Mês: novembro 2017



Uma excelente ideia para nossos políticos

Esse crápula da foto, de nome complicado (Slobodan Praljak), estava respondendo por crimes de guerra no Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia, Holanda, acusado por ser o responsável pelas forças croatas da Bósnia quando, juntamente com os sérvios, os croatas lutaram contra a população muçulmana do país em uma guerra civil no início dos anos 90, após a dissolução da Iugoslávia.

Como ex-comandante militar, Praljak foi condenado por não atuar para conter o cerco e a matança de civis e por ordenar a destruição da ponte de Mostar – uma construção histórica – em 1993, causando “danos desproporcionais para a população civil muçulmana”, segundo os juízes.

A foto mostra o momento em que ele ingeriu um frasquinho de veneno que trazia no bolso, logo após o juiz do Tribunal condená-lo a 20 anos de prisão – com a sua idade, ele jamais sairia vivo de lá. Morreu pouco depois de transportado a um hospital.

Vários dos nossos políticos estão envolvidos em crimes que se assemelham a um genocídio: os vastos desvios de dinheiro público e a incompetência de gestão pública atingem diretamente aos brasileiros que precisam recorrer a hospitais, postos de saúde e ambulatórios e se deparam com falta de vagas, médicos, medicamentos e de manutenção dos equipamentos, enfrentando longas filas de espera, morrendo por decurso de prazo do atendimento e de exames. Além disso, os desvios do dinheiro provocam a falta de obras de saneamento, originando focos de infecção e de epidemias…

Nosso Brasil seria bem mais saudável e nos mostraria estatísticas bem mais animadoras se os políticos envolvidos em falcatruas, corrupção e desvios de dinheiro público  aprendessem noções de moral, ética e responsabilidade e se nossos tribunais finalmente criassem coragem para condená-los por crimes assemelhados aos de genocídio.

Frascos de veneno nos bolsos destes políticos e sua ingestão certamente seriam uma ótima solução para eles e para nós todos, quando fossem condenados.

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25 pesos e 407 medidas

Nosso judiciário infelizmente não pode ser mensurado. Já passou há muito da fase dos dois pesos e das duas medidas. Suas decisões multifacetadas e muitas vezes estapafúrdias em variadas instâncias cíveis e criminais misturam-se às estapafúrdias e multifacetadas leis, uma miscelânea de entrelinhas complexas e conflitantes que nos deixam atônitos e abismados.

Na época do “mensalão”, de nem tão distante data, um pseudo-pubicitário, o Marcos Valério, manipulador de verbas de caixa dois e de corrupção, foi condenado rapidamente a uma longa temporada na prisão. Talvez porque ele fosse o elo mais fraco da grande corrente composta por Ali Babá e os 40 ladrões. Ali Babá era obviamente o mesmo Lula da Silva que comandou a maior roubalheira que se teve notícia no mundo e que agora esgrima e alega inocência através dos seus advogados, em várias instâncias da justiça. Mas continua livre como um passarinho.

Um enorme bando de senadores e deputados federais corruptos, enriquecidos graças aos desvios de dinheiro público continuam soltos e, pior, legislando em causas próprias e nos impondo normas que eles mesmos jamais cumprem.

No Supremo Tribunal Federal figuras mais propensas a fazer jogo de cena frente âs câmeras de televisão, emitem – do alto de sua sapiência jurídica – sentenças e decisões que surpreendem até os mais renomados analistas, libertando criminosos confessos, protelando temas dos mais importantes e se utilizando de firulas como “pedidos de vista”, provavelmente com finalidades duvidosas.

Nas ruas, a polícia prende e prende e prende os mesmos indivíduos, sempre reincidentes, que surpreendentemente são libertados após cumprirem uma pena irrisória – mesmo em se tratando de crimeis cruéis e hediondos.

Tornozeleiras eletrônicas – uma vertente criada pelo judiciário para esconder a realidade da falta de vagas nas cadeias – são mero enfeite de criminosos, que voltam a praticar crimes, deixando de cumprir as exigências de locais e horários permitidos para sua locomoção em público. Tudo aparentemente sem nenhum controle…

Nos morros cariocas e nas periferias das grandes cidades a criminalidade é elevada, com destaque para as chamadas “facções criminosas”, o uso de armamento pesado e as toneladas de drogas que vazam por nossas fronteiras, fazendo com que as estatísticas apontem a cada ano mais mortes violentas em nosso país do que as várias guerras que pipocam em outras regiões do mundo.

Onde está, afinal, o judiciário brasileiro, que não pune exemplarmente os corruptos, os criminosos, os assassinos e raramente interfere no “status quo” vigente no Brasil?

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Da glória para a vala

Quantos e quantos atletas e jogadores de futebol conheceram a fama, ficaram ricos… e acabaram perdendo tudo?

