Mês: setembro 2015



Governo exerce controle populacional

hospital publico

Ninguém fala a respeito. Mas é só ficar atento às notícias para se deduzir que é interesse do governo reduzir o crescimento populacional no Brasil. E não se trata apenas do atendimento nos precários e vergonhosos postos de saúde e hospitais espalhados pelo país, onde se morre nas filas, nos corredores, por falta de vagas ou pela demora em realizar exames – na maioria das vezes urgentes.

Agora nos chega a notícia de que o governo zerou o dinheiro para o programa de descontos da Farmácia Popular a partir do ano que vem. Com isso, o aumento do preço de vários remédios importantes poderá ser estratosférico. 24 remédios para tratamento de várias doenças, como colesterol, Parkinson e osteoporose perderão o desconto de 90%.

A desculpa se deve novamente aos cortes no orçamento do Ministério da Saúde para cobrir as burradas e incompetências geradas pela pior administração pública que nosso país já enfrentou. Em nota, o Ministério da Saúde confirma a informação e informa que a proposta de orçamento para o ano que vem prevê um corte de R$ 578 milhões no programa, o que vai ter impacto direto na oferta de remédios com desconto, que deixará de existir.

Para a Associação Médica Brasileira, a estratégia do governo com esse corte pode representar a interrupção de vários tratamentos: “O índice de doença aumenta, aumenta a internação, aumenta a despesa do governo, aumenta a despesa do hospital”. E pelo histórico dos nossos hospitais públicos, aumentará o número de óbitos.

Agora, pasme: o consumidor brasileiro paga mais impostos em remédios do que em revistas ou filmes eróticos. A diferença chega a ser gritante e a “cobrança é considerada injusta”, segundo especialistas. O levantamento foi feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).

Por outro lado, existe uma nova proposta de emenda à Constituição (PEC) que pretende isentar de tributos os medicamentos destinados ao uso humano. É a PEC 2/2015, que altera o artigo 150 da Constituição e tem como primeiro signatário o senador Reguffe. De acordo com a proposta, todos os medicamentos destinados ao uso humano ficam livres de tributos.

Mas como tudo no Brasil é lerdo, devagar quase parando, a PEC aguarda distribuição para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e sua aprovação depende do voto, em dois turnos, de três quintos dos membros de cada Casa do Congresso (49 senadores e 308 deputados).

Essas notícias são ou não são de matar (literalmente)?

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Cardápio de hoje: só coisas boas…

grafico

E o Brasil, ó!

Desemprego sobe e fica em 8,6% em 3 meses, diz IBGE

Inflação do aluguel ganha força e sobe 8,35% em 12 meses

Dólar vira e opera em alta, cotado a R$ 4,14

Justiça bloqueia R$ 2,7 milhões de ex-servidora da máfia do ISS em São Paulo. Esquema desviou mais de R$ 500 milhões.

Motociclistas ‘driblam’ radares com correntes cobrindo suas placas em São Paulo

Grupo rouba carga de R$ 1 milhão em São Paulo

Mulher abandona bebê prematuro em caixa de papelão em Bertioga

Árbitro saca arma durante partida de futebol amador em Brumadinho

Ladrões invadem loja e sequestram empresário em Cuiabá

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Propaganda política enganosa… não é de hoje

“Varre, varre, vassourinha…” foi o jingle da campanha de Jânio Quadros, candidato do PTN apoiado pela conservadora UDN, nas eleições para a presidência do Brasil em 1960. Como se vê, o mesmo teor de texto é utilizado até hoje pela maioria dos candidatos.

Há uma explicação: no país que cultiva políticos e apaniguados inseridos entre os mais corruptos do mundo, qualquer campanha política que abranja o tema sempre estará no caminho certo, apesar de os vencedores jamais cumprirem suas promessas de acabar com a corrupção, com os corruptos, com os marajás de altos salários pagos com dinheiro público e aí mudarem a rota para o caminho da ética, da honestidade, da retidão.

É só acompanhar as promessas dos candidatos – sejam figurinhas carimbadas na política ou não – que invadem sua casa nos comerciais e horários políticos. Não há diferença nenhuma para esta campanha criada há 55 nos para eleger Jânio Quadros presidente da República.

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Barbie escapa mais uma vez

gleisiO Supremo Tribunal Federal decidiu que Sérgio Moro, juiz responsável pelo processo da vergonhosa corrupção batizada de Lava-Jato, não vai mais investigar Gleisi Hoffmann – a Barbie paranaense que, sabidamente, está envolvida até a raiz dos seus cabelos aloirados no negror dos escândalos de verbas para sua campanha.

