Mês: maio 2016



Quantos faltam? Façam suas apostas

petistas presos

Daria até para estabelecer prazos: um mês, três meses, final de dezembro. O que não dá é adivinhar quantos políticos, empresários, delatores, diretores de estatais e outros corruptos serão levados a depor, processados e depois presos pela Operação Lava Jato e por outras que se seguirão.

Nunca se prendeu tanta gente de “colarinho branco” como nos dias de hoje. A expressão “crime do colarinho branco” foi o apelido explorado pela mídia em 1986, que tinha como alvo os crimes contra o sistema financeiro. Era uma forma de mostrar â população que os ricos, principalmente os banqueiros, também iam a julgamento.

A expressão correta hoje seria dizer “crimes dos camisas vermelhas” – pois foi no governo do PT que ocorreu a maior roubalheira de que se tem notícia no Brasil. O curioso é que essa prática começou no primeiro governo Lula, época do “mensalão”. que levou um número grande de “camisas vermelhas” a julgamento e prisão.

Nas recentes revelações das gravações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, há um trecho em que o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, pergunta (reprodução do G1 – Globo): – Por que que o Lula saiu [não foi acusado no processo do mensalão]? Porque o Duda [Mendonça, marqueteiro] fez a delação – na época nem tinha [a lei]. O Duda fez a delação e disse que recebeu o dinheiro fora. E ninguém nunca investigou quem pagou, né? Este é que foi o segredo. (Duda Mendonça foi o marqueteiro da campanha vitoriosa de Lula em 2002. Ele acabou absolvido no julgamento do mensalão).

Se fôssemos reproduzir aqui a lista de indiciados, de prováveis indiciados e de suspeitos para futuros indiciamentos na Operação Lava Jato, além das bombas que estourarão em breve, ligadas a outras estatais como o BNDES, Caixa Econômica Federal, fundos de pensão de funcionários públicos e empresas ligadas a esquemas de corrupção, poderíamos cometer duas injustiças: primeira, apontar alguns nomes que nada têm a ver com irregularidades; e a segunda, deixar de registrar dezenas de nomes de prováveis candidatos a indiciamentos.

Por isso, fica muito difícil apostar no número exato de futuros moradores da Papuda e de outros estabelecimentos penais. Se fosse na Inglaterra, onde se aposta sobre tudo e sobre todos, as casas de apostas certamente estariam fervilhando e girando fortunas em libras e euros.

Sem categoria
Comente aqui


Procura-se desesperadamente…

O Brasil procura desesperadamente políticos e administradores públicos honestos para serem votados nas próximas eleições em todos os níveis de governos. Constatou-se uma escassez de valores éticos e comportamentais na atual safra que foi inadvertida ou propositadamente eleita. fato que provocou enormes rombos financeiros no erário e no patrimônio da federação – união, estados e municípios.

Será de bom alvitre mini gravador canetatodos os eleitos atentarem para o fato de que, com o progresso tecnológico e a universalização da informação, os cidadãos brasileiros estarem muito mais atentos aos deslizes e atos ilícitos, graças à imediatez da sua divulgação em redes sociais e até através de gravações clandestinas, que podem ser motivo de chantagens ou de barganhas em delações premiadas promovidas pelas autoridades policiais, como vem ocorrendo neste momento delicado da vida nacional.

Sem categoria
Comente aqui


Estupros: o Rio de Janeiro é campeão

estupradores

Wallace Aparecido Souza Silva, de 22 anos, e Jonathan Foudakis de Souza, de 20, e Carlos Armando Costa dos Santos, de 21 anos: acusados de estuprar americana em uma van no Rio de Janeiro (Foto Pâmela Oliveira/VEJA)

Não custa lembrar: uma turista americana de 21 anos foi estuprada oito vezes na “van do terror” em abril de 2013 – algumas delas, por dois homens ao mesmo tempo. E enquanto um deles a violentava, os outros riram dos gritos de socorro dela. “Eles mostraram frieza imensa e nenhum sinal de arrependimento durante as confissões”, disse a promotora encarregada do caso, à época.