Nas fotos, Paul Gascoigne, jogador inglês da Itália em 1990, que foi bastante conhecido e famoso. Após passar pelas Seleções Sub-21 e B da Inglaterra, Gascoigne faria seu primeiro jogo pelo time principal em 1988, contra a Dinamarca. O Mundial de 1990 foi o único de sua carreira – não foi convocado para a Eurocopa de 1992 por estar lesionado, e a Inglaterra não se classificou para a Copa de 1994.

Agora, devastado pelas drogas, ele vagueia pelas ruas da Inglaterra e vive em estado lamentável. Seu estado de embriaguez parece constante. Contra sua vontade, foi detido e internado em fevereiro de 2008, sob a Lei de Saúde Mental de Inglaterra e Gales, e passou por tratamento médico. Sete meses depois, foi novamente internado, desta vez na cidade portuguesa de Faro, com suspeita de overdose. Uma das últimas notícias que se sabe sobre ele é que foi encontrado em uma vala depois de jogar golfe e tomar algumas bebidas.

A maioria dos jogadores de futebol, aqui e no Exterior, surge de famílias humildes que incentivam seus filhos a ingressarem em uma escolinha de futebol, passarem pela chamada “peneira” e, com sorte, serem contratados por algum clube. Mas poucos deles são preparados a lidar com o volume de dinheiro que recebem. Pior: geralmente em volta do jogador orbitam pseudo-amigos e parentes que procuram extorquir o máximo de vantagens, favores e dinheiro, desaparecendo quando a situação financeira do “amigo” desmorona.

Segundo estudo publicado em 2011 pela consultoria alemã Schips Finanz, ao menos 50% dos jogadores de futebol perdem depois da aposentadoria todo o dinheiro que amealharam durante a carreira. A ruína financeira atinge até mesmo atletas que ainda estão em atividade – o mesmo estudo aponta que até 30% têm problemas para administrar receitas.

No Brasil cresce a cada dia o número de consultores financeiros especializados em trabalhar com atletas. Alguns deles são ex-jogadores que conseguiram ver neste nicho de mercado a forma de dar início a uma nova profissão e ajudar ex-companheiros. Para que não terminem a carreira embriagados, arruinados e jogados numa vala, como Paul Gascoigne.

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No princípio era o verbo

Neste dia 23 de novembro, comemora-se o “Dia da Palavra como vínculo da Humanidade”, promovido pela Fundação César Egídio Serrano, de Madrí, Espanha, que é também a mantenedora do “Museo de la Palabra” naquela cidade.

Em homenagem a esta data, publicamos este texto da Socióloga e Acadêmica Maria Lucia Victor Barbosa (*):

Disse Zaratustra, o filósofo de Nietzsche: “Novos caminhos sigo, uma nova fala me empolga; como todos os criadores, cansei-me das velhas línguas. Não quer mais meu espírito caminhar com solas gastas”.

Novos rumos sigo nas veredas da palavra, talvez por ter percorrido antes muitos descaminhos nas trilhas do verbo onde tudo principia, ou quem sabe, porque a palavra hoje me conduz de forma mais intensa e não eu a ela. Na verdade, não apenas conduz como se leva uma criança pela mão, mas arrebata, subjuga, às vezes aniquila, esgota, pois a palavra pode ser turbilhão de amor. Como paixão de minha vida à qual dedico a existência, sei também que ela é traiçoeira. Foge de mim. Só vem quando cisma de aparecer. É como gato arredio, pois só deita no meu colo quando quer.

Com a palavra sou espadachim: corto, luto, firo e recebo de volta estocadas que ferem meu espírito hoje repleto de cicatrizes. Com a palavra posso fazer sombra, exalar perfume, ser buquê de rosas vermelhas, jasmins-do-cabo ao luar, suave trepidação de borboletas azuis ao pôr-do-sol. Com a palavra volto à casa de meu avô para descrever as cortinas brancas das janelas da grande sala de visita que esvoaçavam quais tênues fantasmas ao alvorecer.

Ah, palavra, à qual me escravizo, minha razão de ser, paixão candente, reverberação de dor. Com ela não tenho fronteiras, rompo mundos, alcanço estrelas, penetro em corações sequiosos de boas palavras e neles semeio sementes de flamboyants.

Ainda mais agora com essa a nona maravilha do mundo ao meu alcance, a Internet, potencializo a palavra e às vezes me vingo fazendo dela picadinho. De fato, a Internet é meu “fiat lux”. Através dela, como aprendiz de Deus, crio e me comunico com meus semelhantes. É só querer. Basta intuir. Está ao alcance dos dedos. Está dentro da mente ou no avesso do corpo.

Via computador as palavras são puro instrumento transmental, ligações extracorpóreas, comunicação atemporal, contatos de terceiro grau. Considere-se ainda que nesse universo mágico o que se escreve é de alta periculosidade, pois assim como nele se cria e se mantém também se destrói como na trindade dos deuses do hinduísmo: Brahma, Vishnu e Shiva.  Na internet muitos “crimes” são cometidos através da palavra, pois ela confere tanto o poder de exaltar quanto o de aniquilar sentimentos alheios.

