Mês: junho 2017



Estamos mal servidos

Que país é esse? O presidente da República envolvido em corrupção. Por enquanto são apenas denúncias, mas todos sabemos que onde há fumaça…

Aí o presidente se encontra com um ministro do Supremo Tribunal Federal – e para apimentar ainda mais a história, ele estava acompanhado de dois ministros também denunciados por corrupção. Não foi um encontro para ler fábulas de La Fontaine. Claro que foram tratar do processo contra o presidente.

Aí o processo foi encaminhado à Câmara Federal. Quem vai tratar inicialmente do processo será uma comissão, formada por vários deputados aliados ao presidente, que estão ou interessados em manter seus cargos, ou trabalham pela própria reeleição nas eleições de 2018. E para ambas as situações, se prontificam a qualquer decisão, desde que os favoreçam.

Aí a decisão sobre o processo vai para o plenário da Câmara. O plenário está repleto de deputados acusados, indiciados ou suspeitos de corrupção. Quer dizer: estão fazendo um julgamento de eventual corrupto por outros corruptos… ou para ilustrar, um irmão Metralha sendo julgado pelos outros irmãos Metralha.

Faz mais de dois anos que o Brasil praticamente parou. Não se fala de realizações práticas, de novas obras, de soluções para nossos problemas crônicos na saúde, nos transportes, nas rodovias, na educação. Ou em reformas políticas, tão necessárias.

O tema único é: Ministério Público e Polícia Federal investigando e denunciando suspeitos de corrupção e os tribunais condenando acusados. E nos surpreendendo com dualidades de penas para crimes semelhantes (os menos influentes recebem penas mais duras), além de decisões duvidosas e nebulosas de vários juízes – como ocorreu no recente julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (foto), onde alguns juízes falaram apenas abobrinhas.

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Nós não estamos convidados

Desde que se iniciou o processo de impeachment da presidenta, a crise política no Brasil só fez aumentar. Agora, com as acusações que pesam sobre o atual presidente Temer, não se fala em outra coisa lá em Brasília.

Presidir o país e promover discussões que visem novas ideias, novos conceitos e novos caminhos… nem pensar. O presidente há meses vem trabalhando quase que exclusivamente para tentar manter sua base política, barganhar e trocar favores.

Para isso, a imprensa nos informa que cafés da manhã, almoços e jantares no Jaburu são uma constante. Fica difícil contabilizar quantos destes eventos foram promovidos, unicamente com a finalidade de avaliar a situação de Temer após as denúncias do bandidaço Joesley Batista.

Fica também muito difícil avaliar quanto isso representa no “Custo Brasil”. Afinal, todos estes ágapes, banquetes e ceias são pagos com nosso dinheiro, utilizando funcionários pagos com nosso dinheiro, com os convivas bebendo e comendo do melhor… pagos com nosso dinheiro.

Como sempre acontece, nós, cidadãos comuns, nunca somos convidados para estas comilanças. E será muito difícil extrair  informações do Planalto sobre o quanto se gastou por lá – certamente uma dinheirama que poderia ser aplicada em setores mais críticos para beneficiar a população.

Foto: Exame
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…e Temer deveria renunciar. Ontem. Antes do almoço!

Não dá para entender porque governantes se apegam com tanto vigor ao poder. Isso ocorre com presidentes, ditadores e seja lá quem estiver no comando de uma nação.

O caso de Temer é emblemático: eleito como vice-presidente, foi guindado à chefia pela incompetência da sua companheira líder de chapa, “impichada” após multidões saírem às ruas e o Congresso atender o desejo da maioria da população.

Mas Temer se enrolou todo, coitado! A Operação Lava Jato acabou descobrindo que também ele está envolvido em corrupção e várias denúncias desaguaram em seu nome. Se as denúncias são ou não verdadeiras, o tempo e as investigações nos dirão.

As condições de governabilidade estão se reduzindo a cada dia. Prova disso é a última pesquisa tornada pública, que mostra a insatisfação dos brasileiros com este estado de coisas. Seus índices só não são piores do que foram para o Nhonhô Sarney, um picareta da política brasileira elevado à presidência após o impeachment do outro picareta, Fernando Collor de Melo.

Os governantes deveriam se dar conta de que o poder é transitório. Temer está presidente, não é presidente. Se ele fosse menos apegado ao poder, renunciaria para se defender das acusações de que é alvo. Todas as suas atuais decisões como presidente carecem de credibilidade e, com exceção de um pequeno staff de seguidores, do grupo do “toma lá, dá cá” e de alguns aproveitadores, a maioria da população não vê com bons olhos a sua permanência na presidência.

Foto: Globo
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Congresso: fechar para começar tudo de novo!

A constatação é fria, brutal e assustadora: nós, brasileiros comuns (trabalhadores, aposentados, empresários, profissionais liberais) estamos todos à mercê e a serviço de uma casta privilegiada, a maioria sem escrúpulos, egoístas, corruptos e aproveitadores, como se estivéssemos ainda no tempo do Império, quando a monarquia e os amigos da Corte tudo podiam e eram verdadeiros chupins dos seus vassalos e súditos.

