Pasadena não é passado!

O plenário do Tribunal de Contas da União decidiu nesta quarta-feira dia 11 bloquear os bens de ex-membros do Conselho de Administração da Petrobras, à época composto de Antônio Palocci, Claudio Luis da Silva Haddad, Fábio Colletti Barbosa, Gleuber Vieira e do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, por causa da aprovação e compra de 50% da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006.

Também entrou no rol a ex-presidenta Dilma Rousseff, que era ministra da Casa Civil no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidia o Conselho de Administração da estatal. Em qualquer organização do mundo quem preside um Conselho de Administração numa empresa, assume também ampla responsabilidade – apesar das afirmações de Dlma de que “não sabia de nada”, frase aprendida com seu antecessor na presidência do país.

O valor do bloqueio é solidário, o que significa que bens de todos os acusados ficam indisponíveis até que chegue ao valor de US$ 580 milhões.

O Brasil inteiro, quando soube dos fatos, ficou abismado com a mutreta que estes indiciados aprontaram: a aquisição de 50% da refinaria, por US$ 360 milhões, foi aprovada pelo conselho da estatal em fevereiro de 2006. O valor foi muito superior aos US$ 42,5 milhões pagos um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira. Em 2012, para atender os termos do contrato firmado, a Petrobras foi obrigada a comprar 100% da unidade, antes compartilhada com a empresa belga. Ao final, aponta o TCU, o negócio custou à Petrobras US$ 1,2 bilhão.

Se a empresa recuperar na venda da refinaria 30% do valor investido, já será por um valor bem acima do que se especula no mercado, mas como sempre ocorre nos meandros das empresas públicas, falta transparência e não há dados públicos sobre o valor da pretensa venda.

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