Um crápula chamado Renan

No Senado Federal, há vários bandidos travestidos de senadores. Entretanto, um deles pode ser chamado de “recordista cara-de-pau” em matéria de inquéritos nos quais está sendo investigado: Renan Calheiros.

Renan se tornou réu em 1º de dezembro de 2016 em processo que apura se a empreiteira Mendes Junior pagou pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem Renan tem uma filha. O caso é de 2007. Renan é acusado de peculato, cuja pena é de 2 a 12 anos de prisão. No entanto, a pena deve estar prescrita quando o processo for concluído.

Renan foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em dezembro de 2016, na Lava-Jato. Neste inquérito, o senador é acusado de usar intermediários para pedir e receber dinheiro da empreiteira Serveng, que tem contratos com a Petrobras.

Renan é um dos 66 investigados no principal inquérito da Lava-Jato, que investiga a existência de uma quadrilha para fraudar a Petrobras. A investigação foi dividida em quatro procedimentos por determinação de Teori Zavascki. Um deles apura crimes supostamente cometidos pelo PMDB no Senado, do qual Renan faz parte.

A PGR também pediu, em julho de 2016, abertura de inquérito contra Renan e outros políticos do PMDB por terem sido acusados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado de receberem propina. Machado disse que Renan teria recebido R$ 30 milhões. Renan teve seu sigilo bancário e fiscal quebrado.

Outro inquérito contra Renan na Lava-Jato apura se o parlamentar cometeu crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As denúncias contra Renan foram feitas por Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, que atuava como entregador de dinheiro para o doleiro Alberto Youssef. Ao depor, Ceará disse que repassou dinheiro a Renan.

Há um inquérito no âmbito da Lava-Jato, autorizado em dezembro de 2015 por Teori Zavascki, que reúne Renan, o senador Jader Barbalho e o deputado Aníbal Gomes. O grupo é suspeito de ter cometido corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Inquérito sobre fraudes na usina nuclear Angra 3 apura se o Renan pediu R$ 1,5 milhão à construtora UTC, envolvida na Lava-Jato, para financiar a campanha de seu filho, Renan Filho, ao governo de Alagoas.

Renan também é alvo de inquérito que apura pagamento de propina numa negociação entre práticos e a Petrobras. Apontado como representante de Renan, o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) foi denunciado. A PGR, no entanto, pediu o arquivamento da parte relativa a Renan por falta de elementos na investigação.

Desde junho de 2016, Renan é investigado — junto com os senadores Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO) e Jader Barbalho (PA), todos do PMDB — por suposto recebimento de propina em decorrência dos contratos firmados para a construção da usina de Belo Monte, no Pará. O esquema foi descoberto na Operação Lava-Jato.

Renan é também alvo da Operação Zelotes. Desde abril, é investigado, junto com Romero Jucá, em inquérito que apura venda de emendas a medidas provisórias relacionadas ao setor automotivo. As investigações tiveram como ponto de partida um diário apreendido em poder do lobista João Batista Gruginski, um dos donos da SGR Consultoria.

Renan é alvo de outro inquérito que investiga movimentação financeira suspeita no valor de R$ 5,7 milhões. Esta investigação surgiu a partir do inquérito sobre o caso Mônica Veloso, que transformou o senador em réu. Renan é suspeito de ter cometido “infrações penais tributárias”. Os autos estão sob segredo de Justiça.

Pois agora este mesmo crápula está “inconformado” com a situação do seu colega Aécio Neves (PSDB-MG), punido pelo Supremo Tribunal Federal e foi um dos primeiros a saírem à caça de votos para que o Senado, com razão ou sem, revogasse a punição, deflagrando assim o que o ministro Marco Aurélio Mello chamou de “grave crise constitucional”. Para Renan, sujeitar a decisão do afastamento de Aécio Neves ao Plenário não é uma disputa de poder para ver “quem tem a palavra final”. O político defende que o mandato parlamentar é “intangível” e há uma “regra de ouro” que só a Casa legislativa pode decidir

Renan continua no Senado. Renan continua exercendo seu poder inter-pares. Renan continua votando e interferindo nas decisões da casa. Ou não seria nosso Brasil!

(Dados sobre processos são do jornal O Globo)
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2 comentários sobre “Um crápula chamado Renan

  1. maso 2 de outubro de 2017 12:46

    Com este supremo viciado na origem, com juizes ajeitados para so condenar retinha que faz furto famelico, com os propinus consultus tipo Gilmarzao que recebe ajuda financeira para seu ”instituto”, com juiz do supremo mantendo escritorio advocaticio terceirizado ……. Nem Renan, nem parceiros, nada os condenra. O STF ta la pra embromar e tirr o seu por fora.

    • Dionísio Dias 17 de outubro de 2017 9:14

      É, pasmem, apesar de tudo isso não surgiu ainda a instituição salvadora da pátria. O país está refém da podridão. Só há um que ainda retém o mistério da injustiça que opera, até que do meio seja tirado… II tess 2.7

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