Mais uma vez governo encoberta suspeitos

Ao invés de procurar sanear as irregularidades provocadas pelos vice-presidentes da Caixa Econômica Federal e seguir as recomendações do Ministério Público Federal, afastando os suspeitos, a Advocacia-Geral da União (AGU) terminou a análise sobre o tema e contraria os pedidos feitos pelos procuradores, o que fez o governo mantê-los nos cargos.

Assim como o presidente Temer, que deveria ter-se afastado do cargo – ao menos temporariamente – para aguardar o julgamento dos seus atos considerados ilícitos pelo Supremo Tribunal Federal e não o fez, agora a dose é repetida com os vice-presidentes da instituição bancária.

É óbvio que nós, cidadãos, fiquemos com a pulga atrás da orelha imaginando sempre o pior. Quantos desvios e irregularidades terão sido provocados pelos acusados, parte deles investigados pela ligação com Eduardo Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima? Quais das suas decisões favoreceram o grupo político dos dois presos pela Operação Lava-Jato?

Segundo informações, a Caixa Econômica Federal não tem autonomia para nomear ou demitir vice-presidente. Quem nomeia é o presidente da República, ou seja, quem decide isso é o governo. Mais uma razão para que mostrasse transparência em seus atos.

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