Mês: janeiro 2017



Eike Batista e o “X” do problema

Para delírio dos esquerdistas, que acham, como Marx dizia, que “quem produz a riqueza é o trabalhador, e o capitalista só o explora”, o empresário Eike Batista acaba de ser preso por agentes da Polícia Federal: ele chegou ao presídio Ary Franco, na Zona Norte do Rio, logo após desembarcar no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Eike responde pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Mas sua história não começa com esta prisão: ele chegou a ser um dos empresários mais influentes do Brasil e inseriu a letra “X” para marcar seu império, escolhida por ser o símbolo da multiplicação. Seus bens se multiplicaram pelas relações dele com o poder: em quatro décadas, ele passou de um estudante de engenharia que vendia seguros de porta em porta na Alemanha ao homem mais rico do Brasil.

Por ser filho do ex-ministro de Minas e Energia, Eliezer Batista, Eike Batista certamente teve algumas vantagens: criou uma empresa de mineração com dinheiro emprestado e, em um ano e meio, afirmou ter ganhado US$ 6 milhões. Passou a se aventurar por outras áreas: infraestrutura, setor hoteleiro, petróleo e gás.

Em 2008, mesmo sem ter extraído uma gota de petróleo ainda, a empresa vendia um sonho para os acionistas a petroleira OGX, conseguindo a maior captação numa abertura de capital na Bolsa de Valores de São Paulo até então. Foi aí que fez fortuna: com um patrimônio de US$ 30 bilhões, foi parar na lista dos homens mais ricos do mundo da revista “Forbes”, ocupando a sétima posição e queria se tornar o homem mais rico do mundo até 2016.

Prometeu reformar o tradicional Hotel Glória – para a Copa de 2014, mas até hoje a obra não ficou pronta, terminando por ser vendido para um fundo de investimento estrangeiro.

Seu grande problema foi a aposta no petróleo, mas seus poços tinham menos petróleo que o esperado. E aí as ações da OGX despencaram, levando para o buraco também as outras empresas do grupo. Uma queda tão impressionante quanto a ascensão do empresário.

Em outubro de 2013, a OGX deu um calote de US$ 45 milhões nos credores e entrou em recuperação judicial, assim como outras empresas do grupo. Atualmente a dívida do grupo já ultrapassa R$ 12 bilhões, segundo o Tribunal de Justiça do Rio. Em 2015, a Justiça determinou o bloqueio e apreensão de bens do empresário, para garantir a indenização dos investidores da OGX.

Quem assistiu ao noticiário da tevê, viu a sua Lamborguini, avaliada em R$ 3,5 milhões, decorando a sala na enorme mansão do empresário no Rio. Há algum tempo Eike Batista saiu da lista das maiores fortunas do mundo para entrar na lista dos procurados pela Interpol.

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Juca Chaves e a “caixinha” dos políticos

Juca Chaves lançou esta canção em 1960 pela gravadora RGE, em disco – pasmem – de 78 rpm (rotações por minuto). Mais tarde, a canção foi incluída no segundo LP (long play, para quem não conhece) do humorista, “A personalidade de Juca Chaves”.

Como se depreende pela letra, a canção continua atualíssima, decorridos 57 anos do seu lançamento. A “caixinha” é a mesma, apenas os valores mudaram e virou “caixona”…

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Rui Falcão, do PT: seria cômico se não fosse trágico

Rui Falcão, presidente do PT, inseriu nas redes sociais um post chamando novos adeptos para fazerem parte do seu partido. Mas parece que o tiro saiu pela culatra: as centenas e centenas de comentários que foram inseridos no post foram totalmente irônicos, como se pode ver na amostra acima. Tudo indica que Rui Falcão retirou o post do ar, mas esta ilustração foi extraída do “TV Revolta”.

