Mês: dezembro 2017

 

Tiranocracia do Temer

O baixinho Temer ao lado do senador Ronaldo Caiado

O ano chega ao fim e os brasileiros (os não corruptos) se sentem traídos e decepcionados. Eis que de repente e não mais do que de repente descobrimos que nossa República virou uma tiranocracia conduzida por um grupelho que deveria prestar contas à justiça, mas se mantém no poder.

Como a maioria dos déspotas (que ou quem exerce autoridade arbitrária ou absoluta), Temer vem tomando decisões esdrúxulas que trombam de frente com a maneira de pensar e agir dos brasileiros. E como a maioria dos déspotas, até o perfil físico tem semelhanças: Mussolini, o fascista, 1,69m. Josef Stalin, o carniceiro,1,68. Napoleão Bonaparte, o conquistador, 1,60. Getúlio Vargas, nosso ditador oficial, 1,63. Kim Jong II, o pai do idiota que dirige a Coreia do Norte, tinha 1,70 (dizem que com ajuda de “sapatos mágicos”, que faziam aumentar sua altura). E Temer tem 1,70 (provavelmente com a mesma ajuda dos “sapatos mágicos”).

E o que isso tem a ver? Talvez os psicólogos expliquem a tendência de mandonismo e poder que emana da cabeça dos baixinhos. Seria uma compensação para quem vê o mundo lá de baixo… que sofreram bullying na escola por causa do tamanho… que foram sempre os últimos a ser chamados para completar um time de futebol ou de basquete… que nunca conquistavam as garotas mais bonitas…

E por que Bahr-Baridades chama nosso regime de tiranocracia? Pois um dirigente como Temer, que legisla mais em causa própria, indiciado duas vezes oficialmente por corrupção, abrigando em seus ministérios vários corruptos oficiais, não poderia jamais usar o poder para emitir decretos que visam proteger… a eles mesmos. O “Indulto de Natal”, já chamado de “Insulto de Natal” criado por Temer é a prova viva de que estamos todos nas mãos de pequenos ditadores, os quais desprezam a lógica, os poderes constituídos e a inteligência dos brasileiros.

Infelizmente, só há o que temer nesta virada de ano, no cenário político brasileiro!

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A aberração do “Indulto de Natal” para políticos

Em entrevista a Milton Jung, da Rádio CBN, Roberto Livianu, promotor de Justiça da Procuradoria de Interesses Difusos e Coletivos do Ministério Público do Estado de São Paulo, presidente do “Instituto Não Aceito Corrupção”, simplesmente “detonou” o baixinho Temer, nosso incidental presidente da República, se reportando ao famigerado Indulto de Natal – um subterfúgio para Temer e sua gangue se safarem de condenações por corrupção.

Reproduzimos aqui trechos do texto que consta no site do Instituto e que reflete o teor da entrevista do promotor:

“Causa extrema surpresa a benevolência e o alcance do Decreto mencionando, premiando criminosos do colarinho branco, autores de crimes de corrupção, tema que mais angustia o povo brasileiro conforme pesquisa Latinobarometro 2017 (31%), que detectou ainda que para 97% dos brasileiros ouvidos os políticos exercem o poder em benefício próprio, e não para o bem comum.

Por outro lado, a perplexidade é ainda maior tendo em vista que o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária opinou desfavoravelmente à concessão do indulto aos condenados por corrupção, tendo sido a opinião solenemente desconsiderada pela Presidência da República, cujo mandatário foi denunciado criminalmente em duas ocasiões este ano por crimes de corrupção, associação criminosa, entre outros.

Além disto, chama a atenção o fato do indulto abranger penas de multa, tendo em vista que historicamente a razão de ser do indulto sempre foi a redução da população carcerária (penas privativas de liberdade), sendo sabido que a percepção de impunidade por parte da sociedade é extremamente elevada e esta exagerada concessão do indulto somente contribuirá para o acirramento deste quadro.

O indulto poderá desestimular a celebração de colaborações premiadas, também impulsionando a impunidade desta forma, sendo absolutamente abusiva a magnitude dos benefícios concedidos (80%) da pena, tornando inócuo o trabalho do sistema de justiça e gerando enorme desperdício de dinheiro público, em óbvia contrariedade ao bem comum”.