Foram procuradores ligados a essa operação que enviaram ao ministro Teori Zavascki pedido de investigação contra a parlamentar, a partir de indícios de que a campanha dela ao Senado recebeu verbas desviadas de contratos do Ministério do Planejamento.

A decisão do Supremo abre caminho para tirar das mãos do ministro Teori Zavascki e de Sergio Moro, que comandam as investigações da Lava Jato, casos ligados à operação que não têm conexão direta com os desvios na empresa.

Com isso, procedimentos investigativos como as supostas irregularidades em projetos do setor elétrico, o chamado “Eletrolão”, podem deixar de ser analisados pela Justiça do Paraná e pela força-tarefa que apura o esquema.

O argumento do relator do caso, ministro Dias Toffoli, é que a Lava-Jato se dedica à corrupção na Petrobras e não em outros setores… ou não seria o Dias Toffoli!

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Foi tudo para o brejo

levy no brejoSe você andava meio desanimado com as coisas que vêm acontecendo no Brasil, pode entregar os pontos: o país desandou de vez.

O Supremo Tribunal Federal colocou água fria na fervura em que o juiz Sérgio Moro estava fritando os ladrões, corruptos e salafrários do Lava-Jato: querem tirar dele o poder de julgar todos os crimes que não se referem especificamente ao propinoduto da Petrobrás. Quer dizer, grande parte dos acusados vai ser julgada em outras instâncias e a gente sabe como isso funciona: protelações, recursos, varas lotadas de processos… levará anos para que sejam condenados, isso se não ocorrer o famoso “transcurso de prazo”, a tábua salvadora dos advogados de defesa bons de papo.

A governanta mor do país, que já deveria ter extinguido pelo menos 15 ministérios supérfluos e que provocam imensa sangria nas contas públicas, titubeia, tergiversa… e tudo continua na mesma, servindo de moeda de troca para apoio político e tentar (por quanto tempo?) manter-se no poder.

A inflação vai galgando patamares cada vez mais altos, dificultando o dia a dia da gente, nas compras de supermercado, gasolina, das contas de energia elétrica, prestações e dos financiamentos. Junto, assistimos à rápida escalada do dólar, a maior alavanca para o aumento dos preços, visto que ainda precisamos importar insumos, equipamentos para a produção industrial, trigo, fertilizantes e outros tantos produtos.

O Congresso Nacional continua na sua permanente linha de pensamento egocêntrico, esquecendo-se de que lá estão para servir ao povo, encontrar e propor soluções que nos beneficiem, votar medidas efetivamente saudáveis, no lugar de pensarem apenas em si próprios, nos seus salários e suas mordomias monumentais, tramando desde o primeiro dia de mandato fórmulas para alcançarem a próxima reeleição.

Como resultado, assistimos ao crescimento inacreditável da criminalidade, com delinquentes cada vez mais malignos, pervertidos e insensíveis, matando mais e mais pessoas a cada ano, superando em muito o número de mortos nas várias guerras e atentados que ocorrem e espocam a cada momento pelo mundo afora.

A baixa (ou nenhuma) escolaridade vai formando sub-cidadãos, sem presente, sem futuro, sem possibilidades de almejar empregos formais decentes e bem remunerados; a falta de cultura e de orientação faz-nos assistir ao crescimento das periferias e favelas sem a mínima infraestrutura, onde a população vive aglomerada em péssimas condições de vida, sujeita a doenças, humilhações e riscos de vida, as mulheres com seis, oito filhos de pais diferentes, todos vivendo sem a menor dignidade.

O atendimento à saúde pública, que o molusco de nove dedos alardeava ser a melhor do mundo, “um exemplo para o presidente Barak Obama”, simplesmente faliu e a palavra “atendimento” passou a ser um eufemismo, uma ficção, uma novela de horrores.

Para não cansar o leitor, nem mencionaremos aqui os problemas de desemprego, da incompetência dos gestores públicos, da malversação de verbas públicas, da falta de vontade política para desencadear as necessárias reformas estruturais, das deficiências do transporte público… tantas e tantas facetas de um país que maltrata e ignora a situação crítica em que vive grande parte dos irmãos brasileiros.