Na palavra às vezes me refugio e ela me expulsa. Quando imploro por seu consolo ela me ignora. E se a quero comigo vai embora sem deixar rastro. Trabalhosa e difícil, sobretudo, quando escrita, me engana, me tortura com seus caprichos e se faz de rogada. E só quem a ela se submete para poder existir conhece o desespero de tentar desvendar seus mistérios. Ainda assim, ama a palavra.

Hoje entendo a simbologia de Thot, o deus dos escribas que pertenceu ao panteon egípcio. Para o povo que viveu na maior das civilizações já havidas, ele era o “senhor das palavras divinas” e os sacerdotes ligados à teologia de Heliópolis o qualificavam como “a língua de Aton”. Ao mesmo tempo, era considerado o inventor da palavra falada e escrita, assim como das fórmulas mágicas que conferiam poder aos deuses. Ele era a inteligência divina, o verbo divino. Também era o deus da lua, o guerreiro desse astro abençoado periodicamente por Seth. Elevado à categoria de demiurgo (criatura intermediária entre a natureza divina e a humana), lhe era atribuído o grito que saído de sua boca criou o universo. Ele era ainda o regulador do tempo e aquele que faz reinar a ordem no universo.

Thot era, pois, o grandioso senhor da palavra e a ele submeto simbolicamente meu incessante lavor que nunca se completa, que nunca satisfaz e que, ainda assim, me arrasta e faz de mim escriba que no Egito Antigo era tão valorizado, hoje nem tanto.

O que dirão diante deste texto os que porventura lançarem os olhos sobre ele?  Como traduzirão e decodificarão esses hieróglifos de minha alma? Nunca vou saber o que será alcançado, se produzi o tédio, se levei o leitor a abandonar essas poucas linhas, se conquistarei o plano de outras mentes que à minha virão através da palavra aqui lançada.

De todo modo, apresento aos que me lerem minhas escusas por planar sob os cumes altos da expressão onde é permitida a linguagem mais rarefeita dos sentimentos e dos sonhos.

Como rio caudaloso a palavra me arrastou, se impôs, me dominou. E assim, chego cansada ao final de mais essa jornada, ou seja, desse texto, consciente de que mesmo que um dia perca o pouco que tenho, ainda restará o que de mim faz um ser vivente: o verbo na forma escrita.

(*) Maria Lucia Victor Barbosa é acadêmica, socióloga por profissão, professora por missão, escritora por paixão.
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Reforma da Previdência: dois enfoques diferentes

Chega a ser inacreditável: 513 deputados federais – grande parte deles envolvida em corrupção, enriquecimento ilícito e desvios de dinheiro público – estão há meses debatendo a reforma da Previdência sem atentar para o ponto mais importante: o interesse público.

De um lado, lucidamente, sabe-se que a reforma deverá ser providenciada urgentemente, a exemplo do que ocorreu na maioria dos países ditos civilizados (a essa altura, é duvidoso que o Brasil se enquadre nesta categoria). Com o avanço da ciência, da medicina e das informações repassadas pela mídia, os brasileiros vão esticando seu tempo de vida e sua vitalidade, para bem além do que era há vinte, trinta, quarenta anos. O que significa que nossa produtividade pode e deve ser prolongada, trabalharemos por mais anos e deveremos nos aposentar com mais idade. A importância financeira para os cofres públicos foi mais do que explicada, tanto no Brasil como no Exterior: não há país que aguente manter um orçamento previdenciário no atual modelo de cálculo idade/valor aposentadoria.

Por outro lado, uma cambada (sim, uma cambada) de deputados mal intencionados, muito mais preocupados em barganhas políticas e financeiras, perde semanas negociando cargos, nomeações e vantagens individuais ou partidárias, bloqueando as votações, esquecendo-se do seu dever de trabalhar pelo povo – uma obrigação implícita ao se candidatarem a cargos públicos. Há que se cortar suas regalias, seus proventos e vantagens de marajós, seu custo absurdo para os cofres públicos – mas eles nem tocam nesta questão.

O tema “reforma” merece, sim, debates, análises e opiniões de especialistas. Mas uma coisa é certa: do jeito que está não pode ficar, matematicamente falando. O Brasil precisa de uma reforma muito mais profunda, mais ampla, mais séria, em toda sua estrutura política e administrativa. A reforma da Previdência já seria um ótimo começo!

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Retrato de um condenado brasileiro

O petista corrupto Zé Dirceu, condenado em dois processos a 32 anos de prisão, foi filmado por um convidado na festa de aniversário da sua mulher, em Brasília.
Além das duas condenações, o petista corrupto cumpriu só pequena parte da pena, quando foi condenado pelas orgias financeiras cometidas na época do Mensalão,  recebendo anistia para o restante da pena…
Ah! Como é fácil, cômodo e principalmente lucrativo delinquir no Brasil. Literalmente uma festa!
Zé Dirceu é apenas uma pálida amostra das mordomias que os políticos e ex-políticos brasileiros usufruem, graças à generosidade da justiça (justiça?), principalmente do STF.

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