Ironia na Economia

Brasileiro sofre! Para um país onde grande parte da população vive na pobreza (basta olhar as periferias das cidades e as favelas que as circundam), onde um simples aumento no custo do transporte desestabiliza todo um orçamento doméstico e os preços de produtos e serviços nunca param de subir, o anúncio feito pelo governo sobre os índices da inflação de 2017 não passa de uma grande ironia.

Em 2015, no (des)governo Dilma a inflação atingiu 10,67% – medição pelo IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. No ano passado, sob as mãos de Henrique Meirelles (Ministro da Fazenda) e Ilan Goldfajn (presidente do Banco Central), o índice caiu para 2,21% (já caíra para 6,29% em 2016, ano do impeachment e saída da ex-presidente), mostrando que apesar das patacoadas, incongruências e pisadas na bola do governo Temer, as rédeas no setor econômico aparentam estar em mãos firmes.

Apenas aparentam.

O problema é que nós, os consumidores, pouco notamos esta inflação dita mais baixa. Afinal, no nosso dia-a-dia os preços dos supermercados não param de subir: também o combustível ficou mais caro, assim como as passagens de avião, os automóveis, as roupas, o pão, os pedágios…

Pior para os aposentados, que arcaram com todos os aumentos de 2017 e vão receber menos do que o indicado pelo IPCA e muito menos do que os custos crescentes na vida real. Aposentados parecem cachorros correndo atrás do próprio rabo: não chegam a lugar nenhum e apenas lutam bravamente pela sobrevivência.

Foto: Portal do Dog
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