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A imagem do Brasil lá fora

Os corruptos conseguiram: um estudo divulgado pela “Transparência Internacional” indica que o Brasil ficou em 79º lugar entre 176 países em ranking sobre a percepção de corrupção no mundo no ano de 2016. Junto com o Brasil, estão empatados Bielorrússia, China e Índia.

O ranking leva em consideração a percepção que a população tem sobre a corrupção entre servidores públicos e políticos. Quanto melhor um país está situado no ranking, menor é a percepção da corrupção por seus cidadãos.

Se a imagem do Brasil de outros tempos era muito mais bucólica (samba, Carnaval, mulatas, morros cariocas, lata d’água na cabeça, Pão de Açucar, selva amazônica), esta safra de políticos aéticos e aproveitadores conseguiu – além de enriquecer as suas famílias por gerações – jogar o nome do Brasil na lama e no descrédito internacional.

Longe já vão os tempos em que os brasileiros se escandalizavam com a “caixinha do Adhemar” (Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo) que, para espanto geral nos dias de hoje, obtinha parcos 5% sobre as obras realizadas na sua administração.

O Brasil político mudou muito. Para pior!

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Endeusamentos e outras patacoadas

Incrível a necessidade que nós, terráqueos, temos de idolatrar alguém – político, ator, atriz, cantor, governante, apresentador, músico – ou qualquer outra figura pública que aparentemente venha ao encontro das necessidades do momento em que vivemos.

Assim ocorreu com Obama: até no Brasil, surgiram aficionados pelas realizações do agora ex- presidente norte-americano e da sua família. No Facebook algumas pessoas reproduziam constantemente vídeos, fotografias, partes de discursos e agora até as suas realizações.

Assim ocorre com Trump, quem diria. Ganhou as eleições graças a um discurso nacionalista, homofóbico, radical e recheado de xenofobia. Com isso somou uma multidão de adeptos que demonstraram via votos sua simpatia por estes sentimentos que já deveriam estar enterrados e expurgados da face da Terra.

Aqui no Brasil algumas figuras são idolatradas como se fossem as nossas tábuas de salvação. O juiz Sérgio Moro é uma delas. Já apareceram memes lançando-o para presidente e muitos julgam que ele seja a nossa última esperança após a recente morte de Teori Zavascki, vítima de acidente que parece ter desmoronado algumas estruturas emocionais. Por isso, as redes sociais estão repletas de textos e fotografias que tentam nos passar a ideia de que a Lava Jato simplesmente terminou, com o desaparecimento do ministro.

Outro ídolo de pés de barro já desapareceu do cenário: o ex-ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Ele foi idolatrado quando comandou as decisões sobre o mensalão. Depois, descobriu-se que ele era uma fraude, com parcos conhecimentos jurídicos, péssima oratória e posições políticas duvidosas. Sumiu da mídia.

João Dória, após vinte e poucos dias ocupando a cadeira de prefeito em São Paulo… Jair Bolsonaro e suas declarações agressivas… a gnoma das selvas, Marina Silva, sempre em pauta… e não dá para eliminar Lula da Silva (agora ameaçado de prisão), o guru e mestre do operariado, das classes menos favorecidas. Todos são nomes endeusados e idolatrados por seus aficionados seguidores.

A História política do Brasil está recheada de deuses e ídolos, desde Getúlio Vargas, passando por Juscelino Kubitschek, Adhemar de Barros, Jânio Quadros, Antônio Carlos Magalhães, Paulo Maluf, além dos eternos “coronéis” do Norte e Nordeste ainda vivos ou já desaparecidos.

Como explicar essa necessidade psicológica de se apegar a um ídolo e acreditar que o rumo das nossas vidas depende dele? Só mesmo ressuscitando Freud e Jung para explicarem pessoalmente.

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Sujeira na Lava Jato?

