Mês: junho 2016



Casamento improvável: carisma com competência

carismaNossa história está repleta de exemplos: é praticamente impossível aliar-se a habilidade de um político carismático com a competência de gestão. Ou a pessoa é uma coisa, ou é outra. Carisma, encantamento de eleitores e soma de votos nas eleições não significam necessariamente sucesso na empreitada de conduzir uma entidade, uma cidade, um Estado, um país.

Exemplo bem recente foi demonstrado em artigo na Revista Época, de 27/06. O personagem é Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, que acabou renunciando ao cargo em abril de 2014. Cabral chegou ao poder com aquele típico jeitão carioca, um misto de piadista com “deixe comigo que eu resolvo” e obviamente apresentando um prato cheio de promessas mirabolantes. Vibrou quando o Rio foi escolhido como sede dos Jogos Olímpicos… mal sabia ele a quebradeira geral que adviria em seguida.

O Rio de Janeiro foi o Estado que mais aumentos concedeu ao funcionalismo público: em 2012, Cabral concedeu um reajuste de 107%, resultando em cifras de 70% acima da inflação. Além disso, Cabral, como sinal de clara incompetência, não tinha um plano B no caso de queda nos preços internacionais do petróleo, que ocorreu a seguir – o Rio de Janeiro gastava à farta com os royalties, inclusive futuros, que foram minguando, minguando. Neste ano de 2016, a Rio Previdência deverá registrar um déficit de R$12 bi. Também a arrecadação de impostos se deu em queda livre:deslumbrado com o tal pré-sal, Cabral renunciou a uma arrecadação de R$138 bi ao deixar de atrair empresas ao seu Estado.

Para coroar o fracasso administrativo, Cabral também está atolado até o pescoço em corrupção: duas empreiteiras o acusaram de exigir propina para procederem à reforma do Estádio do Maracanã. Orçado inicialmente em R$700 mi, o custo final foi para estratosféricos R$1,2 bi (no Exterior, as arenas de futebol novas oscilam em torno de R$700 mi, e a reforma do Estádio Cuauhtémoc, do Puebla-MEX, no México, com capacidade para 51.726 espectadores, custou apenas R$ 153 milhões).

Neste ano, financeiramente quebrado e em estado de calamidade pública, os gastos do Estado serão de R$19 bi maiores do que a arrecadação e os sucessores de Cabral (governador Pezão, afastado por doença e Francisco Dornelles, governador em exercício), estão arrancando seus poucos restantes cabelos para tentar direcionar o Estado do Rio no caminho de um improvável equilíbrio financeiro.

Carisma, sorrisos, eleitores-fãs, eleitores-deslumbrados, cordões de puxa-sacos e vitórias nas eleições raramente se coadunam com administrações eficientes, competência, planejamento financeiro e sucesso de gestão. Pelo menos enquanto o Brasil não promover uma reforma política plena e radical.

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As mutretas da Lei Rouanet

protesto

O protesto dos “prejudicados” com a extinção do Ministério da Cultura

A Polícia Federal de São Paulo deflagrou neste dia 28/06 a “Operação Boca Livre”, que investiga desvio de R$ 180 milhões de recursos federais em projetos culturais aprovados junto ao Ministério da Cultura com benefícios de isenção fiscal, previstos na Lei Rouanet. Segundo a PF, “há indícios de que as fraudes ocorriam de diversas maneiras, como a inexecução de projetos, superfaturamento, apresentação de notas fiscais relativas a serviços ou produtos fictícios, projetos simulados e duplicados e promoção de contrapartidas ilícitas às incentivadoras”.

Veja só que vergonha: a investigação constatou que eventos corporativos, shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas, livros institucionais e até uma festa de casamento foram custeados com recursos públicos.

São 14 mandados de prisão temporária e 37 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal em São Paulo. Estão enrolados o Grupo Bellini Cultural, principal operador do esquema, o escritório de advocacia Demarest e as empresas Scania, Kpmg, Roldão, intermédica, Laboratório Cristalia, Lojas Cem, Cecil e Nycomed Produtos Farmacêuticos. Foram bloqueados  valores e sequestrados imóveis e veículos de luxo. Além das 14 prisões, o MinC (Ministério da Cultura) é alvo das buscas.

chico e dilmaSó lembrando: o petista Gilberto Gil foi um dos ministros da Cultura. E foi na gestão de Ana de Hollanda, irmã do petista Chico Buarque, que este conseguiu o dinheiro para traduzir seu livro “Leite Derramado” para o… coreano, serviço que normalmente deveria ser financiado pela sua editora.