Sim, somos meros vassalos e súditos. Os congressistas se valem da corrupção, do próprio poder, do dinheiro sujo para se elegerem, reelegerem, elegerem seus filhos, seus netos e seus parentes como se fossem proprietários das velhas capitanias hereditárias, outorgadas pelos reis em exercício.

Os congressistas se valem do próprio poder para legislarem em causa própria, usufruindo de salários e benesses de valores astronômicos, absolutamente conflitantes com a baixíssima média de ganhos que os brasileiros recebem – inclusive a grande maioria de empresários, extorquidos brutalmente pela gana dos governantes, que inviabilizam negócios, expansões e sucesso.

Há que se fechar, sim, o Congresso Nacional! O modelo político deverá ser repensado. Não é possível manter por lá as figuras corruptas que legislam em causa própria, promovendo barganhas, vendendo votos, esbanjando nosso dinheiro em voos caríssimos e viagens faraônicas, faltando às sessões plenárias e aparecendo diariamente muito mais nas páginas policiais do que nas notícias de realizações políticas.

Repensar a necessidade da existência de duas casas legislativas. Repensar o número de legisladores. Repensar os seus salários nababescos. Repensar o número de seus vassalos – ops, seus assessores regiamente remunerados. Repensar os partidos políticos. Repensar as verbas absurdas para suas campanhas eleitorais. Repensar a sua forma de comunicação, poupando-nos da mediocridade das suas mensagens na mídia eletrônica.

Há muito a ser mudado. E as mudanças já estão hiper atrasadas. Os brasileiros não aguentam mais tanta sem-vergonhice e tantas afrontas.

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As quadrilhas brasileiras

Os brasileiros estão boquiabertos! Após a revelação pelo Ministério Público – que se utilizou inclusive do programa power-point para a apresentação à mídia – de que o grande chefe da quadrilha governista era o ex-presidente lula, eis que o título parece ter mudado de lado. Agora, através do gangster Joesley Batista, do conglomerado JBS, descobrimos que o novo chefe da quadrilha seria o atual presidente Michel Temer.

Para vergonha dos brasileiros e pior do que a derrota de 7×1 da nossa seleção de futebol para a Alemanha, as manchetes dos jornais e das tevês internacionais colocam nosso país no foco pelo incessante desfilar de nomes e ocorrências ligados à corrupção. Nunca se roubou tanto em outra parte do mundo!

De quadrilhas o Brasil entende: além das quadrilhas envolvidas em corrupção, há quadrilhas especializadas em roubos de carros-forte, quadrilhas especializadas em explodir caixas eletrônicos, quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas, quadrilhas envolvidas em tráfico e roubo de armas, quadrilhas usando e abusando do contrabando de mercadorias, além das enormes quadrilhas compostas de bandidos perigosíssimos que a generosidade da mídia batizou de “facções criminosas”.

Para não confundirmos as coisas, aqui vai uma sugestão: mudar o nome pelo qual chamamos as tradicionais quadrilhas que se apresentam em festas juninas. Pois não queremos passar o país a limpo?

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E o troca-troca continua

“Em jantar no Alvorada, o presidente Temer sinaliza com renegociação da dívida dos estados com o BNDES e a liberação de verbas para obras regionais de infraestrutura para impulsionar a economia. Os cálculos preliminares apontam uma disponibilidade de caixa do BNDES de até R$ 50 bilhões para obras em infraestrutura, a depender dos projetos apresentados pelos governadores”.

Esta é uma das práticas e táticas mais antigas e consagradas dos políticos brasileiros. Eles desde sempre compram apoio e votos distribuindo dinheiro público (o nosso dinheiro) a granel. As referências ao “inchaço da máquina pública” em todos os níveis de governo são resultado exatamente destas barganhas muitas vezes sórdidas e mal-explicadas.

Neste caso Temer quer contar com o apoio dos governadores — da base, especialmente — para a aprovação das reformas em tramitação no Congresso.

Esta “irrigação” com 50 bilhões de reais do BNDES sinalizada pelo presidente contradiz todos os discursos até aqui emanados do Planalto: um rombo mal explicado no próprio BNDES, o rombo da Previdência, o crescimento da dívida pública, os aumentos de impostos (sempre de forma velada, sub-reptícia) e as promessas (um cansativo blá-blá-blá) da área econômica do governo.

 

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O que pensar do judiciário?

Chega a ser inacreditável a falta de pudor dos quatro julgadores do processo de cassação da chapa dilma-temer que os absolveram de tantos crimes praticados, provados e comprovados.

Foram três votos lúcidos vencidos. Foram quatro votos absolutamente suspeitos, que desmerecem os grandes nomes que já passaram pelo judiciário brasileiro.

Estava clara, límpida, cristalina a culpabilidade dos julgados. Mas as argumentações pífias dos julgadores suspeitos nos fazem desacreditar do Brasil.

Pois já dizia Sócrates: “Há quatro características que um juiz deve possuir: escutar com cortesia, responder sabiamente, ponderar com prudência e decidir imparcialmente.”

Provavelmente os quatro julgadores jamais ouviram falar de Sócrates.

Afinal, que país é este?

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