!” Já estou me sentindo na Venezuela…

Sem categoria
Comente aqui


Diplomacia brasileira: a governanta e suas patas de elefanta

Diplomacia internacional é uma arte complexa, mas ao mesmo tempo de componentes bem simples: considera cada país soberano para estruturar suas leis, abomina a interferência de um país nas questões e gestões de outro, procura estabelecer laços comerciais e sugere a intervenção da ONU para invasões bélicas, retaliações ou ajuda humanitária. Como se sabe, a ONU é a organização composta pela maioria dos países do mundo que, com sucesso ou não, tem levado a cabo estas missões, evitando assim conflitos bélicos entre países.

Recentemente nossa governanta agiu exatamente de forma oposta às normas diplomáticas internacionais: ficou “revoltadinha” pelo fato de a Indonésia ter executado um brasileiro – cumprindo a constituição daquele país – já que fora apanhado com quantidades significativas de droga ao desembarcar no aeroporto. Como diria nosso Arnaldo César Coelho, “a regra é clara”: traficantes de drogas recebem pena de morte. E pronto!

Para coroar sua estultice, a governanta recusou-se a receber as credenciais do embaixador indonésio que viria trabalhar no Brasil. Esse gesto é a maior ofensa que um país pode dirigir a outro na área diplomática. A governanta esqueceu-se de que a Indonésia é uma democracia, seu presidente Joko Widodo foi eleito pela população e lá fazem de tudo para evitar a contaminação do povo, especialmente dos jovens, pela maldição das drogas – basta ver o estrago que as drogas têm causado no nosso país, desestruturando famílias, provocando aumentos absurdos nos índices de criminalidade e taxas altíssimas de mortes.

A governanta esqueceu-se também de que a área diplomática é uma via de mão dupla: segundo o diário indonésio “Jakarta Post“, agora o governo indonésio está reconsiderando se adquire para a Força Aérea do país um esquadrão de 16 aviões EMB-314 Super Tucano, fabricados pela Embraer, além de cancelar uma encomenda de lançadores múltiplos.

Tudo indica que a governanta está sendo mal orientada pelos seus assessores. Pois o que se nota até aqui são aproximações diplomáticas do Brasil com países onde imperam os ditadores, principalmente as “republiquetas das bananas”, vários perdões duvidosos de dívidas (que fazem tanta falta para melhorar nossa infraestrutura) e declarações sempre inversas à posição conservadora do nosso povo.

Se o brasileiro tivesse sido capturado injustamente, sua  prisão tivesse sido arbitrária, ou se a execução fosse injusta… sim, seria até obrigação do nosso governo interferir para coibir injustiças. Mas Marco Archer, o brasileiro executado naquele país já era um traficante de drogas usual e sabia perfeitamente que suas ações naquele país poderiam merecer o castigo que aqui a leniência dos nossos governantes jamais pune com rigor.

Sem categoria
Comente aqui


Lulices e paspalhices

Entrevista de Lula ao repórter esportivo Milton Neves, em 1993, por ocasião do impeachment do então Presidente Fernando Collor de Mello. Parece o layout (esboço) do que estava por vir – infelizmente numa escala infinitamente maior. Collor tinha uma quadrilha com poucos membros (ele e P. C. Farias eram os destaques). Lula montou uma organização criminosa tão monumental que faria inveja a Al Capone, John Dillinger, Baby Face Nelson e outros famosos gangsters americanos.

Sem categoria
Comente aqui


Mulher- objeto

Outra patinada do governo e da agência de propaganda responsável: pretendendo criar um comercial mostrando as bobageiras que se cometem quando as pessoas (neste caso, um rapaz) enchem a cara, transformaram a garota Aninha numa simples “mulher-objeto”, disponível para qualquer um que queira beijá-la… e tudo o mais. Nota zero para este comercial!

Sem categoria
Comente aqui


Operação Lava Jato agora no site do Ministério Público

lava jato

A ilustração e o texto abaixo foram extraídos do site “Caso Lava Jato” do Ministério Público Federal, que pode ser acessado por este link:

http://www.lavajato.mpf.mp.br/

A operação Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. Estima-se que o volume de recursos desviados dos cofres da Petrobras, maior estatal do país, esteja na casa de bilhões de reais. Soma-se a isso a expressão econômica e política dos suspeitos de participar do esquema de corrupção que envolve a companhia.

