O círculo vicioso: favelas, pouca escolaridade, pobreza, criminalidade

Dizem que tudo começou quando Leonel Brizola se lançou a governador do Rio de Janeiro: no afã de conquistar votos, ele foi extremamente permissivo em relação à expansão indiscriminada de favelas na cidade. Paralelamente, fez vista grossa e até conquistou apoio dos “caciques” do crime è época, os folclóricos bicheiros, que foram a célula mater formadora da nova cadeia de criminalidade que impera nos dias de hoje, os poderosos narcotraficantes.

Barracos foram sendo construídos sem intervenção do poder público, surgiram os becos, as “quebradas”, as rotas de fuga, a interligação de várias favelas que hoje se estendem por quilômetros e quilômetros pelos morros da cidade.

Brizola foi também o criador dos inovadores CIEPS – escolas em período integral, com arquitetura desenhada por Oscar Niemayer -, mas o tempo se encarregou de descaracterizar a finalidade proposta e o que se vê hoje são milhares de jovens fora das escolas, cooptados pelo crime. Aglomerados de pessoas para as quais a crise do desemprego atacou de frente, falta de infraestrutura, de saneamento básico e o surgimento das temidas drogas, especialmente maconha e a cocaína, mudaram completamente o perfil da enorme massa de pessoas que reside nas favelas.

Por lá a criminalidade comanda o “espetáculo”. Municiados de armas de grosso calibre, superiores até ao armamento policial, os narcotraficantes tomaram conta dos acessos aos morros, montaram barricadas, colocaram olheiros para espreitar a atividade policial, incendeiam ônibus, usam crianças como “mulas” do tráfico, cobram pedágio dos comerciantes, mototaxistas, vendedores de gás engarrafado e exigem o fechamento, a seu bel prazer, de lojas, escolas e outras atividades, sob os mais variados pretextos: morte de um colega traficante, invasão policial e qualquer atividade dos agentes da lei que contrarie seu status quo.

A projeção para o futuro desta população marginalizada é tétrica: aumento geométrico da criminalidade, crianças cada vez mais jovens fora das escolas e viciadas em drogas ou agindo no tráfico, assaltos, assassinatos, sequestros, arrastões… quem terá soluções para o problema das favelas no Rio de Janeiro e no Brasil como um todo?

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