Agora dá para entender porque tantos artistas petistas e esquerdistas de carteirinha espernearam desesperados quando o presidente em exercício, Michel Temer, resolveu acabar com essa panelinha criada pela governanta afastada do poder.

Os presos responderão pelos crimes de organização criminosa, peculato, estelionato contra União, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica. As penas podem chegar a até doze anos de prisão.

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Idosos perdem sua identidade

Idoso atropelado na PR 445

Laje despenca sobre idoso

Idoso fica gravemente ferido em acidente

Idoso realiza sonho e ingressa na universidade

Engavetamento de veículos mata idoso

Aos 99 anos, idoso renova CNH e surpreende agentes do Poupatempo

Estes são apenas alguns dos títulos que a nova safra de jornalistas joga como manchetes de notícias envolvendo pessoas de mais idade. Como se pode notar, todas elas perderam sua identidade. Nem os títulos das matérias nem os textos, a não ser em raríssimas ocasiões, mencionam a atividade, função, formação curricular ou outros atributos das suas vidas.

O idoso atropelado na PR 445 talvez fosse um professor aposentado; a laje que despencou sobre o idoso talvez tenha acidentado um engenheiro; o idoso que ingressou na universidade talvez já tivesse outra formação profissional anterior; o engavetamento que matou idoso talvez tenha ceifado a vida de um médico; e o idoso de 99 anos que renovou sua CNH talvez fosse empresário bem sucedido.

Como se pode notar, o rótulo se refere sempre à palavra “idoso”, o que ocorre geralmente a partir dos sessenta anos de idade. Em contrapartida, por que o Fernando Henrique Cardoso, do alto dos seus oitenta e tantos anos não é chamado de “idoso”? Por que jamais chamaram nossa governanta recém afastada, que já ultrapassou de longe os 60 anos, de idosa? E o cantor Roberto Carlos, o presidente em exercício Michel Temer, o artista Gilberto Gil, que beiram os 75 anos? Certamente porque suas identidades são de domínio público. Seria uma heresia o jornalista escrever alguma matéria sobre FHC chamando-o de “idoso”…

Nós, velhinhos, chamados de “idosos”, precisamos reconquistar nossas identidades. Nomes, profissões, mesmo que aposentados e fora do mercado de trabalho. Alterar o design das placas de sinalização de “Vagas para Idosos” já seria um bom começo.

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Sugestão de um artista para mudança das placas elimina a bengala e torna o corpo ereto

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Mortes misteriosas ligadas à corrupção

moratoO empresário Paulo Cesar de Barros Morato foi encontrado morto na noite desta quarta-feira dia 22/06, em um motel no bairro de Sapucaia, em Olinda, Região Metropolitana do Recife. Morato era considerado foragido pela PF desde terça, quando foi deflagrada a Operação Turbulência. O corpo não tinha sinais de violência, o que pode indicar que o empresário tenha se suicidado e, segundo sua advogada, ele já havia tentado suicídio anteriormente. “Ainda vão ser feitos exames adicionais, então não podemos falar nada no momento”. Segundo o inquérito da Polícia Federal, Morato teria “aportado recursos para a compra da aeronave PR-AFA (que caiu com o candidato Eduardo Campos, em 2014) e recebido recursos milionários provenientes de empresas de fachada utilizadas nos esquemas de lavagem de dinheiro. Uma morte estranha para um acidente aéreo estranho, elos de ligação que revelaram um grupo estranho ligado a corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, foi sequestrado após jantar, na capital celso danielpaulista, com o empresário Sérgio Gomes da Silva, conhecido como Sérgio Sombra. De acordo com o MP, três carros perseguiram a Pajero, até o veículo parar devido a disparos. Celso Daniel foi, então, forçado a entrar em outro carro. O corpo dele foi encontrado dois dias depois, em janeiro de 2002,  em uma estrada de Juquitiba, na Região Metropolitana de São Paulo, com sinais de tortura e oito tiros.
Sete pessoas foram acusadas pelo crime – entre elas, Sombra – e seis já foram condenadas à prisão. Sombra responde em liberdade devido a um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda não foi julgado por causa de recursos que seguem em andamento.
Entretanto, segundo o Ministério Público de São Paulo, Celso Daniel foi morto porque descobriu a cobrança de propinas e tentou impedi-la. Os desvios abasteceriam o “caixa dois” do PT, segundo promotores. No entanto, para a polícia, o petista foi morto num crime comum.