Acesse também o site Spotniks e leia o artigo:

http://spotniks.com/como-quebrar-um-estado-em-8-passos-o-que-tarso-genro-e-o-rs-podem-ensinar-ao-brasil/

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De Vargas a Vargas

getulioGetúlio Vargas foi um advogado e político brasileiro, líder civil da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha, depondo seu 13º e último presidente, Washington Luís, e impedindo a posse do presidente eleito Júlio Prestes em 1o. de março de 1930.

Foi presidente do Brasil em dois períodos. O primeiro período foi de 15 anos ininterruptos, de 1930 até 1945: como chefe do “Governo Provisório”; como presidente da república do Governo Constitucional, quando foi eleito Presidente da República pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934; e como presidente-ditador, durante o Estado Novo implantado após um golpe de estado.

No segundo período, Getúlio foi eleito pelo voto direto e governou o Brasil como presidente da república, por 3 anos e meio até 24 de agosto de 1954, quando se suicidou. Getúlio era chamado pelos seus simpatizantes de “o pai dos pobres”, pelo fato de ter criado muitas das leis sociais e trabalhistas brasileiras. Getulistas afirmam que em nenhum outro momento da história do Brasil houve tantos avanços nos direitos dos trabalhadores: ele instituiu a CLT com o salário-mínimo, a limitação da jornada de trabalho, férias remuneradas e a proibição de demissão sem justa causa do empregado após 10 anos no emprego.

Já ou outro Vargas… a Justiça Federal acaba de condenar o ex-deputado André Vargas a andre-vargas14 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro desviado de contratos de publicidade da Caixa Econômica Federal, sendo o primeiro político condenado na Operação Lava Jato. Segundo sentença do juiz federal Sérgio Moro, o ex-parlamentar “recebeu propina não só no exercício do mandato de deputado federal, mas também da função de vice-presidente da Câmara dos Deputados, entre os anos de 2011 a 2014, período em que praticou a maior parte dos fatos criminosos”. Se existisse a expressão, André Vargas seria o chamado “propineiro”…

O gesto mais marcante e deprimente desta figura repulsiva foi a afronta ao erguer o punho fechado, nos moldes da “Internacional Socialista”, sentado ao lado do então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa, na abertura do ano legislativo de 2014, em 4 de fevereiro de 2014, e que foi registrado em diversas fotos.

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Justiça pelas próprias mãos

https://www.youtube.com/watch?v=RXYy_Df_N0o

Depois dos arrastões deste final de semana ocorridos no Rio de Janeiro – quando inclusive uma turista inglesa foi entrevistada, aos prantos, após terem saqueado seu celular, passaporte e dinheiro, o que fez ela jurar que jamais poria novamente os pés no Brasil – moradores da Zona Sul avisam publicamente que vão tomar outra atitude: deixarão a inércia de lado e prometem reações agressivas no fim de semana que vem.

Neste último domingo um grupo já começou a fazer justiça com as próprias mãos , quando cercaram um ônibus que vinha da Zona Norte e agrediram os ocupantes, que, segundo eles, seriam ladrões a caminho da praia.

Nas redes sociais já apareceu postagem conclamando os moradores a reagirem:

justiça via facebookNum outro post, um homem que se identifica como policial civil sugere aos síndicos dos prédios das várias praias onde ocorreram os arrastões, que “em caso de violência contra esses marginais, se alguém atirar e matar um merda desses, não forneçam imagens à polícia! Apaguem imediatamente! Digam que o sistema está com defeito!”

Antes dos arrastões do final de semana, 24 menores foram apreendidos pela PM no dia 16, num ônibus da linha 474 (Jacaré – Jardim de Alah) sob suspeita de furtos – mas foram liberados durante a noite com a presença dos pais e responsáveis. Segundo testemunhas, menores do grupo aproveitam as paradas para assaltar passageiros que estavam nos pontos.

eufrasiaPara quem não sabe, existe uma defensora pública no Rio, de nome Eufrásia de Souza, que afirmou: “os menores detidos pela polícia após os arrastões não poderiam ter sido levados para a delegacia, mesmo pegos com colares de ouro das quais que não sabiam explicar a procedência”. Segundo ela, mesmo diante dos depoimentos dos PMs, do motorista do ônibus e de um motorista de táxi que denunciou aos policiais a ação dos menores, os PMs deveriam ter conduzido os menores à delegacia somente os jovens que estavam com algum objeto apontado como produto de roubo. E, para complicar ainda mais a vida dos policiais e da própria população, na semana passada, um juiz proibiu a PM de apreender adolescentes a caminho da praia sem flagrantes, dificultando as abordagens para averiguações.

