Prazer em se drogarem

Tanta coisa boa para fazer. Tanta coisa para ser inventada. Tantas instituições de benemerência à cata de colaboradores. Tantas escolas oferecendo ensino. Tantas bibliotecas com milhares de livros para serem lidos… e um grupo de 200 pessoas se reúne para querer liberar o uso da maconha!

Com página nas redes sociais, a estatística dos organizadores após a marcha cita que mil pessoas compareceram, de 1,7 mil interessados. Número desmentido pela Folha de Londrina, que em sua reportagem computou apenas 200 pessoas…

Excetuando-se aqueles que reivindicam a liberação da erva para fins medicinais, que em alguns casos talvez alivie a dor, a maioria dos participantes era composta de jovens, os chamados maconheiros, que lutam pela sua descriminalização apenas pelo prazer de poderem se drogar.

Extratos da Folha de Londrina:

“A gente não quer a legalização. A legalização pode ter leis que impedem que se compre. A gente quer a liberdade de poder cultivar para consumo. A maconha não é consumida somente como cigarro, mas pode ser em forma de chá ou frita na manteiga e utilizada em receitas culinárias. Tem vários usos além do recreativo, inclusive para redução de danos”, defendeu um dos participantes e que atuou na organização das duas primeiras edições da Marcha da Maconha em Londrina”.

“Comecei a fumar aos 13 anos com os meus amigos e hoje fumo com meu pai, que também é adepto. Ele prefere que eu fume em casa, com ele, a ficar nas ruas e acabar sendo presa ou apanhando da polícia. Aqui, hoje, a gente quer mostrar que ninguém fuma maconha para ficar alterado, mas para ficar de boa, tirar o estresse. Eu fumo e tenho uma vida normal, tenho minha casa, minha família, trabalho, sou uma pessoa comum, ressaltou M., de 21 anos”.

A Marcha da Maconha em Londrina ocorre anualmente desde 2015.

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