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Briguinhas de compadres

(Maduro) – Tô de mal com você!
(Temer) – Eu também tô de mal com você!
(Maduro) – Vou mandar o seu embaixador embora!
(Temer) – Eu também vou mandar o seu embora!
(Maduro) – Ele agora é “persona non grata”!
(Temer) – O seu embaixador também agora é “persona non grata”!
(Maduro) – Não falo mais com você!
(Temer) – Eu também não falo mais com você!
(Maduro) – Não adianta depois querer me agradar.
(Temer) – E também não vem pedir dinheiro pra obras aí na Venezuela!
(Maduro) – Nós não vamos pagar mesmo!

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Sonho meu, sonho meu

Nem sei por quê. Mas sonhei que estava parado em frente à Penitenciária da Papuda, em Brasília, quando começaram a chegar os carros da Polícia Federal.

 

Apareceu Lula, preso.
Apareceu Dilma, presa.
Apareceu Garotinho, preso.
Apareceu Rosinha, presa.
Apareceu Adriana Ancelmo, presa.
Apareceu Renan Calheiros, preso.
Apareceu Temer, preso.
Apareceu Gilmar Mendes, preso.
Apareceu Aécio Neves, preso.
Apareceu Romero Jucá, preso
Apareceu Eliseu Padilha, preso.
Apareceu Gilberto Kassab, preso.
Apareceu Moreira Franco, preso.
Apareceu Collor de Mello, preso.
Apareceu Lindbegh Farias, preso.

Aí apareceu mais um camburão cheio de deputados e vereadores, presos. Não deu para ver quem estava lá dentro. Disseram que havia mais de cinquenta corruptos.

Pena que foi só um sonho de Natal. Mas dizem que quando você sonha com alguma coisa, ela acontece,

Quem sabe, em 2018?

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“Pobre Maluf”

Maluf antes de ser preso

Maluf preso. Um artista?

Paulo Salim Maluf nasceu em São Paulo em 3 de setembro de 1931. Como político acumulou uma fortuna de U$ 33 milhões de dólares. Maluf é formado em Engenharia Civil pela Universidade Politécnica da Universidade de São Paulo e leva o “glorioso” diferencial de ser um criminoso internacional procurado pela Interpol por lavagem de dinheiro.

Nascido em família de libaneses de classe média alta, é dono da Eucatex, uma das maiores fornecedoras de matéria prima para construção civil e móveis do Brasil.

Curiosamente, o avô de Paulo Maluf, de nome Estefano Maluf, foi um dos empresários mais ricos do estado de São Paulo ainda nos anos 1930 e 1940.

Pelo seu passado de berço de ouro, fica difícil de entender porque Maluf foi meter a mão na cumbuca da corrupção, principalmente quando prefeito de São Paulo durante dois mandatos. Além disso, foi deputado federal quatro vezes, Secretário de Transportes do estado de São Paulo e candidato à Presidência da República. Maluf foi acusado de corrupção durante as suas quatro décadas de vida pública.

Segundo a Revista Forbes, em 2015 o deputado possuia um patrimônio líquido de 33 milhões de dólares e era o quinto político mais rico do Brasil.

Há anos Maluf reside com a família no bairro dos Jardins em São Paulo, um dos bairros mais caros do Brasil numa mansão avaliada em R$ 45 milhões, em terreno de 3000 m2. A garagem acomoda carros de luxo, como um Porsche e na adega subterrânea há vinhos raros da França. Quer dizer, quando tiver de cumprir sua pena em casa – e com certeza isso acontecerá, por causa da sua idade – ele estará vivendo confortavelmente, comendo e, principalmente, bebendo do bom e do melhor.

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Ministro Gilmar Mendes, useiro e vezeiro

As posições controversas do ministro Gilmar Mendes no Supremo Tribunal Federal não são novidade. Há nove anos, procuradores regionais da República de vários Estados redigiram uma representação contra Gilmar, então presidente do Tribunal, por “crime de responsabilidade”.

Os procuradores pediram ao Senado o impeachment de Gilmar Mendes, baseados no artigo 52 , inciso II da Constituição Federal, que dá ao Senado a competência para julgar o impedimento de ministros do Supremo. Para a aprovação do pedido, é necessária uma maioria de dois terços. Caso ocorra, a sessão deve ser presidida pelo presidente do Supremo. Como, na época, a representação seria contra o próprio presidente, a sessão seria presidida pelo então vice, que era Cézar Peluso. A aprovação de impedimento implica em inabilidade do ministro impedido por oito anos.

Na época, cresciam pelo país as manifestações de protesto contra as decisões do presidente do STF, Gilmar Mendes, libertando o banqueiro Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal durante a “Operação Rodin”.