As denúncias da primeira fase do caso Lava Jato focaram especialmente na atuação de grupos criminosos comandados por doleiros. Além disso, foi oferecida a primeira denúncia referente à Petrobras. A segunda fase, a ser analisada adiante, tem por foco especialmente crimes relacionados à Petrobras.

Veja as sínteses de cada processo e os nomes envolvidos no site do Ministério Público.

Sem categoria
Comente aqui


“Democracia” entre aspas

malandros politicosO blog Bahr-Baridades tem recebido uma série de comentários – sempre dos esquerdopatas – detonando as opiniões políticas que escrevo (e alguns poucos textos de terceiros, que reproduzo).

Os posts aqui contidos são bastante ácidos em relação ao que nossos governantes e políticos “produzem” para o nosso país. Vou reproduzir parcialmente uma resposta publicada em um dos posts, que praticamente traduz a linha de pensamento que norteia este seu blogueiro.

Sou o que se pode chamar de um democrata liberal. Mas estou muito longe de aprovar e concordar com o tipo de “democracia” que nossos políticos nos têm imposto no Brasil. Para quem conheceu de perto um país democrático como a Dinamarca (que, paradoxalmente é uma monarquia) e acompanha os sistemas políticos de duas outras monarquias, como a Suécia e a Inglaterra, mas são verdadeiras democracias no sentido lato da palavra, nosso país fica devendo – e muito. Parecemos um jardim de infância no aprendizado político quando comparamos o nível de evolução daqueles países, cada um com suas peculiaridades.

Nossa classe política tem muito a aprender. E para isso, seria necessária uma profunda reforma política, reduzindo o número estapafúrdio de deputados federais, senadores e deputados estaduais que pululam por todos os rincões. Deveria existir um nível maior de requisitos para os gestores executivos, com cursos de administração, economia e ciências políticas para que assumam seus cargos sem cometer as besteiras que enriquecem nosso anedotário (e nos prejudicam, pelos tantos absurdos cometidos). Devemos ser o único país do mundo a manter quase 40 ministérios. Duvido que alguém conheça os nomes da maioria dos ministros.

Não é concebível que figuras carimbadas como Maluf, Tiririca, Renan, Sarney (que, ufa, se retirou da cena), Jucá, Barbalho, Collor Zé Dirceu, Lula, Suplicy e outras excrescências ainda dominem nosso cenário político. Como proceder a uma reforma política que expurgue os maus elementos e impeça a eleição de processados, condenados e corruptos – o que envolve um rigor maior da justiça, hoje por demais permissiva e passiva – isso cabe aos especialistas no assunto. Não será este blogueiro que ousará indicar os caminhos.

Nossa “democracia” é um antro de corrupção em todos os níveis. Nunca se surrupiou tanto dinheiro público – e nós conhecemos apenas a pontinha deste iceberg. Falta analisar os meandros das contabilidades no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, no BNDES, nos fundos de pensão previdenciários de todas as estatais, nos caixas dos sindicatos… isso sem falar nas licitações irregulares, nos superfaturamentos e “adicionais” de milhares de obras, entre tantas e tantas irregularidades.

Duvido que nos próximos vinte ou trinta anos ocorra alguma reforma política abrangente no país. Precisamos aguardar uma nova geração de políticos bem intencionados, que venham com novos ideais de bem servir a coletividade e substituam as raposas malandras e desonestas que dominam hoje nosso cenário político. Isso, se nossa “democracia” resistir até lá.

Sem categoria
Comente aqui


O que nossos legisladores não discutem

mordomias

Este texto está rodando na internet e externa a total insatisfação dos brasileiros com a privilegiadíssima classe política:

1.    Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, 14º e 15º salários, etc.) dos poderes da República.

2.    Redução do número de deputados da Câmara Federal, e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países sérios. Acabar com as mordomias na Câmara, Senado e Ministérios, como almoços suntuosos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do povo;

3.    Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e têm funcionários e administradores com 2º e 3º empregos;

4.    Acabar com as empresas municipais, com administradores a auferir milhares de reais/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial.