Os estupradores Jonathan Froudakis de Souza, de 19 anos, Wallace Aparecido Souza Silva, de 21, e Carlos Armando Costa dos Santos, também de 21, foram presos naquele ano por policiais da Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat). Além do crime de estupro, a promotora pediu na denúncia que eles respondessem por roubo, extorsão mediante ameaça, corrupção de menor e formação de quadrilha.

Jonathan participou de oito estupros, quatro como autor, e o restante como participante – por ter ajudado a segurar a vítima. Wallace, estuprou a americana duas vezes e participou das outras seis. Já Carlos, que entrou na van somente em Niterói, foi responsabilizado por quatro abusos sexuais, dois como autor. Um menor de 13 anos foi apreendido por envolvimento no crime – e admitiu participação no roubo e na agressão ao namorado da americana. Segundo o adolescente, que trabalhava como cobrador na van, os estupradores tentaram “negociar” a jovem com traficantes de uma favela, possivelmente na cidade de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. De acordo com o jornal O Globo, no período de seis horas em que mantiveram como reféns a jovem e seu namorado, um francês, os acusados passaram em uma favela onde deixaram um pacote. Eles ofereceram a americana como parte da “negociação’, mas o interlocutor rejeitou a proposta.

Pergunta: por que a rotina de estupros continua em alta, principalmente no Rio de Janeiro?

Sem categoria
2 Comentários


Cargos comissionados: nós somos os imbecis!

cabide de empregos

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) revela o que todo mundo já desconfiava: administração pública federal — incluindo Executivo, Legislativo e Judiciário federais — gasta hoje R$ 3,47 bilhões por mês (EM NEGRITO: TRÊS BI E QUATROCENTOS E SETENTA MI POR MÊS) com funcionários em cargos de confiança e comissionados. O valor representa 35% de toda a folha de pagamento do funcionalismo público na esfera federal, que é de R$ 9,6 bilhões mensais.

Dos 278 órgãos federais, em pelo 65 deles, o número de cargos de confiança e comissão passa de 50% do total de empregados. Ou seja, há mais da metade dos servidores desses órgãos “supostamente exercendo funções de direção, chefia ou assessoramento“.

De acordo com o documento, elaborado pela Secretaria de Fiscalização de Pessoal (Sefip) do TCU, há hoje 1,1 milhão de funcionários em postos de Executivo, Legislativo e Judiciário. Desses, cerca de 346 mil trabalham em cargos de confiança e comissionados. Nos cargos de confiança estão pessoas concursadas e que recebem salário mais gratificação por ocupar posto de chefia. O comissionado não passou por concurso público. Estes provavelmente são os aspones, gepones e dipones da vida que em sua maioria nem batem ponto e só aparecem uma vez por mês para receber seus salários.

Dos gastos com os cargos de confiança e em comissão, os maiores percentuais estão nos poderes Legislativo (60,9% do total de despesas com pessoal), e no Judiciário (56,9%). O relatório aponta ainda que, entre os ocupantes dos 346 mil comissionados, 8,6% (cerca de 30 mil) estão filiados a partidos políticos. As legendas que mais ocupam esses cargos são PT (13,6% do total), PMDB (10,9%), PSDB (9,6%) e PDT (6,5%). A Fundação Cultural Palmares, que tem hoje 27% em cargos de confiança, o Ministério do Desenvolvimento Agrário com 27% e o Senado com 23,28%, são os órgãos que apresentam também os maiores percentuais de servidores comissionados filiados a partidos…

No começo do mês, O GLOBO publicou que filiados ao PT ocupavam cerca de 10% dos cargos comissionados apenas do governo de Dilma, representando cerca de 10 mil petistas entre os 107.121 funcionários que ocupam cargos comissionados apenas no Executivo federal. Agora estes cargos serão loteados em partilha feita pela equipe do presidente interino, Michel Temer, para partidos aliados a seu governo.

Está ou não está na hora de exigirmos uma ampla reforma política e administrativa?

Sem categoria
1 Comentário
 

Enfim, temos novamente oposição

oposicao

Parece que o Brasil voltou às suas origens: em toda história republicana, todos os governantes tiveram oposições mais ou menos atuantes, por vezes pacíficas, por vezes agressivas… mas sempre oposição.

FHC sofreu oposição ferrenha do PT e dos seus partidos satélites – a melhor coisa que estes partidos, radicais, sempre agindo contra os avanços desenvolvimentistas, repletos de esquerdopatas, souberam fazer em sua caminhada nas últimas décadas.