Questionado sobre a ameaça de um pedido de impeachment, Gilmar Mendes disse não ter medo do que chamou de retaliação. “Não tem nenhum cabimento. Eu compreendo que os procuradores fiquem contrariados com a eventual frustração de algum resultado de seu trabalho. Mas isso não justifica nenhuma outra medida. Eu não tenho nenhum medo desse tipo de ameaça e retaliação”, afirmou.

Como se vê, o juiz Gilmar Mendes tem criado insatisfação e discórdias há muito, muito tempo. Pena que nós outros, que estamos fora do âmbito do judiciário, sejamos obrigados a assistir passivamente as decisões esdrúxulas de uma figura tão repugnante e não temos voz ativa para propor seu afastamento e frear suas posições, visivelmente contrárias ao bom senso e à lógica. O ministro Barroso que o diga!

Charge de Cláudio Aleixo

 

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E temos de engolir estas figuras?

Como funciona a justiça nos países sérios? Pois aqui no Brasil a justiça chega a soar como uma piada de mau gosto.

A foto mostra grupo de peemedebistas na véspera da convenção do partido, destacando-se o presidente e três dos ministros reforçando o discurso sobre a reforma da Previdência.

O mais inacreditável é que estas quatro figuras em destaque na foto estão pra lá de enrolados com a justiça: Michel Temer acaba de escapar de um processo por corrupção, após colocar sua chamada “tropa de choque” em ação, distribuindo cargos e benesses, tudo para impedir seu julgamento na votação da Câmara dos Deputados que concederia a autorização ao Supremo Tribunal. Pois o ex-procurador da República, Rodrigo Janot acusara Temer de liderar uma organização criminosa…

Junto com Temer estão os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, que são acusados de obstrução de Justiça e de participação em organização criminosa. O empresário José Yunes, melhor amigo e parceiro de Michel Temer, decidiu delatar Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil. Em entrevista à revista Veja ele usou uma expressão típica do tráfico de drogas e disse que “foi mula” de Padilha. De acordo com relatório do MPF (Ministério Público Federal), os integrantes do PMDB arrecadaram propinas, estimadas em R$ 587 milhões. O Palácio do Planalto, por sua vez, nega todas as acusações. Ainda segundo o relatório, os documentos obtidos no Drousys mostram que a empreiteira pagou a quantia de R$ 200 milhões em favor do codinome “Fodão”, vinculado a Eliseu Padilha.

Na mesma planilha, foram encontradas transferências no valor de R$ 7 milhões em favor de Moreira Franco, com o codinome Angorá. Os sete depósitos foram realizados entre os meses de agosto e setembro de 2014: 13/08 (R$ 1,5 milhão), 26/08 (R$ 1 milhão), 27/08, (R$ 1 milhão), 02/09 (R$ 1 milhão), 04/09 (R$ 1 milhão), 10/09 (R$ 1 milhão) e 30/09 (R$ 500 mil).

A Procuradoria Geral da República também denunciara ao Supremo Tribunal Federal o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), acusado por crimes na Operação Zelotes, que apura fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o tribunal de recursos da Receita Federal. Jucá foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Como o caso corre sob segredo de Justiça, não há mais detalhes sobre a denúncia. Dos políticos alvos de abertura de inquérito por determinação do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, o senador Romero Jucá é um dos que acumulam o maior número de pedidos de investigações, cinco ao todo. Eles foram citados nos depoimentos de delação premiada de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato.

E mesmo assim… mesmo assim aí estão eles airosos, sorridentes, no centro do palco dos acontecimentos, como se nada do que esteja ocorrendo em relação à corrupção fosse com eles. É a nossa pobre justiça!

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Quando o Rio de Janeiro era um “must”

Este paulistano (agora londrinense, desde 2004) foi um grande admirador da cidade do Rio de Janeiro. Na primeira vez em que lá estive, na década de 1950, eu tinha 18 anos e fui com um amigo. Fiquei maravilhado, para não dizer embasbacado. A orla, as praias, a paisagem… e as lindas garotas. Jurei voltar lá mais vezes.

E cumpri o juramento. Da segunda vez, entre praias, banhos de mar e passeios, lembro-me de ter curtido o barzinho do antigo e cilíndrico Hotel Nacional, que ficava na praia de São Conrado, quando um dos amigos que estava conosco foi dar uma canja acompanhando o conjunto que lá se apresentava, ao piano, numa sessão de jazz. O hotel faliu em 1995, ficou fechado por anos e foi reaberto em 2016.