5.    Acabar com as Câmaras Estaduais, que só servem aos seus membros e aos seus familiares.

6.  Redução drástica da quantidade de vereadores, acabar com os salários de vereadores em cidades com menos de 20.000 habitantes. Diminuir os gastos administrativos das Câmaras Municipais.

7.    Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas atividades; Aliás, 5 partidos apenas, seria mais que suficiente.

8.    Acabar com a distribuição de carros a presidentes e assessores das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

9.    Acabar com os motoristas particulares 24 horas pordia, com o agravamento das horas extraordinárias… para servir suas excelências, filhos e famílias e até, as ex-famílias.

10. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;

11. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.;

12. Acabar com o vaivém semanal dos deputados e respectivas estadias em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes;

13. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós que nunca estão no local de trabalho). Há quadros (diretores gerais e outros) que, em vez de estarem no serviço público, passam o tempo nos seus escritórios de consultorias a cuidar dos seus interesses.

14. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir aos apadrinhados do poder – há hospitais de cidades com mais administradores que pessoal médico.

15. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

16. Acabar com as várias aposentadorias entre o pessoal do Estado, que passou fugazmente pelo Legislativo.

17. Pedir o pagamento da devolução dos milhões dos empréstimos compulsórios confiscados dos contribuintes, e pagamento imediato dos precatórios judiciais.

18. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os ladrões que fizeram fortunas e adquiriram patrimônios de forma indevida e à custa do contribuinte, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente “legais”, sem controle, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela precisam.

19. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efetivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas valem e os crimes não prescrevem com leis feitas à medida;

20. Impedir os que foram ministros de virem a se tornar gestores de empresas que tenham se beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

21. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu patrimônio antes e depois.

22. Pôr os Bancos pagando impostos e, atendendo a todos nos horários do comércio e da indústria.

23. Proibir repasses de verbas para todas e quaisquer ONGs.

24. Fazer uma devassa nas contas do MST e similares, bem como no PT e demais partidos políticos.

25. Rever imediatamente a situação dos aposentados federais, estaduais e municipais e dos aposentados pelo INSS.

26. Rever as indenizações milionárias pagas indevidamente aos “perseguidos políticos” (guerrilheiros) – muitos deles nunca foram “perseguidos” nem sofreram torturas, como alegam.

27. Auditoria sobre o perdão de dívidas feitas pelo Brasil a outros países e cobrar a devolução aos cofres públicos o valor de quem às concedeu indevidamente.

28. Acabar com as mordomias (que são abusivas) da aposentadoria do Presidente da Republica, após um mandato Nós outros temos que trabalhar 35 anos e não temos direito a carro, combustível, segurança, etc.

29. Acabar com o direito do prisioneiro de receber mais do que o salário mínimo por filho menor e que caso faleça, ainda fica esse beneficio para a família. O prisioneiro deve trabalhar para receber algum benefício, e deveria indenizar a família que ele prejudicou.

30. Uma cidade só pode ser município, se tiver no mínimo, 5.000 moradores. Caso não atinja esse número deve ser distrito.

31 – Reduzir de imediato o número de ministérios para, no máximo, 20; eles devem ser criados para ajudar o presidente a governar o País e não para afagar os partidos políticos. É necessário acabar de vez com essa farra.

Sem categoria
1 Comentário


Os quatro suicídios

Maria Lucia Victor Barbosa

15/02/2015

MarioMaria-Lucia-Victor-Barbosa Vargas Llosa, escritor peruano e Prêmio Nobel de literatura, em artigo publicado pelo O Estado de S. Paulo em 08 de fevereiro de 2015, discorreu sobre suicídio político, que é de teor coletivo e “praticado nos países que, presos de um desvario passageiro ou prolongado, decidem empobrecer-se, barbarizar-se, corromper-se ou todas essas coisas juntas”.

Vargas Llosa cita como exemplos desse tipo de suicídio na Europa, Hitler e Mussolini “que chegaram ao poder por vias legais e um bom número de países centro-europeus que se atiraram nos braços de Stalin sem maiores pudores”. Na atualidade o escritor aponta a Grécia, “que em eleições livres acaba de levar ao poder o Syriza, um partido demagógico e populista de extrema esquerda que se aliou para governar com um pequeno grupo de direita ultranacionalista e antieuropeu”.