Bahr-Baridades já escrevia em post publicado no dia 31/10/2006, logo após a vitória do PT nas urnas: “A hora de os derrotados escolherem seus candidatos para a próxima eleição é aqui/agora, algo assim como ‘ontem antes do almoço’ – e começarem a tratar da sua imagem”. Isso porque os partidos derrotados, liderados pelo PSDB, fraquejaram como oposição. E continuaram fraquejando até poucas semanas atrás, quando finalmente uniram forças, depuseram a governanta mor e assumiram as rédeas do governo, para o bem ou para o mal.

Com a troca de posições, estamos assistindo – e isso se dará pelos próximos meses, quiçá anos -, o PT, em conjunto com o PCdoB e outros partidecos esbravejarem, xingarem, tentarem frear votações, bloquearem o andamento do legislativo e perturbarem até não mais poder as ações do atual governo.

Nesta votação do Congresso, quando o governo buscava a aprovação do rombo fiscal de R$170,5, herança maldita legada pela incompetência do PT no governo, vimos os expurgados esquerdopatas espernearem, gritarem e tumultuarem durante a prolongada sessão.

Mal para os governantes, mal para o país, pior para todos nós brasileiros, que estamos sentindo na carne os malefícios causados por incompetentes, corruptos e desastrados opositores, que pela primeira vez haviam assumido o governo. Agora eles voltarem ao lugar que lhes compete.

Sem categoria
Comente aqui


Reforma política: a salvação

corrupcao

A situação como nosso país se encontra politicamente hoje, está além de desastrosa. Mantemos mais de 500 deputados federais – muitos deles semianalfabetos, como se constatou na votação do impeachment – recebendo polpudas fortunas mensais, absolutamente fora da realidade econômica do nosso país, além de afrontar a inteligência do nosso povo. Some-se ainda as mordomias, salários e benefícios pagos aos senadores, estenda-se essa mesma orgia de gastos aos deputados estaduais, governadores, prefeitos, vereadores, assessores, cargos de confiança, ascensoristas, garçons… e isso sem falar do Executivo.

Nós, povo, não temos como acompanhar esse festival de gastos com o dinheiro público. As informações prestadas pelos portais e sites oficiais não apresentam todas as facetas e truques utilizados por estas confrarias fechadas. Na verdade, usam e abusam do nosso dinheiro sem que possamos sequer acompanhar seu caminho ou destinação. Ouvimos falar de cartões corporativos, verbas de gabinete, verbas de representação, verbas para viagens, verbas para…

Está na hora de copiar modelos políticos de países que deram certo – e obviamente não falo dos países bolivarianos, dos quais nosso Brasil entrou de corpo e alma com Lula e Dilma. Falo dos países nórdicos, Grã-Bretanha, Alemanha, Japão. São países onde se pratica o parlamentarismo, com primeiros-ministros atuantes, os quais, a cada mudança política indevida, revezes econômicos, ou posições incoerentes com o desejo popular, são substituídos democraticamente através de eleições. Sem trauma de impeachment.

Nossa presidente deposta se agarra com unhas e dentes a um falso slogan chamando sua saída forçada de golpe… e alega que teria de permanecer no cargo até o final de 2018. Essa baboseira toda seria facilmente sanada no regime parlamentarista, em que presidentes ou reis e rainhas não participam de decisões políticas – e raramente são depostos.

Aqui no Brasil passamos pelo vexame de contar com dezenas de políticos nos ministérios, na Câmara Federal, no Senado, nos cargos de governadores e prefeitos, além de centenas de vereadores, vários deles envolvidos em falcatruas, corrupção, desvios de verbas… e continuam firmes em seus postos, alheios à ira popular, como se nada de mais tivessem feito, resguardados por uma incompreensiva imunidade parlamentar e pela morosidade dos tribunais aptos a julgá-los.

A reforma política brasileira é mais do que um desejo da população: é uma obrigação imposta aos nossos políticos para a moralização do país. Ela obviamente só não acontece porque esses mesmos políticos terão a obrigação de cortar na sua própria carne, sangrar por todos os poros e com certeza sucumbir na vida pública – com exceção dos raros (e bem raros) éticos, honestos e desejosos de trabalhar pelo nosso bem estar.