De outra feita, junto com outro amigo, conheci lá uma linda garota que, com sua amiga, acabamos levando à Barra da Tijuca, à época um ermo. Daquela viagem surgiu “A minha garota de Ipanema”, conto real inserido no meu livro “Tia Belinha e a Grande Cartada …e novas histórias de bahr”.

Fui também ao Rio atrás de uma “meio namorada” curitibana, que terminara seu curso de psicologia e fora fazer seu Mestrado na então “cidade maravilhosa”. Desta vez a história não terminou muito bem e, para piorar, nem deu tempo para curtir a cidade. O trabalho me chamava.

Voltei ao Rio em 1966 a bordo do meu fusquinha amarelo com minha esposa Ruth Gabriela (que faleceu em 2008), para nossa lua de mel, que se iniciara em Nova Friburgo – uma decepção, pois chamavam a cidade de “A Suíça Brasileira” para competir com Campos de Jordão, que conhecíamos muito bem. Decidimos passar o resto da lua de mel em Copacabana. Maravilha.

Voltei ainda ao Rio para um almoço do “Homem de Visão” – quem se lembra? Era um evento anual criado por Said Farhat, ex-presidente da J. Walter Thompson Publicidade e que havia adquirido a Revista Visão, uma publicação semanal de informação geral brasileira. Visão circulou de 1952 a 1993. Naquele ano o almoço foi no Hotel Glória e junto com Ruth Gabriela, aproveitamos um belíssimo fim de semana.

Nunca mais voltei ao Rio. Pois as notícias geradas pela mídia deixavam de lado o pitoresco, o belo, o charme, as histórias de Jorginho Guinle e suas conquistas amorosas (Kim Novak, Zsa Zsa Gabor, Jayne Mansfield, Marilyn Monroe, Veronica Lake, Anita Ekberg e muitas outras), os passeios pela orla, os chopinhos nos bares de Copacabana. Agora, só terror, assassinatos, arrastões, sequestros, tiroteios, balas perdidas, assaltos a caminhões de carga, narcotraficantes e seus fuzis…

Saudades do velho e belo Rio de Janeiro.

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Clubes fechados: trouxas não entram!

 

“Estamos preparados para enfrentar a sociedade”
(Felipe Felps, vereador de Uberlândia)
Ele se esqueceu de que sim, deve prestar contas à sociedade!

 

Você provavelmente é, foi, ou será sócio de algum clube em determinado momento da sua vida. E como você sabe, cada clube possui um regulamento próprio, que todo associado deve seguir. Infringir regras resulta em penalidades. Cada clube deve prestar contas à Receita Federal e eventualmente a órgãos esportivos. Tudo para manter um ordenamento social e jurídico,

Mas existem clubes fechados que passam longe desta obrigações. A Câmara dos Veradores de Uberlândia, MG, acaba de nos fornecer um exemplo desta “alforria” jurídica. Os vereadores de lá aumentaram em cerca de 20% seus próprios proventos sem que se dignassem a analisar a situação de retração pela qual passa o país, nem respeitar a população da cidade, que obviamente recebeu este auto-aumento como uma afronta.

Cada vereador, que já recebia cerca de R$16.000,00 mensais por cerca de 10 (sim, apenas dez) sessões mensais, agora vai receber R$18.000,00 – ou seja, R$1.800,00 por sessão. Isso sem considerar férias, recessos, etc.

A aprovação em duas votações foi feita na penúltima reunião do ano, em sessão extraordinária. Além do salário, o vereador tem acesso a uma verba indenizatória de R$ 10 mil para custos com gabinete. De acordo com a Câmara, foi aprovado também um reajuste de 4,5% no salário dos servidores da Casa.

A título de comparação e segundo o IBGE, em 2016 o valor do rendimento nominal mediano mensal per capita, em Uberlândia, dos domicílios particulares permanentes – Rural era de R$ 350,00 e dos domicílios particulares permanentes – Urbana chegava a R$ 666,67.

Nota: os salários dos vereadores de Belo Horizonte (cidade maior do que Uberlândia) são menores do que na cidade de Uberlândia: R$ 16.435,88 por mês.

Um lembrete: trouxas como a maioria da população brasileira não conseguem fazer parte do corpo associativo destes clubes fechados, que nem precisam prestar contas a nenhum órgão fiscal.

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