Mês: fevereiro 2018



Pode isso, Arnaldo?

Minha namorada foi multada pela CMTU (Londrina) por dirigir o carro transportando seu cãozinho sentado no seu colo. O cãozinho queria apenas olhar pela janela!

Mas a CMTU de Londrina não enxerga, faz vista grossa e nunca está presente quando ocorrem:

– excesso de velocidade em vias públicas, por parte de carros e motos;
– conversões proibidas;
– cruzamento de vias públicas sem respeitar o farol vermelho;
– veículos com instalação de engate traseiro irregular, em desacordo com a Resolução N.º 197 de 25 de julho de 2006;
– veículos com insulfilm exageradamente escuro, impedindo totalmente a visão do seu interior;
– absurdos constantes cometidos por motoqueiros, fechando outros veículos, assustando os incautos e cometendo as piores infrações possíveis e imaginárias;
– veículos trafegando à noite sem luzes e/ou com faróis queimados;
– motociclistas com motos de alta potência ultrapassando de muito os limites de velocidade, principalmente em finais de semana, nas avenidas principais da cidade;
– peruas e caminhões de recicladores, caindo aos pedaços, trafegando sem condições mínimas de segurança e muitas vezes com excesso de altura de cargas;
– uso indevido de luz alta, prejudicando motoristas no fluxo contrário;
– falta da sinalização com pisca-pisca por parte de vários motoristas, para avisar sobre suas mudanças de direção;
– veículos trafegando com som nas alturas, muito acima dos 80 db permitidos, inclusive em altas horas da noite e nas madrugadas – e isso por toda a cidade;
– motoristas desrespeitando a preferência em rotatórias;
– veículos trafegando lentamente na pista esquerda das avenidas, impedindo ultrapassagens;
– motoristas trafegando na contramão, em horários de menor movimento – mas sempre oferecendo perigo;
– caminhões estacionados em ruas estreitas, principalmente no período noturno;
– caçambas de entulho “estacionadas” no meio-fio, sem adesivos refletivos;
– recolhimento de caçambas no período noturno, de forma barulhenta e perturbadora;
– caminhões trafegando pela pista esquerda, para escapar dos galhos de árvores que crescem desordenadamente nas laterais das vias;
– Desrespeito continuado em relação ao estacionamento privativo de idosos, com veículos deixando de exibir a necessária credencial.

Eu vejo tudo isso. Meus amigos londrinenses veem tudo isso. Mas os agentes da CMTU apenas enxergaram o cãozinho sentado no colo da motorista… e a multaram! Pode isso, Arnaldo?

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Venezuelanos com fome. E nosso governo…

Quando a gente pensa que o governo mostra firmeza em suas decisões, percebemos, mais uma vez que são lentas, atrapalhadas e insensíveis em relação aos dramas das pessoas.

Não bastasse a frieza de conduta dos governantes quando assistimos diariamente aos dramas de pessoas è procura de atendimento médico em hospitais, formando longas filas, com pacientes em macas nos corredores, a falta de medicações e de médicos, agora soma-se o drama dos venezuelanos que fogem da ditadura Maduro e conseguem chegar ao Brasil.

No dia 14 (há duas semanas), os ministros participaram de uma reunião com o presidente Michel Temer e anunciaram que as Forças Armadas seriam as responsáveis por coordenar a ação do governo federal em Roraima para lidar com o grande fuxo de venezuelanos desesperados e famintos que cruzam a fronteira. De acordo com o ministro da Defesa Raul Jungmann, uma medida provisória, seria anunciada para instituir a emergência social na fronteira.

Entretanto, pelas reportagens, filmagens e notícias que nos chegam daquele estado, o que se nota é uma situação desorganizada, com aglomerados de famintos, nenês nascendo prematuramente por falta de alimentação digna das mães, gente dormindo a céu aberto nas ruas e praças, e muitos sobrevivendo apenas por força de pessoas abnegadas, de corações generosos, que fazem mutirões para conseguir e fornecer alimentação aos desesperados.

O que menos se nota é qualquer ação do governo federal, cujo pessoal provavelmente está se locomovendo sobre lombos de jegues para um dia, talvez, chegar até Roraima…

Ah, é verdade: o Brasil de há muito, muito tempo, é o “país do futuro”…

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Receita Federal fecha o cerco. Menos para os corruptos!

