2018: um Brasil melhor ou pior?

Nem será necessário consultar cartomantes, videntes ou adivinhões… basta um exercício de lógica.

Dadas as condições calamitosas que governantes incompetentes e irresponsáveis de tantas e tantas gestões passadas e atuais nos legaram, não há sinais mínimos de que a educação vá apresentar sinais de recuperação. Por isso, as periferias mais miseráveis continuarão a despejar hordas de delinquentes, principalmente jovens, fugidos das escolas, sem profissão, sem perspectivas e que encontram na criminalidade a única fórmula de sobrevivência. Ao mesmo tempo, estes mesmos jovens são o alvo preferido dos narcotraficantes, que os induzem cada vez mais ao vício e recorrem aos crimes para satisfazer suas necessidades. Um círculo vicioso crescente!

Será muito difícil reverter a posição de líder mundial em assassinatos que o Brasil ostenta, que provavelmente terão sido cerca de 70.000 em 2017, segundo estimativas otimistas. Também será difícil reverter, em curto prazo, as condições de inadimplência que alguns estados brasileiros vivem, com despesas muito superiores às suas despesas.

A falta de perspectivas financeiras em curto prazo impedirá os governos de oferecer melhores condições de moradia, de saneamento básico, de infraestrutura condizente com as necessidades e, lamentavelmente, de melhor atendimento hospitalar.

Os fracos sinais da recuperação da economia – se persistirem – não serão suficientes para abrigar os 12 milhões de desempregados do nosso país, ao mesmo tempo em que os avanços da era digital, a automação e a robotização vão ceifando profissões das várias áreas agrícolas, industriais e comerciais, dificultando ainda mais a absorção das pessoas aos empregos.

E, pior: nada indica que as eleições de 2018 nos oferecerão mudanças significativas quanto a nomes, candidatos, programas e formas de gestão política. Tudo indica que teremos mais do mesmo. Mesmos políticos, mesmos corruptos, eventuais corruptos novos, mesmos programas desregrados, mesmas promessas não cumpridas e a mesma insatisfação dos eleitores.

Haveria muito ainda a comentar sobre cultura, meio-ambiente, transportes, rodovias, contrabando, fiscalização nas fronteiras, proliferação de armas… mas essa complementação tornaria a matéria por demais extensa.

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Um comentário sobre “2018: um Brasil melhor ou pior?

  1. maso 2 de janeiro de 2018 17:31

    e o pior de tudo e que tens razao.

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