pc fariasO assassinato de PC Farias (Paulo César Cavalcante Farias) e de Suzana Marcolino da Silva completa duas décadas na neste dia 23/06 com a mesma pergunta sem resposta: “Quem matou PC Farias?”. Até hoje, porém, não se sabe quem atirou no tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor (1990-92). Nem se houve mandante para o assassinato da peça central do esquema de corrupção que levou ao primeiro impeachment do país, em 1992.
PC foi encontrado morto na manhã de 23 de junho de 1996 pelos seguranças. Vestindo pijama, estava na cama, ao lado da namorada, numa casa de praia em Guaxuma, litoral norte de Maceió. Cada um levara um tiro no peito.
Faz 20 anos que se busca uma solução para um crime que abalou a política brasileira nos anos 90 e que, desde o júri em 2013, foi reconhecido como duplo homicídio.
A primeira hipótese dizia: Suzana, que comprara um revólver Rossi calibre.38, matou PC e depois se suicidou. O motivo: ele estaria determinado a terminar o namoro.
“Quando os corpos foram encontrados, de imediato as secretarias de Segurança e Justiça declararam que foi crime passional”, lembra George Sanguinetti, professor de medicina legal, coronel reformado da PM e um dos primeiros a contestar o suicídio.
Os tiros “não foram ouvidos, segundo os seguranças, pois era época de festas juninas”. Um laudo do legista Fortunato Badan Palhares confirmaria a tese de homicídio seguido de suicídio. Em 1999, uma série de reportagens da Folha derrubou o laudo de Palhares. Fotografias provavam que Suzana era mais baixa que PC. Tinha cerca de 1,57 m. A diferença na altura de Suzana, associada à trajetória do tiro contra ela, dificultava a tese inicial do suicídio. Exames posteriores mostraram que os elementos químicos da bala não estavam todos na mão de Suzana e os que foram achados poderiam ser do fósforo que ela usava para fumar. Não poderia, portanto, ter efetuado o disparo. Outra versão que se mostrou falsa foi a de que os seguranças arrombaram a janela para entrar no quarto.

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Oi, tudo bem? Adeus

logotipo oiO Brasil está com um rombo de R$170 bi no seu caixa. Dívida para país nenhum botar defeito. Eis que agora nos chega a notícia alarmante de que a empresa de telefonia Oi entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira para tentar negociar, via proteção judicial contra falência, uma dívida astronômica de R$65,4 bi (mais de 1/3 da dívida brasileira). Caso o pedido seja aceito, será o maior da história no Brasil.

A Oi é a maior operadora do Brasil em telefonia fixa, empatada com a Vivo (ambas têm participação de 34,4%), e a quarta em celular, com 18,6% do mercado.

Eis que o dedinho do PT entra também nesta história assustadora: segundo a Folha de São Paulo, “a situação da Oi chegou a esse ponto por uma série de decisões que a transformariam em uma supertele de controle nacional. Em 2008, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou a Lei Geral de Telecomunicações para que a empresa comprasse a Brasil Telecom. A Oi passou então a atuar em todo o Brasil, com exceção de São Paulo – uma exclusividade da Telefônica. Boa parte do dinheiro envolvido nessa transação foi usada para a troca de ações da Brasil Telecom por papéis da Oi. No meio do processo, surgiu uma dívida escondida de cerca de R$ 1,2 bilhão.  Em 2010, com a interferência de Lula, a Portugal Telecom comprou 23% do capital total da Oi. Essa parceria se estreitou em 2014 com a fusão das duas teles. De novo, surgiu uma dívida escondida (€ 897 milhões) e, no final, a fusão elevou a dívida total em R$ 27 bilhões”.

As semelhanças de gestões do país Brasil e da empresa Oi são alarmantes: a maior parte das dívidas se refere a empréstimos de bancos estatais, revelam gestores incompetentes que gastaram muito mais do que recebem, não puxaram o freio na hora certa, deixaram se afundar em contas no vermelho e jogaram os resultados negativos para terceiros (no Brasil, nós, o povo. Na Oi, para seus consumidores e acionistas).

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Honestidade: uma aula para nossos políticos

HONESTIDADE

Dos dicionários:
– Qualidade ou caráter de honesto, atributo do que apresenta probidade, honradez, segundo certos preceitos morais socialmente válidos.
– Característica do que é decente, do que tem pureza e é moralmente irrepreensível; castidade.