Como se sabe, em novembro do ano passado foi emitida a Instrução Normativa RFB nº 1.760, de 2017, que instrui os contribuintes que pretendem incluir seus dependentes na declaração do Imposto de Renda de 2018. Por incrível que possa parecer, estes dependentes deverão ter seu próprio número de CPF já desde os 8 anos de idade.

É o cerco cada vez mais ferrenho da Receita Federal em torno dos cidadãos brasileiros – menos, obviamente, para aquele pessoal corrupto, que consegue girar milhões e milhões de reais sem que sejam minimamente molestados. Compram apartamentos de luxo, fazendas, carrões, jóias, pacotes de viagens, ações e possuem contas no Exterior, posses e valores que não constam das suas declarações de renda. Passam bem longe da Receita Federal. Quem explica?

Além disso, os trabalhadores brasileiros não têm correção na tabela do Imposto de Renda no mesmo ritmo da inflação. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), alertou que nos últimos 20 anos não houve correção em quatro governo diferentes, e de 1996 a 2017 a defasagem chegou a 88,40%. O que é a mesma coisa que aumentar impostos – como sempre – sangrando nossos bolsos.

O jurista Walter Maierovitch batizou nosso governo de “cleptocracia”, um conjunto de criminosos poderosos (aqueles detentores de poder público) e os delinquentes potentes (os possuidores de capitais), que conseguem, através da corrupção, aniquilar um Estado democrático.

Deduz-se que para sustentar esta cleptocracia os brasileiros são cada vez mais exigidos em pagamentos de impostos… e a forma mais direta se dá através do imposto de renda e das suas tabelas congeladas.

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E o Beto Richa também “não sabia de nada”?

Nem foi uma surpresa: os paranaenses já estavam com a pulga atrás da orelha e – se pode-se dizer assim – com os bolsos doendo por causa dos estratosféricos custos dos pedágios nas nossas estradas estaduais.

Pois o Ministério Público Federal informou que a 48ª fase da Operação Lava Jato tenta mostrar as “reais causas” do usuário pagar preços tão elevados para se locomover pelas estradas.

Esta fase da operação está apurando corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na concessão de rodovias federais no Paraná. Seis pessoas foram presas temporariamente – duas em Londrina, no norte do Paraná; duas em Curitiba; e duas em São Paulo – e 55 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Um dos presos é o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER-PR), Nelson Leal.

Um laudo técnico, que usou como parâmetro a tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), da Caixa Econômica Federal, mostrou que o sobrepreço de itens da planilha chegou a 89% em relação ao valor de mercado. O desvio de dinheiro para pagamento de propina pode ter trazido prejuízo para motoristas que passam pelo Paraná.

Nas investigações, a Casa Civil – que fica no Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná –, foi alvo de mandado de busca e apreesão. O delegado Igor Romário de Paula afirmou que essa busca foi “limitada à mesa de trabalho” de um dos investigados, Carlos Nasser, que é considerado homem de confiança de Beto Richa. E o governador não sabia de nada?

Foto meramente ilustrativa
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Serviço secreto português?

Blá-blá-blá! Programas e mais programas de rádio e tevê, além da mídia impressa, estão gastando tempo e espaço para comentar a tal da intervenção federal no Rio de Janeiro. Subitamente, apareceram dezenas de experts em estratégias militares e policiais, todos eles especulando sobre a forma como será feita a operação.

Eles se esquecem de que os alvos da intervenção (narcotraficantes, milícias ilegais, bandidagem e que tais) também possuem aparelhos de tevê, ouvem rádio e provavelmente alguns deles até são capazes de ler jornais. Isso sem contar com a probabilidade de haver vazamentos antecipados de informações.

Se a chefia que foi criada para traçar os planos da intervenção imagina que todos os alvos da operação ficarão sentadinhos, com armas na mão, guardando seus pacotes de drogas e esperando a visita de soldados e policiais… então o plano já começou mal. Pois com certeza a maioria dos alvos já se deslocou para outras paragens, inclusive para outros estados. Ainda mais após ouvirmos falar que nas favelas cariocas se instalaram poderosas facções criminosas, com ramificações espalhadas por todo o país.