Dá para entender por que a população quer fazer justiça com as próprias mãos?

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Oliver: A Perestroika

VLADY OLIVER

augusto nunes Este artigo foi publicado na Revista Veja, coluna do jornalista AugustoNunes. Nosso blog toma a liberdade de reproduzi-lo.

 

Gilmar Mendes está falando sozinho. O juiz Sérgio Moro está falando sozinho. Joaquim Barbosa falava sozinho. Ainda fala. O procurador Dalton Dallagnol está falando sozinho. Todos estes ilustres senhores estão escancarando a verdade na cara dos pagantes e nem isto é razão para uma tal de “imprensa” sair de sua confortável saleta com ar condicionado, onde dão um verniz nos press-releases picaretas de um governo idem, e conferir o que está sendo dito por todos estes ilustres senhores sobre a sofisticada organização criminosa.

É estarrecedor. De golpe em golpe, o que podemos ver claramente é uma manada de meliantes tentando desesperadamente esconder, com uma peneirinha rala, o solão que iluminou todos esses vampiros do elefante público que nos rapinam impunemente. O cheiro de cadáver queimado é insuportável, mas mesmo assim temos que ouvir um Chico Buraco entoando um patético “o petróleo é nosso” para ninguém menos que o bolivariano Stédile e seus exércitos de boquinhas amestradas, monstruosamente endeusadas pela parcimoniosa “mídia” de enganar incauto.

De onde surgiram esses cadáveres? Onde estavam nossos políticos, quando a “perestroika do avesso” se deu em nossas terras indefesas? Nenhum comunista gosta de lembrar da derrocada da União Soviética, não é mesmo? É do que se trata aquela bandeirona vermelha safadamente colocada diante da bandeira brasileira, nos comerciais calhordas do partido da estrelinha na cueca. Aquele “sonho de consumo dos outros” não passa de um embuste de proporções continentais.

Bastou acabar a grana e a pressão social subir dentro da Rússia da época para detonar uma ribanceira de proporções avassaladoras na sofisticada organização criminosa de lá. Imediatamente os países retomaram suas identidades nativas, acobertadas pela mão de ferro, a cortina de ferro e a cabeça de lata de seus governantes e lambedores de latrinas oficiais. Deu no que deu. Defrontar-se com a própria natureza calhorda de suas aspirações políticas, isso ninguém quer fazer por aqui.

Há um desfile aterrador de “Controlares”, sacolinhas de lixo, baldes de tinta vermelha na rua, salsichas superfaturadas, grana que os meliantes querem “repatriadas” para turbinar seus exércitos de saliva, stédiles, estiletes e outras armas brancas de matar em silêncio, que essa gente brande por aí em indecorosa ameaça, perfiladas contra a nossa cidadania. Só temos a palavra em nosso favor. Pois ela nos basta. Com ela sabemos que um Ministro do Supremo escancarou a sofisticada organização criminosa em detalhes estarrecedores.

O texto vai ficar para a história, como uma lápide a reclamar seus ocupantes. Eu pergunto: algum petista por aí consegue rebater essas conclusões inquestionáveis, de que não passam de um bando de batedores de carteira, agraciados com crachás, cargos públicos e cartões corporativos, depois que resolveram cacarejar uma ideologia que não passa da esquina? As semelhanças dessa seita e aquelas outras, graciosamente espalhadas por aí para rapinar o cidadão comum pela fé vendida em suaves prestações é gritante.

Sabemos quem está com a razão. E não é a grande mídia, no momento. Como eles farão para consertar o estrago causado pela feudalização de suas redações, pelo aparelhamento calhorda, pelo silêncio pusilânime que perpetraram contra a nação, pela recusa de levar a verdade aos seus leitores e espectadores é que são elas. Pegaram os “veículos de comunicação” e os jogaram ribanceira abaixo.

Tarefa fácil, levando-se em consideração o tipo de motorista necessário para a missão. Tirá-los do brejo agora, para dizer a verdade entalada na garganta da nação, não me parece coisa simples, nem digna de confiança, por parte da plateia desencantada com a natureza do show protagonizado até aqui. No momento, só mereceram um solene ostracismo.