Após a morte de Teori Zavascki em acidente aéreo no dia 19 último, surgiram alguns impasses e especulações no Supremo Tribunal Federal. O presidente Michel Temer confirmou que vai esperar a decisão da Corte sobre a escolha do novo relator da Lava Jato, já que ele próprio está sendo investigado em um dos processos e não haveria credibilidade se nomeasse um novo ministro, que acabaria assumindo a relatoria do processo.

O jornal Estado de São Paulo saiu com a manchete: “Relator da lava Jato será escolhido entre os atuais ministros” e especula que a presidente do STF, Cármen Lúcia, tomaria para si o encargo de escolher um dos ministros como relator, através de sorteio.

Por outro lado o ministro Gilmar Mendes – um dos mais antigos da Corte – sugere que a operação deva ser distribuída para um dos membros da segunda turma da qual Teori fazia parte. E a segunda turma compõe-se do próprio Gilmar Mendes, além de Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Celso de Mello – o decano da casa.

Agora, cá entre nós: já imaginaram se o novo relator for Ricardo Lewandowski? Ou então Dias Toffoli? Tudo indica que seria o mesmo que entregar a vigilância de um galinheiro para as raposas tomarem conta. Lewandowski já mostrou sua simpatia (para dizer o mínimo) pela banda podre dos políticos, além de ter rasgado a Constituição no episódio do impeachment da presidente. E Dias Toffoli não poderia ser chamado exatamente de um magistrado isento, pois sua nomeação para o STF foi bastante suspeita.

Os novos rumos da Lava Jato dependem de uma solução bastante equilibrada no Supremo Tribunal Federal. Os brasileiros esperam que a decisão sobre a nomeação do novo relator não represente o enterro e uma última pá de cal para isentar de culpa os tais duzentos políticos que até aqui foram mencionados nas delações premiadas. Seria uma vergonha nacional.

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Teorias da Conspiração

Mais um acidente aéreo ceifa a vida de pessoa pública: no mar próximo a Paraty, caiu o avião que levava o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki. Justo ele, que tinha em mãos todo o processo da Lava-Jato e que provavelmente arrastaria uma pá de políticos para trás das grades. Por isso, vários textos inseridos nas redes sociais já especulam: sua morte foi “plantada” com a finalidade de livrar os envolvidos no processo de possíveis condenações.

Assim foi também anteriormente em vários acidentes aéreos: o ex-presidente Humberto de Alencar Castelo Branco morreu em um acidente aéreo quatro meses após deixar o poder, no dia 18 de julho de 1967 . O avião que ele viajava, um Piper Aztec PA 23, foi atingido na cauda por um caça T-33 da FAB em circunstâncias mal explicadas no inquérito militar, fazendo com que o avião caísse na região de Fortaleza (CE) deixando apenas um sobrevivente. A Teoria da Conspiração entrou em ação.

O político Ulysses Guimarães, que teve grande papel na oposição à ditadura militar e na luta pela redemocratização do Brasil e foi presidente do PMDB, morreu em um acidente aéreo de helicóptero, modelo Esquilo HB 350 B, no litoral de Angra dos Reis, no dia 12 de outubro de 1992. No mesmo acidente morreu a mulher de Ulysses, Mora Guimarães, o senador e ex-ministro Severo Gomes e a mulher dele, Anna Maria Henriqueta Marsiaj, além do piloto da aeronave. O corpo de Ulysses Guimarães nunca foi encontrado, mas sua morte foi oficialmente reconhecida. Mais uma Teoria da Conspiração?

O ex-presidente do PTB e tesoureiro da candidatura de Fernando Collor de Mello à presidência, José Carlos Martinez morreu no dia 4 de outubro de 2003, em um acidente com um monomotor que ele pilotava em uma viagem de Curitiba e Navegantes (SC). O avião caiu no município de Guaratuba (PR). O pessoal da Teoria da Conspiração entrou novamente em ação.