Para a moralidade do país, reforma política abrangente já! Chega de presidencialismo!

Sem categoria
Comente aqui


Invasões: até quando?

invasaoNotícia do portal G1-Globo informa que integrantes da Frente Nacional de Luta invadiram por volta das 3h30 uma fazenda em Duartina, a mesma que foi ocupada recentemente pelo MST e, segundo eles, seria de Michel Temer, o presidente em exercício. A Polícia Militar contou três ônibus e cerca de 100 carros de invasores no local. A assessoria de Temer informou que ele não tem propriedades rurais e não é dono da fazenda em Duartina.

Duas coisas chamam nossa atenção: primeiro, parece haver um descontrole, uma complacência, um fechar de olhos das autoridades para a sucessão de invasões de fazendas, prédios públicos, edifícios abandonados e outras propriedades por todo o país. Segundo, em todas as invasões há uma orquestração bem afinada, com os invasores chegando em automóveis e em ônibus fretados – o que mostra que não são tão coitadinhos assim como apregoam. Já se provou que a maioria dos líderes possuem também casas e suas ações são puramente políticas.

Então, é de se perguntar: será que todos os carros estão licenciados, pagam o IPVA, o seguro obrigatório como nós, pobres contribuintes, somos obrigados a proceder anualmente? As polícias estaduais e rodoviária não exigiram documentação dos 100 carros dos pobrezinhos que invadiram a fazenda? Por que as autoridades não tomam providências, já que muitas figurinhas (invasores) já foram identificados em outras invasões?

E a pergunta que não quer calar: por que os proprietários das terras invadidas são obrigados a requerer a tal “reintegração de posse” a cada invasão? Por que os fazendeiros não podem contratar vigilantes – assim como fazem os bancos – para manter invasores â distância, repelindo-os com armas, disparando-as em defesa própria – já que na maioria das invasões, além das casas das fazendas, também as casas dos funcionários, as máquinas e equipamentos, a colheita, o gado – tudo é destruído pelos invasores? Qual a diferença entre invadir um bando para roubar dinheiro ou uma fazenda para roubas as terras e implementos?

Qual é a lógica inversa e perversa que rege e permite tais invasões?

Sem categoria
Comente aqui


Trust, trustee e outras esquivadas

cunha

Quando você for buscar o milho, nosso afastado Presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha já estará refestelado comodamente em uma poltrona devorando as últimas pipocas.

Pois a sessão do Conselho de Ética (Ética?) ontem na Câmara serviu para aprendermos alguma coisa sobre manipulações financeiras. E não é que o afastado presidente Cunha deu um nó na cabeça dos seus pares, ao tentar explicar que a dinheirama que possui na Suiça na verdade não é dele. É dele mas não é dele. É mas não é…

Tio Google explica aquilo que o denunciado, propositadamente, não explicou com todas as letras: a palavra trust (fideicomisso) significa a custódia e administração de bens, interesses ou valores de terceiros. Trata-se de qualquer tipo de negócio jurídico que consista na entrega de um bem ou um valor a uma pessoa (fiduciário) para que seja administrado em favor do depositante ou de outra pessoa por ele indicada (beneficiário).

Ter um trust no exterior pode ser comparado ao depósito de todos os seus bens em um cofre trancado com segurança, e que não está dentro da sua propriedade. Se por ventura alguém tentar confiscar seus bens e você se programou corretamente com uma sociedade de truste, não importa se eles tentarem quebrar a porta do cofre, pois legalmente os bens que estão lá dentro não lhe pertencem mais.

Ontem, além de aprendermos a manobrar nossos ativos fazendo crer que não são nossos, aprendemos também que trustee significa administrador e que existe a figura de um trust protector (indivíduo protetor do trust). E que se aplicarmos nosso dinheiro num trust ficamos isentos de declará-lo à Receita Federal e ao Bacen. Pelo menos é isso que o temporariamente afastado presidente da Câmara fez.