Esse blá-blá-blá todo faz lembrar a velha piada do serviço secreto português, ou a “combinação prévia” na guerra com o inimigo, satirizada no telefonema acima do falecido humorista Raul Solnado.

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Rio de Janeiro: agora é agir!

Nosso blog Bahr-Baridades há anos vem publicando posts que refletem a violência na terra dos cariocas. Agora, com a intervenção militar, quem sabe as coisas se acalmem por lá.

Na verdade, os militares (soldados e policiais) deveriam fazer cercos nas favelas, como se agissem em uma guerra e apenas permitir a saída de cada indivíduo somente após cuidadosa triagem (verificação da identidade, dos antecedentes, revista, vistoria na casa dele, comparação com as fotos e vídeos que mostraram bandidos armados desfilando e dando tiros pelos morros e avenidas) e prender todo e qualquer um que seja identificado pelas fotos, foragido de cadeia, ou que possua narcóticos, armas e munições.

Se os cercos forem bem executados, talvez o Maracanã ganhe nova utilidade. Pois certamente será necessário um espaço gigantesco para abrigar as centenas e centenas de bandidos, inclusive os menores responsáveis pelos arrastões.

Quem sabe chegou a hora de limpar a “cidade outrora maravilhosa” desta corja toda?

Bye-bye, Rio de Janeiro

Os morros cariocas têm governo próprio. Quem manda é a bandidagem

Rio de Janeiro: que país é este?

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O Brasil pegando fogo, mas…

A notícia mais lida agora de manhã no G1 da Globo é calcada em uma série de fotos de uma modelo chamada Juju Salimeni, desfilando pela Unidos da Tijuca, que “investiu” em look transparente. “Está tudo colado, amarrado, costurado”, disse a modelo. Nas fotos ela aparece cercada de repórteres.

O Brasil pode estar pegando fogo, metade dos parlamentares ameaçada de ir para a cadeia, as favelas tomando conta dos espaços, cinco meses dos nossos salários sendo confiscados todos os anos, a bandidagem roubando e matando doidamente… ah! mas o Carnaval é mais importante. E quanto mais mulheres aparecerem exibindo seus dotes físicos, mais espaços vão ocupando na mídia.

E só para registro: a segunda notícia mais lida é de um fulano endeusado pela mídia, chamado Pablo Vittar, “desfilando na Beija-flor com transparência” e afirmando aos repórteres que “‘Esse carnaval ainda não beijei ninguém”. Que seja também perdoado o erro de concordância.

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Auxílio moradia de R$ 4,3 mil/mês é mixaria

Um diálogo surreal ocorreu na posse do novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Manoel Queiroz Pereira Calças. Indagado por uma repórter se considerava justo o valor do auxílio, fixado em R$ R$ 4,3 mil por mês, o desembargador respondeu: “Acho muito pouco. O auxílio-moradia é um salário indireto (…) Está previsto na Lei Orgânica Da Magistratura. Ponto”. Pereira Calças admitiu receber o benefício mesmo tendo “vários” imóveis em sua propriedade.

Levantamento feito pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado mostra que a União gastou aproximadamente R$ 817 milhões somente em 2017 com o pagamento de auxílio-moradia nos três Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. No total, o impacto financeiro do benefício nas contas da União ultrapassa R$ 4,3 bilhões nos últimos oito anos.

O magistrado não considerou que grande – e coloque grande nisso – parte da população vive, ou melhor, sobrevive obrigatoriamente com um salário mínimo. É essa mesma parcela da população que se vê obrigada a levantar de madrugada, tomar duas ou três conduções para chegar ao trabalho, é mal atendida nos postos de saúde e vive precariamente.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 50% dos trabalhadores brasileiros recebiam por mês, em média, 15% menos que o salário mínimo no ano de 2016, quando o salário mínimo era de R$ 880. Dos 88,9 milhões de trabalhadores ocupados no ano, 44,4 milhões recebiam, em média, R$ 747 por mês, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD).

Para um magistrado do quilate de Manoel Queiroz Pereira Calças, não deixa de ser afrontosa a afirmação de que o auxílio moradia de R$ 4,3 mil por mês é muito pouco. Em qual país ele acha que está? Catar? Luxemburgo? Kuwait?

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