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos morreu no dia 13 de agosto de 2014, em um acidente com aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, que caiu na cidade de Santos. A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave. Campos era candidato às eleições presidenciais pelo PSB. No total, sete pessoas estavam a bordo. Emntre várias hipóteses, chegaram a falar até em envenenamento do piloto… ou seria a Teoria da Conspiração?

Para somar-se a estes acidentes aéreos, no dia 8 de setembro de 1987, o jatinho em que estava o então ministro da Reforma Agrária, Marcos Freire, caiu no sul do Pará, quando ele viajava a serviço do governo. Freire tinha em comum com Eduardo Campos o fato de que era uma referência na política nacional e um dos políticos pernambucanos mais influentes de sua época. Ele fazia viagem oficial como ministro, em setembro de 1987, quando o jatinho em que ele estava explodiu no ar pouco depois de decolar. O acidente ocorreu no sul do Pará. Na ocasião, Freire tinha 56 anos. Sua morte causou comoção no país e, em especial, no estado de Pernambuco. Um regalo para a Teoria da Conspiração…

E não poderia ficar de fora na Teoria da Conspiração o caso do então prefeito de Santo André, Celso Dabiel: pois a última fase da Operação Lava Jato trouxe à tona um dos casos policiais mais discutidos e investigados nos últimos anos: o prefeito de Santo André, Celso Daniel, foi assassinado em janeiro de 2002, quando começava a coordenar a campanha presidencial do então candidato Lula da Silva. Passados 14 anos, as circunstâncias da morte de Celso Daniel voltam à mídia por meio da Lava Jato, que enxerga no episódio um potencial esqueleto no armário do PT. O então prefeito foi morto depois de ser sequestrado e torturado. Foi arrancado por seus algozes de um carro dirigido pelo seu segurança, Sergio Soares da Silva, o Sombra.

Para quem curte Teorias da Conspiração, estes casos são todos um prato cheio.

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Rasgando a Constituição

Depois do triste episódio em que o “ministro” do Supremo Tribunal feriu de morte a nossa Constituição, inventando um desmembramento da letra da lei que claramente cita “que a perda de poder (por impeachment) de um presidente implicava automaticamente na cassação dos seus direitos políticos”, pode-se esperar de tudo no Brasil.

Pois agora o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que foi eleito quando da renúncia do então ocupante do posto, o ex-deputado Eduardo Cunha (atualmente preso), também inventa uma nova cláusula na Constituição Federal de 1988 e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados: ele considera que seu mandato foi tampão e quer porque quer se candidatar à reeleição, apesar de sua pretensão ser ilegal.

O artigo 57, § 4º, da Constituição Federal é bastante claro. Conta com a seguinte redação: “Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”. O artigo 5º do Regimento Interno da Câmara dos Deputados apresenta texto similar: “Na segunda sessão preparatória da primeira sessão legislativa de cada legislatura, no dia 1º de fevereiro, sempre que possível sob a direção da Mesa da sessão anterior, realizar-se-á a eleição do Presidente, dos demais membros da Mesa e dos Suplentes dos Secretários, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”.

Está claro: eleição é eleição. Se o período do exercício do cargo foi menor do que o normal, isso já era do conhecimento de Rodrigo Maia. Assim como o atual presidente Temer: ele está cumprindo um mandato-tampão, previsto na Constituição. Assim como foi com Itamar Franco, que substituiu o cassado Collor. Ou, mais remotamente, com Café Filho, que era vice-presidente de Getúlio Vargas e assumiu a presidência em 1954 por 14 meses, após o suicídio do então presidente. Todos os três sabiam antecipadamente que seus mandatos seriam tampões.

Rodrigo Maia aparentemente está se deliciando com o “poder”. E não quer largar o osso. Mesmo que tenha de ferir a lei – justamente ele, que está dirigindo uma das três casas mais importantes do Brasil e deveria servir como exemplo. Mas depois da patacoada de Lewandowsky, parece que vale tudo aqui na nossa terrinha…

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Uma lástima: impostos sobre medicamentos!