Sem categoria
Comente aqui


Mulher e política – um assunto irrelevante

Maria Lucia Victor Barbosa *maria lucia

Dilma Rousseff finalmente foi colocada em desterro por trâmites legais e institucionais dos Poderes da República. Além de andar de bicicleta, para quem sabe espairecer com relação a outras pedaladas, parece não ter noção da situação em que ora vive. Aliás, essa senhora nunca teve ideias claras sobre a realidade e demonstrou reiteradamente confusão mental quando proferia discursos desconexos.

Agora repete como um mantra: “é golpe, é golpe, é golpe”, no que é seguida, por enquanto, por remunerados malandros ou incautos dos chamados movimentos sociais. Estes e o PT nunca gostaram dela, mas certamente obedecem ao chefão Lula no momento não mais tão poderoso.

Em todo caso, como um Nero petista Lula disse ser o único capaz de por fogo no Brasil ou, talvez, em pneus para atrapalhar o trânsito nas cidades. Entre outras bravatas ele também já se considerou um Napoleão vermelho capaz de convocar o exército de Stédile, em que pese o fato de que não foi sequer atendido por muitos deputados quando, aboletado em um hotel de luxo em Brasília lhes ordenou que votassem contra a inadmissibilidade do impeachment. Até o Tiririca passou Lula para trás.

Saindo de sua insignificância para o cargo mais alto da República não por mérito ou competência, mas alçada por um homem esperto que fez dela sua marionete, Rousseff mergulhou nos perigosos delírios do poder e pensou que mandava. Mandar, dizem que mandava de modo truculento nos auxiliares que a serviam no palácio. Nos ministros aplicava o mesmo método raivoso, porém nunca se soube se era de fato obedecida. É que acima dela estava Lula da Silva e ao seu redor o PT, dando as coordenadas e impedindo ações que desagradassem ao partido. Só para dar um exemplo lembremos o ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que não conseguiu desempenhar seu trabalho.

Em outros tempos, poderoso, inimputável, surfando no politicamente correto e seguindo o plano de permanência no poder do PT, Lula fez de Dilma Rousseff sua criatura política. Logrou elegê-la como presidente da República e fez mais, conseguiu reelegê-la. O resultado já se sabe foi um descalabro total.   Homem e mulher arrastam o país à ruína.

Como nenhum governo resiste quando a economia vai mal, Rousseff foi afastada por 180 dias de forma legal e com o apoio de 70% da população. Período que bem podia ser abreviado para se chegar ao desfecho. Afinal, ela demostrou ser totalmente inepta para ocupar cargo tão relevante e, sem dúvida, cargos mais simples.

Ainda sem entender completamente sua condição, Rousseff, já defenestrada, chamou jornalistas estrangeiros ao Palácio da Alvorada e entre acusações ao presidente Temer soltou sua crítica de cunho feminista, no que foi copiada por petistas e se alastrou pela mídia.

“Lamento que, depois de muito tempo, não haja mulheres e negros no ministério, o que é fundamental se você quer construir um país inclusivo, não só do ponto de vista social, mas cultural e dos direitos humanos”.

O que Rousseff, uma “mulher sapiens”, ignora é que não existem qualidades intrínsecas femininas ou masculinas, em negros ou brancos, em homossexuais ou heterossexuais para exercer a política.  A competência para exercer um cargo público, a ética, a visão de bem comum nada tem a ver com sexo e cor. Nesse sentido disse a grande governante Indira Gandhi: “Não me considero uma mulher fazendo política, mas uma pessoa exercendo um ofício”.

Portanto, Rousseff, anos-luz distante de Margaret Thatcher, levantou uma questão tão irrelevante quanto ela mesma e suas ministras que não chegaram a dizer a que vieram.

O presidente Temer depois da polêmica nomeou Maria Silvia Bastos Marques presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Façamos votos que ela tenha êxito, não por ser mulher, mas por sua competência.

Lula nunca desceu do palanque, fez politicagem, ensinou a criatura a mentir e deu no que deu. Temer está se baseando na realidade, acabou de entrar e é necessário se dar a ele um tempo. Para uma oposição feroz e inconsequente já existe o inconformado PT. Afinal, milagre Temer não pode fazer depois do homem, Lula da Silva, e da mulher, Dilma Rousseff, terem destroçado o Brasil. Ou alguém quer que ela volte?

* Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga e Acadêmica da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina
Sem categoria
Comente aqui