Quando começarem os gritos de “Pega Ladrão” é que veremos quem se esconde debaixo dessas bancadas elegantes, tentando bater nossa carteira. Vai ser imperdível. Petista é vermelho e tem chifres. Só não vê quem não quer.

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Sim, o crime vale a pena

É de estarrecer: um auditor fiscal de Londrina, depois de praticar crimes sexuais com menores adolescentes (em geral inafiançáveis) e fazer parte de um grupo de auditores corruptos que desviou milhões e milhões de reais dos cofres públicos, acaba de receber uma condenação que pode ser chamada de leve-levíssima: ficará preso apenas até junho de 2016 e depois vai usar tornozeleira eletrônica até 2021. A seguir, entre 2020 e 2030 cumprirá a pena em regime aberto.

Luiz Antônio de Souza, o nome do criminoso felizardo, aderiu à chamada “delação premiada” e por isso foi realmente premiado: mesmo tendo devolvido duas fazendas avaliadas em R$ 20 milhões e dedurado 59 ex-colegas de trabalho, possibilitando que o Ministério Público avançasse nas investigações da Operação Publicano, o que levou à autuação de empresas envolvidas em (até aqui) R$ 120 milhões pela Receita Estadual, ainda restará a ele um patrimônio estimado em R$ 10 milhões, composto por uma casa no condomínio fechado de alto padrão Alphaville – Londrina, um apartamento em Balneário Camboriú (SC), um apartamento pequeno, um terreno no Parque das Indústrias e uma sala comercial em Londrina, estes todos em Londrina.

Souza corria o risco de passar de 10 a 16 anos preso em regime fechado e a perspectiva de ficar apenas um ano e meio encarcerado, além de sobrar com boa parte dos frutos do crime de corrupção, pode ser considerado um verdadeiro prêmio. Segundo alguns advogados, o criminoso poderia sofrer condenações pelos crimes sexuais que iriam de 60 a 100 anos de prisão – ainda que no Brasil uma pessoa fique no máximo 30 anos presa, mesmo que a sentença seja maior. Mas como ele foi o principal delator (dedo-duro) da Operação Publicano, e tendo devolvido as duas fazendas, Souza ainda vai ficar com um patrimônio invejável – não é qualquer trabalhador brasileiro honesto que consegue amealhar R$ 10 milhões em sua vida. Fora o resto…

Foto: paranaemfoco
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Governo apela para os ilícitos

carimbo

O desespero do grupo que dirige os destinos da nossa nação é flagrante: depois de provocarem um enorme rombo nas contas públicas e constatarem que nós, os patos, não queremos pagar o pato aceitando passivamente mais e mais aumentos de taxas e impostos, algum “iluminado” ressuscitou a ideia de voltar a legalizar os jogos de azar no Brasil. Em reunião com líderes aliados na Câmara, o chefe da Casa Civil, ministro Aloizio Mercadante, sondou os parlamentares sobre a ideia de legalizar bingos e cassinos, para aumentar a arrecadação.

roletaA sondagem feita por Mercadante veio após ouvir dos líderes aliados que afirmam não existir chance de a CPMF ser aprovada no Congresso. “Ainda estamos muito distantes dos 308 votos necessários para aprovação da emenda constitucional”, reconheceu o deputado Rogério Rosso.

Dizem que a ideia de ressuscitar o debate em torno da legalização dos jogos não veio exatamente do governo. A proposta foi apresentada pelo deputado Benedito Lira. Polêmico, o assunto já provocou diversas crises ao longo destes 13 anos de governo do PT.

Para quem não sabe, foi no governo de Eurico Gaspar Dutra que em 30 de abril de 1946,Cassino-Palacio-Quitandinha três meses após a sua posse, um decreto proibiu os jogos de azar em todo o território nacional. Assim como em outros países que permitiam o jogo, vários cassinos luxuosos haviam sido construídos, principalmente em cidades turísticas, como o Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, o Quitandinha em Petrópolis, o Ilha Porchat, em São Vicente e vários outros. Na época, girava muito dinheiro em torno do jogo, originado principalmente pelos turistas (assim com foi em Cuba, nos tempos do ditador Fulgêncio Batista, na era pré-Fidel).

Parece que tudo o que já foi falado sobre os malefícios da jogatina – famílias destruídas, vício incontrolável, sermões e prédicas nas igrejas, fortunas dilapidadas e associação com o crime organizado – foi subitamente esquecido. Tudo para fechar a conta do incompetente governo petista que aí está, com seu rumo totalmente perdido.

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