Está na hora de os nossos políticos reverem suas convicções, suas qualidades morais e aprenderem com figuras lendárias do passado. Aqui vai uma breve aula:

“A formosura da alma campeia e denuncia-se na inteligência, na honestidade, no recto procedimento, na liberalidade e na boa educação”.
Miguel de Cervantes

“Nenhuma herança é tão rica quanto a honestidade”.
William Shakespeare

“As boas qualidades humanas – honestidade, sinceridade e um bom coração – não podem ser compradas com dinheiro e nem produzidas por máquinas ou mesmo pela mente. Nós chamamos isso de luz interior”.
Dalai Lama

“Honestidade é o primeiro capítulo no livro da sabedoria”.
Thomas Jefferson

“Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade”.
Sócrates

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Justiça Eleitoral: controle financeiro nota zero

corrupcao

“Todas as doações foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral”.

Este mantra é o mais ouvido a cada nova notícia sobre propinas distribuídas a granel para políticos de todos os partidos, entoado anos e anos a fio. A população brasileira até já conseguiu memorizá-lo e sabe que se trata da mais esfarrapada desculpa já inventada até hoje, uma vez que os denunciados nunca mencionam a origem do dinheiro.

Agora cabe a pergunta importante: já que as notícias nos dão conta de que as doações milionárias partiram sempre das mesmas empreiteiras para os bolsos de políticos e funcionários das estatais, como é que a Justiça Eleitoral nunca se preocupou em pesquisar, analisar, levantar os montantes dos valores? Nunca imaginaram que havia um lado totalmente obscuro nestas doações?

Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 24 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada em março deste ano pela força-tarefa da Operação Lava Jato. As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada em fevereiro último. Já a Folha de São Paulo, no dia seguinte, publicou que “planilhas apreendidas pela Polícia Federal na casa de um ex-executivo da Odebrecht listam possíveis repasses a pelo menos 316 políticos de 24 partidos“.

As notícias não são novas: laudo da Polícia Federal informava que a Camargo Corrêa nos últimos anos foi uma das empreiteiras mais generosas com políticos de partidos diversos, da situação e da oposição. Alvo da Operação Lava Jato, por suposto envolvimento com o cartel de construtoras que se apossaram de contratos bilionários da Petrobrás, a Camargo Corrêa fez “doações de cunho político” no montante de R$ 183,79 milhões no período de 30 de julho de 2008 a 23 de dezembro de 2013. Outra doadora, que repassou R$ 94 milhões, foi a Andrade Gutierrez.

O ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, comandou um intenso e variado esquema de distribuição de dinheiro a políticos e autoridades — principalmente por meio de doações de campanha eleitoral — em troca de “ação, intervenção ou apoio” aos negócios da empreiteira nas mais diferentes esferas de poder, como aponta a Polícia Federal em relatório obtido pelo GLOBO.

A constatação: há algo de muito podre no reino do Brasil. Jorrou dinheiro das estatais para todos os lados e para todos os partidos políticos via contratos superfaturados com empreiteiras – e ninguém, repito, ninguém da chamada “Justiça Eleitoral”, que é o órgão que recebe as prestações de contas de campanhas políticas, teve a capacidade de efetuar um cruzamento de dados, um controle mais eficaz, ou denunciar o esquema criminoso?

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Uma lição para os patetas do PT, PCdoB e simpatizantes

Para quem não conhece a história dos últimos 100 anos da Rússia, ex-União Soviética, assista ao inflamado discurso do líder do Partido Liberal-Democrata da Rússia, Vladimir Zhirinovisky, feito no Duma (Parlamento da Federação Russa). Uma aula de história imperdível dada por uma testemunha ocular que narra, com precisão de detalhes, a falha colossal do Comunismo na Rússia, a carnificina cometida durante o “terror vermelho” e as amargas sequelas deixadas no povo russo sob os regimes de Lênin e Stalin — os maiores mentecaptos e assassinos da História.

Aquele regime político assassinou mais de 100 milhões de pessoas e representou o fracasso incontestável de um sistema que, para nosso espanto, é ainda adorado por gente como Gleise, Lindbergh, Vanessa, Dilma, Lula, Stédile, Chico Buarque, além de um montão de políticos, intelectuais e atores imbecis seguidos, por absoluta ignorância, pelo contingente de eleitores daqueles partidos.

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