Como latino-americano Llosa não podia deixar de dizer que em matéria de suicídio político “a América Latina é pródiga em exemplos trágicos”. Ele analisa especialmente a Argentina na fase peronista que arruinou o país antes considerado de Primeiro Mundo, mas absteve-se de falar no atual e desastroso governo de Cristina Kirchner. Focou também na Venezuela sob o comando do caudilho messiânico, Hugo Chávez, sucedido por Nicolás Maduro “que embora inepto para tudo o mais, na hora de fraudar eleições, encarcerar, torturar e assassinar opositores,” não vacila.

Sem dúvida a América Latina é pródiga em suicídios políticos e muitos outros exemplos podem ser dados. Entre eles o do Brasil que recentemente cometeu quatro suicídios políticos ao eleger petistas.

Lula da Silva foi presidente de direito durante dois mandatos e presidente de fato na gestão de Dilma Rousseff, assim continuando no mandato que ora se inicia. E ele não pretende apear do cargo mais alto da República, pois avisou que já está a postos para dar continuidade ao seu longevo poder, em 2018.

Esta sequência que visa à hegemonia petista confirma a profecia de José Dirceu, o Bob como é conhecido nas lides criminosas do petrolão e que praticamente está livre da Papuda depois de ter sido o cérebro do esquema igualmente criminoso do mensalão. Talvez, os 20 anos previstos por Dirceu ainda sejam poucos.  Quem sabe ele próprio retome a carreira interrompida e entre em campanha para se eleger presidente da República em 2022. Afinal, a propensão para suicídios políticos na América Latina é arraigada.

A questão é que os caminhos da vida e das sociedades ainda são mutáveis, imprevisíveis e complexos, antes que os avanços tecnológicos confirmem um mundo inteiramente controlado que aparece nos livros e filmes de ficção.  No nosso caso o dinamismo social, político e econômico está trazendo complicações que se antepõe ao projeto petista de poder.

O primeiro mandato de Lula da Silva foi fácil. Ele singrou nas águas da estabilidade econômica obtida pelo Plano Real de FHC. Pareceu excelente para os pobres das bolsas esmola e para os ricos banqueiros, empreiteiros, enfim, para a “dona zelite” que lucrou como nunca antes nesse país. O período foi cantado em verso e prosa pelo ególatra, tido pelo povo como um operário pobrezinho que logrou chegar lá. Contudo, no decorrer do tempo o partido autointitulado como o único ético, puro, aquele que vinha para mudar o que estava errado, extrapolou em escândalos de corrupção e na incompetência governamental.

Nos quatro anos de Rousseff o processo de arrebentar a economia se consumou, o que pode ser simbolizado pela devastação da Petrobras assaltada pelo PT e companheiros. Como não podia deixar de ser caiu vertiginosamente a aprovação da criatura, enquanto no Congresso surgiu uma verdadeira oposição liderada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Para piorar, o desenrolar da operação Lava Jato vai se aproximando perigosamente de Lula da Silva e de Rousseff.

Como não podia deixar de ser, o presidente de fato entrou em campo. Junto com o ministro da Justiça e outros tenta influir na Operação Lava Jato para anular as delações feitas. Pede também o impossível a Rousseff: que ela seja simpática e dialogue com os partidos, com os movimentos sociais, com governadores e prefeitos.

Lula pode até conseguir algumas coisas, exceto mudar instantaneamente a insatisfação popular com a economia e controlar a ação judicial contra a PTbras aberta por acionistas americanos que se sentiram roubados.

Lembra um amigo meu, que um bilionário chamado Madoff deu um gigantesco golpe em investidores americanos.  Em dois anos foi julgado, condenado e preso nos Estados Unidos. Hoje, aos 80 anos, trabalha na lavanderia da prisão. Se viver mais 30 anos, sairá, mas é pouco provável. Vai ver, que o grande temor de Lula, Rousseff e demais companheiros é a lavanderia, único meio de impedir que brasileiros cometam outro suicídio politico.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga

Sem categoria
Comente aqui