É quase inacreditável: um país pobre como o Brasil (e isso está definitivamente comprovado através dos índices internacionais que levantam vários dados comparativos), onde o sistema público de saúde não funciona, onde as pessoas – a maioria doentes e idosas – ficam horas nas filas dos postos de saúde e nem sempre são atendidas, e ficam meses e até anos à espera da realização de exames (de raios-X a outras imagens), consultas e cirurgias, onde a população mal tem dinheiro para tomar condução… eis que nenhum deputado ou senador teve até agora a ombridade de levar para votação algum projeto que simplesmente elimine de vez a carga tributária que incide sobre os medicamentos em geral.

Estes impostos no Brasil são de quase 34%, uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo e encarecem sobremaneira os produtos para a população na hora da compra. Com o objetivo de pressionar o governo a reduzir os impostos e, consequentemente, o preço dos medicamentos, a Associação de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) lançaram em 2013 – há longos três anos – a campanha “sem imposto tem remédio”.

Pelo visto a campanha fracassou: além dos insensíveis governos Dilma e Temer não terem eliminado os impostos, pelo contrário, desde o fim do ano passado, 12 estados aumentaram o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre medicamentos, com impacto médio de 1,2% sobre os preços.

Mesmo com os descontos ofertados pela farmácia, o mesmo medicamento sofreu aumento de novembro/2016 a janeiro/2017 – por causa dos impostos

De acordo com levantamento da Interfarma, associação que reúne 55 laboratórios em todo o país, a alíquota passou de 17% para 18% nos seguintes estados: Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins. O imposto subiu de 17% para 17,5% em Rondônia e de 19% para 20% no Rio de Janeiro, que cobra o maior ICMS do país sobre medicamentos.

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Os nababos

Nenhum país do mundo – com exceção das ditaduras, onde os donos do poder tudo podem – apresenta distorções tão escandalosas em relação aos salários na relação deputados federais X operários e aposentados.

O holerite acima divulgado pelas redes sociais na internet mostra os ganhos de um deputado federal (e isso foi em 2012), proporcionando-lhe uma vida nababesca, viagens, extravagâncias, compras caras e certamente mil investimentos que garantem seu futuro, dos filhos, netos e bisnetos. Não à-toa, as disputas eleitorais são tão acirradas e os candidatos a cargos eletivos investem verdadeiras fortunas para serem eleitos. Eles sabem porquê!

Por outro lado, trabalhadores estão perdendo seus empregos, formando hoje um contingente de 12 a 13 milhões de desempregados. Aqueles que ainda mantêm seus empregos, quando não têm uma especialização ou formação superior, gastam fortunas com a condução diária, acordando de madrugada para rumar ao serviço, geralmente longe das suas casas. E é este exército de operários, empregadas domésticas, pedreiros e até os mal remunerados professores que sustentam a chamada máquina pública – seus impostos municiam a vida nababesca dos deputados, senadores e outros políticos.

Foto: Revista Exame

Paralelamente, os aposentados que trabalharam a vida toda, passaram pelos piores percalços da nossa economia nos anos 80/90, com a inflação estourando todos os tetos possíveis e imaginários, sofrem ano após ano com a perda do valor aquisitivo dos seus proventos, são humilhados e esquecidos pela “casta dominante”. Raros deputados e senadores oferecem propostas para consertar essa distorção vergonhosa, que nivela operários e aposentados ao rés do chão na escala social brasileira.

Falta surgir um homem de coragem que ouse apresentar e faça aprovar uma lei reduzindo drasticamente os super-salários destes grupos privilegiados em todas as esferas do governo e recupere as perdas dos infelizes operários e aposentados. Outros países certamente poderão nos proporcionar seus exemplos.

Nababo: Aquele que vive cercado de luxo, riqueza, que possui muitos bens ou coisas de valor, abastado, faustoso, pomposo 
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